terça-feira, julho 30, 2013

Imprensa Nacional Casa de Moeda homenageia Ourivesaria e Etnografia Portuguesa


A Imprensa Nacional Casa da Moeda acaba de cunhar uma moeda dedicada às “arrecadas” de Viana do Castelo, constituindo esta a primeira de uma série alusiva à Etnografia Portuguesa.
Com o intuito de colocar em evidência alguns elementos da cultura tradicional e popular que compõem a nossa identidade, a INCM, em colaboração com o Museu Nacional de Etnologia, decidiu dar início a uma nova série de moedas de coleção intitulada «Etnografia Portuguesa».

A primeira moeda desta série, da autoria da escultora Eloísa Byrne, é dedicada às «Arrecadas de Viana do Castelo», peças da ourivesaria tradicional portuguesa em filigrana cujas origens se perdem no tempo, imprescindíveis na ornamentação do traje popular das noivas minhotas.

 
Observações:
Peso com embalagem - 130 g
Código: 1018441
Autor: Eloísa Byrne
Série/Tema: Etnografia Portuguesa
Data de Lançamento: Julho de 2013
Valor Facial: 2.50 Euros
Metal: Ouro 999/1000 - Prata 925/1000
Acabamento: Proof
Diâmetro: 28,00 mm
Limite de Emissão: 2500
Embalagem: Estojo de madeira com certificado de garantia
Peso: 15.10 g (3,1 g Ouro + 12 g Prata)
Estado: Disponível
Preço:€295,20
Fonte:
https://www.incm.pt/

Os panos que a casa dá -Trajes de Barroso


Foi inaugurada no passado dia 29 de Junho no Museu de Arte Popular a exposição temporária "Os panos que a casa dá - Trajes de Barroso".

É o resultado de uma parceria entre o Museu de Arte Popular e a Câmara de Montalegre através da Casa do Capitão – Ecomuseu de Barroso. Reunindo acervos do Grupo Folclórico da Venda Nova, freguesia do concelho de Montalegre, do MAP, da Casa do Capitão e do MNE, esta exposição traz a público uma mostra das formas populares de trajar da região de Barroso.

Ocupando a sala de Trás os Montes do Museu de Arte Popular, a exposição divide-se em nove núcleos que exploram a diversidade de têxteis produzidos na unidade doméstica a partir das duas matérias-primas que são o linho e a lã, mostram algumas das peças icónicas da região, como a capa de burel e a croça de juncos, e apresentam um conjunto de trajes de trabalho e de cerimónia característicos da região.


quinta-feira, julho 25, 2013

Festivais de Folclore

Festivais de Folclore a não perder.





 

quarta-feira, julho 24, 2013

Festival de Folclore "António Neves" - Coruche

Integrado nas Festas em honra de Nª Srª do Castelo, o Festival Internacional de Folclore "António Neves", que se realiza no dia 15 de Agosto, é mais uma vez, organizado em parceria com o Rancho Folclórico da Fajarda, Rancho Folclórico os Camponeses de Santana do Mato e o Rancho Folclórico Regional do Sorraia.

 

quinta-feira, julho 11, 2013

COMO DEVEMOS INTERPRETAR AS FOTOS DE ESTÚDIO

Brito Aranha em 1878 escreveu no “Universo Ilustrado”: “Todos sabem que o senhor Carlos Relvas é o primeiro fotógrafo amador em Portugal e um dos primeiros no estrangeiro, e que a sua galeria e o seu laboratório fotográfico excedem o que possa imaginar-se em luxo de ornamentações, em abundância de espécimenes resplandecentes e em profusão de máquinas e utensílios dos melhores autores”. Mais recentemente, Michael Gray, conservador do museu de fotografia Fox Talbot, disse ao Jornal Expresso em 1998: “É uma das mais importantes estruturas na Europa ligadas à fotografia. Não há nada de comparável que seja conhecido. Além disso, é um património não só de Portugal mas da Europa, e a Europa também se devia mobilizar para o proteger, bem como para tornar conhecido o trabalho de Relvas. Mas é um trabalho que devia começar por Portugal”. Apesar de tudo isto, Carlos Relvas e o seu trabalho, continuam praticamente desconhecidos quer em Portugal, quer no Mundo. O processo fotográfico atual, pouco varia do processo do início do século XX. Por isso se atribui ao século XIX a invenção da fotografia como a conhecemos hoje. No século XX assistiu-se à evolução das técnicas de controlo e ao aparecimento da fotografia a cores, cinema e todos os usos científicos utilizados hoje. - See more at: http://www.fotografia-dg.com/historia-da-fotografia/#sthash.Uibl3AxU.dpufOS
Nos retratos "CARTE DE VISITE" o posicionamento socioeconómico de uma determinada família pode ser aferido através do seu espólio fotográfico (estando este ainda intacto): a época em que os seus membros tiram os primeiros retratos; a época em que recebem as primeiras ofertas de retratos, por parte de parentes e amigos; os locais onde estes retratos são tirados; todos estes indícios podem ser preciosos para caracterizar a história de uma família. Do mesmo modo, a fotografia antiga permite um melhor conhecimento dos antepassados: a sua fisionomia, a sua estatura, postura e modo de vestir. É claro que muito do que era o retrato, sobretudo na segunda metade do século XIX, dependia da encenação criada pelos fotógrafos: a pose, o cenário de fundo, os adereços e, em alguns casos, também a indumentária. E toda esta parafernália ia alterando-se, seguindo a evolução da moda. Deste modo, o retrato antigo, geralmente em formato "carte de visite" (cartão de visita), tem importância para a História da Arte: ao nível das artes decorativas, do mobiliário e de vários outros aspetos. Tem ainda importância para a História da Técnica. Não podemos também negligenciar os timbres dos fotógrafos, muito interessantes para o estudo do papel timbrado e da História das Artes Gráficas, assim como as dedicatórias, que revelam autógrafos valiosos, cumplicidades entre quem oferece e quem recebe, permitindo igualmente datar, com certa precisão, muitos retratos.
Como poderão constatar a historia da fotografia em Portugal remonta ao séc. XIX, sendo considerada uma obra de arte pra época, as fotos antigamente não tinham o mesmo sentido dos dias de hoje, era tido como uma verdadeira relíquia e os que se dedicavam a essa arte, hora usavam como meio de subsistência, ora como projeto de estudo, as varias fotos que se observam eram tiradas normalmente em ambientes fechados, residências ou salas próprias, pois não havia exposição publica das mesmas salva em raras exposições, as pessoas fotografadas iam para as secções de fotografias como se de uma festa se tratasse, e raras vezes eram fotografadas em ambiente descontraído, com o passar dos anos começaram a tirar-se fotos de conjuntos livres, (festas, romarias, trabalho, etc…) nas primeiras fotos familiares ou individuais, tiradas em casa ou nos estúdios as pessoas descontraiam-se apresentando-se em seus melhores fatos e sem cerimonia uma vez que as mesmas eram para uso particular, principalmente as mulheres vaidosas como sempre, arrumavam-se com esmero com seus melhores fatos, joias (muitas vezes emprestadas), usando a fotografia como prova de bem viver, ora para impressionar futuros maridos ora pra mostrar opulência de vida, essas fotografias eram exposta em ambiente familiar por isso os aspetos da moral eram postos de lado, salvo raras exceções onde em fotos familiares vemos mulheres de lenço mesmo dentro de casa, eram em suas maiorias viúvas ou casadas com maridos emigrados, era comum também encontrar fotos de mulheres em trajes mais ou menos típicos, arranjados e preparados para a ocasião, esses trajes têm de ser estudados a luz da situação, não sendo em ambiente livre podiam ser pontualmente modificados afim de parecerem bem na fotografia, deixando assim de servirem como exemplo de vestir. Nas fotos publicas reparamos no objetivo dos fotógrafos em imortalizar fatos do dia-a-dia das pessoas, normalmente grupos ou pessoas em exercício de suas profissões aí sim podem usar as fotos como estudo de hábitos e costumes nelas veem que a maneira de vestir entre o povo pouco difere dependendo da época fotografada, mas em sua maioria o povo vestia-se de forma simples sem grandes adereços. Para se usar uma foto como exemplo temos antes de verificar o local e momento a que ela pretende prender em papel, nem sempre a fotografia pode ser usada como exemplo da maneira de vestir mas sim como exemplo de como se vestiam. Existem diversas pesquisas que podem elucidar dúvidas quanto a história da fotografia em Portugal, basta ter um pouco de paciência e boa vontade evitando assim erros de representação nos dias de hoje.
(JCRM)
Fonte: Traje do Povo em Portugal

terça-feira, julho 09, 2013

Cantar ao Desafio - Minho



Documentário - Desafios

A tradição das cantigas ao desafio tem uma grande importância no Alto Minho. São uma forma de crítica em verso, em que o cantador ataca o seu par até um deles não ter resposta e se dar por vencido. Há festas, romarias e convívios que não dispensam a concertina e os cantadores.Desafios traz-nos o mundo das cantigas ao desafio através da intervenção de alguns dos mais conhecidos cantadores do Alto Minho, onde se destacam Delfim e Carminda, de Arcos de Valdevez, José Cachadinha, de Ponte de Lima, Armando Marinho, de Ponte da Barca e Augusto Canário, de Viana do Castelo.

FICHA TÉCNICA
realização: Carlos Eduardo Viana;
produção: Associação AO NORTE, para o Museu do Traje de Viana do Castelo;

Festivais de Folclore



quarta-feira, julho 03, 2013

TRAJE DE DOMINGAR OU DE FESTA DAS TERRAS DA MAIA - DOURO LITORAL


Até 1843, as antigas Terras da Maia comportavam 74 freguesias compreendidas entre o Oceano Atlântico e o Monte Córdova (Santo Tirso), do Rio Ave à Foz do Douro, passando por Nevogilde, Cedofeita, Paranhos, Gondomar, Ermesinde, Santa Maria da Reguenga, Santo Tirso, Macieira da Maia a Azurara.

Na Maia o traje de domingar ou de festa era por excelência o mais representativo pelo negro das saias de baetão com barra de veludo. Junto ao corpo saias brancas de linho rendadas, culotes e as meias feitas à mão e rendadas que não deixavam mostrar um milímetro do seu corpo.

Sobre todas estas saias caía um avental comprido adornado na barra com rendas de algodão da mesma cor e, por vezes um ou outro vidrilho em contraste com as blusas brancas de linho alvo de neve com colete estampado de pequenas flores coloridas, ajustado a corpo, cobrindo-se com um belo e colorido lenço de merino vermelho ou amarelo, verde ou azul e por vezes castanho.

Na cabeça a mulher maiata cobria-se com maravilhosos lenços ora de seda, bibinete ou filó de três pontas soltas sobreposto com um chapeuzinho de feltro de veludo de aba revirada e redondo, adornado com um pequeno espelho, tinha também duas fitas pretas com breu caindo sobre o lenço branco bordado à mão.
 
Nas orelhas as libras de cavalinho e arrecadas de ouro.