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sexta-feira, novembro 17, 2006

O Pescador do Bacalhau


A pesca do bacalhau sempre atraiu os homens das regiões costeiras, as migrações com destino aos mais importantes centros bacalhoeiros do país, como Lisboa, Ílhavo e Figueira da Foz eram maciças. Provinham de todas as regiões do país, do Minho ao Algarve.
As campanhas desenrolavam-se de Março a Outubro nas águas geladas do Canadá, os homens enfrentavam condições de extrema dureza. Os densos nevoeiros e as violentas tempestades povoavam os dias.
Os agasalhos que levavam de casa incluíam ceroulas, calcetas, camisolas de flanela, meias, luvas e carapuças de lã. Quando saiam para o mar para a pesca nos dory, vestiam os seus oleados, ou seja, calças largas, casacos e aventais, fabricados em pano cru embebido em óleo de linhaça.
Quando escalavam o bacalhau os pescadores usavam umas botas que cobriam os pés e as pernas até aos joelhos.
Na cabeça usavam o sueste, um chapéu de tecido grosseiro, normalmente pano-cru, impermeabilizado com azeite ou óleo de linhaça. Tem aba de forma irregular descendo a parte mais alongada sobre a nuca.

segunda-feira, julho 21, 2014

Calçado popular


Botas de Cano - Matosinhos
Datação: XIX d.C. - XX d.C.

Matéria: Madeira; Metal (ferro); Cabedal

Dimensões (cm): altura: 53; largura: 17; comprimento: 31;

Descrição: Botas (par) de cano alto e rasto em madeira; e gáspea, talão e pala de cabedal de cor acastanhada. O rasto apresenta vestígios de tingimento a cor vermelha. É constituído por salto, enfranque e pata. O salto é baixo e apresenta, a ladear os contornos exteriores formando espécie de ferradura, uma aplicação de tira de sola de cor preta, semeada com cardas de ferro justapostas às suas extremidades. O enfranque é curvilíneo, em continuação com a pata. Esta, apresenta três aplicações de sola: duas de lado e uma, à frente, com os contornos da biqueira. São todas semeadas com cardas de ferro, de formato circular. A unir o rasto à gáspea e ao talão, uma banda de sola de cor preta, pregada de espaço a espaço por pregos metálicos de cabeça pequena batida. Na zona da biqueira, apresenta, em vez desta banda, uma outra, de formato semicircular, que a cobre e à dianteira do rasto. A gáspea e o talão, embora simétricos, são de igual formato, apresentando uma boca que forma um lóbulo ao centro. A esta boca está costurado um cano do mesmo material, que estende até acima dos joelhos, formando uma pala - um grande lóbulo na parte dianteira. A costura é visível através de duas fileiras executadas a linha de cor branca, nos contornos superiores das gáspeas. O cano é feito de uma só peça de cabedal, sendo que é cosido, longitudinalmente, do lado interior da bota a linha de cor branca. Na extremidade superior de tal costura, e na do lado oposto a esta, espécie de presilha de cabedal. As presilhas do lado interior da bota, apresentam um anel feito em corda.


Sapatos Homem - Algarve
Datação: XIX d.C. - XX d.C.

Matéria: Sola; Calfe; Metal

Dimensões (cm): altura: 8; largura: 10; comprimento: 27,5;

Descrição: Sapatos (par) com rasto em sola. Este apresenta um salto baixo, constituído por duas camadas de sola pregadas e coladas. A parte superior dos sapatos é constituída por gáspeas, talão e biqueira. Todas estas peças são em calfe de vitela de cor preta. As gáspeas estendem-se sobre o peito do pé, formando, nesta zona, uma língua. O talão percorre a zona do calcanhar, diminuindo a sua altura, e formando duas orelhas que se sobrepõem à língua das gáspeas. Estas apresentam três furos, dados longitudinalmente, por onde passa um atacador de cor preta. A biqueira, do mesmo material, forma uma meia-lua de orla ponteada à máquina e furada em pequenos círculos, de espaço a espaço. O interior dos sapatos é forrado a couro, apresentando também, sobre o rasto, uma palmilha em couro de cor branca.
Proveniência: Faro / Loulé / Alte.



Botas - Baixo Alentejo
Datação: XIX d.C. - XX d.C.

Matéria: Couro; Borracha; Metal

Dimensões (cm): altura: 27; largura: 10; comprimento: 25;

Descrição: Botas (par) com rasto em couro, constituído por salto, enfranque e pata.

O salto é alto e afunilado. É forrado a borracha de cor preta, à qual estão aplicados vários pregos metálicos. O enfranque é esguio e a pata de bico ligeiramente levantado. Esta zona é completamente recoberta de pregos metálicos. Pregadas ao rasto surgem as gáspeas de couro. A elas, na orla interior, está aplicado, por dentro, um talão alto, formando um cano. Este é aberto longitudinalmente, à frente, ao centro. Apresenta, em cada aba quinze ilhós metálicas. Por entre as abas, surge uma língua de couro que está aplicada na extremidade inferior da abertura, por baixo do talão e das gáspeas.
Proveniência: Beja /Serpa

 
Botas da Pesca do Bacalhau
Datação: XX d.C.

Matéria: Cabedal e madeira

Dimensões (cm): altura: 58;

Descrição: Par de botas que cobrem o pé e parte da perna até aos joelhos.

Origem / Historial: Estas botas de bacalhoeiro pertenceram ao pescador Armando Bizarro Valverde, da Nazaré. Era o calçado que os pescadores usavam quando escalavam o bacalhau.
 
Proveniência: Nazaré.
 
 
 
 
Fontes:
Museu de Arte Popular.
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segunda-feira, setembro 21, 2015

Traje da mulher de Almeirim – Ribatejo

O traje de festa da mulher de Almeirim era elegante, de cores vivas e atraentes, não havendo outro semelhante em toda a região ribatejana.
Rancho Folclórico da

A saia de cima, de castorina encarnada, era toda plissada, sendo ajustada na anca por meticulosos favos. As saias de baixo, de pano branco, eram rodadas e enfeitadas com folho e bordadas.

O casaco em chita, de modelo ao gosto da rapariga, arrematava atrás com “rabo de leque”, mais conhecido por “rabo de bacalhau”.

O avental era enfeitado com rendas ou caprichosamente bordado pelas mãos hábeis da rapariga, sendo atado por meio de um formoso laço.

Na cabeça, um vistoso lenço de merino ou de ramagens e aos ombros um cachené.

Calça meias brancas de carapuços, feitas à mão, e chinelas pretas.

Na anca, transporta uma algibeira rústica, onde guardava o lenço e outros objetos de uso pessoal.

Adornava-se naturalmente com ouro. Ricos brincos compridos ou argolas e ao pescoço um grande cordão, com uma peça (libra, medalhão, cruz, etc.).

quinta-feira, agosto 11, 2011

Romaria da Senhora da Agonia 2011



Programa da rainha das festas de Portugal.

19 Agosto – Sexta-feira

08h30 – Alvorada

Viana acorda ao som de 21 morteiros. É Festa no Minho. A Sra. d’Agonia. A Romaria das Romarias de Portugal. Já se ouvem os sons dos Zés P’reiras, das Bandas de Música, Gigantones e Cabeçudos. Na nossa velhinha sala de visitas – Campo do Forno, Praça da Rainha, Praça da República. Passerelle de atracções, um sem número de iniciativas que alimentam e bem múltiplas razões para uma visita. Esperamos-te na Romaria. Cá dentro!

Grande Feira

Tem lugar no Campo do Castelo e Praça General Barbosa. Toda a Festa no Alto Minho tem um poucochinho de Feira ou de Feirão. Onde o bulício, os encontros, a cor e o espectáculo são “artes de feirar”.

09h30 – Concerto Musical

No coreto da Praça da República pela Banda de Música de Sanguinhedo.

10h00 – Desfile da Mordomia

Nas Festas Tradicionais compete às “Mordomas” moças solteiras escolhidas por lugares, mas sob condição que não pese sobre nenhuma delas qualquer fama, a obrigação de erguer o “arco” festivo, preparar com as amigas o “cesto” de flores (ex-votos); “fazer o peditório”; levar em tabuleiros o leilão dos “bichos” e o leilão das “roscas”; os “segredos”; serem responsáveis do bazar; assistir à Missa da Festa com a vela votiva acesa (se apagasse seria na voz do povo sinal de falta de “pureza”). É esta tradição que se comemora, com a presença das Juntas de Freguesia que colaboram com a Comissão de Festas. E em cortejo, apresentar cumprimentos ao Governador Civil, Presidente da Câmara, Bispo da Diocese.

12h30 – Revista de Gigantones e Cabeçudos

Em 1893 chegam a Viana do Castelo pela mão do Administrador do Concelho Luís Valença, que ao vê-los em Santiago de Compostela onde dançavam frente ao túmulo do Apóstolo, com tamborileiros a marcar o ritmo, adaptou-os aos nossos Manel e Maria, Doutor e Senhora. Ligados à procissão do “Corpus Christi”, os Gigantes tem uma velha tradição na Europa, chegando-se, mesmo, a um milenar testemunho celta: afugentar da “romaria” os espíritos maus, o mal da inveja, o mau vizinho, sacralizando assim o “espaço da festa”. Todos os dias, à hora do meio-dia num ruído avassalador, tonitruante, os gigantones e cabeçudos, receberão as honras dos seus vassalos – grupos de Zés P’reiras e Zabumbas. Três dias, três revistas, três voltas, entre o chafariz e o Caramurú e, no final, uma exibição a solo (por cada grupo), frente à Domus Municipalis.

14h30 – Concertos Musicais

Nos coretos da Praça da República pela Banda de Música da Casa do Povo de Moreira do Lima e, no Jardim D. Fernando, pela Banda de Música de Sanguinhedo.

16h30 – Oração de Vésperas

No Santuário de Nossa Senhora d’Agonia.

17h00 – Procissão Solene da Senhora d’Agonia

Sai da Igreja de S. Domingos e do Santuário. Com o andor da Senhora d’Agonia tomam parte os andores das Senhoras dos Mares, Assunção, Monserrate e, ainda, o Senhor dos Aflitos. É o figurado um dos elementos mais reclamados da Procissão Maior e a sua dramatização um dos valores mais simbólicos a ter em conta na Romaria. São os homens do mar quem pega aos andores com as suas camisas aos cadros, de cachemira. A organização da procissão solene, presidida por Sua Excelência Reverendíssima D. Anacleto Cordeiro Gonçalves de Oliveira, Bispo da Diocese, pertence à Real Irmandade da Senhora d’Agonia, declarando-se Suas Magestades El-Rei e Rainha D. Amélia juízes perpétuos da mesma (1890).

21h00 – Desfile “Vamos para o Festival”

Zés P’reiras, Bandas de Música e Grupos Folclóricos, em sintonia com o muito povo que se incorpora voluntariamente, fazem a Festa, descendo a Avenida dos Combatentes da Grande Guerra em direcção ao Jardim Marginal.

22h00 – Festival no Jardim

Nos palcos do Anfiteatro do Jardim, da Marina e da Praça da Liberdade, o encanto e beleza dos trajes, das danças e dos cantares de Grupos Folclóricos, exclusivamente, do nosso Concelho. Também poderemos deliciar-nos com a Banda de Música da Casa do Povo de Moreira do Lima, no coreto da Praça da República e, da Banda de Música de Sanguinhedo, no coreto do Jardim Marginal, enquanto aguardamos (24h), pela espectacular sessão de fogo-de-artifício, nesta noite, o afamado “FOGO DA FESTA”.

Nota: após o “Fogo da Festa” dar-se-á inicio à confecção dos tapetes floridos, nas ruas da Ribeira bem como ao Arraial SuperBock no Jardim da Marina.

20 Agosto – Sábado

08h30 – Alvorada

Repete-se, como em todos os dias, na Praça da República, nos moldes habituais.

Grande Feira

Terá lugar nos mesmos locais. A dar uma nota de mercado e de troca e onde o típico e o artesanal, de mãos juntas, se cruzam para relembrar a riqueza da Romaria.

09h30 – Visita às ruas da Ribeira para admirar os tapetes floridos assim como nas varandas e janelas, as colchas, redes e atreficos do mar.

10h00 – Concertos Musicais

Nos coretos da Praça da República pela Filarmónica de Vila Nova de Anha e, no Jardim D. Fernando, pela Associação Musical da Pocariça.

12h00 – Revista de Gigantones e Cabeçudos

De novo, na Praça da República com toda a riqueza dos seus movimentos e de esfusiante alegria.

14h30 – Concertos Musicais

Nos coretos da Praça da República pela Filarmónica de Vila Nova de Anha e, no Jardim D. Fernando, pela Associação Musical da Pocariça.

14h30 – Solene Concelebração Eucarística/Procissão ao Mar e ao Rio

Presidida por Sua Excelência Reverendíssima D. Anacleto Cordeiro Gonçalves de Oliveira, Bispo da Diocese. Finda a Santa Missa sairá do Santuário a tradicional Procissão dos Homens do Mar com os andores de Nossa Senhora d’Agonia, Nossa Senhora dos Mares e S. Pedro, a caminho do Cais dos Pilotos, onde, depois da alocução será dada a “bênção ao Mar e aos Barcos”, seguindo-se-lhes a Procissão ao Mar e ao Rio. São inúmeras as embarcações de pesca e desportivas que acompanham a Senhora d’Agonia numa espontânea manifestação de fé. O regresso ao Santuário será feito pelas ruas da “nossa” Ribeira belamente atapetadas e decoradas com motivos piscatórios.

21h30 – Concertos Musicais

Nos coretos da Praça da República pela Filarmónica de Vila Nova de Anha e, no Jardim D. Fernando pela Associação Musical da Pocariça.

22h00 – Festa do Traje – Praça da Liberdade

Vamos assistir à apoteose da “mulher de Viana”, à sua arte, ao seu engenho, à sua chieira, à sua força de matriarca. Quem o afirma é Ramalho Ortigão (Farpas, 1885): “Pois bem, eu acho-me hoje na obrigação de declarar que nunca, em parte alguma, vi mulheres mais bonitas do que algumas das que encontrei a vender na Feira de Viana”. E Joaquim Leitão (no 47º Aniversário da elevação de Viana a cidade Revista Límia/1905), diz: “a vendedeira do Campo d’Agonia é uma graça (…) tudo a vianesa resume no seu busto fornido e bem modelado, na beleza quente da sua boca e dos seus olhos, no arrebique do seu vestuário cheio de cor, gárrula, jubilosa, elegante e calma”. Na década de 30 Cláudio Basto e Afonso do Paço definem o “Traje à Vianesa” e José Rosa Araújo (1936), o “Traje Popular do Baixo Lima”. Falta-nos Madalena Vaz Teixeira in “Trajes Míticos da Cultura Regional/1994)” quando refere “a valorização máxima do traje feminino fixou-se, hoje em dia, no fato à vianesa”. Por isso, imagem de marca, irrepetível, única. Como já anunciado, a Festa do Traje será na emblemática Praça da Liberdade.

Grande Arraial Minhoto

A realizar no Campo do Castelo e Praça General Barbosa. As muitas e variadas diversões, as tocatas, os cantares ao desafio, a feira dos petiscos “comer, tinto; bober, branco”, as “tendinhas do café”, e a alegria de muito povo que nestas noites procura esquecer as “canseiras” do dia-a-dia, são garantia que este popular número de agrado certo, se prolongará noite fora. Logo termine a Festa do Traje, será queimado o fogo do ar, sem sombra de dúvida, um dos pontos altos do Arraial e que tem por nome “Fogo do MEIO ou da SANTA”.

Nota: após o “Fogo do MEIO ou da SANTA” dar-se-á inicio ao Arraial SuperBock no Jardim da Marina.

21 Agosto – Domingo

08h30 – Alvorada e Grande Feira

Queimam-se os últimos morteiros da Alvorada e inicia-se a última grande Feira do corrente ano e que ocorrerá no mesmo recinto dos anteriores.

10h00 – Concertos Musicais

Nos coretos da Praça da República pela Banda Bingre Canelense e, no Jardim D. Fernando, pela Filarmónica de Vila Nova de Anha.

12h00 – Revista de Gigantones e Cabeçudos

Será a última revista do ano, onde os Gigantones e Cabeçudos receberão a homenagem dos diversos grupos de Zabumbas e Zés P’reiras. Também o momento mais apetecido por muitos “forasteiros” que embora “nossos” fixam-se p’rás bandas da capital ou, mais longe, pela estranja. Perguntei-lhes porque estavam comovidos, choravam mesmo! “Quando mais ouço os bombos mais tenho ganas de voltar”.

14h00 – Concertos Musicais

Nos coretos da Praça da República pela Banda Bingre Canelense e, no Jardim D. Fernando, pela Filarmónica de Vila Nova de Anha.

16h00 – Cortejo Histórico/Etnográfico – Viana Cidade do Vinho 2011

Um carro com o Deus Baco, grupo de Bacantes com taças e cachos de uvas. A primeira produção de vinho em Terras de Viana – vestígio de lagar no Castro de Moldes, em Castelo do Neiva; a simbologia do vinho nas Bodas de Caná. Mas vai ser a partir do Séc. XIV – primeiro protocolo estabelecido entre Portugal (Afonso IV) e Inglaterra (Eduardo III) sobre a pesca do bacalhau e os “vinhos tornaviagens” que começam a ser exportados pelo cais de Viana. Vinhos de Melgaço, Monção e de Riba D’Avia (Galiza), de Refoios e Terras de Geraz motivam a criação de uma Feitoria Inglesa (Séc. XVI), em Viana, como a nomeação do 1º Cônsul Inglês John Bearsley. Mas não só a História. A Etnografia, as Rotas dos Vinhos, tempo de vindimas, de lagares e pisadas, de Festas, Feiras e Romarias, das tasquinhas com reclames de “bom vinho e comer”. E já na parte final, a Comissão de Viticultura dos Vinhos Verdes, a Galiza Mai-lo Minho, as Confrarias do Vinho Verde, a Associação de Municípios Portugueses do Vinho, Best of Wine Tourism, as Rainhas das Cidades do Vinho.

21h00 – Desfile “Vamos para a Serenata”

Zés P’reiras, Bandas de Música e Grupos Folclóricos, em sintonia com centenas de pessoas que ocupam as bancadas da Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, assim como muitos forasteiros que não arredam pé e seguem entusiasmados acompanhando a Comissão de Festas em direcção ao Jardim Marginal.

22h00 – Festival no Jardim

Nos palcos do Anfiteatro, do Jardim da Marina e, no palco da Praça da Liberdade, o encanto e beleza dos Trajes, das danças e dos cantares de Grupos Folclóricos, exclusivamente, do nosso Concelho. Idem, com os concertos musicais da Banda Bingre Canelense, no coreto da Praça da República e, da Filarmónica de Vila Nova de Anha no coreto do Jardim Marginal. Todos a aguardar pela inolvidável sessão de fogo-de-artifício, nesta noite, a afamada “SERENATA”.

24h00 – Serenata

A apoteose do Belo, o Sonho da duplamente centenária Romaria da Senhora d’Agonia, a Rainha das Romarias de Portugal. Com três cenários distintos: Rio Lima (fogo aquático), margem esquerda (fogo do ar), Ponte Eiffel (1878) Cachoeira do Rio Lhetes - Viana é Amor.

Os bouquets monumentais, as girândolas que iluminam de esplendor o céu, os morteiros surdos, as granadas de cores, as lágrimas… a riscar pelo espaço faúlhas e pepitas são bem este Alto Minho esfusiante de beleza que o sonho e a imaginação dos nossos pirotécnicos soube exprimir nessas trémulas e encandeantes luzinhas, levando no seu ourel, no seu rendilhar, o entusiasmo dos corações, o sentir das gentes, o bucolismo das terras, o sonho das estrelas.

segunda-feira, julho 30, 2007

Traje de Festa Feminino – Ílhavo – Beira Litoral

Trata-se de um trajo de festa em que existe uma clara afirmação do poder económico da mulher, não só pelos adornos, com pelo uso do mantéu, um elemento imprescindível do traje de luxo, coroado pelo magnifico chapéu, tão grande que se torna necessário usar presilhas para segurar a aba à copa.
Veste camisa de linho, com um pequeno cós guarnecido de renda larga, abotoada à frente com botões de tremoço, forrados a tecido, manga comprida com punho. Colete de seda lavrada, vermelho-vinho, debruado a preto, ajustado na frente com cinco pares de botões de prata e respectivas abotoaduras. Saia de tecido de lã preta, comprida, franzida na cintura e guarnecida em baixo com barra de veludo recortada e contornada com galão. Sobre a anca, faixa cor de vinho, que não ajusta, e algibeira preta bordada, suspensa na cintura.
Envolvendo o corpo usa um amplo mantéu preto, com cabeção largo de veludo guarnecido a galão e frentes debruadas também a veludo e galão.
Na cabeça usa um lenço lavrado, com as pontas laterais levantadas, acompanhando a larga aba do chapéu de presilhas, presas à copa e rematadas com pompons.
As chinelas pretas e as meias brancas eram acessórios indispensáveis neste trajo.
Referência Bibliográfica: O Trajo Regional em Portugal, Tomaz Ribas, Difel, 2004
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