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segunda-feira, junho 18, 2007

Encontrão 2007


No passado fim-de-semana (16 e 17 de Junho) realizou-se o Encontrão 2007, na Aula Magna da Universidade de Lisboa.
Uma organização do INATEL que englobou a Festimúsica, Concurso Nacional de Música, a Teatrália, Concurso Nacional de Teatro, e a Final Nacional do Concurso Etnográfico Henrique Rabaço.
A Banda Filarmónica Simão da Veiga da Casa do Povo de Lavre foi a grande vencedora do Concurso Nacional de Música com o espectáculo “O Grande Livro da Fantasia”.
Do Concurso Nacional de Teatro saiu vencedora a Associação Desportiva Cultural de Subportela com o “Auto de S.João”.
O Concurso Henrique Rabaço foi bastante concorrido, com a presença de 17 grupos, que disputaram a final nacional com espectáculos de elevada qualidade etnográfica.
“Alma e Coração das Gentes da Beira Alta nas Romarias” foi o espectáculo apresentado pelo Grupo Cultural e Recreativo de Santo Amaro da Azurara, em representação do Distrito de Viseu, mereceu o 3º lugar.
O 2º lugar coube ao grupo Cantadeiras do Vale do Neiva, que apresentou “Carpir e Amentar as Almas”.
Representando o Distrito de Castelo Branco, o Rancho Folclórico da Boidobra arrebatou o 1º lugar do Concurso Henrique Rabaço.
O espectáculo “À Rebatina” retratou uma noite de Natal e o Cantar das Janeiras, passando pela Quaresma e terminando na Páscoa com as crianças à rebatina e os habituais bailes na aldeia da Boidobra, em princípios do séc.XX.
Este grupo tem tido um importante papel na preservação dos usos e costumes da região de Castelo Branco, tendo mesmo vencido este mesmo Concurso em 2005.
O Encontrão terminou com a apresentação dos vencedores dos três concursos, coroando mais uma bem sucedida organização do INATEL.

quinta-feira, julho 26, 2007

Trajos da Eira – Boidobra – Beira Baixa

Estamos perante trajos de Verão, usados aquando da limpeza do cereal na eira. Os tecidos são simples e frescos, cobrindo todo o corpo, evitando que o pó entre em contacto com a pelo, causando irritações desagradáveis.
A mulher no trabalho da eira usa blusa de algodão riscado, com pequena gola em banda, abotoada à frente com botões, manga comprida com punho. Saia de tecido de algodão vermelho, franzida na cintura e protegida na frente por um avental comprido de algodão estampado, com bolsos.
Na cabeça usa um lenço de algodão estampado, com as pontas laterais atadas sobre o chapéu de palha de abas largas, calça socos com rasto de pau. São instrumentos de trabalho a pá e o forcado.

O homem veste camisa de algodão de manga comprida, ou, por vezes, apenas a camisola interior de malha. Veste calças de cotim em tons de azul, ajustadas na cintura pela faixa preta. Por debaixo das calças, veste ceroulas de tecido de algodão, ajustadas junto aos tornozelos com fita de nastro. Na cabeça, para proteger do impiedoso sol de Verão, chapéu de palha de aba larga e ao pescoço lenço tabaqueiro, que lembra a necessidade de limpar o suor do rosto durante o trabalho árduo.
Calça socas sem meias. Como instrumento de trabalho usa o malho e para aplacar a sede traz presa à cinta uma cabaça.

Fonte: Ribas, T., O Trajo Regional em Portugal, Difel, 2004

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