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sexta-feira, junho 29, 2018

Fiadeiras - Minho

Jovens fiadeiras da zona do Minho, Biel 1900

quinta-feira, dezembro 14, 2017

Colóquio “Memórias do Povo”


Colóquio “Memórias do Povo”, inicialmente agendado para o dia 8 de Outubro, realizou-se no passado dia 25 de Novembro, com a presença de numeroso público.

Foram apresentados trabalhos bastante interessantes e o público respondeu positivamente e muito participativo.

Os trabalhos foram moderados por Joaquim Pinto (Presidente da Associação do Distrito de Lisboa para a Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa) e foram efetuadas as seguintes apresentações:

Xaile - Memória dos afetos - Carlos Alves Cardoso

(Rancho Folclórico Os Rancheiros de Vila Fria)

Do trajar e do vestir do Alto Minho Interior - José Artur Brito

(Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega)

Gentes do Mar - Ricardo Gomes

(Rancho Folclórico de Geraldes)

O Traje, a Recolha, os Erros - Virgílio Reis

(Grupo de Folclore As Lavadeiras da Ribeira da Lage)

Para encerrar a organização do Grupo Cultural de Vila Fria brindou a todos os presentes um Carcavelos de Honra, dando a degustar este magnifico vinho generoso.
José Artur Brito, Ricardo Gomes, Joaquim Pinto, Carlos Cardoso e Virgílio Reis

quinta-feira, março 23, 2017

Costumes do Minho

Fonte: Centro Português de Fotografia


Ancora - Banheira

Ancora - Moça de lavoura

Meadela - Camponesa

Perre - Moço da lavoura

Viana - Mulher de mantilha

Âncora - Camponesa

domingo, outubro 25, 2015

CAPUCHA DE CASTRO D’AIRE – BEIRA ALTA

Já neste blog publiquei alguns artigos sobre a capucha. Trata-se de uma peça de vestuário para agasalho usada tanto por mulheres como por homens das serranias deste a Beira Baixa a Trás-os-Montes e Minho.
Recentemente juntei à minha coleção esta capucha oriunda das fragas da Serra de Montemuro, concretamente do concelho de Castro D’Aire (atualmente escreve-se Castro Daire), confecionada em burel no início do sec. XX.
Trata-se de uma peça robusta, usada e muito, sendo visível o desgaste da sua utilização recorrente nas tarefas do dia-a-dia, a que se soma a idade e exposição aos elementos a que esteve sujeita. É precisamente essa robustez que lhe conferiu a longevidade e permitiu que chegasse aos nossos dias.
A diferença desta capucha as demais existentes na região é o capelo de forma triangular (p.ex. o da Serra do Caramulo é circular). Neste caso o desgaste do habitual transporte de cargas à cabeça provocou um orifício de cerca de 3 cm de diâmetro, no entanto, para prolongar a vida da capucha, a proprietária cozeu à mão um pedaço de burel do avesso do capelo.
Ficam de seguida as imagens, que valem mais que mil palavras.



Capelo do avesso

Dimensões da capucha

Dimensões do capelo
Outros artigos relacionados:
Capucha do Caramulo; A Capucha; Capucha – Beira Interior; BeiraInterior; Costumes do Minho: Mulher de Castro Laboreiro e o Jangadeiro;

sexta-feira, outubro 09, 2015

MORANGEIRAS NO MERCADO DO PORTO

Enaltecendo as esbeltas e airosas mulheres do Minho que vendiam os famosos morangos do Porto, o semanário ilustrado Archivo Pittoresco (1857-1868), em 1861, publica um artigo em que faz diversas alusões à riqueza do trajar das mulheres dessa região.

Considerando as características do texto, preferi publicá-lo na sua forma original, já que ao transcreve-lo para português atual iria perder certamente muita da sua informação.

A imagem é baseada num desenho de Nogueira da Silva

domingo, setembro 06, 2015

Trás-os-Montes - contextualização histórica e cultural


É com imensa satisfação que recebo a colaboração do Rui Magalhães e passo a publicar alguns dos seus textos sobre os trajes transmontanos.
Como o próprio me salientou, não se pode falar dos trajes transmontanos e das suas particularidades sem uma prévia introdução no tempo e no espaço que o mesmo fez o favor de produzir.

Obrigado Rui.
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Por Rui Magalhães

Vou contextualizar historicamente e culturalmente a nossa zona, principalmente através de investigações sobre a área cultural da língua Ásturo-leonesa falada em Portugal, ou seja, o Mirandês (nos concelhos de Miranda, parte de Vimioso, e em aldeias de Mogadouro) e outras variedades do mesmo Asturo-leonês, como o Riodonorês e o Guadramilês, dialectos de Deilão e Petisqueira, faladas no concelho de Bragança, e muitas outras variedades de Português influenciadas pela língua Leonesa no Nordeste Transmontano.

Em Espanha, o Asturo-leonês é falado nas Astúrias e nas províncias de Leão e de Zamora.

Contextualizo com o factor língua Ásturo-leonesa, pelo simples motivo de que há muitos documentos sobre essa temática, contextualizando a cultura a ela inerente e as vicissitudes histórias da mesma área.

Muitos autores (nacionais e estrageiros), reconhecidos, nacional e internacionalmente, se debruçaram-se sobre o tema e ao mesmo tempo investigaram as origens históricas da nossa zona, tudo isto, consequentemente ajudará a entender a cultura local, que não podemos querer simplificar nem explicar com base noutras regiões que careçam do mesmo contexto histórico e cultural.

Breve História da Região

Em 297 d.C. dá-se a definitiva divisão administrativa da Península Ibérica.
A zona hoje ocupada pela antiga Terra de Miranda (muito maior que o actual concelho de Miranda, incluindo na época o concelho Miranda do Douro, grande parte do concelho de Bragança e concelhos de Vimioso e Mogadouro) no nordeste Transmontano, ficou a pertencer ao Conventus Iuridicus de Asturica Augusta (Astorga – Leão) e não ao de Bracara Augusta, como o resto de Trás-os-Montes.

Assim, a zona da antiga Terra de Miranda não pertenceu desde o início ao território posteriormente ocupado pelo Condado Portucalense, daí que por exemplo a língua aí falada não pertencesse ao sistema Galego-Português (a que pertence a língua Portuguesa) mas sim ao sistema Asturo-leonês (a que também pertence a língua Asturiana e os falares antigos da província de Zamora e Leão em Espanha).

Entre o séc. VII/VIII e XII a Terra de Miranda pertenceu à Diocese de Astorga (Leão/Espanha, mesmo fazendo parte de Portugal) e não à de Braga (como o resto do norte do país).

As Inquirições de Afonso III informam-nos de que a Terra de Miranda, entre os sécs. XII e XIV, foi recolonizada com gentes oriundas das terras de Leão em Espanha; recolonização essa, em que o papel primordial foi desempenhado pelos mosteiros cistercienses de Sta. Maria de Moreruela (Zamora/Espanha) e de S. Martinho de Castanheda (Zamora/Espanha), assim como pelo Mosteiro de Castro de Avelãs de Bragança (afiliado ao de S. M. de Castanheda), pela Ordem dos Templários de Alcanhices (Zamora/Espanha) e vários particulares.

Esta colonização, realizada numa região ainda hoje de baixa densidade populacional (39) e então decerto pouco menos de deserta, estendeu-se desde o princípio do século XIII até ao século XV, como admitiram o Abade de Baçal e Leite de Vasconcelos (40) – tempo mais que suficiente, se não para o estabelecimento, pelo menos para a fixação do dialecto leonês e cultura afim em terras já politicamente portuguesas.

Tudo isto ajudou a que a zona hoje ocupada pela antiga Terra de Miranda mantivesse, num período assaz importante para a história da língua Portuguesa, relações privilegiadas com as terras do antigo Reino de Leão e que a língua leonesa ocidental, idioma originário do Conventus de Asturica Augusta, se fosse reciclando em terras portuguesas, pelo menos, até ao séc. XIV.

Além da divisão dos reinos de Portugal e Leão em 1143 e do estabelecimento das fronteirasno tratado de Alcañices (1297), manteve-se uma unidade social e cultural entre as Terras de Miranda e as regiões espanholas de Aliste e Sayago (Zamora): um dialecto parente, as mesmas canções e melodias, a utilização de instrumentos parecidos e uma raiz comum dos costumes festivos, como, por exemplo, se mostra na  danza de palos (Matellán 1987: 43).

Uma outra questão que nos poderíamos colocar, é: «Como é que a língua leonesa se manteve até 1882, quando Leite de Vasconcelos a deu a conhecer e como conseguiu sobreviver até aos nossos dias?».

E porque teriam subsistido até hoje os dialectos leoneses e a particular etnografia e folclore desta região?

Por duas razões:

A primeira: O isolamento dessa região em relação ao resto do país, a que já Leite de Vasconcelos (Estudos 2, II) se referiu,

e a segunda, em parte consequência daquela: O singular contacto com as vizinhas terras do antigo reino de Leão, sobretudo terras de Aliste, Sanabria e Sayago - Zamora.

O isolamento desta zona com respeito ao resto do país e, pelo contrário, o contacto íntimo, quer fosse comercial, quer fosse social (casamentos) ou de convivência, fosse ela festiva ou laboral, sobretudo com os povos das regiões Zamoranas de Aliste, Sayago e Sanabria permitem explicar a sua conservação até aos nossos dias.

Do difícil acesso ao território mirandês por exemplo, fala-nos a narração quase heróica da viagem que Leite de Vasconcelos empreendeu do Porto a Deus Igrejas em 1883 e em que gastou cinco dias (58)!

O caminho-de-ferro só recentemente (1938) chegou a Duas Igrejas e restante zona Leste Transmontana (59).

Essa distância, junto com o facto de essa zona se encontrar numa zona até há pouco, esquecida, fez com que a língua Mirandesa e as manifestações folclóricas e etnográficas associadas ao espaço cultural específico ali ficassem como que de quarentena à espera de ser redescoberto por alguém como Leite de Vasconcelos.

De facto, até há cinquenta ou sessenta anos atrás chegar ao leste de Trás-os-Montes era bastante difícil graças aos maus acessos rodoviários.

Sobre as relações com o país vizinho falam-nos vários documentos publicados pelo Abade de Baçal (60) em que, desde D. João I a D. João III, se facilita o intercâmbio comercial entre esta região e os habitantes das terras de Aliste, Sayago e Sanabria.

Um deles porém (61) mostra-nos que essas relações não se limitavam ao comércio, mas que eram frequentes os casamentos e convívios diversos entre os dois lados da fronteira.

No final do século passado refere-se Leite de Vasconcelos (62) «às relações constantes com os espanhóis», que chegavam ao ponto de que alguns habitantes das aldeias raianas podiam, e podem na actualidade, falar com fluência o castelhano, além da sua própria língua (Mirandês ou outros dialectos Leoneses) e o português (trilingues).

Durante todos estes séculos o Português era, obviamente, conhecido mas usado apenas com os forasteiros: «os mirandeses fallam o mirandês entre si, empregando o português quando se dirigem a estranhos»

A primeira língua aprendida pelos falantes dessa região era o Mirandês ou as variedades do mesmo domínio linguístico Asturo-leonês (em aldeias do concelho de Bragança).

Diz-nos Leite de Vasconcelos: «A lingoa mirandesa é puramente doméstica, por assim dizer, a lingoa do lar, do campo e do amor: com um estranho o aldeão falla logo português. Como porém, em Duas-Igrejas todos sabiam ao que eu ia, fallavam mirandês comigo, e, quando eu por acaso lhes dirigia a palavra nesta ultima lingoa, elles riam-se muito, porque achavam o caso um pouco singular».

Penso que este enquadramento, facilita, para alguém que não é da zona ou que não tenha muitos conhecimentos sobre a mesma, contextualizar e entender o porque de haver uma cultura secular em que apesar da existência de fronteiras politicas, nunca teve fronteiras culturais, antes sim uma cultura em muitos aspectos comum nesta parte do distrito de Bragança e as zonas fronteiriça sobretudo da província de Zamora (Esta zona fronteiriça está culturalmente individualizada em relação ao resto da província de Zamora).

Notar também e que é importante, que apesar dessas vicissitudes, as pessoas sempre tiveram sentido de pertença à pátria, nunca se sentindo "Espanhois".

Além da província de Zamora (Castilha e Leão), que é a que abarca uma área maior de contacto/fronteira, estas particularidades ocorrem também em zonas fronteiriças com Galiza oriental, culturalmente um pouco diferente, sobretudo no concelho de Vinhais e aldeias no limite ocidental do concelho de Bragança, mas desta feita

Sabendo isto, entenderá que não se poderá dizer por exemplo que os trajes em Rio de Onor ou de qualquer outra aldeia, tem ou não influencia Espanhola, simplesmente eram os trajes da gente da terra, os trajes que conheciam e produziam com as próprias mãos, fruto das suas vivencias, tradições e cultura, aos quais tinham amor, e aos quais nós não podemos ter a pretensão de querer atribuir nacionalidades.

Penso que também ajudará a entender o facto de que uma grande parte do Romanceiro tradicional antigo, cantigas de festa, de trabalho e danças do leste transmontano, mesmo de áreas que não estão imediatamente na faixa fronteiriça, possam estar em língua castelhana pura, a par com muitos outras em Português e Mirandês, podem ser importações, mas são antiquíssimas, por isso, fazem parte há seculos da cultura popular do povo do nordeste transmontano, a gente aqui não se preocupava com as línguas.

Em Espanha os etnógrafos e associações estudiosas do tema, sobretudo das zonas de Aliste, Sanábria e Sayago (zonas concretas conservadoras e igualmente isoladas, em que os trajes regionais são conhecidos como sendo parecidos aos do leste transmontano), tem consciência que tem uma cultura em muitos aspectos comum com a nossa.

Não se tem que ter a obrigação de conhecer estas particularidades, nós aqui temos essa consciência que para se conhecer e entender alguns trajes, usos e costumes do nosso povo teremos que conhecer também a região fronteiriça vizinha, os nossos vizinhos do outro lado tem-na em relação a nós, transmontanos e Portugueses.

terça-feira, setembro 01, 2015

Romaria da Srª da Agonia, Viana do Castelo


Como não poderia deixar de ser, em período de férias era obrigatória a presença na maior romaria do Minho que tão bem celebra o seu traje regional.
Ficam algumas imagens dos muitos trajes que por lá desfilaram.



 






















 

quarta-feira, julho 29, 2015

SAIAS DA NAZARÉ

O traje das mulheres da Nazaré é conhecido pelo uso de muitas e bonitas saias. Hoje publico alguns exemplares pertencentes ao Museu Dr. Joaquim Manso, situado no Sitio da Nazaré, e que merece bem uma visita.

SAIAS DE CIMA

Fig.1
Datação: XX d.C. - Anos 1950
Matéria: Lã (escocês e castorina); algodão
Dimensões (cm): altura: 68;
Descrição: Saia de "de cima" de duas rodas. A primeira roda é de escocês e a de baixo de castorina. Afeiçoa à cintura por pregas estreitas que são apenas armadas no cós "desalvorada". O cós é constituído por um debrum de fita estreita que excede as dimensões da cintura em duas pontas que caiem soltas junto à abertura lateral. Bainha larga. A orla é guarnecida com fita preta de lã.
Proveniência: Nazaré.
Origem / Historial: Para usar no traje de trabalho.
 
Fig.2
Datação: 1953 d.C.
Matéria: Lã (escocês); seda
Dimensões (cm): altura: 70;
Descrição: Saia de escocês aos quadrados azuis e brancos com riscas amarelas e pretas. Afeiçoa à cintura por meio de pregas estreitas exceto à frente que é lisa. O cós é constituído por um debrum de fita estreita de seda castanha que excede as dimensões da cintura em duas pontas que caiem soltas junto da abertura lateral. Bainha larga. Na parte superior da bainha, um "refegue" (nervura).
Origem / Historial: Para usar no Traje de Festa.
 
Fig.3
Datação: 1950 d.C.
Matéria: Lã fina (caxemira)
Dimensões (cm): altura: 72;
Descrição: Saia de caxemira aos quadrados azul e rosa. Afeiçoa à cintura por meio de pregas estreitas exceto à frente que é lisa. O cós é constituído por um debrum de fita estreita de seda castanha que excede as dimensões da cintura em duas pontas que caiem soltas junto da abertura lateral. Na parte superior da bainha, duas fitas paralelas de seda estreita vermelha.
Origem / Historial: Para usar no Traje de Festa.
 
Fig.4
Datação: 1946 d.C. - Primeira metade do séc. XX
Matéria: Tecido de lã fina; veludo
Dimensões (cm): altura: 59;
Descrição: Saia que afeiçoa à cintura por pregas estreitas. O cós é constituído por um debrum de fita de seda. Bainha larga e cercadura decorada com fita estreita de veludo preto, formando motivos geométricos (losangos).
Proveniência: Sítio da Nazaré.
Origem / Historial: Saia para usar no trajo de festa. É designada, a nível local, por "saia de arquinhos".
Fig.5
Datação: 1880 d.C. - 1890 d.C.
Matéria: Algodão (chita)
Dimensões (cm): altura: 94;
Descrição: Saia de algodão preto com raminhos brancos. Afeiçoa à cintura por meio de pregas estreitas, exceto à frente onde são mais largas. O cós é constituído por um debrum do mesmo tecido. Bainha larga forrada de chita de outro padrão.
Proveniência: Sítio da Nazaré.
Origem / Historial: Pertenceu a Soledade Lucas Marques Luzindro, cuja data de nascimento e morte é desconhecida, apenas se registando que a saia tinha 116 anos no momento da incorporação (1976). Vivia no Sítio da Nazaré, onde tinha uma loja de tecidos, na atual Rua 25 de Abril.
 
Fig.6
Datação: 1949 d.C.
Matéria: Merino
Dimensões (cm): altura: 71,5;
Descrição: Saia de merino preto e com 4 panos. É afeiçoada à cintura por meio de pregas estreitas, exceto a frente onde são mais largas, armadas no cós e vincadas numa altura de 9 cm, onde é bordada uma cercadura com motivos florais a ponto de cruz. A orla é guarnecida com uma barra de veludo preto com 20 cm, encimada por um conjunto de sete nervuras.
Proveniência: Sítio da Nazaré.

 
SAIAS DE BAIXO

Fig.7
Datação: XX d.C.
Matéria: Lã
Dimensões (cm): altura: 58;
Descrição: Saia de fazenda de lã creme. É inteira, uma só roda, e afeiçoa à cintura por meio de pregas apenas armadas no cós que é guarnecido com fita de seda formando debrum. A orla termina em recortes ou "bicos" caseados a linha verde e no centro destes, raminhos bordados à máquina.
Origem / Historial: Usa-se como saia interior, mas para usar no traje de festa.

Fig.8
Datação: 1976 d.C.
Matéria: Flanela de algodão
Dimensões (cm): altura: 69;
Descrição: Saia de flanela cinzenta, inteira, com bicos debruados a fita de algodão cor-de-rosa.
Origem / Historial: Para usar no traje de trabalho

 
Fig.9

Datação: 1936 d.C.
Matéria: Tecido de algodão cinzento e branco.
Dimensões (cm): altura: 67;
Descrição: Saia inteira (uma só roda). Afeiçoa à cintura por meio de pregas apenas armadas no cós que é guarnecido com uma tira de pano cosida do direito da saia e virada para o avesso formando um debrum. A orla termina em recortes ou "bicos" caseados a linha perlé lilás, com "picot" em lã cor-de-rosa. No centro de cada "bico" raminhos bordados em várias cores, a ponto cheio e pé-de-flor.

Fig.10
Datação: XX d.C.
Matéria: Tecido de lã (escocês); flanela de algodão
Dimensões (cm): altura: 68;
Descrição: Saia "de baixo" do trajo de trabalho, com duas rodas. A de cima é de flanela cinzenta e a de baixo é de escocês. Bainha forrada de flanela cinzenta. Os "bicos" são debruados a fita de algodão colorida (verde).

Fig.11
Datação: XX d.C.
Matéria: Flanela de algodão
Dimensões (cm): altura: 73;
Descrição: Saia de flanela cor-de-rosa e amarela. É "inteira"(uma só roda). Afeiçoa à cintura por meio de pregas apenas armadas no cós que é guarnecido com uma fita de seda (ciré). A orla termina em recortes ou "bicos" caseados a linha perlé azul.
Origem / Historial: É usada no trajo de festa.

Fig.12
Datação: XX d.C.
Matéria: Flanela de algodão
Dimensões (cm): altura: 76;
Descrição: Saia de flanela bege com motivos decorativos grenás e verde. É "inteira" (uma só roda). Afeiçoa à cintura por meio de pregas apenas armadas no cós que é guarnecido por uma fita de seda (ciré). A orla termina em recortes ou "bicos" caseados a linha perlé vermelha.
Origem / Historial: Para usar no trajo de festa.