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sexta-feira, junho 29, 2018

Círio de Nª Srª da Vitória - Nazaré


O Círio de Nossa Senhora da Vitória celebra-se anualmente na Quinta-Feira da Ascensão e envolve toda a comunidade. Segundo a tradição ancestral, faz o percurso do Santuário de Nossa Senhora da Nazaré em direção à Capela de Nossa Senhora da Vitória, em Paredes (concelho de Alcobaça), evocando a pequena comunidade piscatória que aí residia e que, no século XVI, pelo avanço das areias do mar, se refugiou na Pederneira e Famalicão, atualmente pertencentes ao concelho da Nazaré.

Sendo o único que parte do Santuário da Nazaré, este círio é organizado de juiz em juiz, para prestar o reconhecimento pela proteção sagrada aos "homens do mar". O colorido dos trajes, a imponência dos cavalos, o ritmo da música, a genuinidade das loas, os acampamentos, os bailes e almoços no areal, transformam o Círio de Nossa Senhora da Vitória num dos maiores espetáculos da cultura nazarena que, através dos séculos, tem mobilizado as gentes locais para uma experiência cumpridora de um rigoroso ritual, onde a devoção serve de pretexto para a festa e o convívio popular.
 
 

As fotografias a preto e branco desta festividade religiosa são da autoria de Álvaro Laborinho e reportam-se a 1914. No terreiro do Sítio, e enquadrado pela fachada principal do Santuário de Nossa Senhora da Nazaré em que se evidenciam as torres sineiras, encontra-se um aglomerado de pessoas montadas em cavalos e burros ornamentados com mantas e flores. Um dos homens segura uma bandeira. Destaca-se o rapaz em primeiro plano, com um estandarte e usando traje de "anjo", capa e coroa florida. A maioria dos romeiros usa chapéu ou boné.



Este guião foi realizado para o Círio de 1959, por Irene Maurício, costureira com quem Lídio Maurício viria a casar. Ambos foram juízes nesse ano.
Fonte: Museu Dr. Joaquim Manso



segunda-feira, junho 20, 2016

Traje de Festa – Nazaré

Mais uma vez com a ajuda do João Pedro Guardado e da sua vasta coleção recriamos dois trajes de festas utilizados pelas nazarenas nos anos 40/50 do sec xx.













terça-feira, novembro 17, 2015

MANEIRAS DE USAR O LENÇO NA NAZARÉ

Com a colaboração do João Pedro Guardado publico um conjunto de fotografias exemplificativas das diversas formas de usar o lenço (cachené) na Nazaré.
Como podem observar, estas maneiras de atar o lenço são comuns à região limítrofe e a outras, embora existam trejeitos locais fruto da necessidade ou gosto das mulheres.
O importante é perceber que a cada uma destas formas de amarrar o lenço corresponde um momento próprio, quer no trabalho diário na praia ou venda do pescado, quer nos dias de festa e devoção, e é fácil perceber essa diferença, basta uma análise atenta das imagens.










sábado, outubro 17, 2015

Traje de trabalho da Nazaré

A pesquisa e reconstituição dos nossos trajes regionais é uma atividade que tem cativado cada vez mais pessoas, muitos deles jovens.

É o trabalho de um destes jovens que aqui mostro.
João Pedro Guardado, um jovem nazareno de 22 anos, tem o prazer de não só recolher peças antigas como também de recriar velhos modelos.

As imagens seguintes recriam um trajo de trabalho feminino nazareno, misturado peças originais com recriações numa simbiose perfeita e de elevado interesse etnográfico.
Bem hajas João Pedro!







quarta-feira, outubro 07, 2015

PEIXE ÀS DUAS de Fernando Ybarra





PEIXE ÁS DUAS do Nazareno Fernando Ybarra
Pequeno sketch teatral levado à cena pelo Grupo Etnográfico de Danças e Cantares da Nazaré no Centro Cultural da Nazaré

quarta-feira, julho 29, 2015

SAIAS DA NAZARÉ

O traje das mulheres da Nazaré é conhecido pelo uso de muitas e bonitas saias. Hoje publico alguns exemplares pertencentes ao Museu Dr. Joaquim Manso, situado no Sitio da Nazaré, e que merece bem uma visita.

SAIAS DE CIMA

Fig.1
Datação: XX d.C. - Anos 1950
Matéria: Lã (escocês e castorina); algodão
Dimensões (cm): altura: 68;
Descrição: Saia de "de cima" de duas rodas. A primeira roda é de escocês e a de baixo de castorina. Afeiçoa à cintura por pregas estreitas que são apenas armadas no cós "desalvorada". O cós é constituído por um debrum de fita estreita que excede as dimensões da cintura em duas pontas que caiem soltas junto à abertura lateral. Bainha larga. A orla é guarnecida com fita preta de lã.
Proveniência: Nazaré.
Origem / Historial: Para usar no traje de trabalho.
 
Fig.2
Datação: 1953 d.C.
Matéria: Lã (escocês); seda
Dimensões (cm): altura: 70;
Descrição: Saia de escocês aos quadrados azuis e brancos com riscas amarelas e pretas. Afeiçoa à cintura por meio de pregas estreitas exceto à frente que é lisa. O cós é constituído por um debrum de fita estreita de seda castanha que excede as dimensões da cintura em duas pontas que caiem soltas junto da abertura lateral. Bainha larga. Na parte superior da bainha, um "refegue" (nervura).
Origem / Historial: Para usar no Traje de Festa.
 
Fig.3
Datação: 1950 d.C.
Matéria: Lã fina (caxemira)
Dimensões (cm): altura: 72;
Descrição: Saia de caxemira aos quadrados azul e rosa. Afeiçoa à cintura por meio de pregas estreitas exceto à frente que é lisa. O cós é constituído por um debrum de fita estreita de seda castanha que excede as dimensões da cintura em duas pontas que caiem soltas junto da abertura lateral. Na parte superior da bainha, duas fitas paralelas de seda estreita vermelha.
Origem / Historial: Para usar no Traje de Festa.
 
Fig.4
Datação: 1946 d.C. - Primeira metade do séc. XX
Matéria: Tecido de lã fina; veludo
Dimensões (cm): altura: 59;
Descrição: Saia que afeiçoa à cintura por pregas estreitas. O cós é constituído por um debrum de fita de seda. Bainha larga e cercadura decorada com fita estreita de veludo preto, formando motivos geométricos (losangos).
Proveniência: Sítio da Nazaré.
Origem / Historial: Saia para usar no trajo de festa. É designada, a nível local, por "saia de arquinhos".
Fig.5
Datação: 1880 d.C. - 1890 d.C.
Matéria: Algodão (chita)
Dimensões (cm): altura: 94;
Descrição: Saia de algodão preto com raminhos brancos. Afeiçoa à cintura por meio de pregas estreitas, exceto à frente onde são mais largas. O cós é constituído por um debrum do mesmo tecido. Bainha larga forrada de chita de outro padrão.
Proveniência: Sítio da Nazaré.
Origem / Historial: Pertenceu a Soledade Lucas Marques Luzindro, cuja data de nascimento e morte é desconhecida, apenas se registando que a saia tinha 116 anos no momento da incorporação (1976). Vivia no Sítio da Nazaré, onde tinha uma loja de tecidos, na atual Rua 25 de Abril.
 
Fig.6
Datação: 1949 d.C.
Matéria: Merino
Dimensões (cm): altura: 71,5;
Descrição: Saia de merino preto e com 4 panos. É afeiçoada à cintura por meio de pregas estreitas, exceto a frente onde são mais largas, armadas no cós e vincadas numa altura de 9 cm, onde é bordada uma cercadura com motivos florais a ponto de cruz. A orla é guarnecida com uma barra de veludo preto com 20 cm, encimada por um conjunto de sete nervuras.
Proveniência: Sítio da Nazaré.

 
SAIAS DE BAIXO

Fig.7
Datação: XX d.C.
Matéria: Lã
Dimensões (cm): altura: 58;
Descrição: Saia de fazenda de lã creme. É inteira, uma só roda, e afeiçoa à cintura por meio de pregas apenas armadas no cós que é guarnecido com fita de seda formando debrum. A orla termina em recortes ou "bicos" caseados a linha verde e no centro destes, raminhos bordados à máquina.
Origem / Historial: Usa-se como saia interior, mas para usar no traje de festa.

Fig.8
Datação: 1976 d.C.
Matéria: Flanela de algodão
Dimensões (cm): altura: 69;
Descrição: Saia de flanela cinzenta, inteira, com bicos debruados a fita de algodão cor-de-rosa.
Origem / Historial: Para usar no traje de trabalho

 
Fig.9

Datação: 1936 d.C.
Matéria: Tecido de algodão cinzento e branco.
Dimensões (cm): altura: 67;
Descrição: Saia inteira (uma só roda). Afeiçoa à cintura por meio de pregas apenas armadas no cós que é guarnecido com uma tira de pano cosida do direito da saia e virada para o avesso formando um debrum. A orla termina em recortes ou "bicos" caseados a linha perlé lilás, com "picot" em lã cor-de-rosa. No centro de cada "bico" raminhos bordados em várias cores, a ponto cheio e pé-de-flor.

Fig.10
Datação: XX d.C.
Matéria: Tecido de lã (escocês); flanela de algodão
Dimensões (cm): altura: 68;
Descrição: Saia "de baixo" do trajo de trabalho, com duas rodas. A de cima é de flanela cinzenta e a de baixo é de escocês. Bainha forrada de flanela cinzenta. Os "bicos" são debruados a fita de algodão colorida (verde).

Fig.11
Datação: XX d.C.
Matéria: Flanela de algodão
Dimensões (cm): altura: 73;
Descrição: Saia de flanela cor-de-rosa e amarela. É "inteira"(uma só roda). Afeiçoa à cintura por meio de pregas apenas armadas no cós que é guarnecido com uma fita de seda (ciré). A orla termina em recortes ou "bicos" caseados a linha perlé azul.
Origem / Historial: É usada no trajo de festa.

Fig.12
Datação: XX d.C.
Matéria: Flanela de algodão
Dimensões (cm): altura: 76;
Descrição: Saia de flanela bege com motivos decorativos grenás e verde. É "inteira" (uma só roda). Afeiçoa à cintura por meio de pregas apenas armadas no cós que é guarnecido por uma fita de seda (ciré). A orla termina em recortes ou "bicos" caseados a linha perlé vermelha.
Origem / Historial: Para usar no trajo de festa.

segunda-feira, junho 08, 2015

BLUSAS DOMINGUEIRAS DA NAZARÉ


As duas blusas que apresento são provenientes da Nazaré e foram executadas no final da década de 40 do sec.XX, para serem utilizadas por uma criança, fazendo parte da minha coleção.

Datação: Séc. XX
Matéria: Algodão (chita), plástico (botões), viscose/poliéster (renda)
Técnica: Estampagem
Proveniência: Oferta da utilizadora

 



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quarta-feira, fevereiro 04, 2015

Aventais da Nazaré

Quando pensamos na Nazaré de imediato a associamos ao seu traje característico, em particular o da mulher.
"Alzira" de Alberto Sousa
Ainda hoje, quem visita esta vila sobranceira ao mar podemos ver mulheres orgulhosamente exibindo os seus aventais. Não se trata apenas de um cartaz turístico, existe um efetivo orgulho no uso destes aventais, quer no quotidiano quer em cerimónias, como num casamento a que assisti no Sitio, onde várias mulheres usavam os seus ricos aventais.
Mas, tal como o trajo, o avental também sofreu uma evolução, sobretudo na altura, nos materiais e nos adornos.
Os exemplares que se seguem provieram dos acervos do Museu Dr. Joaquim Manso (Nazaré) e Museu Nacional de Etnologia (Lisboa) e retratam essa evolução.
Se inicialmente os aventais possuíam duas ou três alturas e eram adornados com rendas e tules, atualmente, apenas têm uma altura e são proliferamente bordados. Também o cetim substituiu o merino e a seda.
Assim, ordenamos os exemplares por altura, o que reflete a época da sua confeção.

Datação: Primeira metade do séc. XX d.C.
Matéria: Merino
Dimensões (cm): altura: 100;
Descrição: Usado no traje de festa. Avental de cós direito. As fitas são aplicadas no remate lateral do cós. É confecionado em dois folhos de alturas iguais. Entremeios de tule bordado alternando com grupos de préguas. O último remata com renda semelhante.
Incorporação: Adquirido a Maria José Frade


Datação: XX d.C.
Matéria: Merino
Dimensões (cm): altura: 90;
Descrição: Usado no traje de festa. Avental de merino cor-de-rosa. O cós é direito e as fitas são aplicadas no remate lateral deste. Confecionado em dois folhos, o primeiro desce do cós e termina onde o segundo começa. O de cima é bordado à mão e o de baixo tem duas fiadas de bainhas abertas trabalhadas à mão.
Incorporação: Adquirido a Maria José Frade.

Datação: Princípios do século XX d.C.
Matéria: Cambraia de algodão
Dimensões (cm): altura: 86;
Descrição: Usado no traje de festa. Avental de cambraia cor-de-rosa claro. O cós faz ligeira inclinação ao centro e as fitas são aplicadas no remate lateral do cos. Confecionado em um só folho é enfeitado com entremeios de renda ao alto e de lado. É rematado com renda semelhante.
Incorporação: Oferta de Auta Freire




Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: Cetim (seda)
Dimensões (cm): altura: 84; largura: 130;
Descrição: Usado no traje de festa. Avental de cetim de cor preta, de formato trapezoidal, feito de duas alturas de tecido. A meio da primeira altura, do lado esquerdo, surge um bolso afunilado de cetim de cor preta. A extremidade inferior da primeira altura apresenta um ornamento semelhante ao do bolso (motivo fitográfico: um pé com dois ramos, executado a linha de cor vermelha, do qual brotam algumas folhas executadas a linha de cor branca e uma flor, executada a linha de cor rosa clara), mas que se dispõe em ramos contínuos, transversais. A primeira altura termina formando espécie de basta, a qual cobre um pouco da segunda altura. A segunda altura, mais curta, apresenta, interiormente, adorno fitográfico semelhante aos anteriores, próximo das extremidades do avental, dispondo-se em "U". As orlas inferiores e laterais são de corte semicircular formando lobulados. Porém, estes assemelham-se a trevos que, nas zonas de contiguidade, não formam vértice, mas sim um outro trevo mais pequeno, invertido.

Datação: XX d.C.
Matéria: Merino
Técnica: Bordado à mão
Dimensões (cm): altura: 82;
Descrição: Usado no traje de festa. Avental de merino preto, com lustro, bordado à mão. É composto por dois folhos. No primeiro, registam-se motivos florais bordados a ponto cheio e a ponto pé-de-flor. Na extremidade esquerda, uma borboleta bordada a ponto cheio e a richelieu. O segundo folho termina em recortes, formando parras.
Incorporação: Doado por Auta Freire

Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: Popelina (algodão); Tule
Dimensões (cm): altura: 80; largura: 120;
Descrição: Usado no traje de festa. Avental de popelina de algodão de formato trapezoidal, constituído por três alturas de pano, separadas entre si por dois largos entremeios de tule. Nas suas extremidades laterais, tem duas fitas rematadas, que caem livremente. A primeira altura de pano apresenta, do lado esquerdo, um bolso que termina em bico. Os entremeios de tule apresentam bordados a matiz executados com linha de cor branca. Representam motivos fitográficos, espaçados entre si: flores e ramos com algumas folhas.

Datação: XX d.C.
Matéria: Merino
Dimensões (cm): altura: 80; largura: 130;
Descrição: Usado no traje de festa. Avental de merino preto. O cós é franzido e as fitas são aplicadas no remate lateral do mesmo. De dois folhos iguais, o primeiro desce do cós e termina onde o segundo começa e são bordados na extremidade com motivos florais e geométricos em tons d e amarelo e verde.
Incorporação: Adquirido a Deolinda Santos Caria

Datação: XX d.C. - Anos 1950
Matéria: Algodão (popelina)
Dimensões (cm): altura: 78;
Descrição: Usado no traje de festa. Avental de popelina às riscas bordado a ponto de cruz nos intervalos de desenho em losangos feito por ponto à-jour à máquina. O cós é arredondado acompanhando a linha da cintura e bordado a ponto favo-de-mel.
Incorporação: Adquirido a Ana Carlos Chita

Datação: XX d.C.
Matéria: Seda vermelha
Dimensões (cm): altura: 74;
Descrição: Usado no traje de festa. Avental de seda vermelha bordado à máquina, pela ponta e a toda a volta, motivos florais e geométricos em cor branca. No cós, que é arredondado acompanhando a linha da cintura, a roda do avental é apanhada por pontos favos-de-mel.
Incorporação: Adquirido a Maria Amaro Serra Vigía

Datação: 1940 d.C.
Matéria: Cetim
Dimensões (cm): altura: 74;
Descrição: Usado no traje de festa. Avental de cetim verde. Confecionado em duas alturas de pano, sendo um deles dividido em dois, costurados de um e de outro lado do pano inteiro. Cós de corte arredondado acompanhando a linha da cintura. As fitas prendem no remate lateral do cós. Bordado à mão, com pequenos raminhos a ponto cheio, matiz e pé-de-flor. Bainha larga. Nas bainhas e no cós, ponto "À-jour".
Incorporação: Adquirido a Laura Saldanha

Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: Popelina (?) (algodão)
Dimensões (cm): altura: 73; largura: 101;
Descrição: Avental de popelina (?) de algodão de cor lilás, de formato trapezoidal. É feito de três alturas do mesmo tecido. Um pouco abaixo do cós, do lado esquerdo surge um pequeno bolso de fundo arredondado e lobulado. A união da primeira altura de tecido com a segunda é feita um pouco acima da extremidade inferior da primeira, por duas costuras espaçadas entre si, executadas a linha de cor branca. Desse ponto, a extremidade inferior da primeira altura cai livremente sobre a segunda formando espécie de basta. A orla desta basta apresenta corte lobular idêntico ao do bolso. A segunda altura de tecido é a mais curta. O remate com a primeira altura cria-lhe pequeníssimas pregas, que se estendem a todo o comprimento, abrindo pelo avental. A terceira altura é bainhada na orla, sendo que apresenta um pouco acima da bainha, um friso de motivos vegetalistas estilizados, executados a linha grossa de cor branca. Este friso consiste na repetição do seguinte motivo, da esquerda para direita: espécie de flor de cujo centro brota um ramo horizontal em "S", que se une a outro, o qual termina numa outra flor.

Datação: 1936 d.C.
Matéria: Cetim fulgurante
Dimensões (cm): altura: 73; largura: 115;
Descrição: Avental de festa em cetim fulgurante cor-de-rosa. Cós franzido. Fitas aplicadas no remate lateral do mesmo. De dois folhos - o primeiro desce do cós e termina onde o segundo começa. É rematado a toda a volta por motivos florais bordados a "Richelieu".
Incorporação: Oferta de Celeste Lúcio dos Santos

Datação: 1926 d.C.
Matéria: Cetim preto
Técnica: Bordado a "ponto de cruz"
Dimensões (cm): altura: 72,5;
Descrição: Usado no traje de festa. Avental de cós de corte arredondado acompanhando a linha da cintura. As fitas são aplicadas no remate lateral do cós. O franzido é obtido pelo "ponto favo" que decora a parte superior do avental. Bordado em vários tons, com motivos florais, a "ponto de cruz". A bainha é presa a ponto "à-jour".
Incorporação: Adquirido a Laura Saldanha

Datação: XX d.C.
Matéria: Seda preta
Dimensões (cm): altura: 71; largura: 109;
Descrição: Avental de festa em seda preta, bordado à mão, a ponto cruz e com pontos "à-jour", motivos florais de várias cores. O cós é arredondado, acompanhando a linha da cintura, e as fitas são aplicadas no remate lateral do mesmo.
Incorporação: Adquirido a Guiomar Chicharro

Datação: XX d.C.
Matéria: Algodão
Dimensões (cm): altura: 68,5;
Descrição: Avental de uso quotidiano de "riscado" de várias cores. Cós de corte arredondado acompanhando a linha da cintura. Fitas aplicadas no remate lateral do cós. Bainha larga encimada por duas nervuras. Dois bolsos chapados.
Incorporação: Adquirido a Mário Paulo Sousinha

Datação: XX d.C.
Matéria: Seda preta
Dimensões (cm): altura: 65;
Descrição: Avental de festa de seda preta. O cós é de corte arredondado, acompanhando a linha da cintura, e as fitas são aplicadas no remate lateral do cós. É bordado à mão em vários tons, com motivos florais, a "ponto de cruz". O cós é rematado com pontos "à-jour" amarelos, tal como a bainha.
Incorporação: Oferta de Gilberto Silvério Palmeira e Cipriano B. Louraço

Datação: XX d.C.
Matéria: Seda preta
Dimensões (cm): altura: 65;
Descrição: Avental de seda preta usado no traje de festa, bordado à máquina, pela ponta e a toda a volta, motivos florais e geométricos. No cós, que é arredondado e acompanha a linha da cintura, a roda do avental é apanhada por pontos favo-de-mel.
Incorporação: Doado por Deolinda Conde


Datação: 1970 d.C. - 1980 d.C.
Matéria: Cetim salmão
Dimensões (cm): altura: 55;
Descrição: Avental de cetim salmão bordado à máquina a pontos cheio, matiz e cordoné, usado no traje de festa. A prender as bainhas, ponto "à-jour". O cós é de corte arredondado acompanhando a linha da cintura e as fitas prendem no remate lateral do cós.
Incorporação: Oferta de Zulmira Estrelinha e Maria Orlanda Estrelinha

Datação: 1970 d.C. - 1980 d.C.
Matéria: Cetim (sintético) amarelo.
Dimensões (cm): altura: 55;
Descrição: Avental de cetim amarelo bordado à máquina a pontos cheio, matiz e cordoné, formando umas flores, usado no traje de festa. A prender as bainhas ponto "à-jour". O cós é de corte arredondado acompanhando a linha da cintura e as fitas pendem no remate lateral do cós.
Incorporação: Oferta de Zulmira Estrelinha e Maria Orlanda Estrelinha

Datação: 1970 d.C. - 1980 d.C.
Matéria: Cetim castanho
Dimensões (cm): altura: 54;
Descrição: Avental de festa em cetim castanho bordado à máquina a pontos cheio, matiz e cordoné. A prender as bainhas ponto "à-jour". O cós é de corte arredondado acompanhando a linha da cintura e as fitas prendem no remate lateral do cós.

Datação: XX d.C. - 1970-1980
Matéria: Cetim verde
Dimensões (cm): altura: 53;
Descrição: Avental de festa em cetim verde-escuro bordado à máquina a pontos cheio, matiz e cordoné. A prender as bainhas ponto "à-jour". O cós é de corte arredondado acompanhando a linha da cintura e as fitas prendem no remate lateral do cós.
Incorporação: Oferta de Zulmira Estrelinha e Maria Orlanda Estrelinha

Datação: XX d.C. - Anos 1980
Matéria: Tecido de algodão (popelina)
Dimensões (cm): altura: 51,5;
Descrição: Avental de tecido de algodão, popelina, branco com riscas azuis e brancas, para usar no traje "da semana". O cós acompanha a linha da cintura e as fitas prendem no remate lateral deste. A prender as bainhas do avental, um entremeio de renda feita à mão. Tem bolsos chapados.
Incorporação: Oferta de Maria Manuela da Justina Vagos Conde

Datação: XX d.C. - Anos 1980
Matéria: Tecido de algodão
Dimensões (cm): altura: 48,5;
Descrição: Avental de tecido de algodão cinzento com ramagens nos tons de verde, branco, amarelo e cinzento, para usar no traje "da semana". O cós acompanha a linha da cintura e as fitas prendem no remate lateral deste. A prender as bainhas do avental, dos bolsos e das fitas uma fitinha de seda verde e duas filas de "pontos" da mesma cor.
Incorporação: Oferta de Maria Manuela da Justina Vagos Conde