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segunda-feira, novembro 02, 2015

TRAJE DE FESTA E DE COTIO – TRÁS-OS-MONTES


Traje de Festa
Lenço de lã estampado com franjas
Camisa de linho
Colete/ Justilho de brocado de seda preto
Faixa de Lã vermelha (dentro do colete) envolvendo o busto
Saiote de linho (enáguas)
Saia (Saiote) de baeta rosa escuro com fitas de veludo
Sapatos pretos
Brincos de ouro – Brincos de Fuso
Colar de contas filigranadas de ouro com cruz de ouro

 
Traje de Cotio (uso cotidiano)
Lenço de lã estampado
Camisa de linho
Colete/Justilho de linho
Faixa de Lã vermelha (dentro do colete) envolvendo o busto
Saiote de linho (enáguas)
Saiote amarelo de baeta com bordados em lã
Saia de fora de pano de lã preta
Avental (Mandil) de burel castanho
Meias de lã
Botas de pele de borrego
Colar de contas de azeviche preto

Fonte: Rui Magalhães

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quinta-feira, outubro 29, 2015

Saiote (Saia de dentro ou Saia exterior em ocasiões festivas) – Trás-os-Montes

O saiote constituía uma das peças do trajar da mulher de Trás-os-Montes. É diferente do que geralmente se conhece como saiote, ou seja uma saia branca interior de linho ou algodão. A essa peça dá-se o nome em Trás-os-Montes de “Enágua” que é uma saia interior branca, de linho, ou então a parte baixa das camisas de linho femininas que antigamente chegavam ao joelho ou inclusive mais abaixo.
O saiote propriamente dito é uma saia igual à saia exterior, a diferença está em que o dito saiote era sempre de cores garridas (vermelho, azul, verde, amarelo, laranja etc..) e costumava ser exibido como saia de fora pelas raparigas jovens principalmente em ocasiões festivas.
De lã grossa, costumava ser feito de baeta ou burel tingido em casa e era engalanado, quando servia para um dia de festa, com fitas de veludo, saragoça preta picada (picado) ou bordados de lã.
Era usada todo o ano, fosse inverno ou verão e uma das suas funções seria a de realçar e aumentar as ancas femininas, padrão de beleza na época. Uma mulher com posses usava além da enágua um, dois ou até mais saiotes de lã. Por cima destes a saia de fora, de saragoça, estamenha ou burel geralmente de cores mais escuras (preto ou roxo).
 
Fonte: Rui Magalhães

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quinta-feira, outubro 01, 2015

Trajes de Festa – Nordeste Transmontano

Mulher:
Lenço de lã estampado com franjas
Camisa de linho
Colete/ Justilho de brocado de seda estampado
Faixa de Lã vermelha bordada em lã (dentro do colete) envolvendo o busto
Saiote de linho (enágua)
Saiote de baeta verde com fitas de veludo
Saia de fora em saragoça preta com fitas de veludo
Avental (Mandil) de seda lavrada com aplicação de veludo roxo
Sapatos pretos com fita de seda
Argolas de ouro
Colar de contas filigranadas de ouro com cruz

Homem:
Camisa de Linho
Colete (Jaleco) de Burel (Pardo) na cor natural da lã. Nas costas tecido de estopa.
Calção de alçapão (Pantalonas de alçapon) de Burel (Pardo) na cor natural da lã.
Meias de algodão
Botas de bezerro
Chapéu (Sombreiro) com fita de Seda

Fonte: Rui Magalhães

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segunda-feira, setembro 28, 2015

Trajes Femininos de ir á missa - Nordeste Transmontano


Traje de mulher abastada

Mantilha de Saragoça preta
Lenço de lã estampado com franjas
Camisa de linho
Colete/ Justilho de brocado de seda estampado
Faixa de Lã vermelha bordada em lã (dentro do colete) envolvendo o busto
Saiote de linho (enáguas)
Saiote de baeta verde com fitas de veludo
Saia de fora em saragoça preta com fitas de veludo
Avental (Mandil) de seda lavrada com aplicação de veludo roxo
Sapatos pretos
Argolas de ouro
Colar de contas filigranadas de ouro com cruz de ouro
 

Traje de mulher (com menos posses)

Lenço de lã estampada
Xaile de lã
Camisa de linho
Colete/Justilho de linho
Faixa de Lã vermelha (dentro do colete) envolvendo o busto
Saiote de linho (enáguas)
Saiote amarelo de baeta com bordados em lã
Saia de fora de burel verde sem ornamentos
Avental (Mandil) de burel castanho
Meias de lã
Botas de pele de borrego
Colar de contas de coral vermelho com cruz de prata

Fonte: Rui Magalhães

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sábado, setembro 12, 2015

Traje de Festa de Rio de Onor - Bragança


Homem:
Camisa de Linho (Camissa de Linho)
Colete (Jaleco) de Saragoça Preta. Nas costas tecido de estopa com picados em Saragoça.
Calção de alçapão (Pantalonas de alçapon) de Burel Castanho.
Meias de algodão
Botas com Sola de Madeira (Socos/Cholas)
Chapéu (Sombreiro) com fita de Seda

 

 
 
Mulher:
Lenço (Pano) de Lã estampada
Camisa de Linho (Camissa de Linho)
Colete de Brocado Preto (Justilho)
Faixa de Lã vermelha (dentro do colete) envolvendo o busto
Avental (Mandil) de burel com bordados em lã
Saia de Baieta de lã Roxa, com fitas de veludo
Saiote interior de lã vermelha
Algibeira de lã amarela com picado em tecido preto (faltriqueira)
Sapato Preto
Colar de contas de azeviche preto com cruz de prata
Complemento - Pandeireta para animar os bailes

Nota: Os nomes a negrito encontram-se em dialecto de Rio de Onor.

Fonte: Rui Magalhães
 
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segunda-feira, dezembro 03, 2007

Miranda do Douro - Trás-os-Montes

O filme que se segue é um excerto de documentário sobre o trajo Mirandês, através de um dos últimos alfaiates tradicionais de Trás-os-Montes.
Chamo especial atenção para o primeiro traje apresentado, uma "Capa de Honra", já descrita neste blog, mas que aqui podem observar com maior pormenor. Também as explicações do Senhor Aureliano Ribeiro são muito boas.



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quarta-feira, outubro 24, 2007

Trajo Feminino – Miranda do Douro – Trás-os-Montes


Aparentemente sóbrio, este trajo esconde peças de intenso colorido no colete, na faixa e no saiote amarelo, vermelho, azul ou verde, com largos bordados e fitas aplicadas na orla. As raparigas gostavam de exibir o saiote como saia, tal como a algibeira presa na cintura, embora o usassem sobretudo no Inverno, só o mostravam quando levantavam a saia de fora, durante os trabalhos do campo. A mantilha, usada no tempo frio, nunca deixou de acompanhar as mulheres de respeito nas suas saídas à rua.
A mulher transmontana usa uma camisa de linho, de cós guarnecido de caneluras e mangas compridas com punho. Casaquinha de saragoça preta, justa ao corpo. Nas costas, sobre a linha da cintura, o rabicho. Colete de seda lavrada em tons policromados, aberto na frente, ajustado com cordão e ilhós. Entre o colete e a camisa, baixa de lã, aconchegando o busto. Saia de fora de saragoça preta, farta de roda, franzida na cintura, excepto na frente para evitar avolumar a barriga. Junto à orla, duas barras de veludo aplicadas. Na cabeça, lenço e mantilha de saragoça preta, descendo até meio da perna. Calça meias brancas rendadas e sapatos de bezerro apertados com ilhós e lingueta.
Referência Bibliográfica: O Trajo Regional em Portugal, Tomaz Ribas, Difel, 2004
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quinta-feira, setembro 27, 2007

Caretos – Podence – Trás-os-Montes

Os caretos usam máscaras rudimentares, onde sobressai o nariz pontiagudo, feitas de couro, madeira ou de vulgar latão, pintadas de vermelho, preto, amarelo, ou verde. A cor é também um dos atributos mais visíveis das suas vestes: fatos de colchas franjados de lã vermelha, verde e amarela, com enfiadas de chocalhos à cintura e bandoleiras com campainhas. Da sua indumentária, faz também parte um pau que os apoia nas correrias e saltos. A rusticidade do ambiente é indissociável desta figura misteriosa.
Despedem o Inverno e saúdam a Primavera, para os caretos o Carnaval é um ritual entre o pagão e o religioso, tão natural como a passagem do tempo e a renovação das estações. Em Podence, concelho de Macedo de Cavaleiros, todos os anos é assim. Chegado o Mês de Fevereiro, os homens envergam os trajes coloridos (elaborados com colchas franjadas de Lã ou de linho, em teares caseiros) escondem a cabeça entre duas máscaras de lata, prendem uma enfiada de chocalhos á cintura e bandoleiras de campainhas e dependem toda a energia do
mundo para assinalar o calor e os dias maiores que se prestem a chegar. Normalmente, contam com os favores do Sol, magnânimo para quem louva o seu reino com tanto fervor. Religioso também pois assim se marca, com os últimos estertores da folia o início da Quaresma. Período de calma, reflexão e contenção do calendário religioso. A cansar no Carnaval para acalmar até á Páscoa.
Dizem fontes que a festa de Podence se imerge no domínio dos tempos até às antigas Saturnais romanas – celebração em honra de Saturno, Deus das sementeiras. Procura-se acalmar a ira dos Céus e garantir favores de uma boa colheita. Nesses tempos idos da agricultura de subsistência, a diferença entre a vida e a morte quase se cingia à dimensão da lavra. Passados á parte, em Podence ainda hoje a agricultura é a principal actividade da população. Da terra se extrai cereais e castanhas, embora nos últimos anos, tenha aumentado a produção de azeite. A aldeia de Podence parece ter força suficiente para manter tradição e garantir a vida a estas figuras, recheados de homens endemoninhados, armados de chocalhos e rédea solta para as tropelias. Mesmos, explicam os mais velhos, o tempo tenha brandado a folganças e as moças da terra já não sintam tantas nódoas no corpo. Nos anos 70, a tradição esteve a perder-se, à conta dos últimos anos de ditadura e do fenómeno da emigração. Hoje são muitos os homens com fatos de Carreto e energia para invadir a praça na aldeia domingo e terça feira de Entrudo. E o futuro está garantido através dos Facanitos (crianças com fatos idênticos aos mais velhos) prontos a tomar o testemunho. Os outros, aquelas que não podem envergar a fatiota, abrem as adegas para apaziguar a secura os folgazões. A imunidade conferida pela máscara, permite aos caretos mergulhar nos excessos. Sendo as mulheres solteiras as vítimas preferências. Encostam-se a elas e ensaiam estranhas danças com conteúdo erótico, agitando a cintura e batendo com os chocalhos nas ancas das vítimas que acompanham a dança. Entre o barulho festivo, a risota e o alarido lembram-se outros tempos em que as mulheres se escondiam em casa pois os foliões iam muito para além dos chocalhos, lançavam cinza, dejectos e fustigando as incautas com pele de
coelho seca ou bexiga de porco fumada. Para não falar no banho de formigas, broma pesada e cruel com espécimes selvagens recolhidos nos campos durante meses. Também as casas eram invadidas e panela ao lume era panela condenada a verter o conteúdo para mal da barriga dos infelizes.
Ao careto mau diabo á solta pelas ruas de Podence, querem-no vivo em cada Fevereiro, mesmo que á conta disso não possam dormir descansadas as moçoilas.
A eles tudo se permite; o anonimato dá-lhes prerrogativas: dá-lhes poder. Por dois dias no ano os homens são crianças e quem mais brinca mais poder tem.
Site de referência:
Caretos de Podence
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