quinta-feira, março 31, 2011

Terra de mais lindas mulheres de Portugal - Concurso de Fotografia em 1906

A Illustração Portugueza realizou em 1906 um Concurso Fotográfico intitulado “Terra de mais lindas mulheres de Portugal”, destinado a fotógrafos amadores e profissionais, com apresentação na edição de 12 de Março do Regulamento e com a publicação dos ‘retratos’ premiados na edição de 2 de Julho de 1906. Retirado do texto (grafia actual) que acompanha a publicação dos ‘retratos’ premiados: «(…)Onde o homem que ao menos uma vez não tenha formulado em pensamento a pergunta palpitante: qual é a terra de mais lindas mulheres de Portugal? Até agora, porém, essa pergunta ficara sem resposta. Nesse conto admirável que se chama As singularidades de uma rapariga loura, Eça de Queirós designara as mulheres de Vila Real como as mais bonitas do Norte. E acrescentava: para olhos pretos Guimarães, para corpos Santo Aleixo, para tranças os Arcos, para cinturas finas Viana, para boas peles Amarante. Fantasia de romancista? Talvez. (…) Esquecera Eça de Queirós as suas vizinhas de Vila do Conde, de tão puro perfil e de tão doirados cabelos, para lhes preferir as desenvoltas moças de Vila Real e as airosas e decorativas raparigas dos Arcos de Valdevez e de Viana, que ainda hoje, na feira da Agonia, com as suas saias coloridas e os seus xailes de froco, a sua chinela de verniz a estalar nos pés como um brinquedo, as suas arrecadas de ouro a balouçar nas orelhas, levantam em rixas homicidas, para a disputa de um sorriso, os varapaus dos namorados. (…) Conseguiu a Illustração Portugueza, com o presente concurso, fixar em bases convincentes a eleição da terra de mais lindas mulheres de Portugal? Não o conseguiu.(…)» O júri, constituído por Columbano Bordallo Pinheiro, professor da Escola de Bellas Artes de Lisboa, António Teixeira Lopes, professor da Escola de Bellas Artes do Porto, dr. José de Figueiredo, crítico de arte, Abel Botelho, romancista e dramaturgo, dr. Júlio Dantas, dramaturgo e poeta, e dr. Cunha e Costa, jornalista, decidiu, por unanimidade de votos, seleccionar os seguintes retratos:



1º prémio: Tricana de Ílhavo - fotografia do sr. Paulo Namorado (fotógrafo amador em Ílhavo);


2º prémio: Lavradeira de Barcelos (Freguesia de Roriz) - fotografia do sr. Júlio Vallongo (fotógrafo amador em Barcelos);



3º prémio: Costureira de Ílhavo - fotografia do sr. Paulo Namorado;


4º prémio: Rapariga de aldeia (Ílhavo) - fotografia do sr. Paulo Namorado;

e por maioria dos votos, os seguintes retratos:



5º prémio: Montanheira dos arredores de Loulé - fotografia do sr. Joaquim A. da Silva Nogueira (fotógrafo amador em Loulé);


6º prémio: Fiandeira de Ílhavo - fotografia do sr. Paulo Namorado;


7º prémio: Tricana de Aveiro - fotografia do sr. Albino Mendes (fotógrafo amador em Aveiro);



Outros 'retratos' presentes a concurso:

1.- Mulher de Alagoa (Ílhavo), fotografia do sr. Paulo Namorado;
2 - Pescadeira de Ílhavo, fotografia do mesmo;

3 - Padeira de Ílhavo, fotografia do mesmo;

4 - Pescadeira de Vera Cruz de Aveiro, fotografia de Albino Mendes;

5 - Tipo de beleza de Aveiro, fotografia do mesmo;

6 - Pescadeira de Vera Cruz de Aveiro, fotografia do mesmo;

7 - Mulher de Ílhavo, fotografia do sr. Paulo Namorado;

8 - Mulher de Cantanhede, fotografia do sr. A. Maduro.

sexta-feira, março 04, 2011

Carnaval em Lazarim

Em Lazarim a tradição do Carnaval ainda é o que era. Sinónimo de folguedo, máscaras e soltura, o Carnaval celebra-se entre comadres e compadres que envergam máscaras típicas feitas artesanalmente em madeira de amieiro por quatro homens da aldeia.

Jornalista: Patricia Correia

Reporter de Imagem: Joel Teixeira

domingo, fevereiro 27, 2011

Ó meu Menino Jesus - Alentejo

Este é um canto tradicional de Campo Maior, Alentejo, recolhido por Michel Giacometti, utilizado nos ritos e cerimónias do Ciclo dos Doze dias (Natal até aos Reis), em algumas povoações raianas. Em Campo Maior e S. Vicente na noite de véspera de Natal, grupos de homens e mulheres cantam ao Deus-Menino em casa de familiares.
São acompanhados pela ronca ou sarronca um instumento de percussão tradicional. Trata-se de um membranofone de fricção composto de um reservatório, geralmente uma bilha, que serve de caixa de ressonância, cuja boca é tapada com uma pele esticada que vibra quando se fricciona um pequeno pau ou cana preso por uma das pontas no seu centro produzindo um som grave.
A SARRONCA é conhecida por muitos nomes dependendo da zona onde é fabricada. RONCADEIRA, ZAMBURRA, ZURRA-BURROS ou simplesmente RONCA nome porque é conhecida na zona de Elvas.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Tirador da Cortiça - Alentejo

(…)
O Sol vai alto, mas o trabalho metódico de «descascar» o Quercus Suber, o nosso sobreiro, não pára. A conversa entre os «tiradores» (assim se chama a quem tira a cortiça da árvore) flui enquanto as mãos, auxiliadas por machados, cortam e arrancam a cortiça à árvore. Abre-se, separa-se, traça-se, extrai-se. Um trabalho metódico e cheio de saber este o de «descortiçar», ou «despelar», retirando a pele áspera à árvore. A operação é delicada, exige atenção. Em causa pode estar a sobrevivência da árvore. Há que não ferir com o machado a parte de dentro dos sobreiros. Há, também, que desinfectar o machado se se desconfiar de doença na árvore. Acima de tudo, nunca tirar do sobreiro demasiada cortiça. Por outro lado há que saber quando parar. Quando a cortiça «não dá», deve-se suspender o «descortiçamento».
A tira é a primeira etapa de uma longa viagem que termina, muitas vezes, à mesa, quando retiramos a rolha a uma garrafa de vinho. Termina a tira em mais uns quantos sobreiros. No campo, as longas pranchas de cortiça aguardam o momento de serem empilhadas. Antigamente, carregavam-se para a estrada a esforço de burro. O almocreve dava as ordens. Hoje, o trabalho tornou-se menos penoso, faz-se com máquinas de arrasto. (Ler mais em Café Portugal)
Tirar cortiça é um trabalho violento e que requer alguma agilidade e um pouco de especialização, e, por vezes o homem tem que andar descalço em cima das pernadas das árvores.
Neste trabalho, os empilhadores e carregadores da cortiça usavam safões de lona.

Trajo composto por:
Colete:
De cotim simples mas de banda.
Camisa: De riscado de risca, com colareta e abotoada até à cintura.
Calças: De cotim, estreitas e terminando à boca-de-sino.
Ceroulas: De pano-cru ou riscado claro.
Cinta: Preta.
Meias: De linha de algodão a cores, feitas à mão com cinco agulhas.
Lenço: Que usava aberto debaixo do chapéu para se proteger do sol.
Chapéu: De feltro preto de aba larga.
Botas: De atanado ou de bezerra afiveladas ou com ilhoses e cardadas na sola.

Utensílios:
Machado:
Com corte semi-curto e a ponta do cabo achatado.
Alforges: Pequeno ou grande, para levar o comer, conforme os dias que estivesse sem vir a casa
Barril: Para água fresca
“Burro”: Tronco de sobreiro com três pés, que se encosta ao tronco do sobreiro e serve para o homem subir






Fonte: Grupo Folclórico e Cultural da Boavista

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Catarina “Xitas”- Michel Giacometti - Povo que canta

As vozes que são apresentadas neste pequeno documentário foram recolhidas por Michel Giacometti, para o programa “Povo que Canta” (1970), em Penha Garcia, concelho de Idanha-a-Nova, sendo a figura principal Catarina “Xitas” que se faz acompanhar de adufe, juntamente com outras mulheres.


sábado, janeiro 29, 2011

Traje do Rei D.Carlos I




São sobejamente conhecidas fotografias de D.Carlos I trajando à lavrador, sobretudo quando se deslocava ao Alentejo para as celebres temporadas em Vila Viçosa.

Este traje foi utilizado em Vendas Novas, vila em que os Duques de Bragança tinham terras e coutadas e que servia de local de pousada nas suas viagens entre a capital e o Alentejo.
Pela forma, este conjunto é similar ao traje de lavrador, no entanto encontra-se adaptado como indumentária de caça pelos vários bolsos e que fazem adivinhar a sua utilidade, actividade na qual D.Carlos era exímio.
Trata-se de um traje de Verão, pois é confeccionado em algodão. Por outro lado, a cor castanha-clara faz deste traje o camuflado ideal na paisagem alentejana.

Pertence à Fundação Casa de Bragança.

Fonte: Trajes Misticos da Cultura Regional Portuguesa - Museu Nacional do Traje



quinta-feira, janeiro 27, 2011

Cortejo Etnográfico e Folclórico de 1937

Sob o Estado Novo, António Ferro abraçou a carreira política, tendo dirigido o Secretariado da Propaganda Nacional (SPN) desde a sua criação por Salazar, em 1933, até 1949.
Como era um homem de cultura e de espírito, Ferro serviu-se do organismo criado para defender e divulgar alguns dos artistas mais arrojados do seu tempo. Travou lutas com os conservadores do regime em defesa da arte moderna.
A primeira fase do seu programa (1933 – 1949), caracteriza-se por ser marcadamente nacionalista, fazendo eco da imagem do povo como principal e única real fonte de arte verdadeira.
Através da etnografia que procurava tecer o carácter de uma nação quanto destacava as suas suaves diferenças e a estruturante transcendência do povo português, é nesse contexto que surgem diversas iniciativas e a “criação” de muitos grupos “etnográficos”, influenciados pela imagem que o Estado Novo pretendia dar do povo.
Uma dessas actividades foi o cortejo Etnográfico e Folclórico realizado em 30 de Maio de 1937, em Lisboa, ao qual acorreram representantes de todas as regiões do país.
As imagens que público são pertença do Centro Português de Fotografia e retratam alguns momentos desse cortejo, sendo visíveis alguns dos trajes apresentados.

Fonte: A ALDEIA MAIS PORTUGUESA DE PORTUGAL - Trabalho de Etnomusicologia - Cláudio Nascimento









sábado, janeiro 15, 2011

Lavradores Ricos – Perre – Minho

Este traje é apresentado pelo Grupo de Danças e Cantares de Perre, pertencente ao Concelho de Viana do Castelo.
Francisco Sampaio esta povoação assim:
“Falar de Perre, é falar de terras de grandes lavradores, dos melhores bois da matança da Páscoa, que abasteciam os talhos de Viana (…), de colheitas de vinho tinto que ultrapassam as três mil pipas, de gente séria, trabalhadora.... Terra de morgados e “mordomias”, casas fartas, boas lavouras, de bons campos e ramadas baixas, a significar tulhas e adegas cheias...”

Homem
Usava calças de alçapão brancas, de linho ou estopa, sem abertura mas com bolsos. Terminavam com folho, um pouco abaixo dos joelhos. A camisa era branca de linho e o colete era de fazenda preta.
Calçava tamancos com polainas de saragoça, nas pernas. Na cabeça usava um chapéu de feltro preto e faz-se acompanhar por um guarda-sol de barbas de baleia.

Mulher
A mulher usava uma saia de riscas tecida no tear, casaca de fazenda preta, e algibeira simples em tons escuros. Ao pescoço lenço de seda, e num dos braços transportava um cesto – com toalha bordada em “rechellier” – e que usava quando pela Páscoa ou Natal ia levar as ofertas ao Padre ou Médico da aldeia.
Em Perre foi moda as mulheres usarem cabelos curtos, deixando de colocar o lenço na cabeço, passando-o para o pescoço.

Fonte: Grupo de Danças e Cantares de Perre

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Trajo de Festa Masculino – Alto Alentejo

Este trajo é apresentado pelo Grupo Folclórico e Cultural da Boavista e foi recolhido em Ribeira de Nisa, sendo utilizado pelos homens em dias Festa no início do sec.XX.
O trajo composto por:
Jaqueta: de surrobeco, com alamares de cordão preto e botões de metal no centro dos alamares.
Colete: de veludo vermelho de bandas redondas abotoadas com botões de metal.
Camisa: de linho branco com peitilho, com colareta alta, e também havia com peitilho e punhos de outra cor.
Calção: ou meia calça de veludo, até ao joelho, com uma abotoadura com três botões de metal que se abotoam de lado de fora e na cintura.
Ceroulas: de pano branco.
Cinta: de cor variada segundo a ocasião, mas geralmente era preta ou vermelha, para cerimónias.
Meias: brancas ou da cor do calção, arrendadas feitas à mão, que apareciam entre as polainas e os calções.
Polainas: de burel, até ao meio da perna, abotoadas de lado com pequenos guizos (em vez de botões), que deixavam ver a meia.
Chapéu: de aba larga, preto, com uma borla redonda de lã, segura ao chapéu na copa ou aba, caindo sobre a aba esquerda.
Botas: em calfe pretas.
Lenço: branco no bolso da jaqueta
Manta: para se cobrir nas noites frias.

Fonte: Grupo Folclórico e Cultural da Boavista



Outros artigos relacionados: Alto Alentejo, Alentejo, Cante Alentejano, Trajos de Festa de Castelo de Vide, Coisas de Mulher, O Alforge, Trajo de Gala de Pastor – Marvão, Pelico e Safões

domingo, janeiro 09, 2011

Trajes de Castelo de Vide – Alto Alentejo

O relevo do Alentejo caracteriza-se pela grande uniformidade de peneplanícies, de onde ressaltam, dispersas e afastadas, massas montanhosas de fraca altitude, com excepção das serras de São Mamede (1025 m) e Marvão (865 m).
Esta uniformidade da geográfica não tem necessariamente de se aplicar à tradição e cultura desta vasta região.
Muito embora existam características comuns, quem estuda a sua etnografia encontra uma tal diversidade, pontuada pelos pormenores que distinguem as diversas povoações, o jeito da aba do chapéu, a maior ou menor proliferação de bordados, a predominância do canto ou da dança, as diferenças da gastronomia, etc.
Se, aparentemente, a Serra da Ossa marca uma fronteira entre a predominância entre do canto (a Sul) da dança (a Norte), a Serra de São Mamede marca a fronteira para o trajo, mais garrido a Norte que a Sul.
A norte de S. Mamede ficam povoações como Nisa e Alpalhão, cujos trajos já foram descritos neste blog, mas também Castelo de Vide, onde os trajes domingueiros são ricamente elaborados e o bordado é amplamente utilizado como forma de enriquecimento das indumentárias destinadas aos domingos e dias de festa.

O Rancho Folclórico de N.ª Sr.ª da Alegria de Castelo de Vide apresenta alguns exemplares do labor e garbo das mulheres alentejanas, que não tendo dinheiro para a ostentação de riqueza como noutras regiões, procurava no seu melhor traje espelhar as suas habilidades de costureira, bordadeira e rendeira, portanto, boa mulher, mãe e dona de casa (a sagrada trilogia feminina).
De realçar que a utilização do bordado não se aplicava somente ao trajo feminino. A mulher gostava que o seu homem também reflectisse a sua arte e brio. Este, altivo e vaidoso, honrava apresentar-se aos seus pares com o melhor que podia.
As imagens que de seguida público são do Rancho Folclórico de N.ª Sr.ª da Alegria de Castelo de Vide e retratam trajos domingueiros daquela região.
Agradecimento a Virgínia Otten pela cedência de algumas das imagens.



sexta-feira, janeiro 07, 2011

Cantar aos Reis

Ontem foi dia de Reis, é época de Cantar aos Reis

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Museu Etnográfico de Seia

Numa breve visita às serranias da Beira dei por mim em Seia, onde fui encontrar o Museu Etnográfico de Seia. Uma agradável surpresa já que este é um museu moderno, com boas instalações e pertence a um rancho folclórico.


Normalmente, estamos habituados a ver este tipo de equipamentos nas mãos de entidades públicas (Ministério da Cultura ou Autarquias Locais). Muito embora existam centenas de pequenas colecções pertença de ranchos folclóricos, estes raramente têm a possibilidade de as exibir com a qualidade ali apresentada.
Nota extremamente positiva para a visita guiada, proporcionada por um jovem profundamente conhecedor da colecção e da história da sua terra, de quem, infelizmente, não registei o nome, mas a quem felicito.
O Museu nasceu com a criação do Rancho Folclórico de Seia e inaugurado em Junho de 2008.
A preservação dos usos e costumes não se restringem apenas às danças e cantares, mas também à recolha de objectos e artefactos que contam a história de uma região. Esta recolha resulta muitas vezes de doações particulares e que, naturalmente, para possuírem alguma utilidade enquanto atributos da memória necessitam de ser estudados e expostos.
O Museu Etnográfico de Seia possui uma interessante exposição permanente dedicada Serra e suas gentes, aos ofícios, utensílios, trajes e ainda espaço para as exibições do rancho.


Vale a pena uma visita.
Possui um site, que ainda está em construção, mas que já permite um vislumbre do que é o Museu.
Ficam os contactos:
Marcação de visitas: 238 082 732 91 843 68 08
E-mail: info@museuetnoseia.com.pt
Morada: Rua da Caínha, 6270 - 514 SEIA
Horário: Terça a Domingo das 10h às 18h
Encerra:01 de Janeiro - Domingo de Páscoa - 25 de Dezembro

O Rancho Folclórico de Seia foi fundado em 1980 com o fim de servir e valorizar a cultura tradicional da Serra da Estrela, onde está inserido, não se tendo poupado a esforços, quer no domínio do Folclore quer da investigação das raízes etnográficas do povo que representa.
É membro da Federação do Folclore Português, sócio do Inatel e por mérito próprio foi-lhe concedido o Estatuto de Utilidade Pública.

domingo, janeiro 02, 2011

sexta-feira, dezembro 24, 2010

Feliz Natal


Neste dia especial, votos de paz, amor, felicidade, saúde e sorte, para todos os leitores deste blog, em especial os que o seguem de perto.

Um abraço terno e amigo

Carlos Cardoso

Memória de um Povo - Isabel Silvestre



A cantora Isabel Silvestre, apresentou no passado dia 10 de Dezembro, o livro “Memória de um Povo” em que regista parte da recolha da tradição oral que fez região de Manhouce - Beira Alta.
Memória de um povo, que é acompanhado de um CD com o Cantar dos Reis de 1982, reúne Lengalengas, Histórias, Orações, Modos de Falar, Expressões, Pragas, Provérbios, Adivinhas, Quadras, Romances, Cantares ao Desafio, Recordações, Pautas Musicais... Neste seu livro, Isabel Silvestre procura fazer sentir e transmitir aspectos da cultura de um Povo a que se orgulha de pertencer. Numa manifestação do afecto intenso e sem limites que tem pela sua terra, pelas suas gentes, pelo seu País, Isabel Silvestre reuniu falas, realidades, contos de um povo que «reage sempre à desventura e que em cada crepúsculo vê sempre uma nova madrugada». Inclui quatro singelos e lindíssimos contos da própria Isabel Silvestre....

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Michel Giacometti - Filmografia Completa

O Jornal Público, entre 22 de Novembro e 7 de Fevereiro, distribui semanalmente a filmografia completa de Michel Giacometti, numa edição da RTP coordenada por Paulo Lima.
São 12 livros com CD's onde pode ser admirado o trabalho de recolha etnografica deste Corsego, português de coração.
A 1ª edição tem o custo de 5,90€ e as restantes 8,90€.
Uma colecção a não perder.

domingo, dezembro 12, 2010

Socas barrosãs já não ressoam na calçada - Montalegre

As socas da Terra do Barroso já não confortam os pés das gentes da terra fria transmontana.
O sapato tradicional de madeira e couro é hoje procurado como peça de decoração, utilizado em ocasiões pontuais. Os soqueiros desapareceram quase ao ritmo traçado pela conquista do calçado moderno.
No início de cada Primavera, o soqueiro da aldeia ia de porta em porta medir pés e fazer socas. Durante o tempo frio, a madeira de vidoeiro secava atrás da lareira. Com o início do calor a madeira estava pronta para confortar os pés do povo barrosão. O pé colocava-se em cima de um pedaço de madeira. Com um lápis, o soqueiro desenhava a forma e em seguida talhava a madeira que se queria leve e resistente. A parte de cima era feita de couro.
Em tempos pretéritos, as 35 freguesias do concelho de Montalegre tinham um soqueiro, hoje não existe nenhum e as socas são um adorno, utilizadas em ocasiões festivas ou para uma ida ao quintal da casa. «Eu sou o único sapateiro, de concerto de calçado, que há em todo o concelho», diz João Madeira.
Na sua oficina expõe alguns exemplares de socas antigas, mas também algumas que nunca foram calçadas. «Não fui eu que as fiz», apressa-se a explicar. «Mas sei fazer. O que acontece é que já tenho tanto trabalho que não consigo fazer as socas, ainda para mais quando não têm muita procura».
João Madeira comenta que há quem tenha umas socas em casa apenas «pela tradição e como peça de decoração». No entanto, acrescenta: «ainda se vêem pessoas com as socas. Como a madeira protege da água há quem as use para ir ao jardim, à horta ou para lavar o carro».
O ‘toc toc’ da madeira a bater no chão já não se faz ouvir nas ruas das aldeias do Alto Rabagão, a não que seja dia de festa e esteja actuar um grupo folclórico. Ver as socas a luzir nos pés fica agora reservado a estes dias festivos.
A soca de enfiar, ou em formato de bota, era o toque final de uma indumentária que também se começa a perder no tempo. A capa de burel e a croça de junco, capuchos feitos de junco normalmente usados pelos pastores eram algumas das peças com que estas gentes do Norte Português enfrentavam os rigores do frio.

Autora: Sara Pelicano
Fonte: Café Portugal

terça-feira, novembro 30, 2010

Concurso Nacional de Etnografia 2010


Os Concursos Nacionais da Fundação INATEL são organizados desde 2005 com objectivo de estimular a criação artística por parte das colectividades amadoras associadas de todo o Continente e Regiões Autónomas, numa grande demonstração de criatividade, inovação e preservação de tradições e cultura popular nas três áreas históricas da Fundação: teatro, etnografia e música.
A preparação das Eliminatórias Finais Nacionais do Concurso Nacional de Etnografia terá lugar nos dias 4 e 5 de Dezembro, no Teatro Miguel Franco (Leiria).
A vertente Música Tradicional / Popular decorrerá no Sábado, dia 4, entre as 11h00 e as 13h00, e entre as 15h00 e as 18h00. O Júri será composto por José Alberto Sardinha, Mário Correia, Pedro Mestre
A vertente Quadros Etnográficos decorrerá no Sábado, dia 4, pelas 21h30, e no Domingo, dia 5, pelas 11h00, sendo os quadros finalistas apresentados a partir das 15h00
O Júri será composto por José Pedro Caiado, Madalena Farrajota e Paulo Raposo.

domingo, novembro 28, 2010

sexta-feira, novembro 12, 2010

terça-feira, novembro 09, 2010

Trajes de Corte - Taje de "Neto"

No século XVIII, sobretudo no reinado de D. João V, as “Touradas Reais” atingiram um fausto até então nunca visto. É esse fausto que se evoca hoje na corrida de Gala à Antiga Portuguesa. Vestidos à época, apresentar-se-ão o Neto, símbolo da autoridade na arena, os Pajens do Neto, em número de seis, os oito Charameleiros e o Timbaleiro, que constituem o Bando (espécie de arautos, anunciadores da “Tourada”), os doze Porta-Estandartes das casas nobres cujos representantes participavam na “Tourada”, os seis Pajens dos Cavaleiros e os dois coches com os seis cavaleiros. A entrada dos coches na arena é, porventura, o momento culminante do cortejo, pela grandiosidade que, nesse momento, o cenário atinge. A figuração por cada coche é constituída por um Cocheiro, um Moço de Tábua, dois Alabardeiros e dois Porta-Guias da parelha de tiro. Atrás dos coches seguem, os cavalos de combate, cobertos por telizes de veludo bordado, conduzidos à mão pelos respectivos Porta-Guias. Recolhido o cortejo, o Neto manda entrar na arena a “Azémola das Farpas”, que transporta a ferragem que será usada na “Tourada”. Conduzida à mão pelos forcados, a sua entrada em cena constitui um momento sempre hilariante. Depois da saída da “Azémola das Farpas”, o Neto recebe do Director de Corrida as chaves do touril e vai entregá-las ao chefe dos curros. Retira-se o Neto e dá-se início às cortesias ao uso contemporâneo.



O traje da imagem é um Traje de Neto do Séc. XIX , que serviu ao infante D. Manuel numa garraiada em Sintra (1899) e é pertença da colecção do Museu Nacional dos Coches.O conjunto é composto por gibão, calça de seda preta, chapéu de seda preta com pluma e luvas, de confecção portuguesa.

Fonte; Blog do Vasco

quarta-feira, outubro 06, 2010

O Barbeiro

Na sequência de duas imagens que encontrei no Arquivo Municipal de Lisboa, que retratam a profissão de barbeiro em dois contextos sociais diferentes resolvi aqui deixar o presente artigo em homenagem a essa profissão quase extinta.

O exercício do ofício de Barbeiro remonta à Antiguidade. Nesta época o Barbeiro era, simultaneamente, médico, cirurgião, dentista, cabeleireiro, quer de homens quer de mulheres, e amolador. Eram actividades que garantiam a independência económica e a consideração social de quem as exercia.
A Idade Média foi o período em que o ofício conheceu, por um lado, o apogeu e, por outro, o início de um conturbado período. A partir de finais do século XIII, Médicos e Barbeiros travaram uma luta no que respeita às actividades exercidas, ficando o Barbeiro impedido de receitar e de operar até ao século XVI, época em que lhe foi permitido, novamente, exercê-las.
O ofício de Barbeiro entra em franca decadência no século XVIII com a perda de serviços subsidiários, tais como os de médico, de dentista, de sangrador, de trabalho em cabeleiras, de amolador, de calista e de manicura. O Barbeiro ficou apenas com as barbas e os cortes de cabelo.
Para agravar a crise surgiu a gilete, cuja propaganda ajudou a implantar no mercado; a abertura de estabelecimentos, nomeadamente espanhóis, com outras condições e preços competitivos e a Grande Guerra, que generalizou o seu uso.
Perante a situação, o barbeiro tentou sobreviver vendendo no seu estabelecimento produtos diversos, tais como tabacos, perfumes, cutelarias, vinhos engarrafados, papelaria, loções, sabonetes, pentes, pastas e escovas de dentes.
Nos finais da década de sessenta do século XX a situação agravou-se com o aparecimento do Curso “Corte Francês”. Este curso foi criado com a “intenção de fazer uma reciclagem de barbeiros para cabeleireiros de homens”. Este curso implicava a utilização de novas técnicas, como a utilização da navalha no cabelo e do penteado com escova e secador. Muitos barbeiros passam a Cabeleireiros de Homens.
Foi neste contexto que o Ofício de Barbeiro viu diminuir o número de efectivos e actualmente, nos moldes tradicionais, tende a desaparecer.

quinta-feira, agosto 26, 2010

Traje do Forcado

A mais antiga referência à realização de corridas de toiros é do reinado de D. Duarte I, e terão sido realizadas em Évora nos anos de 1431 e 1432. Contudo os monarcas portugueses eram grandes aficionados da Festa Brava, com destaque para D.João IV (1604-1656), D. Pedro II (1648-1706), D. João V (1689-1750) e D. Miguel I (1802-1866).
No reinado de Maria II, em 1836, por decreto régio, passou a ser proibida a morte dos toiros na praça, que era praticada pelos cavaleiros utilizando os rojões (como ainda hoje se pratica em Espanha). Assim, para remate da lide, os monteiros passaram a pegar os toiros.
Os monteiros ou alabardeiros, eram moços que tinham deixado as alabardas – para não ferirem o toiro – estas foram substituídas pelos forcados dos mosquetes e, assim defendiam na arena o acesso à escadaria real, sendo comandados por um cabo. Era, portanto, uma força militarizada.
Consta que em 1656 existiu um grupo constituído após uma selecção feita por alabardeiros da Guarda Real de D. Afonso VI e que pegavam os toiros de caras e de cernelha.Os monteiros e alabardeiros que pegavam toiros, passaram a ser chamados “moços de forcado” e 1837 terá sido o ano do aparecimento formal e regular dos grupos de forcados nas arenas portuguesas.
Foi no Ribatejo e no Alentejo que se constituíram os primeiros grupos de forcados, tendo ficado célebre o Grupo de Riachos que esteve presente nas inaugurações das praças de toiros de Évora e de Lisboa (Campo Pequeno).

El Forcado. Litografia publicada em La Lidia, em 7 de Novembro de 1887

No Alentejo existiram diversos grupos de forcados, sendo conhecido como dos mais antigos um de Évora, constituido em 1915. Também em 1915 foi fundado o Grupo de Forcados Amadores de Santarém, que ainda hoje existe e que teve sempre continuidade ao longo dos anos, sendo actualmente o mais antigo do país.Nos grupos de forcados não se perderam completamente algumas das características militarizadas dos anteriores monteiros ou alabardeiros. Assim, o chefe ou comandante do grupo continua a ter a denominação de “cabo”, ao traje continua a chamar-se “farda” e a “antiguidade dos forcados continua a ser respeitada.


Nas cortesias os forcados dão a direita ao cabo, formam por antiguidade e o último elemento à esquerda é o forcado mais novo.
Contudo, a nomeação de novo cabo, não terá a ver com a antiguidade, mas com o reconhecimento do Grupo pelas qualidades de um dos elementos e aceite pela maioria.O cabo deverá ser o garante dos valores e tradições do forcado amador e, dentro e fora da praça, o responsável por todas as atitudes e comportamento do seu Grupo.
À jaqueta e ao barrete, o forcado tem uma estima especial. São peças da farda de valor e grande estimação.


A jaqueta representa o Grupo de que faz parte e deverá ser entregue ao cabo quando o forcado deixa de pegar.
O barrete é a peça de vestuário mais querida do forcado e é guardado como relíquia e passa para um filho ou neto quando um destes pegar toiros.
Assim o forcado farda-se com jaqueta de ramagens, cujo padrão distingue o grupo, cinta vermelha, camisa branca imaculada e atilhos vermelhos nos punhos, gravata vermelha ou preta (em caso de luto), barrete verde cor da folhagem gola vermelha garrida, calção justinho da cor do trigo os botões prateados, meia branca de renda tal como o campino, sapato de prateleira e atacador amarelo, suspensórios castanhos (podem ser pretos ou vermelhos).

Fontes:
Grupo de Forcados Amadores da Chamusca
O TRAJE REGIONAL PORTUGUÊS E O FOLCLORE de Madalena Braz Teixeira

terça-feira, agosto 24, 2010

“OS XAILES BORDADOS E AS FESTAS POPULARES”

Em Nisa, no Museu do Bordado e do Barro, está patente até 21 de Setembro a exposição “OS XAILES BORDADOS E AS FESTAS POPULARES”.
Com esta mostra pretende-se dar a conhecer os de xailes bordados usados pelas nisenses nas festas dos Santos Populares - Santo António, S. João e São Pedro.
Em tempos recuados, destacavam-se as festas em honra de S. João, ainda hoje relembradas pelos mais velhos como uma noite de folia que durava até de madrugada. Nas festas populares, o xaile bordado a cores variadas e garridas era peça fundamental na indumentária das raparigas, o objectivo era que cada uma delas se destacasse pela sua beleza e encontrasse o seu “príncipe encantado”. Os xailes típicos de Nisa são brancos ou pretos, embora, pudéssemos encontrar xailes azuis, cor-de-rosa, ou vermelhos. São bordados a ponto de cadeia com desenhos que têm uma temática que nos reporta para a flora local, com cores garridas. Em Alpalhão o xaile é bordado à máquina, de cor branca com flores variadas e de cores fortes ou vermelho bordado a branco e amarelo. Em Montalvão surge o xaile de pêlo de cabra, com características muito distintas, tanto pela matéria de que é feito, como pela técnica utilizada na sua concepção. Também em Montalvão, encontramos o xaile de lã bordado a cores várias, mas onde predominam o rosa e o verde.
A exposição no Núcleo Central do Museu do Bordado e do Barro, localizado no Largo das Portas de Montalvão, pode ser visitada de terça-feira a domingo das 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 18h00, sendo que a entrada é gratuita.
Já agora, vale a pena visitar o Museu do Bordado e do Barro, não só por esta exposição, mas também pela colecção patente ao público.

Artigo Relacionado: O Carnaval de Alpalhão - Nisa

quarta-feira, julho 07, 2010

Museu Ibérico da Máscara e do Traje


Inaugurado em 2007, é um espaço de divulgação das tradições relacionadas com as máscaras do Nordeste Transmontano e da Região de Zamora (parceria entre o Município de Bragança e a Diputación de Zamora – Projecto Máscaras). Local único onde se encontram expostas máscaras, trajes, adereços e objectos feitos por artesãos portugueses e espanhóis e usados nas “Festas de Inverno” em Trás-os-Montes e Alto Douro e em Zamora.
Rua D. Fernão “O Bravo”, nº 24/ 26, Bragança
Tel.: 273 381 008
Terça a Domingo 10h00 – 12h30 14h00 – 18h00
Encerra à Segunda

segunda-feira, junho 21, 2010

Gente Nossa - Ciclo do Linho

Gente Nossa - Ciclo do Linho pela Associação das Mulheres Agricultoras de Castelões

sexta-feira, maio 14, 2010

Entrevista no site Café Portugal

É sempre com grande orgulho e honra que falo do trajo tradicional português.
Desta feita foi o site Café Portugal que me deu esse prazer e me honrou convidando-me para uma entrevista, que pode ser lida em Rádio(grafia).

Ao site Café Portugal os meus sinceros agradecimentos.
Bem hajam!

Carlos Cardoso

Capucha – Beira Interior

Já antes falei da capucha muito usada nas regiões serrana da Beira Interior.
A imagem seguinte retrata um conjunto de mulheres serranas com a sua capucha feita em burel, no entanto, para além da capucha também algumas peças, como saias e avental, surgem confeccionadas neste material.Lamentavelmente não consegui descobrir a região em concreto, embora me pareça ser da Serra da Estrela.

segunda-feira, abril 05, 2010

Mulheres de Capote e Lenço – Algarve


Esta gravura representa as mulheres do Algarve no final do sec. XVIII, quanto se cobriam em público conforme ditavam o cânones da época. Esta tradição ainda existia em algumas localidades na primeira metade do sec.XX, como pode ler em Côca, Biuco e Capelo.

domingo, março 21, 2010

Aventais do Minho

Os aventais sempre fizeram parte da indumentária feminina, não só do povo, mas também das mulheres da nobreza e burguesia.
Os aventais que vos apresento pertencem ao trajo da lavradeira do Minho (Ribeira Lima), que no seu corte característico apresentam duas partes distintas.
A primeira, junto à cintura, designada por funéu ou emenda (conforme a localidade), consiste numa tira pregueada de tecido menos espesso (linho) do que o tecido do avental (linho e lã). Sobre esta tira surge normalmente uma decoração bordada a ponto de cruz, composta por monogramas, ou motivos da simbologia amorosa, o escudo real, ou ainda as palavras “Viana” e “Amor”.
O tecido em que os aventais eram confeccionados é semelhante ao que era utilizado nas saias (a serguilha) sendo aqui sujeito a redobrado cuidado. Aparecem na parte inferior do avental um conjunto de elementos decorativos geométricos e estilizados (pássaros, flores, silvas) que enriquecem a peça, anulando por vezes o próprio tecido de base. Estes motivos são conseguidos quer pelo emprego de fios de lã de cores variadas, quer pelo modo como os fios de trama são trabalhados, em relevo formando pequenas argolinhas, “topes” ou “moscas” como vulgarmente são chamados.

Descrição dos aventais das imagens:

Avental de serguilha Avental de serguilha preta, verde, cor-de-rosa, amarela e branca, de teia em linho branco, formando riscas decoradas com moscas, sugerindo motivos florais e geométricos. Funéu de tecido preto pregueado, bordado a ponto de cruz com fios policromados de algodão e iniciais “JPB”, enquadradas por corações e flores. Galão de algodão branco e fita de lã verde.
De forma rectangular, a peça foi talhada no sentido da teia, sendo a sua altura acrescentada pelo funéu. Aperta na cintura com fitas.


Avental de serguilha vermelha e preta e de teia em linho branco, formando risca decoradas com moscas que formam quadrados, motivos florais e geométricos policromados, executados com agulha “fada do lar”. Funéu (cós) de estopa de linho bordado a ponto cruz, com fio de algodão vermelho formando o escudo real. Galão de fita de lã cor-de-rosa e verde.
De forma rectangular, a peça foi talhada no sentido da teia sendo a altura acrescentada pelo funéu. Aperta na cintura com fitas.

Fonte: O Ponto de Cruz – a grande encruzilhada do imaginário – Museu de Arte Popular – 1998