segunda-feira, maio 13, 2013
sexta-feira, maio 10, 2013
Dia da espiga
O Dia da espiga ou
Quinta-feira da espiga é uma celebração portuguesa que ocorre no dia da
Quinta-feira da Ascensão com um passeio matinal, em que se colhe espigas de
vários cereais, flores campestres e raminhos de oliveira para formar um ramo, a
que se chama de espiga. Segundo a tradição o ramo deve ser colocado por detrás
da porta de entrada, e só deve ser substituído por um novo no dia da espiga do
ano seguinte.
As várias plantas que compõem a espiga têm um
valor simbólico profano e um valor religioso.
Crê-se que esta celebração tenha origem nas
antigas tradições pagãs e esteja ligada à tradição dos Maios e das Maias.
O dia da espiga era também o "dia da
hora" e considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não
se devia trabalhar. Era chamado o dia da hora porque havia uma hora, o
meio-dia, em que tudo parava, "as águas dos ribeiros não correm, o leite
não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam". Era nessa hora que se
colhiam as plantas para fazer o ramo da espiga e também se colhiam as ervas
medicinais. Em dias de trovoadas queimava-se um pouco da espiga no fogo da
lareira para afastar os raios.
A simbologia por detrás das plantas que formam
o ramo de espiga:
Espiga – pão;
Malmequer – ouro e prata;
Papoila – amor e vida;
Oliveira – azeite e paz; luz;
Videira – vinho e alegria
Alecrim – saúde e força.
terça-feira, maio 07, 2013
Festival de Folclore Encenado
No próximo dia 11 de Maio, pelas 21:30
h, decorrerá em Recardães (Águeda), um festival de folclore experimentalista,
que vai para além da dança, com a apresentação de três projetos diferentes,
intercalados de um período de debate com o público no final de cada
apresentação.
Os espetáculos com multimédia e
produção técnica de som e luz estarão a cargo dos grupos:
Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa - "Do erguer à deita, do sacho ao bailo"
Grupo de Folclore As Lavadeiras da Ribeira da Lage - "Vida saloia"
Associação Etnográfica Os Serranos - "Estopa, Linho, Lã"
quinta-feira, maio 02, 2013
Património Cultural Imaterial - Conferência
A Fundação INATEL, acreditada
junto da UNESCO para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, organizará
a Conferência "PATRIMÓNIO COMO IDENTIDADE - 10 Anos da Convenção para a
Salvaguarda do Património Cultural Imaterial” no dia 24 de maio (sexta-feira),
das 9h30 às 18h00, no Auditório do Museu do Fado.
Este evento pretende dar a
conhecer quais os trabalhos realizados na área do Património Imaterial em
Portugal, demonstrando igualmente quais os impactos que o reconhecimento de uma
prática tem, ou poderá vir a ter, nas economias locais.
Criar um espaço de encontro entre
associações, agentes culturais, academia e instituições, num diálogo aberto
sobre o Património Cultural Imaterial e sobre a Convenção, é o grande objetivo
desta iniciativa.
A iniciativa terá entrada livre
sujeita a marcação prévia até ao dia 20 de maio (segunda-feira) para o email
patrimonioimaterial@inatel.pt ou para o telefone 210027141.
PROGRAMA
9h30 Receção aos participantes
10h00 Sessão de Abertura
O Papel da Fundação INATEL na defesa do Património Cultural
Imaterial
Presidente da Fundação INATEL | Fernando Ribeiro Mendes
Diretora-Geral do Património Cultural | Isabel Cordeiro
Presidente da Comissão Nacional da UNESCO | Ana Martinho
Ministro da Solidariedade e da Segurança Social | Pedro Mota
Soares
Pausa para Café
11h00 – Painel I
A identidade
cultural como fator de afirmação no mundo global
Teresa
Caeiro | Vice-Presidente da Assembleia da República e Presidente do MMV
Reflexão sobre a patrimonialização das
práticas culturais imateriais
Amélia
Frazão Moreira | Presidente do CRIA – Centro em Rede de Investigação em
Antropologia
O Fado Património Cultural Imaterial da Humanidade
- consequências de um reconhecimento
Rui Vieira
Nery | Presidente da Comissão Científica de Candidatura do Fado a Património da
Humanidade
O Cante Alentejano
– expectativas de uma candidatura
Paulo Lima |
Diretor da Casa do Cante, Entidade Promotora da Candidatura do Cante Alentejano
a Património da Humanidade
Moderadora: Jacinta Oliveira | Vogal do
Conselho de Administração da Fundação INATEL
12h30 – Debate
13h00 – Almoço Livre
15h00 – Painel II
A Dieta Mediterrânica
como ponte para a redescoberta dos produtos nacionais
Assunção
Cristas | Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território
Dieta Mediterrânica: Benefícios para a
saúde
Alexandra Bento
| Bastonária da Ordem dos Nutricionistas
Os Mistérios da Semana Santa em terras
de Idanha – A construção de uma candidatura
Hélder
Ferreira | Presidente da PROGESTUR
A importância das Festas da Nossa
Senhora da Agonia na dinâmica socioeconómica da cidade de Viana do Castelo
João Alpuim
Botelho | Museólogo
Moderadora: Jacinta Oliveira | Vogal do Conselho de Administração
da Fundação INATEL
17h30 – Debate
18h00 – Sessão de Encerramento
Presidente da Fundação INATEL | Fernando Ribeiro Mendes
terça-feira, abril 30, 2013
segunda-feira, abril 29, 2013
Costumes do Minho: Mulher de Castro Laboreiro e o Jangadeiro
Publicou a revista Ilustração
Portugueza, na cada da sua edição de 17 de março de 1913, duas interessantes
fotografias que mostra os trajes da mulher do Soajo e do jangadeiro de Anha ou
seja, aquele que conduzia a jangada do sargaço na travessia do rio Lima,
envergando a tradicional branqueta do sargaceiro. O texto que acompanha as
fotos possui também algumas particularidades curiosas que refletem bem a
distância que então separava o jornalista habituado ao meio burguês e citadino
em relação à profundeza da vida rural que de mais interessante apenas
proporcionava os motivos pitorescos com que ilustrava as páginas dos jornais.
Transcreve-se o artigo respeitando-se a grafia original.
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| Mulher de Castro Laboreiro |
Em luta constante com a natureza,
a quem arrancam após porfiadas canceiras as matérias primas que lhe fornecem o
fato e o alimento, únicos produtos das rudimentares industrias que exercem: a
pastorícia e a agricultura, os montanhezses de Castro Laboreiro são uma pobre
gente desconfiada e semi-selvagem.
O vestuário das suas mulheres dá
á primeira vista ideia lucida e sugestiva de toda a sua rudeza: capucha ou
mantela, o corpete e a saia, é tudo feito de tecido grosseiro de fabrico local
a que chamam burel ou picoto. Os tamancos toscos, espécie de sandálias,
formadas por rudes madeiros ligados aos pés por correias fortes, chamados
chancas ou alabardeiros, completam o vestuário das castrejas, em que as roupas
brancas faltam por completo.
Na mesma província do Minho, á
beira mar, o fato simples usado pelos jangadeiros d’Anha, emparceira
admiravelmente com a rudeza semi-selvagem do vestuário das castrejas.
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| Jangadeiro d'Anha |
É muito característico o tipo
destes lavradores-marinheiros, que nas costas do norte, principalmente junto a
Viana do Castelo, e, por todo o litoral desde Montedor até à costa do sul do
Lima, no local denominado Anha, se aventuram ao mar, a fim de colher o sargaço,
moliço ou limos, como lhe chamam, com que vão depois fertilizar as suas terras
navegando sobre frageis jangadas, formadas por oito troncos de madeira muito
leves ligadas a maneira de estrado, tendo lateralmente duas taboas dispostas em
forma de borda falsa: os troncos das bordas são mais compridos, e, levantam em
forma de rabo d’arado.
Vestem unicamente uma espécie de
sobrecasaca de lã grossa e forte, o que chamam branqueta, presa com um cinto e
abotoada na frente, uma carapuça vermelha ou um chapéo preto de grandes abas
completam tão singular vestimenta.
A.Mesquita
de Figueiredo
Fonte: Blogue do Minho
quinta-feira, abril 18, 2013
quarta-feira, abril 10, 2013
O Fabrico de Chapéus em São João da Madeira
Os chapéus, muito em voga no
século XIX e primeira metade do século XX deram origem à indústria de
chapelaria, que se desenvolveu a sul do Porto. A indústria da chapelaria
contribuiu para a evolução e progresso de S. João da Madeira, onde foi durante
dezenas de anos o sector dominante. Em 16 de Maio de 1984, foi elevada a
cidade.
Se até finais de oitocentos
predominou a manufatura da chapelaria, entre meados de 1890 e 1914
desenvolveu-se a sua mecanização. Esta mecanização não foi aceite de forma
pacífica. Chapeleiros e outros trabalhadores do ofício ofereceram -lhe
resistência, o que deu origem a algumas agitações operárias, a quando da
construção da Fábrica Nova. Temia-se o desemprego. Dizia-se na época:
"Naquelas malditas máquinas,
metem-se os coelhos ainda vivos, de um lado, e saem chapéus já prontos do
outro!” in O Coração da Fábrica. Viagem ao mundo de “Unhas Negras” de Luis
Costa, edição da Câmara Municipal de S. João da Madeira, 1987, p. 37.
A Empresa Industrial de Chapelaria ficou
conhecida em São João da Madeira como a "Fábrica Nova", foi fundada
em 1914 por António José Oliveira Júnior. Este, um ex-operário, foi pioneiro ao
introduzir ano de 1891 em São João da Madeira o fabrico do chapéu de pelo (coelho
e lebre). Nas diferentes fábricas espalhadas pelo país, apenas era produzido o
chapéu de lã grosseiro.
Fábrica Nova em funcionamento onde se pode ver
a mecanização do sector.
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| Imagens: Aníbal Lemos in LEMOS, Aníbal, “Imagens do Fim e do Princípio”, Câmara Municipal de São João da Madeira, São João da Madeira, 2001. |
A Empresa Industrial de Chapelaria
ou "Fábrica Nova", encerrada no ano de 1995, deu emprego e formação a
diferentes gerações de chapeleiros e artífices que lhe dedicaram uma vida
inteira de trabalho. Foi uma das mais importantes unidades fabris de São João
da Madeira, albergando atualmente o Museu da Chapelaria, que sem dúvida vale a
pena visitar.
terça-feira, abril 09, 2013
quarta-feira, abril 03, 2013
Dança dos Homens - Lousa
A "Dança dos Homens" (Dança das Genébres ou da
Farrombana) é uma dança considerada a reminiscência de um primitivo rito de
passagem e é dançada somente nas festas de Maio, da Nossa Senhora do Alto dos
Céus - na Lousa.
É dançada por um grupo de 9 elementos, 6 homens e três
rapazinhos. Um dos homens toca a genebres e outros cinco tocam bandurras, a
viola beiroa.
O traje difere entre os homens. Os seis homens mais velhos
vestem calças e casaco branco, na cabeça levam a 'capela' espécie de capacete
revestido de flores de papel e fitas. Os rapazinhos mais novos vestem roupas
brancas de mulher, usam cordões e brincos de ouro ficam no centro da dança a
tocar trinchos. São chamados as "madamas" ou "damas". Atualmente, estes últimos são representados por raparigas.
O homem que toca as genebres, volta e meia acomete contra as
"madamas" e a assistência. "A dança consiste numa série de
marcações cerimoniosas, lentas, reguladas por sinais tocados na genebres."
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| Dança dos Homens - Viola Beiroa e Genébres |
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| Dança dos Homens - Homens com "Capelas" e "madamas" |
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| Genébras |
sexta-feira, março 22, 2013
Minderico, uma lingua a proteger e a conhecer
O minderico é uma lingua falada há várias gerações na vila de Minde. Este video, produzido e realizado pela TVMinde, parte integrante da CPM - Casa do Povo de Minde representa uma conversa quotidiana do passado onde se salienta o interesse pela vida alheia e a maledicência.
quarta-feira, março 13, 2013
Os Alfacinhas e os Retiros das Hortas
Por Carlos Gomes
Os lisboetas tinham outrora o curioso costume de irem passear
às hortas que era, como quem diz, retirarem-se da cidade para poderem gozar
um pouco dos prazeres do campo, geralmente aos domingos. Deliciavam-se então
com os piqueniques familiares que organizavam ou simplesmente almoçar nas
velhas “casas de pasto”, assim designadas por inicialmente apenas darem
as forragens aos animais enquanto os donos negociavam na feira. Em muitas
delas, ainda se conservam as argolas que prendiam os animais.
Com o decorrer do tempo e vendo a oportunidade de
negócio, os proprietários das “casas de pasto” passaram também a dar de
comer aos donos dos animais e assim floresceu um negócio que veio a dar origem
aos modernos restaurantes e snack bares. Outras, porém, mantiveram parte
das suas características iniciais e adquiriram fama pela clientela que atraíam.
Eram os chamados “retiros das hortas”, muito apreciados da burguesia
citadina.
Nos retiros, conviviam fadistas e boémios,
nobres e burgueses, os quais procuravam no meio rústico um ambiente pitoresco
que a cidade não lhes proporcionava. E, desse costume que os lisboetas tinham
de ir às hortas, nasceu para sempre a expressão com que passaram a ser
designados, colando-se ao seu próprio gentílico os alfacinhas!
Ao artigo anterior acrescentamos:
«Alfacinhas – A
origem da designação perde-se: há quem explique que nas colinas de Lisboa primitiva
verdejavam já as "plantas hortenses utilizadas na culinária, na perfumaria
e na medicina" que dão pelo nome de alfaces. ‘Alface’ vem do árabe, o que
poderá indicar que o cultivo da planta começou aquando da ocupação da Península
pelos fiéis de Alá. Há também quem sustente que, num dos cercos de que a cidade
foi alvo, os habitantes da capital portuguesa tinham como alimento quase
exclusivo as alfaces das suas hortas.
O certo é que a palavra ficou
consagrada e, de Almeida Garrett a Aquilino Ribeiro, de Alberto Pimentel a
Miguel Torga, os grandes da literatura portuguesa habituaram-se a tomar
‘alfacinha’ por lisboeta.»
Fonte: Portal do FolclorePortuguês
terça-feira, março 05, 2013
Museu Nacional de Etnologia - Galerias da Vida Rural
Situado numa zona privilegiada da capital, no Restelo, o Museu
Nacional de Etnologia possui uma das mais magníficas e completas coleções
dedicadas ao mundo rural, merecendo a visita de todos os que por estas matérias
têm interesse. As Galerias da Vida Rural são um espaço dedicado às coleções
ilustrativas dos temas da agricultura, pastoreio, tecnologias tradicionais e
equipamento doméstico na sociedade rural em Portugal.
Testemunhos materiais de modos de vida evanescentes ou, em muitos casos, já desaparecidos no momento da sua recolha, a maior parte dos objetos apresentados nestas Galerias foi reunida sobretudo entre as décadas de 1960 e 1970, por Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamim Pereira, elementos da equipa que está na origem do Museu Nacional de Etnologia e que com Jorge Dias e Fernando Galhano havia iniciado em finais da década de 1940 o seu percurso de investigação. Esta foi conduzida de acordo com um projeto inovador que consistiu em levantamentos e recolhas sistemáticas, extensivos a todo o território continental e ilhas, prestando particular atenção à identificação e estudo das técnicas e tecnologias tradicionais do mundo rural, com profunda consciência das mutações que se anteviam. Desta sólida investigação veio a resultar um conjunto de estudos monográficos, imprescindível para o conhecimento e a devida contextualização destas coleções, mas igualmente importante para a compreensão do desenvolvimento da Antropologia em Portugal.
Testemunhos materiais de modos de vida evanescentes ou, em muitos casos, já desaparecidos no momento da sua recolha, a maior parte dos objetos apresentados nestas Galerias foi reunida sobretudo entre as décadas de 1960 e 1970, por Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamim Pereira, elementos da equipa que está na origem do Museu Nacional de Etnologia e que com Jorge Dias e Fernando Galhano havia iniciado em finais da década de 1940 o seu percurso de investigação. Esta foi conduzida de acordo com um projeto inovador que consistiu em levantamentos e recolhas sistemáticas, extensivos a todo o território continental e ilhas, prestando particular atenção à identificação e estudo das técnicas e tecnologias tradicionais do mundo rural, com profunda consciência das mutações que se anteviam. Desta sólida investigação veio a resultar um conjunto de estudos monográficos, imprescindível para o conhecimento e a devida contextualização destas coleções, mas igualmente importante para a compreensão do desenvolvimento da Antropologia em Portugal.
Na organização das coleções apresentadas cruzam-se dois princípios metodológicos. Em primeiro lugar, os objetos encontram-se reunidos por conjuntos sistemáticos – transportes, sistemas de atrelagem, alfaia agrícola, abrigos de pastor, tecnologia têxtil, sistemas de moagem e equipamento doméstico, assim evidenciando a multiplicidade de soluções desenvolvidas no quadro da diversidade regional do País. Por outro lado, o percurso pelos vários núcleos sistemáticos que estruturam as Galerias acompanha, em traços gerais, a sequência da produção, transformação, conservação e confeção de bens, designadamente de origem vegetal e animal, de importância central na sociedade rural portuguesa.
Horário de visita
3.ª feira, às 14h30
4.ª feira a Domingo, às 10h30 e às 14h30
Ao Domingo a visita da manhã é gratuita.3.ª feira, às 14h30
4.ª feira a Domingo, às 10h30 e às 14h30
Mais informações em: MuseuNacional de Etnologia
segunda-feira, março 04, 2013
Formação para Jovens em Monção
Até 5 de Março estão abertas as inscrições para quem quiser participar na formação "Folclore e Etnografia para Jovens". Trata-se de uma acção de "formação e capacitação" para os mais jovens, promovida pela Federação do Folclore Português.
A sessão decorre a 9 de Março, no pólo da Escola Profissional do Alto Minho Interior, em Monção,
e visa cativar a juventude para o folclore nacional, dando-lhe competências e promovendo a qualidade e a representatividade da região.
Todos os jovens (18 aos 30 anos), inseridos em ranchos folclóricos da região, podem participar nesta acção de formação.
A formação sobre o "Folclore e Etnografia para Jovens" acontece a 9 de Março, das 9h00 às 18h00, no auditório da Escola Profissional do Alto Minho Interior, em Monção.
A "Cultura Popular Portuguesa", "Recolhas, Preservação e Representação" e a "Imagem, Comunicação e Divulgação" serão os temas em destaque nesta acção de formação.
A iniciativa é organizada pela Federação do Folclore Português, com o apoio do Grupo das Lavradeiras de S. Pedro de Merufe (Monção), da Câmara Municipal de Monção e do Conselho Técnico Regional do Alto Minho.
A sessão decorre a 9 de Março, no pólo da Escola Profissional do Alto Minho Interior, em Monção,
e visa cativar a juventude para o folclore nacional, dando-lhe competências e promovendo a qualidade e a representatividade da região.
Todos os jovens (18 aos 30 anos), inseridos em ranchos folclóricos da região, podem participar nesta acção de formação.
A formação sobre o "Folclore e Etnografia para Jovens" acontece a 9 de Março, das 9h00 às 18h00, no auditório da Escola Profissional do Alto Minho Interior, em Monção.
A "Cultura Popular Portuguesa", "Recolhas, Preservação e Representação" e a "Imagem, Comunicação e Divulgação" serão os temas em destaque nesta acção de formação.
A iniciativa é organizada pela Federação do Folclore Português, com o apoio do Grupo das Lavradeiras de S. Pedro de Merufe (Monção), da Câmara Municipal de Monção e do Conselho Técnico Regional do Alto Minho.
terça-feira, fevereiro 19, 2013
Bolsa de Senhora Rica
Por: António Lopes Pires
Embora os trajes dos nossos
grupos, na generalidade, não contenham grandes erros, convém atentar em alguns
pormenores que mais os valorizarão. As mulheres do povo português usavam,
sobretudo para ir à feira, à cidade ou à festa uma bolsa de retalhos feita nas
tardes de domingo ou nos longos serões de inverno. Repito: bolsa de retalhos.
As mulheres de camada social e
económica mais elevada usavam como complemento “obrigatório” uma bolsa rica.
Se observarmos as que conseguimos
recolher e as que as fotografias da época nos mostram, penso poder concluir:
essas bolsas nunca eram feitas do mesmo pano dos fatos (saias ou casaquinhas).
As poucas vezes em que eram feitas de tecido (rico, já se vê) eram diferentes.
A mesma bolsa dava com vários fatos. Cuidado, pois.
Mas atenção ainda: essas senhoras
não se misturavam com o povo para dançar. Os grupos talvez as possam apresentar
como elementos da comunidade rural que pretendem representar. Várias bolsas por
grupo parece demasiado. E então a tocar ferrinhos, reco reco ou bombo parece-me
um desastre.
sexta-feira, janeiro 25, 2013
I Encontro de Cantadores de Saias
No proximo dia 26 de Janeiro, pelas 21 horas, vai decorrer o I Encontro de Cantadores de Saias na vila de Casa Branca, Concelho de Sousel, numa organização do Rancho Folcórico "As Mondadeiras" da Casa Branca e que terá a presença de 6 outros grupos.
O pensar e o sentir do povo do alto alentejo foi muitas vezes expresso na moda de saias e neste serão pretende-se recuar ao tempo das gerações nascidas e criadas à luz do candeeiro a petróleo.
A não perder.quinta-feira, outubro 11, 2012
Museu Etnográfico do Freixial a III edição do Museu-Vivo
De 28 de Setembro a 4 de Novembro decorre no Museu Etnográfico do Freixial a III edição do Museu-Vivo, uma exposição etnográfica que pretende dar vida ao espaço museológico do Rancho Folclórico do Freixial (Leiria).
Durante seis semanas serão recriadas atividades rurais ligadas à agricultura, aos ofícios, à gastronomia e tradições regionais, num espaço que terá mais habitante do que o normal: o pátio ganhará vida com a presença de animais (ovelha, patos, galinhas, galo, porco e o burro Ezequiel).
Durante seis semanas serão recriadas atividades rurais ligadas à agricultura, aos ofícios, à gastronomia e tradições regionais, num espaço que terá mais habitante do que o normal: o pátio ganhará vida com a presença de animais (ovelha, patos, galinhas, galo, porco e o burro Ezequiel).
Datas: 28 de Setembro a 4 de Novembro
Horário: Sábados e domingos, das 14h30 às 18h, exceto atividades assinaladas
Outras informações: Aceitam-se marcações de grupos
Haverá todos os dias de exposição, Jogos Tradicionais (pião, rodeiros e outras brincadeiras), Sabores tradicionais e Animais no pátio
Calendário
Horário: Sábados e domingos, das 14h30 às 18h, exceto atividades assinaladas
Outras informações: Aceitam-se marcações de gruposHaverá todos os dias de exposição, Jogos Tradicionais (pião, rodeiros e outras brincadeiras), Sabores tradicionais e Animais no pátio
Calendário
Sexta-feira, 28/Setembro: Desfiada (com música), 21h
Sábado-Domingo, 29 e 30/Setembro: Atividades alusivas à vindima
Domingo, 7/Outubro: Os Ofícios
Domingo, 14/Outubro: A merenda (provas da gastronomia tradicional)
Sábado, 20/Outubro: Enxoval da Noiva, 20h
Sexta-feira, 26/Outubro: Serão à Lareira, 21h
Sábado-Domingo, 29 e 30/Setembro: Atividades alusivas à vindima
Domingo, 7/Outubro: Os OfíciosDomingo, 14/Outubro: A merenda (provas da gastronomia tradicional)
Sábado, 20/Outubro: Enxoval da Noiva, 20h
Sexta-feira, 26/Outubro: Serão à Lareira, 21h
Quinta-feira, 1/Novembro: Bolinho tradicional
Sábado, 3/Novembro: Atividades alusivas à matança do porco
Sábado, 3/Novembro: Atividades alusivas à matança do porco
A Entrada é Gratuita!
quarta-feira, outubro 10, 2012
Os Negros na Cultura Popular Portuguesa
No “Álbum de Costumes
Portugueses”, de 1887, Júlio Cesar Machado e Fialho de Almeida descrevem três
figuras “O Preto Caiador”, “Preta do Mexilhão” e o “Preto de S. Jorge”, perante
estas figuras e conhecendo um pouco da história da escravatura em Portugal,
questionamo-nos sobre a influência destes africanos arrancados às suas nações na
nossa cultura popular.
Para entendermos se existem
eventuais influencias, é necessário conhecer um pouco da história da
escravatura, pois era essa a condição da maioria desses negros.
Desde as suas origens, Portugal
conhecia o regime da escravidão, não apenas devido à norma de transformar os
mouros vencidos na guerra em cativos ou servos, mas através de relações de
comércio com mercadores árabes ou mesmo pela ação de pirataria realizada
diretamente pelos seus navios na região do Mediterrâneo fronteira ao Norte de
África.
Havia desde meados do século XIV
postos de venda de cativos na Rua Nova de Lisboa, onde se comerciavam peças
trazidas inclusive de Sevilha - que em Castela funcionava como entreposto - e,
segundo um documento encontrado pelo pesquisador no Convento de Chelas, uma das
freiras desta casa lá comprara por 150 libras em 1368 a um mercador sevilhano
uma jovem moura de pele branca chamada Moreima.
Através das trocas comerciais os
portugueses entraram em contacto mais íntimo com negros africanos das regiões
denominadas pelos mouros de bailad-as-Sudan, o além-Sara para o sul, habitado
pelos negros islamizados do Sudão, e das áreas ocidentais vizinhas dos rios
Níger e Senegal, ao norte do Equador.
As primeiras remessas de negros
da Guiné para Portugal na segunda metade do século XV.
As consecutivas tentativas de
conquista resultam sempre no sequestro de numerosos “inimigos”, não fosse
talvez esse o verdadeiro propósito. Foram escravos idos das Ilhas Canárias que
proporcionaram um núcleo económico rentável na ilha da Madeira através da
extração de madeira e produção de açúcar de cana.
De notar que as bulas Dum
Diversus e Divino Amore Communiti, de 18 de Junho de 1452, que autorizavam o
direito de filhar pagãos e reduzi-los à escravidão, haviam sido concedidas pelo
papa Nicolau V em concordância com os argumentos dos portugueses que alegavam
despesas com as navegações, assegurando a exploração tranquila da mão-de-obra
escrava em esquemas de produção agrícola para exportação.
Uma das dificuldades de
determinação do número de escravos negros africanos que entraram em Portugal
desde o início do século XV é o facto ser empregado invariavelmente o termo
negro para designar, de forma genérica, todos os tipos raciais de pele morena
com quem se relacionavam.
Como resultado de um longo
processo de observação, o povo passou a denominar o tipo de negro de pele mais
escura com o nome da cor que por comparação lhe correspondia na linguagem
comum, ou seja, a preta. A partir de então, um negro cuja pele fosse tão escura
que lembrasse a cor preta começou a ser chamado homem preto e logo, por
economia, preto. O termo negro continuaria a constituir, oficialmente, o nome
genérico para a gente das mais variadas graduações de cor de pele, a partir do
amorenado ou pardo até os tons mais fechados, mas, para o povo em geral, o
negro mais caracteristicamente africano passaria a ser sempre o preto.
Ainda assim, estima-se que o
número de escravos em Portugal era bastante elevado.
Em 1551 a capital lusitana teria
cerca de 100.00 habitantes, dos quais 9.900 eram escravos, ou seja 9,9% da
população. Ao longo dos sec. XVI e XVII a mão-de-obra escrava representava já
10% da população total do Algarve e Alentejo e também era visível no Norte de
Portugal e em outras regiões.
O motivo da substituição do
jornaleiro livre pelos escravos, não poderia ser a falta de gente em Portugal
mas sim, o regime da grande propriedade, do latifúndio, que imperava no
Alentejo e se arrastaria por centenas de anos.
A utilização incessante dessa
mão-de-obra, de meados do século XV até à segunda metade do século XVII,
fixou-se e estabilizou-se em certas áreas do mundo agrícola, declinando, porém,
no século XVIII, em virtude da gradual redução no ritmo da substituição desse
tipo específico de trabalho. Mas, mesmo em declínio, não cessou de existir,
alimentada pela circunstância cruel de o filho de escravos herdar a condição
dos pais, e, assim, quando em 1761 o Alvará de 19 de Setembro, providenciado
pelo marquês de Pombal, determina o fim da entrada de escravos em Portugal,
apenas nas províncias a sul do Tejo ainda trabalham nos campos 4.000 a 5.000
escravos.
O próprio texto do Alvará de
Libertação demonstra que foram as razões de ordem econômica responsáveis pela
extinção do trabalho escravo na agricultura portuguesa: com a exploração do
ouro brasileiro das Minas Gerais a exigir cada vez maior número de escravos, o
desvio desse tipo de mão-de-obra para território português constituía um
desfalque na conquista da riqueza mais rápida, pela via colonial.
O poder real foi obrigado a reiterar o Alvará de 12 anos depois, porque muitos proprietários de escravos, não desejando perder o capital aplicado na compra das suas máquinas de produzir trabalho, continuavam a explorá-las clandestinamente.
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| Preta do Mexilhão |
De facto os escravos foram usados
pelos portugueses como fornecedores de força de trabalho em empresas
agro-industriais (caso da fabricação de açúcar nas ilhas atlânticas); como
trabalhadores em obras públicas (desbravamento de matas, aterro de pântanos e
construção de prédios); em serviços de bordo em navios; trabalhos portuários de
carga e descarga; como remadores de galés e barcos de transporte; vendedores de
água (negras do pote) e de peixe; como vendedores ambulantes de carvão; em
serviços públicos municipais (remoção dos dejetos domiciliares pelas chamadas
negras de canastras); como artesãos (mesteirais); como negros de ganho nas ruas
(ao serviço de senhores particulares); como trabalhadores em lagares de azeite
(onde chegavam a mestres); e, ainda, «na cultivação do campo e no serviço
ordinário», tal como informaria em 1655 o padre Manuel Severim de Faria nas
suas Notícias de Portugal, admirado com o número de escravos empregados na
«cultivação da terra» e nos serviços domésticos (atividade em que realmente
predominavam e serviam em maior número nas cidades, principalmente em Lisboa).
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| O Preto Caiador |
A partir do século XVI, surgiram
em Lisboa e noutras cidades e vilas da província, principalmente no Alentejo,
confrarias de negros africanos com propósitos religiosos dedicadas a São Jorge
ou Nª Srª do Rosário, disfarçando em aparente conversão os seus cultos
africanos.
O convento de São Domingos, dos
dominicanos, em Lisboa, era frequentado por uma confraria de negros: -
Confraria de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Lisboa. Dessa forma
conseguiam preservar-se de acusações de heresia, a constituição de fundos
destinados a compra de alforria e a participação na vida social paralelas às
dos brancos, em vários aspetos da atividade comunitária.
Em “Álbum de Costumes
Portugueses”, Fialho de Almeida descreve o “Preto de S. Jorge”, como membro de
uma confraria que teria direito a incorporar a procissão do CORPUS CHRISTI, com
os demais ofícios.
Descreve ainda a honra que estes
homens tinham na sua pertença à confraria, sendo a cor da pele o principal
ditame, teria de ser do mais retinto ébano e quando uma degenerada geração saia
mulata engraxava-se a pele.
Como já foi referido
anteriormente, esta mão-de-obra escrava foi muito utilizada na agricultura
sobretudo a sul do Tejo.
Remanescências dessa presença
foram relatados por José Leite de Vasconcelos em Etnografia Portuguesa, Livro
II.![]() |
| Preto de S.Jorge |
«Ultimamente tive ocasião de ver
alguns exemplares dos mesmos Mulatos (...).
Eles próprios dizem que são atravessadiços, isto é,
"mestiços", em sentido geral. A cor varia: há indivíduos que são, por
assim dizer, pálidos ou morenos, e outros muito foscos, quase pretos (...). Os
vizinhos chamavam dantes a esta gente Pretos do Sado ou Pretos de São Romão,
porque havia lá realmente muitos pretos. "São Romão era uma ilha de Pretos",
ouvi referir a vários mulatos; ou "algum tempo havia lá muito preto
encarapinhado". Ainda hoje se usa Preto como alcunha ou apelido:
"Fulano Preto, Fulana José Preta"! Pouco a pouco a raça vai-se
diluindo no grosso da população circunvizinha (...). Pena é que não se
descobrisse ainda algum documento que nos esclarecesse acerca da data em que na
Ribeira do Sado se fixou a raça africana ("raça negra") cujos
descendentes estão diante de nós.»
De facto, nas povoações das
margens do rio Sado é fácil identificar traços negroides nalguns moradores:
cabelo encarapinhado, pele morena, lábios grossos, nariz largo …
De facto, em Alcácer do Sal, nas
povoações de São Romão de Sádão e Rio de Moinhos, é bem conhecida a existência dos "Pretos
de S. Romão" que, fruto da miscigenação, se misturaram com a população
branca e foram gradualmente perdendo as suas características africanas. Tal como
se perdeu a memória da razão da sua fixação desta população.
Julga-se que seria um colonato de
escravos, ai estabelecido por serem supostamente imunes ao paludismo,
localmente conhecido por febre terçã ou sezões, um mal endémico, pois a região,
durante séculos um território desabitado, tinha a fama de insalubridade e era
rodeada de charnecas e gândaras.
De qualquer modo, volvidos muitos
séculos, a memória popular, sempre curta para guardar factos históricos, apenas
fez perdurar a lenda da "Ilha de Pretos" e as cantigas que ainda hoje
ecoam ao ritmo do Ladrão:
Quem quezer ver moças
Da cor do
cravão,
Vá dar um passeio
Até S. Romão.
Não tenha receio,
Até São Romão
Vá dar um passeio.
À Rebêra do Sado
Vi lá uma preta
De beco virado.
Responda-me à letra
De beco virado
Vi lá uma preta.
Cá da Carvalheira
É o pai dos pretos
De toda a Ribeira.
Quem lho diz sou eu:
Se ele é pai dos Pretos
Também o é seu.
Esta presença negro-africana também se verifica nos topónimos de
muitas ruas, como por exemplo: Rua das Pretas, Rua do Poço dos Negros … ou no
nome de muitas povoações como no concelho de Vinhais existe a freguesia de
S.Bartolomeu de Negredo, no de Barcelos a de Santa Eulália de Negreiros e o
lugar chamado do Preto e no de Santo Tirso encontram-se S. Mamede de Negrelos,
S.Tomé de Negrelos, Santa Maria de Negrelos. Vale de Negros é o nome de um
povoado do concelho de Ancião, Pero Negro o de um outro no concelho de Arruda
dos Vinhos. Nos concelhos de Montalegre e de Óbidos temos, respetivamente, as
freguesias de Santa Maria Madalena de Negrões e como já dissemos, a de Negros
ou A dos Negros.
No concelho de Loulé há o lugar chamado Cerro dos Negros, no de
Almeirim há uma povoação com o nome Paços de Cima ou dos Negros. Dois povoados
dos concelhos de Albufeira e de Silves chamam-se Guiné, no concelho de Alvito
existe a povoação chamada Horta de Guiné. A dos Pretos, Monte dos Pretos e
Quinta da Preta são os nomes de povoações dos concelhos de Leiria, Estremoz e
Alcobaça, …, enfim, demonstra-se assim a importância que estas populações teriam
em determinadas regiões para que servissem de referência a um determinado
lugar.
Uma outra influência é
na origem do fado, que parece despontar da imensa popularidade nos séculos
XVIII e XIX da Modinha, e da sua síntese popular com outros géneros afins, como
o Lundu, um género musical proveniente de angola.
Não conseguindo
estabelecer maiores pontos de contacto entre a cultura africana e a portuguesa
que subsistam e sejam detetado na nossa etnografia, fica aqui o nosso
contributo para algo que nos parece importante, a presença dos Negros na nossa
cultura. Certos ficamos de que nas nossas veias, circula um caldo de culturas e
de povos, no qual certamente se encontra o africano.
Bibliografia:
quinta-feira, outubro 04, 2012
quarta-feira, outubro 03, 2012
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