quinta-feira, setembro 19, 2013
segunda-feira, setembro 09, 2013
quarta-feira, agosto 14, 2013
segunda-feira, agosto 12, 2013
O Ouro no Traje da Mulher – Entre Douro e Minho
O ouro que
cada mulher ostentava, conforme a sua quantidade, indicava o seu estatuto
social.
A joalharia
portuguesa era um adorno complementar do traje. Num mundo de constantes
flutuações políticas e económicas, a posse do ouro era tida, a par da terra,
como o único investimento passível de ser transmitido de geração em geração.
“O povo
dizia: “roupa quanta rompas, terra quanta vejas e ouro quanto possas”.
Os brincos
são verdadeiros pontos de luz que iluminam, realçam e embelezam o rosto da
mulher.
No passado,
nenhuma mulher tinha sequer a veleidade de se apresentar em público sem
brincos. Aliás, ninguém a desculpava. O povo era até cruel e impiedoso com ela.
Mulher sem brincos não passava de uma “mulher fanada”. Por mais humilde e pobre
que fosse, a mulher jamais se atreveria, quer no seu dia-a-dia, quer em dias de
festa, feira e romaria a sair à rua sem eles. Apenas existia alguma compreensão
e benevolência para a falta de brincos se, eventualmente, estes tivessem sido
oferecidos, em momentos de grande angústia e desespero, a alguma divindade para
cumprimento de qualquer promessa. Mesmo assim, a tolerância era relativa e
muito curta no tempo. A mulher tinha que providenciar no sentido de adquirir de
novo este importante adorno.
Na figura
abaixo visualizam-se alguns dos brincos mais usados na região Entre Douro e Minho,
destacando-se, em primeiro lugar, as arrecadas à carniceira. Rapariga que se
prezasse, removia “mundos e fundos” para poder adquirir o popular traje à
lavradeira, que envergava em grandes ocasiões, mas jamais o exibia sem colocar
nas orelhas as avantajadas e vistosas arrecadas à carniceira.
As arrecadas à carniceira, também chamadas argolas de
Barcelos ou de Cigana, muito em uso, especialmente nessa região. Estas peças
começaram a ser muito divulgadas a partir do princípio deste século, em
especial pelas mulheres dos talhantes (daí o seu nome) daquela cidade,
atestando a sua situação económica com tamanhos que atingiam, por vezes,
dimensões desproporcionadas. São peças ocas, de ouro polido com canovão de
secção quadrada, de ganchos, com grande incorporação de mão-de-obra.
![]() |
Arrecada à Carniceira |
As arrecadas são as peças com antepassados mais
antigos, aproximadamente 2.500 anos e com os mesmos motivos amuléticos. Forma lunular na “janela” ou “pelicano” na parte próxima dos ganchos;
pequenas calotas côncavas dispersas (chocalhos afugentadores de maus
espíritos); “SS” de filigrana (estilização de pássaros voando); triângulo
invertido como remate (símbolo da fertilidade). São peças manuais em filigrana.
![]() |
Arrecadas |
Os brincos de meia libra refletem a utilização de
moedas como adorno, não só como pendentes de cordões mas também das orelhas,
sendo normalmente utilizadas libras ou meias libras.
![]() |
Brincos de Meia Libra |
Sendo assim,
é imperioso que todos os agrupamentos folclóricos jamais olvidem este pormenor:
no trabalho, a mulher não ostentava quaisquer elementos em ouro, mas os brincos
jamais se separavam dela em todas as situações.
Fontes:
Conselho Técnico de Entre Douro e Minho
Viana Social e Cultural
Fontes:
Conselho Técnico de Entre Douro e Minho
Viana Social e Cultural
sexta-feira, agosto 09, 2013
terça-feira, agosto 06, 2013
quinta-feira, agosto 01, 2013
WORKSHOP "DA OVELHA AO NOVELO - INICIAÇÃO À FIAÇÃO MANUAL DA LÃ"
No dia 31 de
Agosto (sábado), das 10 às 14h, vai decorrer um workshop que visa a aquisição
de noções básicas sobre o ciclo artesanal da lã em Portugal e introdução
prática à fiação com fuso e método português, com destaque para a região do
barroso.
Este workshop
é promovido por Rosa Pomar e as inscrições são feitas através do website da
Retrosaria, no endereço: http://retrosaria.rosapomar.com/collections/workshops
Morada: Rua
do Loreto 61 – 2º Dtº Lisboa 1200-241
Requisitos: Maiores de 14 anos.
Materiais: Todos os materiais estão incluídos no valor da
inscrição.
Nº máximo e
mínimo de participantes: Máximo: 6
Mínimo: 3
Valor do
workshop: € 50,00
terça-feira, julho 30, 2013
Imprensa Nacional Casa de Moeda homenageia Ourivesaria e Etnografia Portuguesa
A Imprensa Nacional Casa da Moeda acaba de cunhar uma moeda dedicada às
“arrecadas” de Viana do Castelo, constituindo esta a primeira de uma série
alusiva à Etnografia Portuguesa.Com o intuito de colocar em evidência alguns elementos da cultura tradicional e popular que compõem a nossa identidade, a INCM, em colaboração com o Museu Nacional de Etnologia, decidiu dar início a uma nova série de moedas de coleção intitulada «Etnografia Portuguesa».
A primeira moeda desta série, da autoria da escultora Eloísa Byrne, é
dedicada às «Arrecadas de Viana do Castelo», peças da ourivesaria tradicional
portuguesa em filigrana cujas origens se perdem no tempo, imprescindíveis na
ornamentação do traje popular das noivas minhotas.
Observações:
Peso com embalagem - 130
g
Código: 1018441
Autor: Eloísa Byrne
Série/Tema: Etnografia Portuguesa
Data de Lançamento: Julho de 2013
Valor Facial: 2.50 Euros
Metal: Ouro 999/1000 - Prata 925/1000
Acabamento: Proof
Diâmetro: 28,00 mm
Limite de Emissão: 2500
Embalagem: Estojo de madeira com certificado de garantia
Peso: 15.10 g (3,1 g Ouro + 12 g Prata)
Estado: Disponível
Preço:€295,20
Fonte: https://www.incm.pt/
Código: 1018441
Autor: Eloísa Byrne
Série/Tema: Etnografia Portuguesa
Data de Lançamento: Julho de 2013
Valor Facial: 2.50 Euros
Metal: Ouro 999/1000 - Prata 925/1000
Acabamento: Proof
Diâmetro: 28,00 mm
Limite de Emissão: 2500
Embalagem: Estojo de madeira com certificado de garantia
Peso: 15.10 g (3,1 g Ouro + 12 g Prata)
Estado: Disponível
Preço:€295,20
Fonte: https://www.incm.pt/
Os panos que a casa dá -Trajes de Barroso
Foi inaugurada no passado dia 29 de Junho no Museu de
Arte Popular a exposição temporária "Os panos que a casa dá - Trajes de
Barroso".
É o resultado de uma parceria entre o Museu de Arte
Popular e a Câmara de Montalegre através da Casa do Capitão – Ecomuseu de
Barroso. Reunindo acervos do Grupo Folclórico da Venda Nova, freguesia do
concelho de Montalegre, do MAP, da Casa do Capitão e do MNE, esta exposição
traz a público uma mostra das formas populares de trajar da região de Barroso.
Ocupando a sala de Trás os Montes do Museu de Arte
Popular, a exposição divide-se em nove núcleos que exploram a diversidade de
têxteis produzidos na unidade doméstica a partir das duas matérias-primas que
são o linho e a lã, mostram algumas das peças icónicas da região, como a capa
de burel e a croça de juncos, e apresentam um conjunto de trajes de trabalho e
de cerimónia característicos da região.
segunda-feira, julho 29, 2013
quinta-feira, julho 25, 2013
quarta-feira, julho 24, 2013
Festival de Folclore "António Neves" - Coruche
Integrado nas Festas em honra de Nª Srª do Castelo, o Festival Internacional de Folclore "António Neves", que se realiza no dia 15 de Agosto, é mais uma vez, organizado em parceria com o Rancho Folclórico da Fajarda, Rancho Folclórico os Camponeses de Santana do Mato e o Rancho Folclórico Regional do Sorraia.

sexta-feira, julho 19, 2013
quarta-feira, julho 17, 2013
quinta-feira, julho 11, 2013
COMO DEVEMOS INTERPRETAR AS FOTOS DE ESTÚDIO
Brito Aranha em 1878
escreveu no “Universo Ilustrado”: “Todos sabem que o senhor Carlos Relvas é o
primeiro fotógrafo amador em Portugal e um dos primeiros no estrangeiro, e que
a sua galeria e o seu laboratório fotográfico excedem o que possa imaginar-se
em luxo de ornamentações, em abundância de espécimenes resplandecentes e em
profusão de máquinas e utensílios dos melhores autores”. Mais recentemente,
Michael Gray, conservador do museu de fotografia Fox Talbot, disse ao Jornal
Expresso em 1998: “É uma das mais importantes estruturas na Europa ligadas à
fotografia. Não há nada de comparável que seja conhecido. Além disso, é um
património não só de Portugal mas da Europa, e a Europa também se devia
mobilizar para o proteger, bem como para tornar conhecido o trabalho de Relvas.
Mas é um trabalho que devia começar por Portugal”. Apesar de tudo isto, Carlos
Relvas e o seu trabalho, continuam praticamente desconhecidos quer em Portugal,
quer no Mundo. O processo fotográfico atual, pouco varia do processo do início
do século XX. Por isso se atribui ao século XIX a invenção da fotografia como a
conhecemos hoje. No século XX assistiu-se à evolução das técnicas de controlo e
ao aparecimento da fotografia a cores, cinema e todos os usos científicos
utilizados hoje. - See more at: http://www.fotografia-dg.com/historia-da-fotografia/#sthash.Uibl3AxU.dpufOS
Nos retratos "CARTE DE VISITE" o posicionamento socioeconómico de uma
determinada família pode ser aferido através do seu espólio fotográfico
(estando este ainda intacto): a época em que os seus membros tiram os primeiros
retratos; a época em que recebem as primeiras ofertas de retratos, por parte de
parentes e amigos; os locais onde estes retratos são tirados; todos estes
indícios podem ser preciosos para caracterizar a história de uma família. Do
mesmo modo, a fotografia antiga permite um melhor conhecimento dos
antepassados: a sua fisionomia, a sua estatura, postura e modo de vestir. É
claro que muito do que era o retrato, sobretudo na segunda metade do século
XIX, dependia da encenação criada pelos fotógrafos: a pose, o cenário de fundo,
os adereços e, em alguns casos, também a indumentária. E toda esta parafernália
ia alterando-se, seguindo a evolução da moda. Deste modo, o retrato antigo,
geralmente em formato "carte de visite" (cartão de visita), tem
importância para a História da Arte: ao nível das artes decorativas, do mobiliário
e de vários outros aspetos. Tem ainda importância para a História da Técnica.
Não podemos também negligenciar os timbres dos fotógrafos, muito interessantes
para o estudo do papel timbrado e da História das Artes Gráficas, assim como as
dedicatórias, que revelam autógrafos valiosos, cumplicidades entre quem oferece
e quem recebe, permitindo igualmente datar, com certa precisão, muitos
retratos.
Como poderão constatar
a historia da fotografia em Portugal remonta ao séc. XIX, sendo considerada uma
obra de arte pra época, as fotos antigamente não tinham o mesmo sentido dos
dias de hoje, era tido como uma verdadeira relíquia e os que se dedicavam a
essa arte, hora usavam como meio de subsistência, ora como projeto de estudo,
as varias fotos que se observam eram tiradas normalmente em ambientes fechados,
residências ou salas próprias, pois não havia exposição publica das mesmas
salva em raras exposições, as pessoas fotografadas iam para as secções de
fotografias como se de uma festa se tratasse, e raras vezes eram fotografadas
em ambiente descontraído, com o passar dos anos começaram a tirar-se fotos de
conjuntos livres, (festas, romarias, trabalho, etc…) nas primeiras fotos
familiares ou individuais, tiradas em casa ou nos estúdios as pessoas descontraiam-se
apresentando-se em seus melhores fatos e sem cerimonia uma vez que as mesmas
eram para uso particular, principalmente as mulheres vaidosas como sempre,
arrumavam-se com esmero com seus melhores fatos, joias (muitas vezes
emprestadas), usando a fotografia como prova de bem viver, ora para impressionar
futuros maridos ora pra mostrar opulência de vida, essas fotografias eram
exposta em ambiente familiar por isso os aspetos da moral eram postos de lado,
salvo raras exceções onde em fotos familiares vemos mulheres de lenço mesmo
dentro de casa, eram em suas maiorias viúvas ou casadas com maridos emigrados,
era comum também encontrar fotos de mulheres em trajes mais ou menos típicos,
arranjados e preparados para a ocasião, esses trajes têm de ser estudados a luz
da situação, não sendo em ambiente livre podiam ser pontualmente modificados
afim de parecerem bem na fotografia, deixando assim de servirem como exemplo de
vestir. Nas fotos publicas reparamos no objetivo dos fotógrafos em imortalizar
fatos do dia-a-dia das pessoas, normalmente grupos ou pessoas em exercício de
suas profissões aí sim podem usar as fotos como estudo de hábitos e costumes
nelas veem que a maneira de vestir entre o povo pouco difere dependendo da
época fotografada, mas em sua maioria o povo vestia-se de forma simples sem
grandes adereços. Para se usar uma foto como exemplo temos antes de verificar o
local e momento a que ela pretende prender em papel, nem sempre a fotografia
pode ser usada como exemplo da maneira de vestir mas sim como exemplo de como
se vestiam. Existem diversas pesquisas que podem elucidar dúvidas quanto a história
da fotografia em Portugal, basta ter um pouco de paciência e boa vontade
evitando assim erros de representação nos dias de hoje.
(JCRM)
Fonte: Traje do Povo em Portugalterça-feira, julho 09, 2013
Cantar ao Desafio - Minho
Documentário - Desafios
A tradição das cantigas ao desafio tem uma grande importância no Alto Minho. São uma forma de crítica em verso, em que o cantador ataca o seu par até um deles não ter resposta e se dar por vencido. Há festas, romarias e convívios que não dispensam a concertina e os cantadores.Desafios traz-nos o mundo das cantigas ao desafio através da intervenção de alguns dos mais conhecidos cantadores do Alto Minho, onde se destacam Delfim e Carminda, de Arcos de Valdevez, José Cachadinha, de Ponte de Lima, Armando Marinho, de Ponte da Barca e Augusto Canário, de Viana do Castelo.
FICHA TÉCNICA
realização: Carlos Eduardo Viana;
produção: Associação AO NORTE, para o Museu do Traje de Viana do Castelo;
sexta-feira, julho 05, 2013
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