segunda-feira, novembro 25, 2013
Cante ao menino - Vila Verde de Ficalho
Estando a apróximar-se o mês de Dezembro não puderia deixar de públicar este Cantar ao Menino de Vila Verde de Ficalho (Alentejo) recolhido por Michel Giacometti
quarta-feira, novembro 20, 2013
Folclore de Olivença: entre o Alentejo e a Extremadura Espanhola
Por Carlos Gomes
O concelho
de Olivença é originariamente uma terra alentejana, com os seus usos e costumes
característicos do Alto Alentejo,
o seu modo de falar a Língua portuguesa com a pronúncia característica das
gentes daquela região e o seu património histórico e artístico a atestar a sua
secular portugalidade firmada desde o Tratado de Alcanizes. Porém, a conjuntura
política dos finais do século XVII levaram à sua ocupação militar por parte de
Espanha por ocasião da chamada “guerra das laranjas”, ocorrida em 1801.
Esta situação levou ainda ao desmembramento do concelho de Juromenha uma vez
que, também a Aldeia da Ribeira – atual freguesia de Vila Real – passou a
integrar o município oliventino como se do seu termo fizesse parte.
A partir de
então, diversos sucessos ocorridos ao longo de mais de dois séculos de
ocupação, entre os quais se destaca a guerra civil espanhola e a ditadura franquista,
determinaram a alteração do equilíbrio demográfico, registando-se um
progressivo abandono por parte dos oliventinos de origem portuguesa e a sua
substituição por gentes oriundas da Extremadura e outras regiões de Espanha. A
maioria dos que ficaram foram reduzidos à situação de pobreza, fixaram-se nas
aldeias em redor e foram sujeitos a um processo de assimilação, vendo os seus
próprios nomes de batismo convertidos para o castelhano.
A realidade,
porém, é que tendo a realidade social sido alterada e colocando de parte
julgamentos de natureza política, Olivença acusa presentemente uma forte
influência da extremenha a par de uma surpreendente resistência da cultura
portuguesa. É que, manter viva a chama da cultura portuguesa através de uma
dezena de gerações que viveram sob as circunstâncias mais difíceis, sem
qualquer estímulo por parte do Estado português para além da manutenção
jurídica da questão territorial como uma posição de princípio, convenhamos que
não é tarefa fácil. Pelo que, certos juízos de valor que por vezes se fazem
acerca da vontade dos oliventinos, sem discriminação sequer quanto à sua
origem, só podem ser entendidos como cínicos ou ridículos.
Essa
influência extremenha revela-se nomeadamente através do próprio folclore, sendo
usual os grupos folclóricos e de música tradicional interpretarem danças e
cantares que claramente se distinguem quanto à sua origem e, na realidade, nem
sequer se confundem. Danças como
“O Pescador” e o “Verde-gaio” são representadas a par de jotas
e coplas extremenhas. É uma realidade diferente que é resultado de
processos históricos em relação aos quais não podemos culpar aqueles
oliventinos cujas origens não se filiam na nação portuguesa. Mas, aquilo que
devemos fazer e encontra-se ao nosso alcance é o estreitamento das relações
culturais com Olivença, nomeadamente através do intercâmbio com os grupos
folclóricos e de música tradicional ali existentes, aceitando e compreendendo
as diferenças e relevando a sua identidade portuguesa e as suas características
alentejanas.

Em tempos, o
Rancho Folclórico “La Encina”, interpretava uma cantiga muito popular em
Olivença nos começos do século XX, marcadamente portuguesa. Recolhida por
Bonifácio Gil e publicada no seu “Cancioneiro Popular da Extremadura”, trata-se
de uma melodia melancólica cujo tema sugere a aproximação geográfica ao rio
Guadiana, relacionada com a faina da pesca e com toda a probabilidade
originária da antiga Aldeia da Ribeira, atual freguesia de Vila Real.
O tema, que
possui curiosas semelhanças com outras cantigas do cancioneiro popular
português, trata das relações amorosas do pescador com uma mulher casada, qual
“sereia que canta bela e que perdido é remo e vela”…e os conselhos da
gente para que volte atrás nos seus propósitos. Na realidade, uma versão diferenciada
da cantiga do “pescador da barca bela”!
Ó pescador da barquinhaVolta atrás que vais perdido
Essa mulher que tu amas
É casada e tem marido;
Casada e marido tem,
Ó pescador da barquinha
Volta atrás que não vás bem.
Fugiste-me ingrato
Deixaste-me só
No alto da serra
Sem pena nem dó
Imagens: Museo Etnográfico González Santana (Olivença)
Fonte: Folclore de Portugal
quinta-feira, novembro 07, 2013
Folclore: das Paradas Agrícolas aos Cortejos Etnográficos
por Carlos Gomes
Os cortejos etnográficos constituem um espetáculo
geralmente muito apreciado do público, mesmo comparativamente às exibições de
ranchos folclóricos, vulgarmente designadas por festivais. Em diversas
localidades do país, eles integram as respetivas festividades, atraindo
milhares de forasteiros e tornando-se, quase sempre, um dos momentos mais
apreciados do público. São exemplo o cortejo nas Festas em Honra de Nossa Senhora da Agonia, em Viana do Castelo e
nas Feiras Novas, em Ponte de
Lima.
Nas aldeias e freguesias em redor, o povo prepara com
afano a sua participação no aprazado cortejo, levando consigo os elementos mais
característicos que de alguma forma identificam a sua terra, procurando
representar aspetos peculiares dos ciclos do trabalho desde a sementeira do
linho à sacha do milho, da pastorícia à produção do vinho. A acompanhar, a
rusga ou o rancho a animar o desfile com as alegres rapsódias do folclore
local. E o povo que se apinha à beira do passeio para ver passar os figurantes,
interage com eles que, não se fazendo rogados, brinda os mais sequiosos com
malgas de verdasco.
O aparecimento dos cortejos etnográficos remonta aos
começos do século XX e tem a sua origem nas paradas agrícolas que então se
realizavam como uma mostra das produções locais com vista a incentivar as
atividades económicas e promover o desenvolvimento da respetiva região. O
elemento etnográfico apenas surgia como uma forma de emprestar um ambiente
pitoresco a contento de uma burguesia apreciadora de costumes por ela
considerados bizarros. Porém, não constituía a sua principal finalidade, pese
embora servirem para transmitir uma ideia de que o trabalho era valorizado e,
como tal, o próprio povo que o realizava.
A revista “Ilustração Portugueza” dá-nos conta
de diversas paradas agrícolas
que então se efetuavam, aliás à semelhança das exposições de outros produtos
como o objetivo de promover a sua venda e exportação. Juntamente com o jornal “O
Século” a que se encontrava ligado e constituindo um instrumento de
propaganda dos ideais republicanos e da maçonaria, aquela revista era
especialmente difundida entre os sectores burgueses estabelecidos nos centros
urbanos de quem, aliás, recebia os clichés e as notícias que publicava,
mantendo uma rede de correspondentes que se estruturava paralelamente à própria
organização política.
A revolução industrial determinou a necessidade de se
organizarem certames, alguns de projeção internacional, com vista à promoção
dos produtos dos vários países e a divulgação das mais recentes realizações da
indústria e da tecnologia. São tais eventos que estão na origem das exposições
mundiais e nas grandes feiras industriais que são levadas a efeito pelas
associações empresariais de diversos sectores de atividade. Mas, também a uma
escala regional foram surgindo iniciativas do género que ainda subsistem,
embora registando modificações que o tempo lhes impôs.
Ao mesmo tempo que se realizavam as paradas agrícolas,
surgiam em diversas localidades grupos folclóricos mais ou menos constituídos
como tal que serviam sobretudo para animar algum acontecimento ou festividade
que então se realizava. Com o advento do Estado Novo, tais paradas agrícolas
receberam novas influências e apresentaram um novo figurino. Mais do que
promover os produtos regionais, os cortejos etnográficos passaram a transmitir
uma nova ideologia assente na doutrina do Corporativismo pelo que, nalguns
casos, chegaram mesmo a receber a denominação de “Festa do Trabalho” como
sucedeu em Viana do Castelo. Entretanto, o aparecimento de numerosos ranchos
folclóricos sob o incentivo e o patrocínio da Junta Central das Casas do Povo,
da FNAT e da Mocidade Portuguesa veio colocar definitivamente o folclore como
elemento central dos referidos desfiles, embora também associados a finalidades
de propaganda e promoção turísticas. A partir de então, o folclore ficou
etiquetado e arrumado em gavetas que correspondem a uma divisão administrativa
em províncias que foi ensaiada pelo Estado Novo mas que, na realidade, não
passou de umas manchas coloridas no mapa de Portugal. Um pequeno punhado de
ranchos de diversos pontos do país foi escolhido e especialmente apadrinhado
para representar as respetivas províncias, o mesmo sucedendo com o artesanato,
os trajes tradicionais e as próprias festas e romarias, como se a cultura
tradicional das diferentes regiões assentasse num único padrão e, entre elas
não existissem cambiantes de luz e cor e as pessoas não se influenciassem
mutuamente no contacto entre si, na feira, no trabalho ou na romaria e as
migrações internas fossem algo inexistente.
Quem assiste ao cortejo etnográfico que se
realiza em Viana do Castelo por ocasião das Festas em Honra de Nossa Senhora da
Agonia tem a probabilidade de deparar com a participação no referido desfile de
algumas unidades industriais como os Estaleiros Navais de Viana do Castelo.
Sucede que, não se tratando propriamente de uma representação etnográfica, a
mesma só poderá resultar de uma certa inspiração no figurino da “Festa do
Trabalho” que outrora ali tinha lugar.
Nos tempos mais recentes, um tanto com
base em modelos importados sobretudo dos antigos países socialistas, algumas
localidades organizam geralmente por ocasião do respetivo feriado municipal um
desfile daquilo a que costumam designar por “forças vivas” e que incluem
indiscriminadamente e sem quaisquer preocupações de ordem estética, ranchos
folclóricos, bandas de música, fanfarras dos bombeiros, coletividades
desportivas, entidades fabris e toda a espécie de agremiações. Em lugar dos
tradicionais arcos decorativos, as artérias que constituem o seu percurso são
frequentemente engalanadas com bandeiras de cores variadas e formatos
reduzidos, um género também ele originário daqueles países. Não se trata, pois,
de um desfile etnográfico mas antes de uma manifestação política ao jeito
municipalista ao qual os ranchos folclóricos emprestam o seu colorido e
animação com o toque das suas gaitas.
Em síntese, o cortejo etnográfico
representa um género de espetáculo que teve a sua origem como meio de
propaganda com a finalidade de promover os produtos e atividades regionais,
evoluindo para novas formas de acordo com as transformações sociais e políticas
que entretanto se foram registando na sociedade portuguesa. Porém, continua a
ser uma das componentes mais apreciadas do público sempre que as mesmas surgem
integradas nas festividades, apresentando quadros animados e coloridos das
tradições locais.
Fonte: Folclore de Portugal
Artigo relacionado: CortejoEtnográfico e Folclórico de 1937
terça-feira, novembro 05, 2013
Exposição de Têxteis
Muito embora já tenha publicado um artigo sobre a Conservação deTrajes, nunca me tinha debruçado sobre a sua exposição.
Por esse país fora tenho admirado inúmeros pequenos museus dos
ranchos folclóricos, um espólio imenso e riquíssimo, exposto à medida das
condições e conhecimentos de cada grupo.
Sobre esta matéria encontrei um pequeno artigo no Jornal Folclore (nº
201, Nov.2012) de António Lopes Pires, autoridade nesta matéria, e que passo a
transcrever:
“(…) A exposição de tecidos exige sempre cuidados especiais. Vejamos alguns:
1.
O maior inimigo do têxtil é a luz solar. Os raios
ultra violetas tiram a cor, fragilizam as fibras, acabando por as destruir
completamente.
Assim, expor na sala da sua sede, só se as janelas tiverem
cortinas que não deixem entrar muita luz, ou seja, não mais de 50 luxes (a
intensidade luminosa pode medir-se com um luxímetro, aparelho que se compra nas
da especialidade e não é de preço proibitivo).
2.
A exposição permanente, fora de vitrinas, também
não é aconselhável por causa do pó que a pouco e pouco irá fazer muito mal às
peças.
3.
Outro mal que se deve evitar, eu diria, situação
em que nunca se deve cair é expor peças de vestuário nas paredes das salas,
suspensas em pregos metálicos. Aqui os males são três: a) As humidades da
parede transmitem-se aos tecidos propiciando condições para a criação de
bolores, outro grande inimigo. b) Os pregos enferrujam e, pouco tempo depois,
transmitem essa ferrugem aos tecidos. c) Como o peso das peças se exerce apenas
na pequena porção das fibras por que estão suspensas, é certo que irão romper
por ali.
A exposição de têxteis só deve fazer-se,
temporariamente. Se o leitor quer expor os seus trajes, então faça-o em cima de
mesas para que as peças estejam em descanso. E vá rodando os elementos expostos
todas as semanas ou todas as quinzenas. Assim mostrará o seu acervo e não
prejudicará as peças. A melhor forma de as guardar é dentro de gavetas,
gavetões ou prateleiras adequadas, o menos dobradas possível, e sempre tendo em
conta os cuidados que já referi neste Jornal sobre a conservação de têxteis. (…)”
Imagens: Exposição “Trajes de Portugal – Cultura e Tradição”
organizada pelo Grupo Cultural de Vila Fria em 2008
segunda-feira, outubro 28, 2013
Pé descalço
Por Eng. Manuel Farias
Por vezes assistimos a grandes
discussões sobre a autenticidade do calçado no folclore português: se as botas
podem ter rasto de borracha, se as chinelas podem ter bordados e lantejoulas,
se os tamancos são com biqueira levantada, se o couro é preto ou castanho
natural, etc. E que tal ir um pouco mais além e questionar: dentro do mesmo
grupo de folclore quem deverá andar calçado e quem deverá andar descalço?
Vamos descalçar esta bota.
Os últimos reis da dinastia de
Bragança tomaram medidas para modernizar os usos lisboetas, nomeadamente
através da proibição de entrar em Lisboa com pé descalço. Os reis Luis e Carlos
promulgaram decretos sobre esta matéria e deu em nada, numa altura em que os
portugueses tinham o uso arreigado de andar descalços, por penúria ou tradição;
mesmo nas estações mais frias, esta prática era observada pela vasta multidão
de indigentes das cidades e seus sub-urbanos e pela generalidade dos aldeões
com coirato enrijecido. A primeira república produziu pouco, em matéria de
legislação e em condições materiais, apesar dos relatos cruéis e severos dos
estrangeiros, referindo os portugueses como selvagens, numa época em que “…nem
os marroquinos andam descalços”.
A Liga Portuguesa da Profilaxia
Social foi fundada em 1924 por três jovens médicos (António Magalhães, Cândido
Cosa e Veiga Pires) e uma das suas primeiras campanhas foi dirigida ao uso do
pé descalço, considerando-o “…indecoroso, inestético e anti-higiénico”, através
da publicação do livro “O Pé Descalço – Uma Vergonha Nacional que Urge
Extinguir”, em 1928 e que viria a ser objecto de reedição para uma nova e
intensa campanha dirigida ao norte do país, para erradicar os persistentes, em
1956. Em Agosto de 1926 foi publicado o decreto-lei nº 12073 que impunha:
a) É
proibido o trânsito de pessoas descalças na via pública das áreas das cidades,
que serão delimitadas por postura municipal;
b) As
disposições poderão igualmente ser aplicadas a outras localidades por decisão
dos governos civis;
c) A
transgressão do disposto será punida com uma multa de $50 a 2$00. A reincidência
será punida com o dobro da pena.
Isto significa que me 1926 as
autoridades apenas proibiam o uso do pé descalço dentro das cidades. Em simultâneo,
o Estado Novo editou brochuras sobre a necessidade de erradicar estes usos,
visando tirar das cidades mendigos, desempregados que podem trabalhar, vendedores
ambulantes e outros parasitas que se servem de “…manha, insolência, ameaça,
violência, etc.”. Naturalmente, o Estado Novo combinava o propósito de
erradicação do pé descalço com a violência social da sua ideologia de direita,
atacando a pobreza através de decretos e varrendo o lixo civilizacional para
debaixo do tapete da classe dominante.
Com estas medidas poderemos dizer
que o hábito do descalço nas cidades foi erradicado na década de 30 do século
XX, com forte empenho dos governos civis e fiscalização da PSP. O uso
manteve-se arreigado no mundo rural português, que representava em meados do
século XX mais de dois terços da população.
Em Agosto de 1947, foi promulgado
o decreto-lei nº 36448 que deu um novo impulso a este movimento profilático. A nova
campanha foi simultânea com programas de vacinação anti-tétano e apoiada na
sensibilização para a saúde pública. Com efeito, este fenómeno não era
explicado apenas pelo argumento da pobreza, mas sobretudo pela habituação; os
documentos da época consideravam que o Alentejo era a única região do país onde
os rurais andavam calçados.
Na década de 50, muitas pessoas,
mulheres e homens, foram apresentadas ao Tribunal de Polícia, depois de presas
durante 1 ou 2 dias, quando eram apanhadas a circular descalças nas cidades e
nas vilas, já que nas aldeias a liberdade era outra. Aqui viam-se mulheres com
arcadas de ouro e pé descalço, no verão sempre e muitas vezes todo o ano.
Viam-se homens com botas dependuradas ao ombro, ou tamancos metidos nos
alforges, para calçar apenas na chegada à vila, evitando assim multas e
chatices.
Onde está este uso do povo
representado nos grupos de folclore?
Fonte: Jornal Folclore, nº 202,
edição Dezembro 2012
sexta-feira, outubro 25, 2013
Coleção de figuras da Viscondessa de Carnaxide
Na “Ilustração Portugueza” de 18
de Janeiro de 1904 podemos encontrar um artigo de Santos Tavares, intitulado
“Habitações Artísticas”, onde descreve a beleza da decoração da casa da “Ex.ma
Sr.ª D. Sarah Motta Marques”, viscondessa
de Carnaxide.
A determinada altura da visita
realça uma coleção muito especial.
“N’um corredor de passagem vimos
uma serie de armarios abrigando uma multidão de bonecas, trajando conforme os
usos de cada paiz. Impossivel referencias exactas, basta dizer que a collecção,
curiosa e attrahente, atinge o elevado numero de duzentas.
E, ao olharmos cada uma
d’aquellas figuretas, como que deante dos nossos olhos perpassam civilisações,
parece que corremos mundo, e, n’um colorido evclorama temos a impressão nítida
de todos os costumes.
N’esse armário a Hespanha, com as
manolas e toureiros, typos de rua, tudo o que é profundamente característico:
os gestos impetuosos, a graça desvairada, o exagero, a alegria no berrante dos
trajes, os perfis languidos, a sedução e … até a perfídia se exibe n’aquelles
olhos pintados na porcelana.
A França, eil-a: typos bretões
que parecem escutar o murmúrio nostálgico do Morbiban, a delicadeza taful,
conganita da raça, os trajes igualmente coloridos, d’um pitoresco probo; até
que, perto da entrada, vemos a curiosa galeria das ordens religiosas. É a
vitrine do recato e unctuosidade, da candidez, do sacrifício, do holocausto,
das irmãs enfermeiras, das missionárias das ordens francezas, dandies nas suas
tunicas azues e brancas, quasi galanteadoras como na hora em que se alheiaram
do mundo para a solidão intranquila dos claustros.
Todos os paizes do globo teem ali
os seus representantes, com pormenores exactos de toilette.”
Muito embora o artigo não refira,
a presença de figuras com trajes portugueses pode ser observada através das
fotografias que o ilustram.
Quanto à coleção dos viscondes de Carnaxide, Sarah Motta Marques e João Arroio, seria interessante
saber onde se encontra, em que condições e qual o seu historial.
terça-feira, outubro 22, 2013
O Trajo Saloio ("O hábito faz o monge?")
Sobre o trajar dos
saloios
Não
é muito fácil definirmos concreta e definitivamente o trajo saloio. Cremos
mesmo não ser muito correta a afirmação TRAJO SALOIO, mas sim o TRAJAR DOS
SALOIOS.
O
saloio é, cremos que poucas dúvidas se levantam hoje em dia, o camponês dos
arrabaldes de Lisboa, aquele que durante muitos anos forneceu a cidade dos
produtos frescos provenientes das hortas destes sítios. Assim o trajar destes
homens do campo tinha uma ligação muito estreita com esta sua atividade, não se
podendo, no entanto, diferenciar do de outros camponeses que trabalhavam
noutras zonas da Estremadura ou mesmo do Ribatejo ou do Alto Alentejo. Não
cremos que haja uma característica de indumentária exclusiva dos saloios.
Barretes, peça que, de facto, identifica sobremaneira o homem saloio, existem
também em vários outros pontos de Portugal; bem assim como as faixas na
cintura; bem assim como o varapau. Nas mulheres o uso do lenço e o seu tipo, é
muito semelhante, por vezes igual, ao da maior parte das regiões do país. Mas,
na indumentária feminina encontramos algo que, ao que pudemos observar até
agora, se pode revelar como único, a célebre carapuça saloia, a que faremos
maior referência no capítulo seguinte. Depois de observarmos muitas gravuras,
podemos, para já, concluir pela exclusividade deste elemento, com estas
características, como algo retintamente saloio.
Há
no trajar dos saloios algumas particularidades e diferenças, que não são
estabelecidas em função das várias profissões que existem como até se podia
supor. Ou seja, o jornaleiro, o moleiro ou o condutor de carroças, quando
trabalham envergam o mesmo tipo de roupa, a grande diferença (e possível
diferenciação) está quando chegam os dias de festa ou os dias santos, em que se
usam os melhores fatos, aqueles mais novos e onde é então possível vislumbrar
quem tem maiores posses, maior poder monetário para compor de forma mais
adornada o seu vestuário.
Afirmamos
pois que o saloio não possui um trajo que o distinga claramente de outros
camponeses seus vizinhos. Mas também não podemos escamotear o facto de os
saloios trajarem de forma muito semelhante entre si e que, frequentando mais
assiduamente a cidade de Lisboa que os camponeses de outros locais, se tenha
fixado um certo tipo de trajar como o trajo saloio e que, aos longo de muitos
anos, vários estudiosos, pintores e fotógrafos tenham tentado fixar este homens
e estas mulheres com os seus trajos característicos.
É
isso que aqui, de forma sucinta, breve (tendo em conta o século XIX e primeira
metade do século XX) e o mais completa possível, iremos agora fazer. Dar-lhes o
retrato mais fiel do trajo envergado pelo saloio e pela saloia. No final
falaremos, ainda que brevemente, do que cremos ser o trajar saloio hoje em dia.
A proteção para a
cabeça
O
barrete saloio é talvez a peça da indumentária masculina mais conhecida. Não é,
no entanto, exclusivo destes homens. Os campinos das lezírias ribatejanas
também o usam, assim como os pescadores de várias zonas costeiras do país. Mas
é, sem dúvida, com os homens saloios que este objeto mais se identifica. É
quase sempre negro, mas também se usou vermelho e verde, semelhante ao dos já
citados campinos e por vezes com borlas coloridas, consoante o estado civil
daquele que o usa. Mas foi o barrete totalmente negro que mais se difundiu e,
cremos, que nenhum saloio retinto o tenha, alguma vez, deixado de usar.
Mas
não era esta a única proteção para a cabeça que os saloios usavam. O chapéu de
abas largas era também muito usado e, por vezes, a cartola surgiu igualmente
(chamado chapéu “zabumba”). Nos nossos dias o comum boné substituiu, em larga
escala, todos os outros.
Nas
mulheres o lenço foi rei e senhor. Houve tempos, até meados do século XIX, em
que, em conjunto com o lenço, a mulher saloia cobria a cabeça com uma carapuça,
conhecida exatamente como carapuça saloia. Curiosa a quadra que J. Leite de
Vasconcellos recolheu no Cancioneiro Popular Português:
«Sou
Saloia, trago botas,
e
também trago meu mantéu,Também tiro a carapuça
a quem me tira o chapéu».
Mas
enquanto esta carapuça caía em desuso o lenço foi-se mantendo, sendo ainda hoje
muito usado pelas saloias mais idosas.
O Tronco
Consoante
a sua função, a estação do ano e, sobretudo, a ocasião, assim o saloio a e
saloia vestiam a blusa, a camisa, o colete, o casaco, a casaquinha, o mantéu ou
a jaqueta.
Da
roupa interior, sempre utilizada, falaremos mais adiante, mas por cima da sua
camisola e no que diz respeito ao tronco, o saloio vestia, invariavelmente, uma
camisa.
Assim,
este homem usava a sua camisola interior, de cor branca e muitas vezes, em
situação de trabalho, de outras cores, nomeadamente cores escuras. Por cima
desta usava a camisa que era, normalmente, “enfiada” pela cabeça. Estas eram
aquelas camisas que tinham apenas uma pequena enfiada de botões na parte
superior, no chamado espelho. Havia também outras que tinham duas frentes de
botões até ao fundo. Outra característica residia no facto de terem ou
colarinho, ou a chamada “gola à padre”. Estas camisas eram, na sua grande
maioria de cor branca, mas também as havia de outras cores, sempre sóbrias. Por
sobre a camisa vestia, invariavelmente, o colete preto, cinzento ou castanho,
quase sempre. Este colete, em situação de trabalho, e por vezes mesmo nas
festas, usava-se desabotoado. Quando trabalhava era esta a cobertura do tronco,
quando assim não acontecia vestia ainda a jaqueta de cores escuras com maiores ou
menores adornos (tais como os alamares) consoante o maior ou menor poder
económico do seu proprietário.
À
volta da cintura, o saloio usava, frequentemente, a faixa ou cinta de cor preta
(mais raramente vermelha), por vezes com um bordado nos dois extremos e franjas
nas pontas.
Nos
dias invernosos usavam a samarra ou o capote, que vários autores consideraram
como “irmão gémeo do capote alentejano”.
A
saloia era mais alegre e graciosa nas vestes que cobriam o seu tronco. Assim, e
de maneira geral, usava uma blusa cintada, com aba, franzida ou com um
machinho, blusas estas que tinham padrões floridos e, não raras vezes, eram de
cores alegres e vivas. Por sobre estas usavam as vasquinhas, curtos gibões, ou
casaquinhos de chita, ajustados ao busto. Usavam também um xaile pelas costas,
sobretudo em casa, predominantemente as mais velhas.
Como
roupa interior, a saloia usava igualmente o corpete, servindo para “segurar o
seio”; algumas preferiam o espartilho. Era alva esta roupa interior.
Também
a saloia usava capote, ou capa, para se proteger do frio e dos dias chuvosos.

As pernas
O
saloio usava, obviamente, calças. Calças que, de forma geral, tinham bolsos
direitos, apertavam à frente com botões e atrás ajustavam com uma fivela; eram
de talhe direito e folgadas ou, mais comummente, justas à perna alargando em
baixo de forma a tapar a parte superior da bota. Eram, usualmente, em cotim, às
riscas verticais ou lisas, e também em fazenda ou outros tecidos grossos. No
trajar mais “cuidado” usavam calças feitas de “pele de diabo” – bombazina.
A
saloia usava, obviamente, saias. A saia era sempre comprida, embora nunca fosse
a arrastar pelo chão. Em situações de trabalho usava-a um pouco mais curta, de
forma a não atrapalhar os movimentos do seu trabalho.
Para
além das saias, a saloia usou durante muito tempo a sobresaia que, muito
provavelmente, foi mais tarde substituída pelo avental (também chamado anágua).
Este objeto não tinha apenas a função utilitária de evitar sujar a saia, mas
era igualmente um adorno utilizado não só nos dias de trabalho mas também em
situações festivas, onde era costume estrear um avental novo.
Os pés
Nos
pés os saloios usavam quase sempre botas de couro. No trabalho, na festa, na
igreja. Só os mais endinheirados usavam, por vezes, o sapato, embora mesmo
estes optassem, frequentemente, pela bota ou botim, talvez uma pouco de melhor
qualidade e por conseguinte mais caro.
Eram,
normalmente, de couro branco, curtido com o passar do tempo e do uso. Eram
também ferrados, com o fim de durarem mais tempo e os saltos tanto podiam ser
de prateleira com um pequeno tacão. Tanto estas como as de tacão raso tinham
sempre as “tacholas”. Podiam ser de cano inteiriço, até meio da perna, mas o
mais natural era serem mais baixas, sobretudo as que eram utilizadas no
trabalho do campo.
A
saloia também usava bota, normalmente de cano curto e com um pequeno salto.
Em
dias de festa deixava, por vezes, as botas e calçava sapatos rasos de cordovão
de cabedal branco. Também havia aquelas que cobriam os pés com umas grossas
botifarras de couro atanado, de cano alto e fechadas verticalmente por meio de
uma carreira de botões.
Retirado
de "O Trajo Saloio" - Brochura editada pela Câmara Municipal de
Loures / Departamento Sócio-cultural - Texto de Francisco Sousa - Novembro de
1995
Fonte:
Folclore de Portugal
Imagens
ilustrativas: Recolha efetuada na internet
quarta-feira, outubro 02, 2013
SEMINÁRIO "O Valor Intemporal das Tradições Infantis" em Boidobra
O Rancho
Folclórico da Boidobra vai organizar no dia 12 de Outubro um Seminário com o
tema O VALOR INTEMPORAL DAS TRADIÇÕES INFANTIS.
Este Seminário
constitui uma iniciativa que visa por um lado "celebrar", divulgar e
preservar as tradições infantis enquanto manifestações intemporais da cultura,
e por outro lado evidenciar, a importância da sua integração no processo de
ensino e aprendizagem.
O Rancho
Folclórico da Boidobra procura com esta iniciativa dar o seu contributo no
sentido de se pensar discutir e aprofundar os modelos de representatividade dos
grupos folclóricos e, desta maneira assegurar uma maior qualidade nas formas
como se apresenta as várias manifestações da cultura tradicional.
“Cidades das Tradições” no Parque de Jogos 1º de Maio
Entre
5 e 6 de outubro no Parque de Jogos 1º de Maio - Av. Rio de Janeiro, em Lisboa,
aproveitando um passeio pelas avenidas, ruas e travessas, largos e jardins da
nossa memória, surge uma oportunidade única para aprender a dançar o vira e o
fandango, a moldar o barro, a construir brinquedos e instrumentos tradicionais.
Com este evento, promovido pelo INATEL, será possível efetuar uma viagem pelos sons, danças e cantares, cheiros e sabores da tradição portuguesa
Durante estes dias poderão apreciar:
Com este evento, promovido pelo INATEL, será possível efetuar uma viagem pelos sons, danças e cantares, cheiros e sabores da tradição portuguesa
Durante estes dias poderão apreciar:
Etnografia
Música popular tradicional
Workshops de folclore, olaria e
bordados, aerofones e cordofones
Construção de instrumentos
tradicionais
Teatro de robertos
Jogos tradicionais
Artesanato
Gastronomia tradicional
Horário:
5 de
outubro, das 12h às 24h
6 de
outubro, das 11h às 20h
Entrada
Livre
quinta-feira, setembro 19, 2013
segunda-feira, setembro 09, 2013
quarta-feira, agosto 14, 2013
segunda-feira, agosto 12, 2013
O Ouro no Traje da Mulher – Entre Douro e Minho
O ouro que
cada mulher ostentava, conforme a sua quantidade, indicava o seu estatuto
social.
A joalharia
portuguesa era um adorno complementar do traje. Num mundo de constantes
flutuações políticas e económicas, a posse do ouro era tida, a par da terra,
como o único investimento passível de ser transmitido de geração em geração.
“O povo
dizia: “roupa quanta rompas, terra quanta vejas e ouro quanto possas”.
Os brincos
são verdadeiros pontos de luz que iluminam, realçam e embelezam o rosto da
mulher.
No passado,
nenhuma mulher tinha sequer a veleidade de se apresentar em público sem
brincos. Aliás, ninguém a desculpava. O povo era até cruel e impiedoso com ela.
Mulher sem brincos não passava de uma “mulher fanada”. Por mais humilde e pobre
que fosse, a mulher jamais se atreveria, quer no seu dia-a-dia, quer em dias de
festa, feira e romaria a sair à rua sem eles. Apenas existia alguma compreensão
e benevolência para a falta de brincos se, eventualmente, estes tivessem sido
oferecidos, em momentos de grande angústia e desespero, a alguma divindade para
cumprimento de qualquer promessa. Mesmo assim, a tolerância era relativa e
muito curta no tempo. A mulher tinha que providenciar no sentido de adquirir de
novo este importante adorno.
Na figura
abaixo visualizam-se alguns dos brincos mais usados na região Entre Douro e Minho,
destacando-se, em primeiro lugar, as arrecadas à carniceira. Rapariga que se
prezasse, removia “mundos e fundos” para poder adquirir o popular traje à
lavradeira, que envergava em grandes ocasiões, mas jamais o exibia sem colocar
nas orelhas as avantajadas e vistosas arrecadas à carniceira.
As arrecadas à carniceira, também chamadas argolas de
Barcelos ou de Cigana, muito em uso, especialmente nessa região. Estas peças
começaram a ser muito divulgadas a partir do princípio deste século, em
especial pelas mulheres dos talhantes (daí o seu nome) daquela cidade,
atestando a sua situação económica com tamanhos que atingiam, por vezes,
dimensões desproporcionadas. São peças ocas, de ouro polido com canovão de
secção quadrada, de ganchos, com grande incorporação de mão-de-obra.
![]() |
Arrecada à Carniceira |
As arrecadas são as peças com antepassados mais
antigos, aproximadamente 2.500 anos e com os mesmos motivos amuléticos. Forma lunular na “janela” ou “pelicano” na parte próxima dos ganchos;
pequenas calotas côncavas dispersas (chocalhos afugentadores de maus
espíritos); “SS” de filigrana (estilização de pássaros voando); triângulo
invertido como remate (símbolo da fertilidade). São peças manuais em filigrana.
![]() |
Arrecadas |
Os brincos de meia libra refletem a utilização de
moedas como adorno, não só como pendentes de cordões mas também das orelhas,
sendo normalmente utilizadas libras ou meias libras.
![]() |
Brincos de Meia Libra |
Sendo assim,
é imperioso que todos os agrupamentos folclóricos jamais olvidem este pormenor:
no trabalho, a mulher não ostentava quaisquer elementos em ouro, mas os brincos
jamais se separavam dela em todas as situações.
Fontes:
Conselho Técnico de Entre Douro e Minho
Viana Social e Cultural
Fontes:
Conselho Técnico de Entre Douro e Minho
Viana Social e Cultural
sexta-feira, agosto 09, 2013
terça-feira, agosto 06, 2013
quinta-feira, agosto 01, 2013
WORKSHOP "DA OVELHA AO NOVELO - INICIAÇÃO À FIAÇÃO MANUAL DA LÃ"
No dia 31 de
Agosto (sábado), das 10 às 14h, vai decorrer um workshop que visa a aquisição
de noções básicas sobre o ciclo artesanal da lã em Portugal e introdução
prática à fiação com fuso e método português, com destaque para a região do
barroso.
Este workshop
é promovido por Rosa Pomar e as inscrições são feitas através do website da
Retrosaria, no endereço: http://retrosaria.rosapomar.com/collections/workshops
Morada: Rua
do Loreto 61 – 2º Dtº Lisboa 1200-241
Requisitos: Maiores de 14 anos.
Materiais: Todos os materiais estão incluídos no valor da
inscrição.
Nº máximo e
mínimo de participantes: Máximo: 6
Mínimo: 3
Valor do
workshop: € 50,00
terça-feira, julho 30, 2013
Imprensa Nacional Casa de Moeda homenageia Ourivesaria e Etnografia Portuguesa
A Imprensa Nacional Casa da Moeda acaba de cunhar uma moeda dedicada às
“arrecadas” de Viana do Castelo, constituindo esta a primeira de uma série
alusiva à Etnografia Portuguesa.Com o intuito de colocar em evidência alguns elementos da cultura tradicional e popular que compõem a nossa identidade, a INCM, em colaboração com o Museu Nacional de Etnologia, decidiu dar início a uma nova série de moedas de coleção intitulada «Etnografia Portuguesa».
A primeira moeda desta série, da autoria da escultora Eloísa Byrne, é
dedicada às «Arrecadas de Viana do Castelo», peças da ourivesaria tradicional
portuguesa em filigrana cujas origens se perdem no tempo, imprescindíveis na
ornamentação do traje popular das noivas minhotas.
Observações:
Peso com embalagem - 130
g
Código: 1018441
Autor: Eloísa Byrne
Série/Tema: Etnografia Portuguesa
Data de Lançamento: Julho de 2013
Valor Facial: 2.50 Euros
Metal: Ouro 999/1000 - Prata 925/1000
Acabamento: Proof
Diâmetro: 28,00 mm
Limite de Emissão: 2500
Embalagem: Estojo de madeira com certificado de garantia
Peso: 15.10 g (3,1 g Ouro + 12 g Prata)
Estado: Disponível
Preço:€295,20
Fonte: https://www.incm.pt/
Código: 1018441
Autor: Eloísa Byrne
Série/Tema: Etnografia Portuguesa
Data de Lançamento: Julho de 2013
Valor Facial: 2.50 Euros
Metal: Ouro 999/1000 - Prata 925/1000
Acabamento: Proof
Diâmetro: 28,00 mm
Limite de Emissão: 2500
Embalagem: Estojo de madeira com certificado de garantia
Peso: 15.10 g (3,1 g Ouro + 12 g Prata)
Estado: Disponível
Preço:€295,20
Fonte: https://www.incm.pt/
Os panos que a casa dá -Trajes de Barroso
Foi inaugurada no passado dia 29 de Junho no Museu de
Arte Popular a exposição temporária "Os panos que a casa dá - Trajes de
Barroso".
É o resultado de uma parceria entre o Museu de Arte
Popular e a Câmara de Montalegre através da Casa do Capitão – Ecomuseu de
Barroso. Reunindo acervos do Grupo Folclórico da Venda Nova, freguesia do
concelho de Montalegre, do MAP, da Casa do Capitão e do MNE, esta exposição
traz a público uma mostra das formas populares de trajar da região de Barroso.
Ocupando a sala de Trás os Montes do Museu de Arte
Popular, a exposição divide-se em nove núcleos que exploram a diversidade de
têxteis produzidos na unidade doméstica a partir das duas matérias-primas que
são o linho e a lã, mostram algumas das peças icónicas da região, como a capa
de burel e a croça de juncos, e apresentam um conjunto de trajes de trabalho e
de cerimónia característicos da região.
segunda-feira, julho 29, 2013
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