segunda-feira, março 16, 2015
Evolução do traje a lavradeira de Viana do Castelo
Nuno Pereira e Viv Vila Verde desenvolveram este interessante filme para a página Trajar do Povo em Portugal.
Baseia-se num conjunto de imagens expostas cronologicamente que demonstram a evolução dos trajes das lavradeiras da região de Viana do Castelo desde o final do sec.XIX aos nossos dias.
sexta-feira, março 13, 2015
Traje de aquém e além fronteira
Quem estuda esta questão dos trajes tem por vezes
grandes surpresas.
Estava a rever o meu arquivo fotográfico e deparei-me
com estas duas imagens de jaquetas em pelúcia.
Separa-as centenas de quilómetros e dois países.
A
primeira (castanha), pertence ao Grupo Folclórico da Venda Nova (Montalegre) e
foi fotografada no Museu de Arte Popular. A segunda (preta) foi fotografada no
Museu de Olivença (Espanha) e pertenceu António Gonzalez Martin (sec.XIX/XX).
Apesar da distância e de culturas diferentes, podemos
encontrar enormes semelhanças, que nos fazem pensar.
sexta-feira, março 06, 2015
quinta-feira, fevereiro 26, 2015
CAPUCHA DO CARAMULO
A Capucha é uma peça extremamente interessante na
indumentária beirã e transmontana que se encontra quase extinta no seu habitat
natural, ou seja, entre as fragas das serras a aconchegar das borrascas e do frio
os corpos de mulheres que apascentam o gado.
Por esta altura, chegou-me às mãos um exemplar de uma
Capucha média da aldeia, proveniente do Caramulo, em burel preto com uma
espessura de 0,5 cm, cujas dimensões aqui divulgo para memória futura.
Capelo do Direito
Capelo do Avesso
domingo, fevereiro 08, 2015
O OURO POPULAR PORTUGUÊS V
CORRENTES
DE RELÓGIO
Pode
parecer um pouco a despropósito incluir estas peças nesta série sobre o Ouro
Popular Português. Não o é de facto, pois era quase generalizado nos homens o
desejo de adquirir um relógio de ouro ou prata, à medida da sua condição económica
e social.
Tal
como agora o homem estica o braço, colocando na direção dos olhares o seu
relógio de pulso, assim antigamente se procedia ao passear com uma ou ambas as
mãos nos bolsos para mostrar a corrente de relógio. Ao tirar o relógio, tudo
era acompanhado por gestos muitas vezes estudados ao espelho. Serviam muitas
das vezes para mostrar à sua pretendente o seu “status”.
Os
relógios de bolso foram os primeiros relógios utilizados. O primeiro,
denominado pela forma, tamanho e procedência, de Ovo de Nuremberga foi
fabricado por Peter Henlein, por volta de 1504.
Eram
muito raros e tidos como verdadeiras joias, pois poucos tinham um. Os relógios
de bolso eram símbolo da alta aristocracia.
No
entanto, nos finais do sec. XIX e início do sec.XX estes já se encontravam
amplamente difundidos, embora não fosse acessível a todas as classes sociais.
No
dia-a-dia do homem do povo o sol servia-lhe de orientação, ajustado muitas
vezes pelo repicar do campanário, no entanto, possuir um relógio de bolso era
uma ambição e símbolo de prestígio social.
Normalmente,
além do relógio e se havia dinheiro para tal, comprava-se uma corrente de
prata, raramente de ouro, mas quando tal não era possível, o engenho fazia o
resto. Existiam correntes de crina de cavalo, madeira, ou utilizavam uma
pequena bolsa colorida (com ou sem berloques) feita em crochet de linha fina
pelas mãos prendadas das mulheres da casa.
De
seguida ficam alguns exemplos de correntes de relógio, destacando as duas
primeiras, provenientes das Casa Real Portuguesa e pertencentes à coleção do Palácio
Nacional da Ajuda, pela sua simplicidade, pois uma é de couro e a outra de
metal pintado.
Correia para suspensão de
relógio em couro preto entrançado. Na extremidade superior apresenta um
travessão no mesmo material rematado por dois pequenos bolbos nas pontas (um
omisso) e uma chave de relógio suspensa. Na extremidade inferior é rematada por
um mosquetão.
Datação: Século XIX (2.ª
met.); Coleção do Palácio Nacional da Ajuda - transferência da Casa Real.
Corrente de elos ovais
para suspensão de relógio em metal pintado. Na extremidade superior apresenta
um travessão e na inferior um mosquetão.
Datação: Século XIX (2.ª
met.); Coleção do Palácio Nacional da Ajuda - transferência da Casa Real
Corrente
de relógio em prata, composta de dois elementos, suspensos de um travessão
cilíndrico liso. Na corrente de menor dimensão, apresenta enfiada, uma moeda
cunhada em prata, apresentando as seguintes inscrições: No verso "50
REIS", ao centro da coroa de louros; no reverso, no campo, coroa real
sobre a data "1889" envolta por três estrelas e a inscrição:
"LUDUVICUS.I.PORT. ET ALG : REX.:" Na extremidade da corrente de
maior dimensão, simplesmente um fecho de mola, móvel, (que serviria para
pendurar o relógio).
Autor: Vicente Gonçalves
Pereira (Gondomar); Datação: 1935-1940
Pertence
à coleção do Museu de Arte Popular e supõe-se ter feito parte da Exposição do
Mundo Português.
Outros exemplos de correntes de relógio.
ARTIGOS RELACIONADOS:
O OURO POPULAR PORTUGUÊS IO OURO POPULAR PORTUGUÊSII
O OURO POPULAR PORTUGUÊSIII
O OURO POPULAR PORTUGUÊS IV
quarta-feira, fevereiro 04, 2015
Aventais da Nazaré
Quando pensamos na
Nazaré de imediato a associamos ao seu traje característico, em particular o da
mulher.
Ainda hoje, quem
visita esta vila sobranceira ao mar podemos ver mulheres orgulhosamente exibindo
os seus aventais. Não se trata apenas de um cartaz turístico, existe um efetivo
orgulho no uso destes aventais, quer no quotidiano quer em cerimónias, como num
casamento a que assisti no Sitio, onde várias mulheres usavam os seus ricos
aventais.
![]() |
| "Alzira" de Alberto Sousa |
Mas, tal como o
trajo, o avental também sofreu uma evolução, sobretudo na altura, nos materiais
e nos adornos.
Os exemplares que
se seguem provieram dos acervos do Museu Dr. Joaquim Manso (Nazaré) e Museu
Nacional de Etnologia (Lisboa) e retratam essa evolução.
Se inicialmente os
aventais possuíam duas ou três alturas e eram adornados com rendas e tules,
atualmente, apenas têm uma altura e são proliferamente bordados. Também o cetim
substituiu o merino e a seda.
Assim, ordenamos os
exemplares por altura, o que reflete a época da sua confeção.
Matéria: Merino
Dimensões (cm):
altura: 100;
Descrição: Usado no
traje de festa. Avental de cós direito. As fitas são aplicadas no remate
lateral do cós. É confecionado em dois folhos de alturas iguais. Entremeios de
tule bordado alternando com grupos de préguas. O último remata com renda
semelhante.
Incorporação:
Adquirido a Maria José Frade
Datação: XX d.C.
Matéria: Merino
Dimensões (cm):
altura: 90;
Descrição: Usado no
traje de festa. Avental de merino cor-de-rosa. O cós é direito e as fitas são
aplicadas no remate lateral deste. Confecionado em dois folhos, o primeiro
desce do cós e termina onde o segundo começa. O de cima é bordado à mão e o de
baixo tem duas fiadas de bainhas abertas trabalhadas à mão.
Incorporação:
Adquirido a Maria José Frade.
Matéria: Cambraia
de algodão
Dimensões (cm):
altura: 86;
Descrição: Usado no
traje de festa. Avental de cambraia cor-de-rosa claro. O cós faz ligeira
inclinação ao centro e as fitas são aplicadas no remate lateral do cos.
Confecionado em um só folho é enfeitado com entremeios de renda ao alto e de
lado. É rematado com renda semelhante.
Incorporação:
Oferta de Auta Freire
Datação: XIX d.C. -
XX d.C.
Matéria: Cetim
(seda)
Dimensões (cm):
altura: 84; largura: 130;
Descrição: Usado no
traje de festa. Avental de cetim de cor preta, de formato trapezoidal, feito de
duas alturas de tecido. A meio da primeira altura, do lado esquerdo, surge um
bolso afunilado de cetim de cor preta. A extremidade inferior da primeira
altura apresenta um ornamento semelhante ao do bolso (motivo fitográfico: um pé
com dois ramos, executado a linha de cor vermelha, do qual brotam algumas
folhas executadas a linha de cor branca e uma flor, executada a linha de cor
rosa clara), mas que se dispõe em ramos contínuos, transversais. A primeira
altura termina formando espécie de basta, a qual cobre um pouco da segunda
altura. A segunda altura, mais curta, apresenta, interiormente, adorno
fitográfico semelhante aos anteriores, próximo das extremidades do avental,
dispondo-se em "U". As orlas inferiores e laterais são de corte
semicircular formando lobulados. Porém, estes assemelham-se a trevos que, nas
zonas de contiguidade, não formam vértice, mas sim um outro trevo mais pequeno,
invertido.
Datação: XX d.C.
Matéria: Merino
Técnica: Bordado à
mão
Dimensões (cm):
altura: 82;
Descrição: Usado no
traje de festa. Avental de merino preto, com lustro, bordado à mão. É composto
por dois folhos. No primeiro, registam-se motivos florais bordados a ponto
cheio e a ponto pé-de-flor. Na extremidade esquerda, uma borboleta bordada a
ponto cheio e a richelieu. O segundo folho termina em recortes, formando
parras.
Incorporação: Doado
por Auta Freire
Datação: XIX d.C. -
XX d.C.
Matéria: Popelina
(algodão); Tule
Dimensões (cm):
altura: 80; largura: 120;
Descrição: Usado no
traje de festa. Avental de popelina de algodão de formato trapezoidal,
constituído por três alturas de pano, separadas entre si por dois largos
entremeios de tule. Nas suas extremidades laterais, tem duas fitas rematadas,
que caem livremente. A primeira altura de pano apresenta, do lado esquerdo, um
bolso que termina em bico. Os
entremeios de tule apresentam bordados a matiz executados com linha de cor
branca. Representam motivos fitográficos, espaçados entre si: flores e ramos
com algumas folhas.
Datação: XX d.C.
Matéria: Merino
Dimensões (cm):
altura: 80; largura: 130;
Descrição: Usado no
traje de festa. Avental de merino preto. O cós é franzido e as fitas são
aplicadas no remate lateral do mesmo. De dois folhos iguais, o primeiro desce
do cós e termina onde o segundo começa e são bordados na extremidade com
motivos florais e geométricos em tons d e amarelo e verde.
Incorporação:
Adquirido a Deolinda Santos Caria
Datação: XX d.C. -
Anos 1950
Matéria: Algodão
(popelina)
Dimensões (cm):
altura: 78;
Descrição: Usado no
traje de festa. Avental de popelina às riscas bordado a ponto de cruz nos
intervalos de desenho em losangos feito por ponto à-jour à máquina. O cós é
arredondado acompanhando a linha da cintura e bordado a ponto favo-de-mel.
Incorporação:
Adquirido a Ana Carlos Chita
Datação: XX d.C.
Matéria: Seda
vermelha
Dimensões (cm):
altura: 74;
Descrição: Usado no
traje de festa. Avental de seda vermelha bordado à máquina, pela ponta e a toda
a volta, motivos florais e geométricos em cor branca. No cós, que é arredondado
acompanhando a linha da cintura, a roda do avental é apanhada por pontos
favos-de-mel.
Incorporação:
Adquirido a Maria Amaro Serra Vigía
Datação: 1940 d.C.
Matéria: Cetim
Dimensões (cm):
altura: 74;
Descrição: Usado no
traje de festa. Avental de cetim verde. Confecionado em duas alturas de pano,
sendo um deles dividido em dois, costurados de um e de outro lado do pano
inteiro. Cós de corte arredondado acompanhando a linha da cintura. As fitas
prendem no remate lateral do cós. Bordado à mão, com pequenos raminhos a ponto
cheio, matiz e pé-de-flor. Bainha larga. Nas bainhas e no cós, ponto "À-jour".
Incorporação:
Adquirido a Laura Saldanha
Datação: XIX d.C. -
XX d.C.
Matéria: Popelina
(?) (algodão)
Dimensões (cm):
altura: 73; largura: 101;
Descrição: Avental
de popelina (?) de algodão de cor lilás, de formato trapezoidal. É feito de
três alturas do mesmo tecido. Um pouco abaixo do cós, do lado esquerdo surge um
pequeno bolso de fundo arredondado e lobulado. A união da primeira altura de
tecido com a segunda é feita um pouco acima da extremidade inferior da
primeira, por duas costuras espaçadas entre si, executadas a linha de cor
branca. Desse ponto, a extremidade inferior da primeira altura cai livremente
sobre a segunda formando espécie de basta. A orla desta basta apresenta corte
lobular idêntico ao do bolso. A segunda altura de tecido é a mais curta. O
remate com a primeira altura cria-lhe pequeníssimas pregas, que se estendem a
todo o comprimento, abrindo pelo avental. A terceira altura é bainhada na orla,
sendo que apresenta um pouco acima da bainha, um friso de motivos vegetalistas
estilizados, executados a linha grossa de cor branca. Este friso consiste na
repetição do seguinte motivo, da esquerda para direita: espécie de flor de cujo
centro brota um ramo horizontal em "S", que se une a outro, o qual
termina numa outra flor.
Datação: 1936 d.C.
Matéria: Cetim
fulgurante
Dimensões (cm):
altura: 73; largura: 115;
Descrição: Avental
de festa em cetim fulgurante cor-de-rosa. Cós franzido. Fitas aplicadas no
remate lateral do mesmo. De dois folhos - o primeiro desce do cós e termina
onde o segundo começa. É rematado a toda a volta por motivos florais bordados a
"Richelieu".
Incorporação:
Oferta de Celeste Lúcio dos Santos
Datação: 1926 d.C.
Matéria: Cetim
preto
Técnica: Bordado a
"ponto de cruz"
Dimensões (cm):
altura: 72,5;
Descrição: Usado no
traje de festa. Avental de cós de corte arredondado acompanhando a linha da
cintura. As fitas são aplicadas no remate lateral do cós. O franzido é obtido
pelo "ponto favo" que decora a parte superior do avental. Bordado em
vários tons, com motivos florais, a "ponto de cruz". A bainha é presa
a ponto "à-jour".
Incorporação:
Adquirido a Laura Saldanha
Datação: XX d.C.
Matéria: Seda preta
Dimensões (cm):
altura: 71; largura: 109;
Descrição: Avental
de festa em seda preta, bordado à mão, a ponto cruz e com pontos
"à-jour", motivos florais de várias cores. O cós é arredondado,
acompanhando a linha da cintura, e as fitas são aplicadas no remate lateral do
mesmo.
Incorporação:
Adquirido a Guiomar Chicharro
Datação: XX d.C.
Matéria: Algodão
Dimensões (cm): altura:
68,5;
Descrição: Avental
de uso quotidiano de "riscado" de várias cores. Cós de corte
arredondado acompanhando a linha da cintura. Fitas aplicadas no remate lateral
do cós. Bainha larga encimada por duas nervuras. Dois bolsos chapados.
Incorporação:
Adquirido a Mário Paulo Sousinha
Matéria: Seda preta
Dimensões (cm):
altura: 65;
Descrição: Avental
de festa de seda preta. O cós é de corte arredondado, acompanhando a linha da
cintura, e as fitas são aplicadas no remate lateral do cós. É bordado à mão em
vários tons, com motivos florais, a "ponto de cruz". O cós é rematado
com pontos "à-jour" amarelos, tal como a bainha.
Incorporação:
Oferta de Gilberto Silvério Palmeira e Cipriano B. Louraço
Datação: XX d.C.
Matéria: Seda preta
Dimensões (cm):
altura: 65;
Descrição: Avental
de seda preta usado no traje de festa, bordado à máquina, pela ponta e a toda a
volta, motivos florais e geométricos. No cós, que é arredondado e acompanha a
linha da cintura, a roda do avental é apanhada por pontos favo-de-mel.
Incorporação: Doado
por Deolinda Conde
Datação: 1970 d.C.
- 1980 d.C.
Matéria: Cetim
salmão
Dimensões (cm):
altura: 55;
Descrição: Avental
de cetim salmão bordado à máquina a pontos cheio, matiz e cordoné, usado no
traje de festa. A prender as bainhas, ponto "à-jour". O cós é de
corte arredondado acompanhando a linha da cintura e as fitas prendem no remate
lateral do cós.
Incorporação:
Oferta de Zulmira Estrelinha e Maria Orlanda Estrelinha
Datação: 1970 d.C.
- 1980 d.C.
Matéria: Cetim
(sintético) amarelo.
Dimensões (cm):
altura: 55;
Descrição: Avental
de cetim amarelo bordado à máquina a pontos cheio, matiz e cordoné, formando
umas flores, usado no traje de festa. A prender as bainhas ponto
"à-jour". O cós é de corte arredondado acompanhando a linha da
cintura e as fitas pendem no remate lateral do cós.
Incorporação:
Oferta de Zulmira Estrelinha e Maria Orlanda Estrelinha
Datação: 1970 d.C.
- 1980 d.C.
Matéria: Cetim
castanho
Dimensões (cm):
altura: 54;
Descrição: Avental
de festa em cetim castanho bordado à máquina a pontos cheio, matiz e cordoné. A
prender as bainhas ponto "à-jour". O cós é de corte arredondado
acompanhando a linha da cintura e as fitas prendem no remate lateral do cós.
Datação: XX d.C. -
1970-1980
Matéria: Cetim
verde
Dimensões (cm):
altura: 53;
Descrição: Avental
de festa em cetim verde-escuro bordado à máquina a pontos cheio, matiz e
cordoné. A prender as bainhas ponto "à-jour". O cós é de corte
arredondado acompanhando a linha da cintura e as fitas prendem no remate
lateral do cós.
Incorporação:
Oferta de Zulmira Estrelinha e Maria Orlanda Estrelinha
Datação: XX d.C. -
Anos 1980
Matéria: Tecido de
algodão (popelina)
Dimensões (cm):
altura: 51,5;
Descrição: Avental
de tecido de algodão, popelina, branco com riscas azuis e brancas, para usar no
traje "da semana". O cós acompanha a linha da cintura e as fitas
prendem no remate lateral deste. A prender as bainhas do avental, um entremeio
de renda feita à mão. Tem bolsos chapados.
Incorporação:
Oferta de Maria Manuela da Justina Vagos Conde
Datação: XX d.C. -
Anos 1980
Matéria: Tecido de
algodão
Dimensões (cm):
altura: 48,5;
Descrição: Avental
de tecido de algodão cinzento com ramagens nos tons de verde, branco, amarelo e
cinzento, para usar no traje "da semana". O cós acompanha a linha da
cintura e as fitas prendem no remate lateral deste. A prender as bainhas do
avental, dos bolsos e das fitas uma fitinha de seda verde e duas filas de
"pontos" da mesma cor.
Incorporação:
Oferta de Maria Manuela da Justina Vagos Conde
segunda-feira, fevereiro 02, 2015
Trajes de festa de Quadrazais (Sabugal)
Quadrazais é uma freguesia do concelho do Sabugal
(Beira Interior Norte), ficando na margem direita do rio Côa.
A sua proximidade de Espanha levou a que durante
muitos anos parte da população vivia do contrabando. Outra curiosidade é
existir uma gíria muito própria, que os estranhos não compreendem.
No passado existiram fábricas de sabão, por
iniciativa do pai do escritor Nuno de Montemor, autor dum romance que descreve
a povoação e a sua população. Na gíria, sabão diz-se escorreguejo ou savante.
As imagens mostram-nos um casal de quadrazenhos em
traje de festa montando um macho, muito provavelmente durante as festas de Santa
Eufémia (16 de Setembro), e um grupo de mulheres numa dança de roda.
sexta-feira, janeiro 30, 2015
Gorro, Carapuça ou Barrete
Quando
está frio no tempo do frio, para mim é como se estivesse agradável,
Porque
para o meu ser adequado à existência das cousas O natural é o agradável só por ser natural.
(…)
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de
Fernando Pessoa
Pois ao frio sempre se sobrepôs o quentinho de um agasalho de lã que nos proteja da aragem cortante.
A par do chapéu, o
gorro, carapuça ou barrete foram desde sempre os escolhidos para manter a
cabeça quente, eis alguns, poucos, exemplares.
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| Barrete de Orelhas (Madeira) |
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| Barrete de São Miguel (Açores) |
![]() |
| Carapuça de Moimenta da Beira (Viseu) |
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| Carapuça de Vila Nova de Paiva (Viseu) |
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| Barrete (ou Catalão) da Póvoa de Varzim |
![]() |
| Barrete Ribatejano |
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