sexta-feira, junho 12, 2015

ROUPA DE BAIXO IV - Ceroulas


Publiquei em 2014 um conjunto de artigos do Prof. José Joaquim Ferreira Marques sobre Roupa de Baixo, essencialmente peças femininas.
Neste espaço de tempo, tenho procurado informações sobre roupa interior masculina mas sem grande sucesso.
Por sorte, recentemente juntei à minha coleção uma peça de roupa interior masculina usada por todo o país e classes sociais, umas ceroulas, cujas características aqui descrevo.
Tendo em consideração o tecido utilizado, feitio e o uso de botões, esta peça parece ser de produção “industrial”,o que poderá significar alguma capacidade financeira do seu utilizador.

Datação: Início do séc. XX
Matéria: Algodão branco, botões de massa (4)
Proveniência: Alter do Chão (Alto Alentejo)
 


Frente
Traseira
 
Perna


Artigos relacionados:

ROUPA DEBAIXO II – das “cuecas aos culotes”
ROUPA DEBAIXO III – Meias



 

segunda-feira, junho 08, 2015

BLUSAS DOMINGUEIRAS DA NAZARÉ


As duas blusas que apresento são provenientes da Nazaré e foram executadas no final da década de 40 do sec.XX, para serem utilizadas por uma criança, fazendo parte da minha coleção.

Datação: Séc. XX
Matéria: Algodão (chita), plástico (botões), viscose/poliéster (renda)
Técnica: Estampagem
Proveniência: Oferta da utilizadora

 



Outros artigos relacionados:
Traje da Mulher da Nazaré ; Aventais da Nazaré; Traje daNazaré – Chapéu; Traje da Nazaré – Capa; As sete saias da Nazaré; Traje doPescador da Nazaré; Mulher dos Cabazes – Nazaré – Estremadura; AS ALGIBEIRAS NOTRAJE POPULAR III – ESTREMADURA, BAIXO VOUGA, ALENTEJO E ALGARVE

quinta-feira, abril 02, 2015

1º Congresso de Folclore e Etnografia do Alentejo

Irá realizar-se no próximo dia 11 de Abril na Biblioteca Municipal Almeida Faria, o "1º Congresso de Folclore e Etnografia do Alentejo", organizado pela Federação do Folclore Português.
Deixo o programa e a ficha de inscrição.

A não perder.



quarta-feira, março 25, 2015

“TRAJE ENCENADO” NO MUSEU MUNICIPAL DE OURÉM


“TRAJE ENCENADO” é a próxima proposta para a exposição temporária do Museu Municipal de Ourém – Casa do Administrador, e será inaugurada pelas 16h00 do dia 29 de março.

Até ao dia 28 de junho, o visitante terá acesso a representações nacionais de trajes - encenados e fotografados em estúdio por Carlos Relvas entre finais do século XIX e inícios do século XX – que comunicam com indumentárias de trajes de Ourém, recriados por oito grupos de ranchos folclóricos do concelho, exibidos nas suas atuações.

A exposição poderá ser visitada de terça a domingo, das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

O Museu Municipal de Ourém (MMO) é uma estrutura de gestão museológica e patrimonial, apta a coordenar o funcionamento das várias unidades com tutela municipal.

A Casa do Administrador é uma infraestrutura permanente, vocacionada para o estudo e a difusão da representação da identidade cultural e dos patrimónios de Ourém.

O edifício associa-se à história das Aparições de Fátima por ter acolhido os três videntes, Jacinta, Francisco e Lúcia entre 13 e 15 de agosto de 1917. Essa ocorrência teve como mediador Artur Oliveira Santos, figura da história local que ocupava o cargo de Administrador do Concelho, e por isso interferiu no fenómeno religioso interrogando as crianças e alojando-as em sua casa.

quarta-feira, março 18, 2015

EMBAIXADA DE BONECOS

A partir de 1935 Thomaz de Mello e Dalila Braga criaram uma coleção impar de modelos de bonecos envergando os fatos tradicionais portugueses.

Thomaz de Mello
Coube a Thomaz de Mello a conceção da estrutura e modelação das cabeças e Dalila Braga a confeção dos traje e acessórios, sob a orientação de Francisco Laje, que seria o primeiro diretor do Museu de Arte Popular.
A coleção esteve patente na Sala de Arte Popular do pavilhão de português na Exposição Internacional de Paris em 1937 e foi incorporada no Museu de Arte Popular em 1958.
 
Exposição Internacional de Paris
Na sua modelagem e confeção dos 82 modelos existentes foram utilizados materiais como a pasta de papel, crina, chumbo, lã, algodão, seda, linho, vidrilho, pele, couro, madeira, etc., possuindo uma altura entre os 53 e os 60 cm, podendo alcançar os 70 cm com os acessórios colocados à cabeça.
A beleza destas miniaturas reside sobretudo no pormenor dos trajes, aplicado a todos os elementos que o compõem e onde não faltam os adornos em ouro ou os utensílios que caracterizam a personagem.

Dalila Braga
Deixo aqui imagens de alguns exemplares.