terça-feira, setembro 22, 2015
segunda-feira, setembro 21, 2015
Traje da mulher de Almeirim – Ribatejo
O traje de festa da mulher de Almeirim
era elegante, de cores vivas e atraentes, não havendo outro semelhante em toda
a região ribatejana.
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Rancho
Folclórico da
|
A saia de cima, de castorina encarnada,
era toda plissada, sendo ajustada na anca por meticulosos favos. As saias de
baixo, de pano branco, eram rodadas e enfeitadas com folho e bordadas.
O casaco em chita, de modelo ao gosto
da rapariga, arrematava atrás com “rabo de leque”, mais conhecido por “rabo de
bacalhau”.
O avental era enfeitado com rendas ou caprichosamente
bordado pelas mãos hábeis da rapariga, sendo atado por meio de um formoso laço.
Na cabeça, um vistoso lenço de merino
ou de ramagens e aos ombros um cachené.
Calça meias brancas de carapuços,
feitas à mão, e chinelas pretas.
Na anca, transporta uma algibeira rústica,
onde guardava o lenço e outros objetos de uso pessoal.
Adornava-se naturalmente com ouro. Ricos
brincos compridos ou argolas e ao pescoço um grande cordão, com uma peça
(libra, medalhão, cruz, etc.).
sábado, setembro 12, 2015
Traje de Festa de Rio de Onor - Bragança

Homem:
Camisa de Linho (Camissa de Linho)
Colete
(Jaleco) de Saragoça Preta. Nas costas tecido de estopa com picados em
Saragoça.Calção de alçapão (Pantalonas de alçapon) de Burel Castanho.
Meias de algodão
Botas com Sola de Madeira (Socos/Cholas)
Chapéu (Sombreiro) com fita de Seda
Mulher:
Lenço (Pano) de Lã estampada
Camisa
de Linho (Camissa de Linho)Colete de Brocado Preto (Justilho)
Faixa de Lã vermelha (dentro do colete) envolvendo o busto
Avental (Mandil) de burel com bordados em lã
Saia de Baieta de lã Roxa, com fitas de veludo
Saiote interior de lã vermelha
Algibeira de lã amarela com picado em tecido preto (faltriqueira)
Sapato Preto
Colar de contas de azeviche preto com cruz de prata
Complemento - Pandeireta para animar os bailes
Nota:
Os nomes a negrito encontram-se em dialecto de Rio de Onor.
Fonte: Rui Magalhães
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domingo, setembro 06, 2015
Trás-os-Montes - contextualização histórica e cultural
É com imensa satisfação que recebo a colaboração do Rui Magalhães e
passo a publicar alguns dos seus textos sobre os trajes transmontanos.
Como o próprio me salientou, não se pode falar dos trajes transmontanos
e das suas particularidades sem uma prévia introdução no tempo e no espaço que
o mesmo fez o favor de produzir.
Obrigado Rui.
-----------------------------------------------
Por Rui
Magalhães
Vou contextualizar historicamente e
culturalmente a nossa zona, principalmente através de investigações sobre a
área cultural da língua Ásturo-leonesa falada em Portugal, ou seja, o Mirandês
(nos concelhos de Miranda, parte de Vimioso, e em aldeias de Mogadouro) e
outras variedades do mesmo Asturo-leonês, como o Riodonorês e o Guadramilês,
dialectos de Deilão e Petisqueira, faladas no concelho de Bragança, e muitas
outras variedades de Português influenciadas pela língua Leonesa no Nordeste
Transmontano.
Em Espanha, o Asturo-leonês é falado nas
Astúrias e nas províncias de Leão e de Zamora.
Contextualizo com o factor língua Ásturo-leonesa, pelo simples motivo de que há muitos
documentos sobre essa temática, contextualizando a cultura a ela inerente e as
vicissitudes histórias da mesma área.
Muitos autores (nacionais e estrageiros),
reconhecidos, nacional e internacionalmente, se debruçaram-se sobre o tema e ao
mesmo tempo investigaram as origens históricas da nossa zona, tudo isto,
consequentemente ajudará a entender a cultura local, que não podemos querer
simplificar nem explicar com base noutras regiões que careçam do mesmo contexto
histórico e cultural.
Breve História da Região
Em 297 d.C. dá-se a definitiva divisão administrativa da Península
Ibérica.
A zona hoje ocupada pela antiga Terra
de Miranda (muito maior que o actual concelho de Miranda, incluindo na
época o concelho Miranda do Douro, grande parte do concelho de Bragança e
concelhos de Vimioso e Mogadouro) no
nordeste Transmontano, ficou a pertencer ao
Conventus Iuridicus de Asturica Augusta (Astorga – Leão) e não ao de
Bracara Augusta, como o resto de Trás-os-Montes.
Assim, a zona da antiga Terra de
Miranda não pertenceu desde o início ao território posteriormente ocupado
pelo Condado Portucalense, daí que por
exemplo a língua aí falada não pertencesse ao sistema Galego-Português (a que
pertence a língua Portuguesa) mas sim ao sistema Asturo-leonês (a que
também pertence a língua Asturiana e os falares antigos da província de Zamora
e Leão em Espanha).
Entre o séc. VII/VIII e XII a Terra de Miranda pertenceu à Diocese de Astorga (Leão/Espanha, mesmo
fazendo parte de Portugal) e não à de Braga (como o resto do norte do
país).
As Inquirições de Afonso III informam-nos de que a Terra de Miranda,
entre os sécs. XII e XIV, foi
recolonizada com gentes oriundas das terras de Leão em Espanha;
recolonização essa, em que o papel primordial foi desempenhado pelos mosteiros
cistercienses de Sta. Maria de Moreruela (Zamora/Espanha) e de S.
Martinho de Castanheda (Zamora/Espanha), assim como pelo Mosteiro de Castro de
Avelãs de Bragança (afiliado ao de S. M. de Castanheda), pela
Ordem dos Templários de Alcanhices (Zamora/Espanha) e vários
particulares.
Esta colonização, realizada numa região ainda hoje de baixa
densidade populacional (39) e então decerto pouco menos de deserta, estendeu-se
desde o princípio do século XIII até ao século XV, como admitiram o Abade de
Baçal e Leite de Vasconcelos (40) – tempo mais que suficiente, se não para o
estabelecimento, pelo menos para a fixação do dialecto leonês e cultura afim em
terras já politicamente portuguesas.
Tudo isto ajudou a que a zona hoje ocupada pela antiga Terra de Miranda
mantivesse, num período assaz importante para a história da língua Portuguesa,
relações privilegiadas com as terras do antigo Reino de Leão e que a língua leonesa ocidental, idioma originário do Conventus de Asturica
Augusta, se fosse reciclando em terras portuguesas, pelo menos, até ao séc.
XIV.
Além da divisão dos reinos de Portugal e Leão em 1143 e do
estabelecimento das fronteirasno tratado de Alcañices (1297), manteve-se uma
unidade social e cultural entre as Terras de Miranda e as regiões espanholas de
Aliste e Sayago (Zamora): um dialecto parente, as mesmas canções e melodias, a
utilização de instrumentos parecidos e uma raiz comum dos costumes festivos,
como, por exemplo, se mostra na danza de
palos (Matellán 1987: 43).
Uma outra questão que nos poderíamos colocar, é: «Como é que a língua leonesa
se manteve até 1882, quando Leite de Vasconcelos a deu a conhecer e como
conseguiu sobreviver até aos nossos dias?».
E porque teriam subsistido até hoje
os dialectos leoneses e a particular etnografia e folclore desta região?
Por duas razões:
A primeira: O isolamento dessa
região em relação ao resto do país, a que já Leite de Vasconcelos
(Estudos 2, II) se referiu,
e a segunda, em parte consequência
daquela: O singular contacto com as vizinhas terras do antigo reino
de Leão, sobretudo terras de Aliste, Sanabria e Sayago - Zamora.
O isolamento desta zona com respeito ao resto do país e,
pelo contrário, o contacto íntimo, quer fosse comercial, quer fosse social
(casamentos) ou de convivência, fosse ela festiva ou laboral, sobretudo com os
povos das regiões Zamoranas de Aliste, Sayago e Sanabria permitem explicar a
sua conservação até aos nossos dias.
Do difícil acesso ao território mirandês por exemplo,
fala-nos a narração quase heróica da viagem que Leite de Vasconcelos empreendeu do Porto a Deus Igrejas em 1883 e em
que gastou cinco dias (58)!
O caminho-de-ferro só recentemente (1938) chegou a Duas
Igrejas e restante zona Leste Transmontana (59).
Essa distância, junto com o facto de essa zona se encontrar numa zona
até há pouco, esquecida, fez com que a língua Mirandesa e as manifestações
folclóricas e etnográficas associadas ao espaço cultural específico ali
ficassem como que de quarentena à espera de ser redescoberto por alguém como
Leite de Vasconcelos.
De facto, até há cinquenta ou sessenta anos atrás chegar ao leste de
Trás-os-Montes era bastante difícil graças aos maus acessos rodoviários.
Sobre as relações com o país vizinho falam-nos vários
documentos publicados pelo Abade de Baçal (60) em que, desde D. João I a D.
João III, se facilita o intercâmbio comercial entre esta região e os habitantes
das terras de Aliste, Sayago e Sanabria.
Um deles porém (61) mostra-nos que essas relações não se
limitavam ao comércio, mas que eram frequentes os casamentos e convívios
diversos entre os dois lados da fronteira.
No final do século passado refere-se Leite de Vasconcelos
(62) «às relações constantes com os espanhóis», que chegavam ao ponto de que
alguns habitantes das aldeias raianas podiam, e podem na actualidade, falar com
fluência o castelhano, além da sua própria língua (Mirandês ou outros dialectos
Leoneses) e o português (trilingues).
Durante todos estes séculos o Português era, obviamente, conhecido mas
usado apenas com os forasteiros: «os mirandeses fallam o mirandês entre si,
empregando o português quando se dirigem a estranhos»
A primeira língua aprendida pelos falantes dessa região era o Mirandês
ou as variedades do mesmo domínio linguístico Asturo-leonês (em aldeias do
concelho de Bragança).
Diz-nos Leite de Vasconcelos: «A
lingoa mirandesa é puramente doméstica, por assim dizer, a lingoa do lar, do
campo e do amor: com um estranho o aldeão falla logo português. Como porém, em
Duas-Igrejas todos sabiam ao que eu ia, fallavam mirandês comigo, e, quando eu
por acaso lhes dirigia a palavra nesta ultima lingoa, elles riam-se muito,
porque achavam o caso um pouco singular».
Penso que este enquadramento,
facilita, para alguém que não é da zona ou que não tenha muitos conhecimentos
sobre a mesma, contextualizar e entender o porque de haver uma cultura secular
em que apesar da existência de fronteiras politicas, nunca teve fronteiras
culturais, antes sim uma cultura em muitos aspectos comum nesta parte do
distrito de Bragança e as zonas fronteiriça sobretudo da província de Zamora (Esta
zona fronteiriça está culturalmente individualizada em relação ao resto da
província de Zamora).
Notar também e que é importante, que
apesar dessas vicissitudes, as pessoas sempre tiveram sentido de pertença à
pátria, nunca se sentindo "Espanhois".
Além da província de Zamora
(Castilha e Leão), que é a que abarca uma área maior de contacto/fronteira, estas
particularidades ocorrem também em zonas fronteiriças com Galiza oriental,
culturalmente um pouco diferente, sobretudo no concelho de Vinhais e aldeias no
limite ocidental do concelho de Bragança, mas desta feita
Sabendo isto, entenderá que não se poderá
dizer por exemplo que os trajes em Rio de Onor ou de qualquer outra aldeia, tem
ou não influencia Espanhola, simplesmente eram os trajes da gente da terra, os
trajes que conheciam e produziam com as próprias mãos, fruto das suas
vivencias, tradições e cultura, aos quais tinham amor, e aos quais nós não
podemos ter a pretensão de querer atribuir nacionalidades.
Penso que também ajudará a entender
o facto de que uma grande parte do Romanceiro tradicional antigo, cantigas de
festa, de trabalho e danças do leste transmontano, mesmo de áreas que não estão
imediatamente na faixa fronteiriça, possam estar em língua castelhana pura, a
par com muitos outras em Português e Mirandês, podem ser importações, mas são antiquíssimas,
por isso, fazem parte há seculos da cultura popular do povo do nordeste
transmontano, a gente aqui não se preocupava com as línguas.
Em Espanha os etnógrafos e
associações estudiosas do tema, sobretudo das zonas de Aliste, Sanábria e
Sayago (zonas concretas conservadoras e igualmente isoladas, em que os trajes
regionais são conhecidos como sendo parecidos aos do leste transmontano), tem consciência
que tem uma cultura em muitos aspectos comum com a nossa.
Não se tem que ter a obrigação de
conhecer estas particularidades, nós aqui temos essa consciência que para se
conhecer e entender alguns trajes, usos e costumes do nosso povo teremos que
conhecer também a região fronteiriça vizinha, os nossos vizinhos do outro lado
tem-na em relação a nós, transmontanos e Portugueses.
quinta-feira, setembro 03, 2015
terça-feira, setembro 01, 2015
Romaria da Srª da Agonia, Viana do Castelo
Como não poderia deixar de ser, em período de férias era
obrigatória a presença na maior romaria do Minho que tão bem celebra o seu
traje regional.
Ficam algumas imagens dos muitos trajes que por lá
desfilaram.sábado, agosto 08, 2015
TRAJES DE FESTA – POMBAL – BEIRA LITORAL
A imagem que vos apresento retrata três figuras femininas e
uma masculina em trajes de festa da região hoje conhecida como Pinhal Litoral,
outrora Beira Litoral.
Não querendo efetuar uma descrição exaustiva destes trajes,
destaco aqui duas peças.
Em primeiro lugar a Saia de Costas, que era utilizada como
agasalho pelas mulheres e que possui um corte muito semelhante às saias de
fora.
A outra peça que destaco é a jaqueta de pelúcia utilizada pelo
homem, provavelmente com alamares, que revela poder económico já que estas eram
bastante caras.
Concluo com uma chamada de atenção para a encenação da
imagem. O casal conversa enquanto outras mulheres, amigas ou familiares da
rapariga, se mantêm por perto. Eram assim os namoros antigamente, vigiados e
com uma distância de segurança entre homem e mulher “não fosse o diabo tesselas”.
quarta-feira, agosto 05, 2015
CAMISOLA DO PASTOR DA SERRA DA ESTRELA
| Rancho Folclórico Os Pastores de São Romão |
Antigamente
as grandes famílias de pastores, costumavam mandar fabricar, com a lã das suas
ovelhas, grandes peças de surrobeco, de saragoça preta, de saragoça castanha –
escura e de xadrez (raxa), que depositavam nas alfaiatarias, onde mandavam
fazer os fatos para toda a família.
Em
geral, cada pastor tinha sempre um fato domingueiro, um de surrobeco, uma
camisola de xadrez, com aplicações nos bolsos e nas mangas, hoje chamada
“casaca de pastor” com rendilhados, que se vulgarizou, alguns coletes de vários
feitios e uma capa de um pano mais escuro e mais fraco.
Por
vezes a camisola, que hoje chamam “o casaco de pastor”, não possuía rendilhados
a preto, nem botões de metal amarelo, apenas uns vivos pretos nos bolsos e nas
mangas e botões de massa ou plástico para apertar á frente.
Esta
peça acentuava a identidade do pastor, pois quando decorada, que era toda
trabalhada com tecido preto, aplicando-se desenhos diferentes de família para
família.
Esta
camisola está hoje muito divulgada e é a imagem de marca dos pastores da Serra
da Estrela.
Fig.1
Datação: XIX d.C. - XX
d.C.
Matéria: Tecido de lã axadrezado
padrão branco e castanha (raxa)Dimensões (cm): altura: 61; largura: 160;
Camisola de tecido de lã axadrezado: fundo de cor creme cortado por listas
ortogonais de cor castanha escura.
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| FIG 1 |
Aberta
ao centro, do decote redondo até à extremidade inferior, fechando por meio de
cinco botões de plástico de cor preta ou castanha escura.
Na
aba esquerda, da extremidade superior da abertura, parte uma tira de tecido de
cor preta que percorre o perímetro do pescoço, alargando-se em espessura.
Termina na extremidade superior da aba direita, descendo daí pela abertura, em
forma de peitilho.
O
peitilho é feito de dois panos lado a lado espaçados entre si. O da esquerda
contém quatro das casas; apresenta três espaços recortados em espécie de
triângulos. O pano mais à direita é afunilado e apresenta ao centro três
espaços cortados, muito finos, longitudinais, sendo que o superior forma
espécie de "V". Apresenta do lado direito, à altura do terceiro e
quarto botões, entre a extremidade inferior do peitilho e as costas da
camisola, um bolso de formato retangular. O cós é de tecido de cor preta, de
formato pentagonal, de ápice invertido. Apresenta ao centro uma casa orientada
no sentido longitudinal, que fecha por meio de um botão de plástico de cor
preta, cosido no interior do bolso, à camisola.
As mangas são muito retalhadas, sendo que alguns destes retalhos apresentam um outro interior do mesmo tecido da camisola, que os forra. A extremidade inferior das mangas apresenta vestígios de guarnição com tecido de igual qualidade ao do peitilho e do cós do bolso.
Proveniência: Seia / Sabugueiro
Fig.2
Datação: XIX d.C. - XX
d.C.
Matéria: Tecido de lã axadrezado
padrão branco e castanha (raxa); MetalDimensões (cm): altura: 73; largura: 104;
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| FIG 2 |
Camisola de tecido de lã axadrezado: fundo de cor creme cortado por listas ortogonais de cor castanha escura.
A
zona do pescoço é de corte redondo. Daí, um pouco chegada à esquerda, segue a
abertura da camisola, que se estende à extremidade inferior desta.
Apresenta
aplicação de tecido de lã de cor preta, que parte da zona da ombreira direita,
contorna o pescoço e desce justaposta à aba direita da abertura, afunilando até
cerca de um palmo da extremidade inferior da camisola. Forma-se assim o
peitilho.
O
peitilho é ponteado a linha de cor preta. É de limites recortados em
"ziguezague". O seu interior apresenta espaços recortados, formando
padrões geométricos. Na aresta lateral direita, apresenta, dispostos no sentido
da altura, cinco botões metálicos, de cor dourada em forma de disco, meramente
ornamentais. A aresta lateral esquerda apresenta cinco casas que permitem o
abotoamento da abertura da camisola por cinco botões presentes na aba oposta.
Estes botões são semelhantes aos descritos anteriormente. Na zona do peito, do
lado esquerdo, justaposto ao peitilho, um pequeno bolso de formato quadrangular
de fundo de vértices arredondados. Os contornos do bolso são guarnecidos com um
ponteado executado a linha de cor preta. Apresenta cós com uma aplicação do
mesmo tecido preto, de limites recortados. Tal aplicação é também recortada no
interior formando padrões geométricos. Junto à extremidade inferior do
peitilho, de cada um dos lados da abertura, surge um bolso largo, que desce
quase até à extremidade inferior da camisola. É de iguais características ao
descrito anteriormente.
As
mangas apresentam no canhão, igual aplicação a toda a volta de tecido preto,
também interiormente recortado. O canhão contém uma pequena abertura, que pode
ser fechada por meio de um botão semelhante aos do peitilho.
Proveniência: Gouveia / Folgosinho
RAXA - Tecido de xadrez branco e castanho, que era utilizado na confeção da camisola. O tecido de raxa, não era pisoado, uma vez que o casaco era para ser usado por baixo da capa.
| Rancho Folclórico Os Pastores de São Romão |
Fonte: Museu Nacional de Etnologia
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quarta-feira, julho 29, 2015
SAIAS DA NAZARÉ
O traje das mulheres da Nazaré é conhecido pelo uso de muitas e
bonitas saias. Hoje publico alguns exemplares pertencentes ao Museu Dr. Joaquim
Manso, situado no Sitio da Nazaré, e que merece bem uma visita.
Datação: XX d.C. - Anos 1950
Matéria: Lã (escocês e castorina); algodão
Dimensões (cm): altura: 68;
Origem / Historial: Para usar no traje de trabalho.
Datação: 1953 d.C.
Matéria: Lã (escocês); seda
Dimensões (cm): altura: 70;
Descrição: Saia de escocês aos quadrados azuis e brancos com riscas amarelas e pretas. Afeiçoa à cintura por meio de pregas estreitas exceto à frente que é lisa. O cós é constituído por um debrum de fita estreita de seda castanha que excede as dimensões da cintura em duas pontas que caiem soltas junto da abertura lateral. Bainha larga. Na parte superior da bainha, um "refegue" (nervura).
Origem / Historial: Para usar no Traje de Festa.
Datação: 1950 d.C.
Matéria: Lã fina (caxemira)
Dimensões (cm): altura: 72;
Datação: 1946 d.C. - Primeira metade do séc. XX
Matéria: Tecido de lã fina; veludo
Dimensões (cm): altura: 59;
Origem / Historial: Saia para usar no trajo de festa. É designada, a nível local, por "saia de arquinhos".
Datação: 1880 d.C. - 1890 d.C.
Matéria: Algodão (chita)
Dimensões (cm): altura: 94;
Dimensões (cm): altura: 71,5;
SAIAS DE BAIXO
Dimensões (cm): altura: 58;
Dimensões (cm): altura: 69;
Descrição: Saia de flanela cinzenta, inteira, com bicos debruados a fita de algodão cor-de-rosa.
Origem / Historial: Para usar no traje de trabalho
Datação: 1936 d.C.
Matéria: Tecido de algodão cinzento e branco.
Dimensões (cm): altura: 67;
Dimensões (cm): altura: 68;
Dimensões (cm): altura: 73;
Dimensões (cm): altura: 76;
SAIAS DE CIMA
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| Fig.1 |
Matéria: Lã (escocês e castorina); algodão
Dimensões (cm): altura: 68;
Descrição: Saia de "de cima" de duas rodas.
A primeira roda é de escocês e a de baixo de castorina. Afeiçoa à cintura por
pregas estreitas que são apenas armadas no cós "desalvorada". O cós é
constituído por um debrum de fita estreita que excede as dimensões da cintura
em duas pontas que caiem soltas junto à abertura lateral. Bainha larga. A orla
é guarnecida com fita preta de lã.
Proveniência: Nazaré. Origem / Historial: Para usar no traje de trabalho.
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| Fig.2 |
Matéria: Lã (escocês); seda
Dimensões (cm): altura: 70;
Descrição: Saia de escocês aos quadrados azuis e brancos com riscas amarelas e pretas. Afeiçoa à cintura por meio de pregas estreitas exceto à frente que é lisa. O cós é constituído por um debrum de fita estreita de seda castanha que excede as dimensões da cintura em duas pontas que caiem soltas junto da abertura lateral. Bainha larga. Na parte superior da bainha, um "refegue" (nervura).
Origem / Historial: Para usar no Traje de Festa.
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| Fig.3 |
Matéria: Lã fina (caxemira)
Dimensões (cm): altura: 72;
Descrição: Saia de caxemira aos quadrados azul e rosa. Afeiçoa à cintura
por meio de pregas estreitas exceto à frente que é lisa. O cós é constituído
por um debrum de fita estreita de seda castanha que excede as dimensões da
cintura em duas pontas que caiem soltas junto da abertura lateral. Na parte
superior da bainha, duas fitas paralelas de seda estreita vermelha.
Origem / Historial: Para usar no Traje de Festa.![]() |
| Fig.4 |
Matéria: Tecido de lã fina; veludo
Dimensões (cm): altura: 59;
Descrição: Saia que afeiçoa à cintura por pregas
estreitas. O cós é constituído por um debrum de fita de seda. Bainha larga e
cercadura decorada com fita estreita de veludo preto, formando motivos
geométricos (losangos).
Proveniência: Sítio da Nazaré. Origem / Historial: Saia para usar no trajo de festa. É designada, a nível local, por "saia de arquinhos".
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| Fig.5 |
Matéria: Algodão (chita)
Dimensões (cm): altura: 94;
Descrição: Saia de algodão preto com raminhos brancos. Afeiçoa à cintura
por meio de pregas estreitas, exceto à frente onde são mais largas. O cós é
constituído por um debrum do mesmo tecido. Bainha larga forrada de chita de
outro padrão.
Proveniência: Sítio da Nazaré.
Origem / Historial: Pertenceu a Soledade Lucas Marques Luzindro, cuja
data de nascimento e morte é desconhecida, apenas se registando que a saia
tinha 116 anos no momento da incorporação (1976). Vivia no Sítio da Nazaré,
onde tinha uma loja de tecidos, na atual Rua 25 de Abril.
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| Fig.6 |
Datação: 1949 d.C.
Matéria: MerinoDimensões (cm): altura: 71,5;
Descrição: Saia de merino preto e com 4 panos. É
afeiçoada à cintura por meio de pregas estreitas, exceto a frente onde são mais
largas, armadas no cós e vincadas numa altura de 9 cm, onde é bordada uma
cercadura com motivos florais a ponto de cruz. A orla é guarnecida com uma
barra de veludo preto com 20 cm, encimada por um conjunto de sete nervuras.
Proveniência: Sítio da Nazaré.![]() |
| Fig.7 |
Datação: XX d.C.
Matéria: LãDimensões (cm): altura: 58;
Descrição: Saia de fazenda de lã creme. É inteira,
uma só roda, e afeiçoa à cintura por meio de pregas apenas armadas no cós que é
guarnecido com fita de seda formando debrum. A orla termina em recortes ou
"bicos" caseados a linha verde e no centro destes, raminhos bordados
à máquina.
Origem / Historial: Usa-se como saia interior, mas para usar no traje de
festa.![]() |
| Fig.8 |
Datação: 1976 d.C.
Matéria: Flanela de algodãoDimensões (cm): altura: 69;
Descrição: Saia de flanela cinzenta, inteira, com bicos debruados a fita de algodão cor-de-rosa.
Origem / Historial: Para usar no traje de trabalho
![]() |
| Fig.9 |
Datação: 1936 d.C.
Matéria: Tecido de algodão cinzento e branco.
Dimensões (cm): altura: 67;
Descrição: Saia inteira (uma só roda). Afeiçoa à
cintura por meio de pregas apenas armadas no cós que é guarnecido com uma tira
de pano cosida do direito da saia e virada para o avesso formando um debrum. A
orla termina em recortes ou "bicos" caseados a linha perlé lilás, com
"picot" em lã cor-de-rosa. No centro de cada "bico"
raminhos bordados em várias cores, a ponto cheio e pé-de-flor.
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| Fig.10 |
Datação: XX d.C.
Matéria: Tecido de lã (escocês); flanela de algodãoDimensões (cm): altura: 68;
Descrição: Saia "de baixo" do trajo de trabalho, com duas
rodas. A de cima é de flanela cinzenta e a de baixo é de escocês. Bainha
forrada de flanela cinzenta. Os "bicos" são debruados a fita de
algodão colorida (verde).
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| Fig.11 |
Datação: XX d.C.
Matéria: Flanela de algodãoDimensões (cm): altura: 73;
Descrição: Saia de flanela cor-de-rosa e amarela. É
"inteira"(uma só roda). Afeiçoa à cintura por meio de pregas apenas
armadas no cós que é guarnecido com uma fita de seda (ciré). A orla termina em
recortes ou "bicos" caseados a linha perlé azul.
Origem / Historial: É usada no trajo de festa.![]() |
| Fig.12 |
Datação: XX d.C.
Matéria: Flanela de algodãoDimensões (cm): altura: 76;
Descrição: Saia de flanela bege com motivos
decorativos grenás e verde. É "inteira" (uma só roda). Afeiçoa à
cintura por meio de pregas apenas armadas no cós que é guarnecido por uma fita
de seda (ciré). A orla termina em recortes ou "bicos" caseados a
linha perlé vermelha.
Origem / Historial: Para usar no trajo de festa.sexta-feira, julho 24, 2015
VÉU DE NOIVA - MINHO
Véu
de noiva de forma quadrada, está decorado com bordado manual sobre os lados,
que se distribui de modo desigual. O véu que se colocava na cabeça dobrado a
meio, formava uma ponta que caia sobre as costas. Era este ângulo do véu que
merecia mais atenção da bordadeira, escolhendo os motivos maiores para a barra
e para a bissetiz deste ângulo. Nos restantes lados e sobre as outras bissetizes,
os motivos são mais pequenos e executados com menos cuidado. Todo o centro
apresenta pequenos motivos florais semeados. Pontos do bordado: passagem, ponto
adiante e recorte. Motivos: flores, folhas, vaso com flores e motivos
geométricos, zig-zag e semicírculos.
Datação: Séc XX (?)
Matéria: Algodão
Técnica: Tule mecânico
Dimensões (cm): altura: 80; largura: 80;
Fonte: Museu de Arte Popular
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