Mais
uma vez com a ajuda do João Pedro Guardado e da sua vasta coleção recriamos
dois trajes de festas utilizados pelas nazarenas nos anos 40/50 do sec xx.
segunda-feira, junho 20, 2016
terça-feira, março 15, 2016
TRAJES DE PEIXEIRA E PESCADOR DE ÁGUEDA
Traje usado pelas mulheres da zona, na venda do peixe da
Pateira no mercado de Águeda.
Características: saia e blusa de chita estampada, lenço de
algodão bordado nas pontas, avental de chita a contrastar com a saia, faixa
preta de algodão, chapéu pequeno coberto de veludo com laço de algodão,
tamancas ou chinelas sem meias.
TRAJE DE PESCADOR
Traje usado pelos homens da Pateira, na labuta da pesca,
apanha do moliço e ceifa do gramão.
Características: ceroulas e camisa de flanela de diferentes
cores, sendo a camisa de desenhos com quadrados estampados e de cor quase mais
garrida do que as ceroulas, camiseta de flanela lisa mas também de cor a
contrastar, faixa de algodão preta, carapuça de lã preta, meias grossas e
tamancos.
Fonte: Câmara Municipal de Águeda
segunda-feira, março 14, 2016
TRAJE DE SARDINHEIRA, ÁGUEDA
Traje de trabalho usado pelas
mulheres do Bairro do Barril, situado junto ao cais das Laranjeiras, na vila de
Águeda – bairro dos barqueiros, pescadores, sardinheiras, etc. que viviam da
faina do rio.
Características: saia de lã,
tecida em tear manual, saiote de cor, saiote branco, blusa de algodão de cor,
colete de estopa debruado com pano de algodão geralmente chita de cor e
apertado por cordões, lenço de peito de algodão, avental de lã, tecido em tear
manual caseiro e tamanquinhas.
terça-feira, janeiro 05, 2016
segunda-feira, dezembro 28, 2015
Namoro ao Casamento
Do Namoro ao Casamento foi uma representação etnográfican apresentada pelo Rancho Folclórico do Bairro de Santarém, Graínho e Fontainhas, retratando costumes de outros tempos.
quinta-feira, dezembro 10, 2015
Da Matéria aos Usos: Malhas de Lã da Póvoa de Varzim
No Museu Nacional de Etnologia foi
inaugurada no passado dia 5 de Dezembro uma pequena mostra chamada «Da Matéria
aos Usos: Malhas de Lã da Póvoa de Varzim».
Realizada no âmbito do workshop Malhas
da Pesca, esta mostra dá a conhecer a tecnologia têxtil relacionada com o ciclo
da lã e uma seleção de peças de vestuário, relativas à confeção de malhas de lã
na comunidade piscatória da Póvoa de Varzim, nomeadamente as afamadas camisolas, bem como, um modelo
de pescador da coleção criada por Thomas de Mello e da Dalila Braga.
Situadas no cruzamento dos dois
setores mais expressivos das práticas produtivas tradicionais em Portugal, o da
atividade agro-pastoril e o da atividade piscatória, estas peças são também
testemunhos da função identitária do traje regional. É o caso da camisola do
pescador da Póvoa, caída em desuso em finais do séc. XIX, recuperada na década
de 1930 como símbolo da cultura poveira, no âmbito de processos de recriação
“etnográfica” e de promoção folclórica, e cuja produção subsiste hoje
principalmente em função do mercado turístico.
Para além das peças de vestuário e de
tecnologia têxtil, provenientes das coleções do Museu Nacional de Etnologia e
do Museu de Arte Popular, a mostra é complementada com alguns exemplares da
vasta documentação fotográfica produzida entre as décadas de 1940 e 1980 pelo
Centro de Estudos de Etnologia sobre a produção têxtil em Portugal.
sexta-feira, dezembro 04, 2015
TRAJES DE TRABALHO MASCULINO - TRÁS-OS-MONTES
Trajes
de trabalho masculino
Camisas de Linho
Coletes de burel castanho/ Costas (parte de trás) de estopaCalças de Burel
Calções de Alçapão de Burel
Meias de lã/ algodão
Chapéu/ Boina Vasca
Fonte: Rui Magalhães
Trás-os-Montes - contextualização histórica e cultural;
Caretos de Podence; Miranda do Douro; A Coroça; Trajo Feminino de Miranda do Douro; AS ALGIBEIRAS NO TRAJE POPULAR II; Capa de Honra de Miranda do Douro;
Traje de Festa de Rio de Onor – Bragança; Trajes Femininos de ir á missa -Nordeste Transmontano; Trajes de Festa – Nordeste Transmontano; Saiote (Saia dedentro ou Saia exterior em ocasiões festivas) – Trás-os-Montes;
quarta-feira, novembro 25, 2015
COLÓQUIO SOBRE O TRAJAR – GERALDES
No passado dia 21 de Novembro
realizou-se em Geraldes (Peniche) um animado colóquio sobre “O Trajar”
organizado pelo Rancho Folclórico de Geraldes.
A par do colóquio foi possível admirar
uma pequena, mas abrangente, exposição de um conjunto de trajes do grupo, do
qual destaco, por gosto pessoal, o vestuário infantil.
A mesa foi constituída por
Ricardo Gomes (coordenador do Rancho Folclórico de Geraldes), José Vaz (CTR da
Alta Estremadura) e Maria Emília Francisco.
| Maria Emília Francisco, José Vaz e Ricardo Gomes |
Ricardo Gomes retratou a importância
geográfica, social e económica do Concelho de Peniche. Abordou ainda temas como
a migração de povos de regiões próximas e longínquas, as trocas comerciais
entre Lisboa, Peniche e Caldas da Rainha, e a importância do Círio da Merceana.
Maria Emília Francisco começou
por apresentar alguns conceitos sobre folclore, a missão dos grupos folclóricos
e a importância da qualidade da representação.
Quanto ao traje, considerou-o o
bilhete de identidade do seu portador, já que o identifica no espaço socioeconómico
da época em que viveu.
Realçou o trabalho de recolha,
chamando a atenção para as recolhas fotográficas e o cuidado a ter na sua
análise.
Abordou ainda outras temáticas,
como a caracterização do traje relativamente à função, os materiais utilizados
e a forma correta de representação do traje, propondo a eliminação das
alterações introduzidas a gosto moderno.
O estudo do folclore deve estar
integrado com outras ciências, nomeadamente, a história, a geografia, a
sociologia, a antropologia, etc., já que este é um museu vivo de partilha de
saberes.
A grande participação do público
no período de questões demonstrou o interesse do tema escolhido pela
organização.
quinta-feira, novembro 19, 2015
terça-feira, novembro 17, 2015
MANEIRAS DE USAR O LENÇO NA NAZARÉ
Com a colaboração do João Pedro
Guardado publico um conjunto de fotografias exemplificativas das diversas formas
de usar o lenço (cachené) na Nazaré.
Como podem observar, estas
maneiras de atar o lenço são comuns à região limítrofe e a outras, embora
existam trejeitos locais fruto da necessidade ou gosto das mulheres.
O importante é perceber que a cada
uma destas formas de amarrar o lenço corresponde um momento próprio, quer no
trabalho diário na praia ou venda do pescado, quer nos dias de festa e devoção,
e é fácil perceber essa diferença, basta uma análise atenta das imagens.
sexta-feira, novembro 06, 2015
O Gabão Bairradino - Águeda
O gabão é uma remota vestimenta,
presumivelmente oriunda dos varinos de raça pelasgia (do norte da Grécia) que
vieram fundar povoados à foz do Vouga e que foi conhecida e usada pelos romanos
como o comprova o facto de se encontrar esculpida na Coluna do Trajano em Roma,
no ano 112 da nossa era – uma figura vestida com um manto especial a que não
falta capuz e parece ter romeira.
O Gabão – mistura feliz de veste
monástica e de traje civil medieval, a capa com mangas e capuz, usada durante
toda a Idade Média em todos os países da Europa e também em Portugal.
É uma peça de grande carácter que durante
muitos longos anos foi usada por pobres remediados. Nasceu na Ria de Aveiro, na
terra dos varinos, isto é, na terra das gentes da beira mar.
O Gabão é uma capa bastante ampla e
rodada, descendo quase até aos tornozelos, com farta romeira ou cabeção curto e
recortado, mangas largas e capuz em bico. É aberto à frente de alto a baixo, é
aconchegado ao pescoço por um colchete terminando por uma cadeia, ou por um
alamar, ambos em metal ou às vezes de prata.
Pode apresentar-se forrado de
castorina, beata ou mesmo seda. De cor castanha, feito de surrobeco ou burel (
o gabão de trabalho) é o mais característico das gentes do bairro piscatório da
beira-mar em Aveiro ou dos trabalhadores de toda a Bairrada.
De cor preta feito em boa fazenda de
lã acetinada ou merino ( o gabão dos ricos) era usado pelos janotas de todas as
regiões, onde constituía um elegante agasalho. Entre os habitantes que viviam
nas cercanias da Ria de Aveiro se conta o "Aguedense" mais barqueiro
do que pescador e mais agricultor que barqueiro, mas em todos eles o traje é
muito semelhante: - os homens usam o gabão comprido até aos pés com mangas e
capuz, peça de grande caracter que tendo irradiado da região da Ria para todo o
país, teve extraordinária difusão, cerca do ano de 1900.
segunda-feira, novembro 02, 2015
TRAJE DE FESTA E DE COTIO – TRÁS-OS-MONTES
Traje
de Festa
Lenço de lã estampado com franjasCamisa de linho
Colete/ Justilho de brocado de seda preto
Faixa de Lã vermelha (dentro do colete) envolvendo o busto
Saiote de linho (enáguas)
Saia (Saiote) de baeta rosa escuro com fitas de veludo
Sapatos pretos
Brincos de ouro – Brincos de Fuso
Colar de contas filigranadas de ouro com cruz de ouro
Traje
de Cotio (uso cotidiano)
Lenço de lã estampadoCamisa de linho
Colete/Justilho de linho
Faixa de Lã vermelha (dentro do colete) envolvendo o busto
Saiote de linho (enáguas)
Saiote amarelo de baeta com bordados em lã
Saia de fora de pano de lã preta
Avental (Mandil) de burel castanho
Meias de lã
Botas de pele de borrego
Colar de contas de azeviche preto
Fonte: Rui Magalhães
Outros artigos relacionados:
Trás-os-Montes - contextualização histórica e cultural;
Caretos de Podence; Miranda do Douro; A Coroça; Trajo Feminino de Miranda doDouro; AS ALGIBEIRAS NO TRAJE POPULAR II; Capa de Honra de Miranda do Douro;
Traje de Festa de Rio de Onor – Bragança; Trajes Femininos de ir á missa -Nordeste Transmontano; Trajes de Festa – Nordeste Transmontano; Saiote(Saia de dentro ou Saia exterior em ocasiões festivas) – Trás-os-Montesquinta-feira, outubro 29, 2015
Saiote (Saia de dentro ou Saia exterior em ocasiões festivas) – Trás-os-Montes
O
saiote constituía uma das peças do trajar da mulher de Trás-os-Montes. É
diferente do que geralmente se conhece como saiote, ou seja uma saia branca
interior de linho ou algodão. A essa peça dá-se o nome em Trás-os-Montes de
“Enágua” que é uma saia interior branca, de linho, ou então a parte baixa das
camisas de linho femininas que antigamente chegavam ao joelho ou inclusive mais
abaixo.
O
saiote propriamente dito é uma saia igual à saia exterior, a diferença está em
que o dito saiote era sempre de cores garridas (vermelho, azul, verde, amarelo,
laranja etc..) e costumava ser exibido como saia de fora pelas raparigas jovens
principalmente em ocasiões festivas.
De
lã grossa, costumava ser feito de baeta ou burel tingido em casa e era
engalanado, quando servia para um dia de festa, com fitas de veludo, saragoça
preta picada (picado) ou bordados de lã.
Era
usada todo o ano, fosse inverno ou verão e uma das suas funções seria a de
realçar e aumentar as ancas femininas, padrão de beleza na época. Uma mulher
com posses usava além da enágua um, dois ou até mais saiotes de lã. Por cima
destes a saia de fora, de saragoça, estamenha ou burel geralmente de cores mais
escuras (preto ou roxo).
Fonte: Rui Magalhães
Outros artigos relacionados:
Trás-os-Montes - contextualizaçãohistórica e cultural; Caretos de Podence; Miranda do Douro; A Coroça; TrajoFeminino de Miranda do Douro; AS ALGIBEIRAS NO TRAJE POPULAR II; Capa de Honrade Miranda do Douro; Traje de Festa de Rio de Onor – Bragança; Trajes Femininosde ir á missa - Nordeste Transmontano; Trajes de Festa – NordesteTransmontano;
domingo, outubro 25, 2015
CAPUCHA DE CASTRO D’AIRE – BEIRA ALTA
Já neste blog publiquei alguns
artigos sobre a capucha. Trata-se de uma peça de vestuário para agasalho usada
tanto por mulheres como por homens das serranias deste a Beira Baixa a Trás-os-Montes
e Minho.
Recentemente juntei à minha
coleção esta capucha oriunda das fragas da Serra de Montemuro, concretamente do
concelho de Castro D’Aire (atualmente escreve-se Castro Daire), confecionada em
burel no início do sec. XX.
Trata-se de uma peça robusta, usada
e muito, sendo visível o desgaste da sua utilização recorrente nas tarefas do
dia-a-dia, a que se soma a idade e exposição aos elementos a que esteve sujeita.
É precisamente essa robustez que lhe conferiu a longevidade e permitiu que
chegasse aos nossos dias.
A diferença desta capucha as
demais existentes na região é o capelo de forma triangular (p.ex. o da Serra do
Caramulo é circular). Neste caso o desgaste do habitual transporte de cargas à
cabeça provocou um orifício de cerca de 3 cm de diâmetro, no entanto, para prolongar
a vida da capucha, a proprietária cozeu à mão um pedaço de burel do avesso do
capelo.
Ficam de seguida as imagens, que
valem mais que mil palavras.| Capelo do avesso |
![]() |
| Dimensões da capucha |
![]() |
| Dimensões do capelo |
Outros artigos relacionados:
Capucha do Caramulo; A Capucha; Capucha – Beira Interior; BeiraInterior; Costumes do Minho: Mulher de Castro Laboreiro e o Jangadeiro; sábado, outubro 17, 2015
Traje de trabalho da Nazaré
A pesquisa e reconstituição dos nossos trajes regionais é
uma atividade que tem cativado cada vez mais pessoas, muitos deles jovens.
É o trabalho de um destes jovens que aqui mostro.
João Pedro Guardado, um jovem nazareno de 22 anos, tem o prazer
de não só recolher peças antigas como também de recriar velhos modelos.
As imagens seguintes recriam um trajo de trabalho feminino nazareno,
misturado peças originais com recriações numa simbiose perfeita e de elevado
interesse etnográfico.
Bem hajas João Pedro!quinta-feira, outubro 15, 2015
sexta-feira, outubro 09, 2015
MORANGEIRAS NO MERCADO DO PORTO
Enaltecendo as esbeltas e airosas mulheres do Minho
que vendiam os famosos morangos do Porto, o semanário ilustrado Archivo Pittoresco
(1857-1868), em 1861, publica um artigo em que faz diversas alusões à riqueza
do trajar das mulheres dessa região.
Considerando as características do texto, preferi
publicá-lo na sua forma original, já que ao transcreve-lo para português atual
iria perder certamente muita da sua informação.
A imagem é baseada num desenho de Nogueira da Silva
quarta-feira, outubro 07, 2015
PEIXE ÀS DUAS de Fernando Ybarra
PEIXE ÁS DUAS do Nazareno Fernando Ybarra
Pequeno sketch teatral levado à cena pelo Grupo Etnográfico de Danças e Cantares da Nazaré no Centro Cultural da Nazaré
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