quinta-feira, dezembro 28, 2017

CONVERSAS NO MUSEU – “Vestir por fora, vestir por dentro”


O Museu de História e Etnologia da Terra da Maia tem por vocação propiciar localmente o acesso à informação e à construção do conhecimento, Sensível aos estímulos da população maiata e à diversidade cultural.

 O Museu de História e Etnologia da Terra da Maia e, a sua vertente etnográfica e etnológica, estão vocacionados para a investigação e divulgação dos aspetos referentes à vida rural do concelho da Maia e, na sua vertente histórica, Investigar e divulgar a vivência das suas gentes num espaço territorial que é a “Terra da Maia”, a sua antiguidade como unidade sócio cultural e geográfica.

 Assim sendo, com estas “Conversas no Museu”, pretende-se dar continuidade ao que vem sendo feito, com amostragem das tipologias existentes no TRAJE – “Vestir por fora, vestir por dentro”, conservação preventiva e acondicionamento dos Bens Culturais em análise, assim como a tipologia de tecidos existentes na época (séc. XIX e meados do séc. XX), permitindo desta forma o alargar do conhecimento a todos quantos queiram apreender.

 Contamos com a presença de 3 estudiosos da área das Ciências Sociais e da História, para troca de conhecimentos adquiridos, de forma a contribuírem para o melhor entendimento sobre o passado em comunhão com o presente, e o respeito pelos ensinamentos que nos legaram de geração em geração, sobre a presença de um Povo, nesta imensa que é a Terra da Maia.

 

CONVERSAS NO MUSEU – “Vestir por fora, vestir por dentro”

Sábado, 27 de janeiro, pelas 14h30

Oradores:

Dr. Daniel Café.

 Dr. Ludgero Marques

Arq.º Gil Raro


Quinta da Gruta/Museu de História e Etnologia da Terra da Maia

Centro Histórico do Castêlo da Maia

Entrada livre
 

quinta-feira, dezembro 14, 2017

Vestes d'Antanho em Atouguia da Baleia


Colóquio “Memórias do Povo”


Colóquio “Memórias do Povo”, inicialmente agendado para o dia 8 de Outubro, realizou-se no passado dia 25 de Novembro, com a presença de numeroso público.

Foram apresentados trabalhos bastante interessantes e o público respondeu positivamente e muito participativo.

Os trabalhos foram moderados por Joaquim Pinto (Presidente da Associação do Distrito de Lisboa para a Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa) e foram efetuadas as seguintes apresentações:

Xaile - Memória dos afetos - Carlos Alves Cardoso

(Rancho Folclórico Os Rancheiros de Vila Fria)

Do trajar e do vestir do Alto Minho Interior - José Artur Brito

(Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega)

Gentes do Mar - Ricardo Gomes

(Rancho Folclórico de Geraldes)

O Traje, a Recolha, os Erros - Virgílio Reis

(Grupo de Folclore As Lavadeiras da Ribeira da Lage)

Para encerrar a organização do Grupo Cultural de Vila Fria brindou a todos os presentes um Carcavelos de Honra, dando a degustar este magnifico vinho generoso.
José Artur Brito, Ricardo Gomes, Joaquim Pinto, Carlos Cardoso e Virgílio Reis

terça-feira, outubro 03, 2017

Colóquio “Memórias do Povo"


No próximo dia 8 de Outubro vai decorrer o Colóquio “Memórias do Povo”, subordinado ao tema "Trajes de Antanho", organizado pelo Grupo Cultural de Vila Fria, que decorrerá na sede desta associação, sita na Rua Carlos Paião, nº 23, em Vila Fria (Oeiras).

Programa

15:00h – Sessão de Abertura

15:30h – Inicio dos trabalhos (3 oradores)

16:30h – Intervalo

16:45h – Inicio dos trabalhos (2 oradores)

17:30h – Debate

18:00h – Sessão de Encerramento

 

Serão oradores convidados:

Carlos Cardoso – Rancho Folclórico Os Rancheiros de Vila Fria

Carlos Santana – Rancho Folclórico da Golegã

José Brito – Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega

Ricardo Gomes – Rancho Folclórico de Geraldes

Virgílio Reis – Grupo de Folclore As Lavadeiras da Ribeira da Lage

Mediador:

Joaquim Pinto – Presidente da Associação do Distrito de Lisboa para a Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa

 

Inscrições e informações através do mail: grupoculturaldevilafria@gmail.com





quarta-feira, julho 12, 2017

Desfile do Traje Popular Português


A Federação de Folclore Português anunciou que o XXII Desfile do Trajo Popular Português decorrerá no dia 16 de Setembro em Abrantes



quinta-feira, março 23, 2017

Costumes do Minho

Fonte: Centro Português de Fotografia


Ancora - Banheira

Ancora - Moça de lavoura

Meadela - Camponesa

Perre - Moço da lavoura

Viana - Mulher de mantilha

Âncora - Camponesa

quinta-feira, março 09, 2017

CHAPÉU CORDOVÊS


Quando analisamos fotografias do inicio do sec.XX, sobretudo referentes às regiões do Ribatejo e Alentejo, surge de vez em quando um chapéu masculino diferente dos demais.

Distingue-se pela forma cónica, alta e plana da copa, já que, normalmente, esta é circular e côncava, não excedendo não excedendo os 10 cm.

Este é conhecido como Chapéus Cordovês.

Cordovês por ser originário da cidade de Córdoba, em Espanha, onde ainda hoje é fabricado.

Diz-se, que começou a ser usado pelas pessoas que realizaram o trabalho de jornaleiro. Já que no campo estavam expostos tanto ao sol como à chuva e precisavam de um chapéu mais resistente que o de palha. Sem dúvida a ideia era clara, precisavam de um chapéu mais rígido, e não se deformasse com o tempo.

As características deste chapéu popular são: fabricado em feltro, aba larga e plana, e uma copa alta ligeiramente cónica e geralmente pretos.

Este chapéu tornou-se popular em Espanha por influência de vários Cordoveses, nomeadamente ligados à tauromaquia como o rejoneador Antonio Cañero (1885-1952) e o toureiro Manolete (1917-1947), ambos muito conhecidos e aplaudidos em Portugal.

É talvez por esta via que podemos explicar o seu surgimento em Portugal e disseminação por regiões com maiores tradições taurinas.

Por ser um produto de importação (não fabricado localmente) seria naturalmente mais caro que os comuns, dai a sua utilização sobretudo com trajes de festa/domingueiros, motivo também pelo qual não se verificou uma ampla propagação entre os homens destas regiões, sendo assim uma peça que apenas alguns poderiam comprar e usar.

São vários os exemplos a tive acesso, nomeadamente na Glória do Ribatejo (Rancho Folclórico da Casa do Povo de Glória do Ribatejo) ou Serpa, onde o Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento desde sempre se apresentou com eles.
Chapéus Cordovês



Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento - Casa do Alentejo-1950

Manolete (1917-1947)


Antonio Cañero (1885-1952)

Sarau na Casa do Alentejo - Lisboa - 1937



segunda-feira, outubro 24, 2016

Lenço de Lúcia



Eis mais uma relíquia, não só por ser de uma das videntes de Fátima, Lúcia de Jesus, como pela idade que tem.
Trata-se de um meio lenço (terá sido usado assim, pois possui uma costura na diagonal) em seda lavrada branco, incompleto, que foi oferecido por Maria Rosa, mãe de Lúcia, à família Fontes Pereira de Mello.
Este lenço terá sido usado por Lúcia em 13 de Outubro de 1917, dia em que ocorreu o Milagre do Sol.
Encontra-se exposto na Igreja de São Domingos em Lisboa.




quinta-feira, setembro 29, 2016

Avental da Beata Jacinta


No momento em que decorrem 100 anos das aparições de Fátima encontram-se expostas no Santuário um conjunto de relíquias relacionadas com a história deste templo mariano.

Não podia deixar de fazer referência a uma peça de indumentária ai exposta. Um simples avental que pertenceu à Beata Jacinta.

Trata-se de uma peça de riscado, de fundo branco e listas castanhas. No fundo é adornado com um folho pregueado ao qual falta um pedaço e possui um pequeno bolso do lado direito, também ele pregueado.

Genericamente esta peça encontra-se em excelente estado de conservação.

Quanto à sua história. Efetivamente existem várias imagens em que se vê a beata Jacinta envergando este avental, sozinha ou acompanhada do irmão, Francisco, e da prima Lucia, ambas trajando de forma igual, ou seja, com blusas e aventais do mesmo tecido e de feitio.

Demonstra-se assim, que estes trajes foram confecionados propositadamente para as aparições públicas dos pastorinhos, existindo um cuidado no corte, ainda que ao gosto popular, mais embelezado e cuidado, contrastando até com outras imagens conhecidas, em que o traje é mais sóbrio e simples.




 

quinta-feira, agosto 11, 2016

sexta-feira, julho 15, 2016

Peniche em exposição


"Capas, xailes e outros agasalhos alcanenenses centenários"


Inaugura dia 23 de Julho, pela 16h00, na Biblioteca Municipal Dr. Carlos Nunes Ferreira em Alcanena a exposição "Capas, xailes e outros agasalhos alcanenenses centenários".

Trata-se de uma iniciativa do Rancho Folclórico de Gouxaria contando com o precioso apoio da Câmara Municipal de Alcanena.

A exposição estará patente até final de agosto, nos dias úteis entre as 10h00 às 18h00. Combinando com o Rancho Folclórico de Gouxaria é possível realizar uma visita guiada com esclarecimentos e explicações sobre a coleção/exposição.

Não percam mais esta rara oportunidade de apreciar, de perto, alguns dos tesouros pertencentes ao vasto espólio deste grupo e que raramente podem ser vistos.

Bem hajam!


segunda-feira, junho 20, 2016

Traje de Festa – Nazaré

Mais uma vez com a ajuda do João Pedro Guardado e da sua vasta coleção recriamos dois trajes de festas utilizados pelas nazarenas nos anos 40/50 do sec xx.













terça-feira, março 15, 2016

TRAJES DE PEIXEIRA E PESCADOR DE ÁGUEDA


TRAJE DA PEIXEIRA

Traje usado pelas mulheres da zona, na venda do peixe da Pateira no mercado de Águeda.
Características: saia e blusa de chita estampada, lenço de algodão bordado nas pontas, avental de chita a contrastar com a saia, faixa preta de algodão, chapéu pequeno coberto de veludo com laço de algodão, tamancas ou chinelas sem meias.

  


TRAJE DE PESCADOR
Traje usado pelos homens da Pateira, na labuta da pesca, apanha do moliço e ceifa do gramão.
Características: ceroulas e camisa de flanela de diferentes cores, sendo a camisa de desenhos com quadrados estampados e de cor quase mais garrida do que as ceroulas, camiseta de flanela lisa mas também de cor a contrastar, faixa de algodão preta, carapuça de lã preta, meias grossas e tamancos.

Fonte: Câmara Municipal de Águeda

segunda-feira, março 14, 2016

TRAJE DE SARDINHEIRA, ÁGUEDA


Traje de trabalho usado pelas mulheres do Bairro do Barril, situado junto ao cais das Laranjeiras, na vila de Águeda – bairro dos barqueiros, pescadores, sardinheiras, etc. que viviam da faina do rio.
Características: saia de lã, tecida em tear manual, saiote de cor, saiote branco, blusa de algodão de cor, colete de estopa debruado com pano de algodão geralmente chita de cor e apertado por cordões, lenço de peito de algodão, avental de lã, tecido em tear manual caseiro e tamanquinhas.

segunda-feira, dezembro 28, 2015

Namoro ao Casamento

Do Namoro ao Casamento foi uma representação etnográfican apresentada pelo Rancho Folclórico do Bairro de Santarém, Graínho e Fontainhas, retratando costumes de outros tempos.

quinta-feira, dezembro 10, 2015

Da Matéria aos Usos: Malhas de Lã da Póvoa de Varzim

No Museu Nacional de Etnologia foi inaugurada no passado dia 5 de Dezembro uma pequena mostra chamada «Da Matéria aos Usos: Malhas de Lã da Póvoa de Varzim».
 

Realizada no âmbito do workshop Malhas da Pesca, esta mostra dá a conhecer a tecnologia têxtil relacionada com o ciclo da lã e uma seleção de peças de vestuário, relativas à confeção de malhas de lã na comunidade piscatória da Póvoa de Varzim, nomeadamente as afamadas camisolas, bem como, um modelo de pescador da coleção criada por Thomas de Mello e da Dalila Braga.

Situadas no cruzamento dos dois setores mais expressivos das práticas produtivas tradicionais em Portugal, o da atividade agro-pastoril e o da atividade piscatória, estas peças são também testemunhos da função identitária do traje regional. É o caso da camisola do pescador da Póvoa, caída em desuso em finais do séc. XIX, recuperada na década de 1930 como símbolo da cultura poveira, no âmbito de processos de recriação “etnográfica” e de promoção folclórica, e cuja produção subsiste hoje principalmente em função do mercado turístico.
 
Para além das peças de vestuário e de tecnologia têxtil, provenientes das coleções do Museu Nacional de Etnologia e do Museu de Arte Popular, a mostra é complementada com alguns exemplares da vasta documentação fotográfica produzida entre as décadas de 1940 e 1980 pelo Centro de Estudos de Etnologia sobre a produção têxtil em Portugal.

quarta-feira, novembro 25, 2015

COLÓQUIO SOBRE O TRAJAR – GERALDES

No passado dia 21 de Novembro realizou-se em Geraldes (Peniche) um animado colóquio sobre “O Trajar” organizado pelo Rancho Folclórico de Geraldes.
A par do colóquio foi possível admirar uma pequena, mas abrangente, exposição de um conjunto de trajes do grupo, do qual destaco, por gosto pessoal, o vestuário infantil.
A mesa foi constituída por Ricardo Gomes (coordenador do Rancho Folclórico de Geraldes), José Vaz (CTR da Alta Estremadura) e Maria Emília Francisco.
Maria Emília Francisco, José Vaz e Ricardo Gomes
José Vaz efetuou um resumo histórico da criação da Federação do Folclore Português, a sua estrutura orgânica e o papel dos Conselhos Técnicos Regionais (CTR) no apoio ao trabalho desenvolvido pelos ranchos folclóricos.
Ricardo Gomes retratou a importância geográfica, social e económica do Concelho de Peniche. Abordou ainda temas como a migração de povos de regiões próximas e longínquas, as trocas comerciais entre Lisboa, Peniche e Caldas da Rainha, e a importância do Círio da Merceana.
Maria Emília Francisco começou por apresentar alguns conceitos sobre folclore, a missão dos grupos folclóricos e a importância da qualidade da representação.
Quanto ao traje, considerou-o o bilhete de identidade do seu portador, já que o identifica no espaço socioeconómico da época em que viveu.
Realçou o trabalho de recolha, chamando a atenção para as recolhas fotográficas e o cuidado a ter na sua análise.
Abordou ainda outras temáticas, como a caracterização do traje relativamente à função, os materiais utilizados e a forma correta de representação do traje, propondo a eliminação das alterações introduzidas a gosto moderno.
O estudo do folclore deve estar integrado com outras ciências, nomeadamente, a história, a geografia, a sociologia, a antropologia, etc., já que este é um museu vivo de partilha de saberes.
A grande participação do público no período de questões demonstrou o interesse do tema escolhido pela organização.
Bem hajam!