Marques,
José Joaquim Ferreira
A importância do vestuário para a
“Humanidade” data do tempo da “Antiguidade”, representando um símbolo da sua
condição social.
O
Povo nunca teve acesso à moda, o traje popular era simples como simples era o
Povo. O traje diferente de terra para terra, e de região para região, adquiriu
carácter conservando algumas formas típicas, de tempos mais remotos e das
civilizações que anteriormente à monarquia imperaram na Península.
A
indústria Têxtil e de confecção está directamente ligada a três inventos:
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A máquina de fiar, roca e fuso (fig.1).
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O tear (fig.2).
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| Fig. 1 |
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| Fig. 2 |
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| Fig. 3 |
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| Fig. 4 |
O vestuário, era confeccionado em
oficinas de alfaiates, modistas (mestras), costureiras e pelas mulheres que
sabiam “dar uns pontos”, (fig.4) reposição pelo Rancho Folclórico e Etnográfico
de Alviobeira – Tomar, que depois de um dia árduo de trabalho, ainda tinham
algum tempo para cuidar da sua roupa, da do marido e filhos.
O
espartilho peça individual de estrutura rígida, quando apareceu era
confeccionado por alfaiates, a partir de 1820 passou a ser produzido nas
fábricas. Descendente do corpete do século XV, foi das peças de roupa de baixo
que mais intimidade teve com a história da mulher.
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Foi a partir do
século XIV, que nos homens e mulheres surgiu a preocupação em dar forma à
porção central do corpo, para isso usavam faixas apertadas em volta do corpo. Até
à Idade Média, as mulheres usavam corselets (fig.5) para sustentarem os seios.
Era uma espécie de colete justo por cima da camisa, atado por cordões pouco
apertados, que a mulher do povo amarrava à frente, ao contrário do corpete da
aristocracia, amarrado atrás e que exigia o auxílio de empregados.
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| Fig. 5 |
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| Fig. 6 |
Com o passar do tempo, surge em Inglaterra em 1886 uma armação de arame (fig.7) e seda, com o intuito de beneficiar os seios semelhante a um passador de chá.




















