sexta-feira, julho 06, 2018

Mostruário de brincos de ouro


A imagem retrata é um mostruário de brincos de ouro de fabrico nacional usados no início do sec.XX

sexta-feira, junho 29, 2018

Círio de Nª Srª da Vitória - Nazaré


O Círio de Nossa Senhora da Vitória celebra-se anualmente na Quinta-Feira da Ascensão e envolve toda a comunidade. Segundo a tradição ancestral, faz o percurso do Santuário de Nossa Senhora da Nazaré em direção à Capela de Nossa Senhora da Vitória, em Paredes (concelho de Alcobaça), evocando a pequena comunidade piscatória que aí residia e que, no século XVI, pelo avanço das areias do mar, se refugiou na Pederneira e Famalicão, atualmente pertencentes ao concelho da Nazaré.

Sendo o único que parte do Santuário da Nazaré, este círio é organizado de juiz em juiz, para prestar o reconhecimento pela proteção sagrada aos "homens do mar". O colorido dos trajes, a imponência dos cavalos, o ritmo da música, a genuinidade das loas, os acampamentos, os bailes e almoços no areal, transformam o Círio de Nossa Senhora da Vitória num dos maiores espetáculos da cultura nazarena que, através dos séculos, tem mobilizado as gentes locais para uma experiência cumpridora de um rigoroso ritual, onde a devoção serve de pretexto para a festa e o convívio popular.
 
 

As fotografias a preto e branco desta festividade religiosa são da autoria de Álvaro Laborinho e reportam-se a 1914. No terreiro do Sítio, e enquadrado pela fachada principal do Santuário de Nossa Senhora da Nazaré em que se evidenciam as torres sineiras, encontra-se um aglomerado de pessoas montadas em cavalos e burros ornamentados com mantas e flores. Um dos homens segura uma bandeira. Destaca-se o rapaz em primeiro plano, com um estandarte e usando traje de "anjo", capa e coroa florida. A maioria dos romeiros usa chapéu ou boné.



Este guião foi realizado para o Círio de 1959, por Irene Maurício, costureira com quem Lídio Maurício viria a casar. Ambos foram juízes nesse ano.
Fonte: Museu Dr. Joaquim Manso



Fiadeiras - Minho

Jovens fiadeiras da zona do Minho, Biel 1900

terça-feira, março 20, 2018

OS QUE A FOME ESCORRAÇA (EM FATO DOMINGUEIRO)


As convulsões políticas, económicas e sociais do final do sec.XIX e do sec.XX levaram milhões de portugueses à emigração, numa diáspora que os espalhou pelo mundo.

Um desses destinos foi o Havai (antigas ilhas Sandwich), onde em 1914 residiam 25 mil portugueses, sobretudo provenientes das ilhas dos Açores e Madeira, trabalhando arduamente nos campos de cana-de-açúcar, agricultura e comercio. Note-se, que o famosos ukelele, mais não é que o nosso cavaquinho levado madeirense João Fernandes e que terá difundido pelos nativos dessas ilhas do pacifico.

Em 1911, a revista Ilustração Portuguesa dá notícia da partida de um milhar de alentejanos oriundos das serranias de Serpa e que rumaram ao Havai, aliciados por engajadores com promessas do paraíso na terra.

Para o objeto deste blog interessa sobretudo a qualidade das imagens e a fonte etnográfica que estas representam, por mostrarem um povo que deixa para trás tudo o que possui (muito pouco) e conhece e parte ao desconhecido, carregando os parcos pertences mas envergando as suas melhores roupas. Na realidade, as imagens retratam homens, mulheres e crianças nos seus trajos domingueiros, como quem vai para uma festa, pois para a maioria, esta terá sido a 1ª e única viagem.

Fica o registo fotográfico.







 

sábado, março 10, 2018

II Encontro "Falando de Etnografia" em Peniche

Iniciativa organizada pelo Município de Peniche , a Associação Folclorica da Região de Leiria e Alta Estremadura e o Rancho Folclórico de Geraldes. Uma actividade para engrandecer os conhecimentos dos folcloristas do nosso concelho. Certamente irá valer a pena!

(pormenor do fundo do cartaz: xaile recolhido em Geraldes pelo RFG)

segunda-feira, fevereiro 12, 2018

domingo, janeiro 28, 2018

Trajes de Noiva I - Monsanto


O Casamento é um evento especial na vida de qualquer homem ou mulher, para além de todo o seu significado social, é sobretudo um dia de festa e o traje reflete esse momento de alegria.
Ao contrário de hoje, no final do sec. XIX, entre a classe popular não se casava de branco, o negro era sinónimo de sobriedade, nobreza, solenidade e como tal a cor predominante nestes e noutros momentos especiais da vida.
A imagem que vos trago hoje é o da noiva de Monsanto “a aldeia mais portuguesa de Portugal”, concelho de Idanha-a-Nova.
Destaca-se pelo uso da mantilha sobre a cabeça, também coberta por um veu ou lenço de seda, esse sim, branco.
Fotografia tirada na escadaria da Câmara Municipal de Castelo Branco. Em primeiro plano quatro mulheres vestidas com trajes regionais. O traje de noiva é o segundo.
Enquanto traje, pouco difere do de uso domingueiro das mulheres desta região


Trajes da Aldeia de Monsanto / Foto de Orlando Rego


segunda-feira, janeiro 08, 2018

quinta-feira, dezembro 28, 2017

CONVERSAS NO MUSEU – “Vestir por fora, vestir por dentro”


O Museu de História e Etnologia da Terra da Maia tem por vocação propiciar localmente o acesso à informação e à construção do conhecimento, Sensível aos estímulos da população maiata e à diversidade cultural.

 O Museu de História e Etnologia da Terra da Maia e, a sua vertente etnográfica e etnológica, estão vocacionados para a investigação e divulgação dos aspetos referentes à vida rural do concelho da Maia e, na sua vertente histórica, Investigar e divulgar a vivência das suas gentes num espaço territorial que é a “Terra da Maia”, a sua antiguidade como unidade sócio cultural e geográfica.

 Assim sendo, com estas “Conversas no Museu”, pretende-se dar continuidade ao que vem sendo feito, com amostragem das tipologias existentes no TRAJE – “Vestir por fora, vestir por dentro”, conservação preventiva e acondicionamento dos Bens Culturais em análise, assim como a tipologia de tecidos existentes na época (séc. XIX e meados do séc. XX), permitindo desta forma o alargar do conhecimento a todos quantos queiram apreender.

 Contamos com a presença de 3 estudiosos da área das Ciências Sociais e da História, para troca de conhecimentos adquiridos, de forma a contribuírem para o melhor entendimento sobre o passado em comunhão com o presente, e o respeito pelos ensinamentos que nos legaram de geração em geração, sobre a presença de um Povo, nesta imensa que é a Terra da Maia.

 

CONVERSAS NO MUSEU – “Vestir por fora, vestir por dentro”

Sábado, 27 de janeiro, pelas 14h30

Oradores:

Dr. Daniel Café.

 Dr. Ludgero Marques

Arq.º Gil Raro


Quinta da Gruta/Museu de História e Etnologia da Terra da Maia

Centro Histórico do Castêlo da Maia

Entrada livre
 

quinta-feira, dezembro 14, 2017

Vestes d'Antanho em Atouguia da Baleia


Colóquio “Memórias do Povo”


Colóquio “Memórias do Povo”, inicialmente agendado para o dia 8 de Outubro, realizou-se no passado dia 25 de Novembro, com a presença de numeroso público.

Foram apresentados trabalhos bastante interessantes e o público respondeu positivamente e muito participativo.

Os trabalhos foram moderados por Joaquim Pinto (Presidente da Associação do Distrito de Lisboa para a Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa) e foram efetuadas as seguintes apresentações:

Xaile - Memória dos afetos - Carlos Alves Cardoso

(Rancho Folclórico Os Rancheiros de Vila Fria)

Do trajar e do vestir do Alto Minho Interior - José Artur Brito

(Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega)

Gentes do Mar - Ricardo Gomes

(Rancho Folclórico de Geraldes)

O Traje, a Recolha, os Erros - Virgílio Reis

(Grupo de Folclore As Lavadeiras da Ribeira da Lage)

Para encerrar a organização do Grupo Cultural de Vila Fria brindou a todos os presentes um Carcavelos de Honra, dando a degustar este magnifico vinho generoso.
José Artur Brito, Ricardo Gomes, Joaquim Pinto, Carlos Cardoso e Virgílio Reis

terça-feira, outubro 03, 2017

Colóquio “Memórias do Povo"


No próximo dia 8 de Outubro vai decorrer o Colóquio “Memórias do Povo”, subordinado ao tema "Trajes de Antanho", organizado pelo Grupo Cultural de Vila Fria, que decorrerá na sede desta associação, sita na Rua Carlos Paião, nº 23, em Vila Fria (Oeiras).

Programa

15:00h – Sessão de Abertura

15:30h – Inicio dos trabalhos (3 oradores)

16:30h – Intervalo

16:45h – Inicio dos trabalhos (2 oradores)

17:30h – Debate

18:00h – Sessão de Encerramento

 

Serão oradores convidados:

Carlos Cardoso – Rancho Folclórico Os Rancheiros de Vila Fria

Carlos Santana – Rancho Folclórico da Golegã

José Brito – Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega

Ricardo Gomes – Rancho Folclórico de Geraldes

Virgílio Reis – Grupo de Folclore As Lavadeiras da Ribeira da Lage

Mediador:

Joaquim Pinto – Presidente da Associação do Distrito de Lisboa para a Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa

 

Inscrições e informações através do mail: grupoculturaldevilafria@gmail.com





quarta-feira, julho 12, 2017

Desfile do Traje Popular Português


A Federação de Folclore Português anunciou que o XXII Desfile do Trajo Popular Português decorrerá no dia 16 de Setembro em Abrantes



quinta-feira, março 23, 2017

Costumes do Minho

Fonte: Centro Português de Fotografia


Ancora - Banheira

Ancora - Moça de lavoura

Meadela - Camponesa

Perre - Moço da lavoura

Viana - Mulher de mantilha

Âncora - Camponesa

quinta-feira, março 09, 2017

CHAPÉU CORDOVÊS


Quando analisamos fotografias do inicio do sec.XX, sobretudo referentes às regiões do Ribatejo e Alentejo, surge de vez em quando um chapéu masculino diferente dos demais.

Distingue-se pela forma cónica, alta e plana da copa, já que, normalmente, esta é circular e côncava, não excedendo não excedendo os 10 cm.

Este é conhecido como Chapéus Cordovês.

Cordovês por ser originário da cidade de Córdoba, em Espanha, onde ainda hoje é fabricado.

Diz-se, que começou a ser usado pelas pessoas que realizaram o trabalho de jornaleiro. Já que no campo estavam expostos tanto ao sol como à chuva e precisavam de um chapéu mais resistente que o de palha. Sem dúvida a ideia era clara, precisavam de um chapéu mais rígido, e não se deformasse com o tempo.

As características deste chapéu popular são: fabricado em feltro, aba larga e plana, e uma copa alta ligeiramente cónica e geralmente pretos.

Este chapéu tornou-se popular em Espanha por influência de vários Cordoveses, nomeadamente ligados à tauromaquia como o rejoneador Antonio Cañero (1885-1952) e o toureiro Manolete (1917-1947), ambos muito conhecidos e aplaudidos em Portugal.

É talvez por esta via que podemos explicar o seu surgimento em Portugal e disseminação por regiões com maiores tradições taurinas.

Por ser um produto de importação (não fabricado localmente) seria naturalmente mais caro que os comuns, dai a sua utilização sobretudo com trajes de festa/domingueiros, motivo também pelo qual não se verificou uma ampla propagação entre os homens destas regiões, sendo assim uma peça que apenas alguns poderiam comprar e usar.

São vários os exemplos a tive acesso, nomeadamente na Glória do Ribatejo (Rancho Folclórico da Casa do Povo de Glória do Ribatejo) ou Serpa, onde o Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento desde sempre se apresentou com eles.
Chapéus Cordovês



Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento - Casa do Alentejo-1950

Manolete (1917-1947)


Antonio Cañero (1885-1952)

Sarau na Casa do Alentejo - Lisboa - 1937



segunda-feira, outubro 24, 2016

Lenço de Lúcia



Eis mais uma relíquia, não só por ser de uma das videntes de Fátima, Lúcia de Jesus, como pela idade que tem.
Trata-se de um meio lenço (terá sido usado assim, pois possui uma costura na diagonal) em seda lavrada branco, incompleto, que foi oferecido por Maria Rosa, mãe de Lúcia, à família Fontes Pereira de Mello.
Este lenço terá sido usado por Lúcia em 13 de Outubro de 1917, dia em que ocorreu o Milagre do Sol.
Encontra-se exposto na Igreja de São Domingos em Lisboa.