sexta-feira, julho 24, 2015

VÉU DE NOIVA - MINHO


Véu de noiva de forma quadrada, está decorado com bordado manual sobre os lados, que se distribui de modo desigual. O véu que se colocava na cabeça dobrado a meio, formava uma ponta que caia sobre as costas. Era este ângulo do véu que merecia mais atenção da bordadeira, escolhendo os motivos maiores para a barra e para a bissetiz deste ângulo. Nos restantes lados e sobre as outras bissetizes, os motivos são mais pequenos e executados com menos cuidado. Todo o centro apresenta pequenos motivos florais semeados. Pontos do bordado: passagem, ponto adiante e recorte. Motivos: flores, folhas, vaso com flores e motivos geométricos, zig-zag e semicírculos.

Local de Execução: Minho
Datação: Séc XX (?)
Matéria: Algodão
Técnica: Tule mecânico
Dimensões (cm): altura: 80; largura: 80;
Fonte: Museu de Arte Popular

terça-feira, julho 21, 2015

COLETE – ÁGUEDA – BAIXO VOUGA


Colete de seda de cor preta lavrado a motivos fitográficos de cor azul e amarela: espécie de flor com espinhos, de caule de cor azul e pétalas de cor amarela, alternada com uma forma tipo óvulo, executada a linha das mesmas cores. Tem um decote redondo em "U". À frente, do meio do deco
te, segue a abertura do colete até à extremidade inferior do mesmo. Cada aba apresenta quatro casas, podendo o colete ser fechado por meio de oito alamares de metal. Tais casas apresentam na sua ponta mais externa, uma espécie de "V" deitado, espinhado, executado a linha de cor azul clara. Os alamares, lavrados com motivos fitográficos representando uma flor aberta, são de formato redondo, e estão agrupados dois a dois por espécie de pinça metálica. Cada pinça permite abotoar duas casas. A zona da cava tem uma aplicação de veludo de cor preta, de formato retangular, que se estende até à extremidade inferior da casaca. Nas costas, apresenta aplicação de uma barra de tecido de veludo lavrado com flores de cor preta: cada pé tem duas folhas de limbo recortado, e termina numa flor aberta. Tal aplicação desce desde o corte do pescoço até à extremidade inferior da casaca, alargando aí. Forma no conjunto, espécie de "Y" invertido, cujos vértices mais inferiores, resultados de um corte no meio da aresta inferior da barra, formam dois pequenos rabos triangulares. Interiormente, todo o colete é forrado a tecido grosseiro de cor branca, à exceção do forro correspondente à banda das costas. Aí, o forro é de um tecido mais fino.

Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: Cetim (seda); Metal; Veludo; Tecido
Dimensões (cm): altura: 35; largura: 47;

Fonte: Museu Nacional de Etnologia

sexta-feira, julho 17, 2015

Traje masculino e de lavradeira de Vila Chã - Douro Litoral


Este traje encontra-se representado no Museu de Arte Popular através de dois modelos de bonecos que integram a coleção elaborada por Thomaz de Mello e Dalila Braga (ver Embaixada de Bonecos) e retratam uma ocasião festiva especifica de Vila Chã (Esposende) assinalada pelos chapéus de palha enfeitados com papel.

Este está associado ao arranque do linho que era feito em Julho. Grupo de rapazes e raparigas dirigiam-se bem cedo, para os campos, entoando lindas cantigas. Os seus trajos demonstravam alegria. Chapéus de abas largas e ornamentados com lindos ramos de flores, oferecidos pelas namoradas, eram motivo de grandes rivalidades. (in Vila Chã, Esposende uma Terra Milenar, Manuel Albino Neiva, Vila Chã, 1999, p. 200 e 201.)

Traje masculino

Trajo festivo composto por camisa branca de estopa bordada com linho vermelho na frente, bolso e nos punhos, calças também de estopa de linho de alçapão, decorada com pesponto sobre as costuras laterais; na cintura faixa preta. Na cabeça amplo chapéu das "arrigas". Calça, tamancos e segura nas mãos um cavaquinho.

Traje de lavradeira

Trajo festivo, composto por camisa de linho bordado no colete, ombreiras frentes e punhos, guarnecidos com renda; colete preto de rabinhos, bordados a missangas; saia de tecido misto de lã castanha e linho com pano preto; avental listado de várias cores, decorada com barras de veludo e bordados a vidrilhos e missangas; faixa preta sobre a anca; na cabeça lenço estampado sobreposto por chapéu das "arrigas". Calça meias rendadas e chinelas pretas. Nas orelhas brincos à rainha e no peito colar de contas e cordão com cruz de Malta, coração duplo e cruz de canovão. No interior tem saia de baeta vermelha e outra de algodão, culotes e uma camisa curta. Fato utilizado na zona de Esposende, Vila Chã - Douro Litoral. O modelo segura na mão uma espadela.

Chapéu das "arrigas"

Copa alta e aba larga levantadas na frente. Todo o chapéu está revestido com papel de lustro e papel de seda, franjeado e recortado, tendo na frente aplicado um ripo e uma enxada (miniatura) alusivos ao trabalho masculino na cultura do linho e no alto, um ramo florido de onde pendem cigarros oferecidos pela sua conversada. Do topo da copa caem fitas de papel. No interior do chapéu tem suporte de madeira para expor na vitrine.

Fonte: Museu de Arte Popular

segunda-feira, julho 06, 2015

LENÇO DE NOIVA – REGIÃO SALOIA


Este lenço foi utilizado por uma noiva no final da década de 20 do sec.XX, na região de Oeiras, e é a mais recente aquisição da minha coleção.

Data: Início do sec.XX
Material: Organza(?) de seda branca
Dimensões: 81x86 cm
Origem: Desconhecido
Recolha: Oeiras (região saloia)



sexta-feira, julho 03, 2015

LENÇO DE SEDA – REGIÃO SALOIA


O lenço de seda lavrada que descrevo hoje encontra-se na minha coleção há largos anos.
A sua recolha é uma história engraçada e exemplificativa do valor que por vezes se dá aos objetos.
No tempo em que não havia centros de ocupação de tempos livres, ficava ao cuidado de uma proveta vizinha, a Manecas, que possuía uma casa de pasto. O tempo avançou, tomei outros rumos, mas continuei a frequentar essa casa. Certo dia olhei para uma janela e vi um trapo com uma cor interessante a calafetar as frestas. Puxei por uma ponta e descobri com um lenço lindíssimo, de uma cor verde dourada. Descaradamente pedi-o. Pedido negado, a Manecas achava que era um trapo velho e precisava dele para tapar as frestas da janela por causa do frio. Sem demoras fui ao mercado, comprei um chouriço de pano e quando a Manecas deu por isso já o lenço estava em boas mãos e a janela guarnecida. Claro que ganhei o lenço, era difícil negar a oferta.
Posteriormente soube a história desta peça. Foi adquirido no final dos anos 20 do sec.XX e usado em dias de festa, como com o tempo o lenço caiu em desuso o seu destino teria sido provavelmente outro, não fosse a janela precisar de ser calafetada.
Data: Início do sec.XX
Material: Seda lavrada, cor verde/dourado, roxo e branco
Dimensões: 70x80 cm
Origem: Desconhecido
Recolha: Vila Fria – Oeiras (região saloia)



 

terça-feira, junho 23, 2015

ROUPA DE BAIXO V – Ceroulas(2)

Na sequência do artigo ROUPA DEBAIXO IV – Ceroulas, fui contactado por diversas pessoas e ranchos sobre esta e outras peças de indumentária masculina.

O Rancho Folclórico da Casa doPovo do Pego possui no seu acervo alguns exemplares de ceroulas e cuecas muito interessantes, cujas imagens divulgo.

A todos agradeço, pelo que atempadamente irei publicar os diversos contributos.














quinta-feira, junho 18, 2015

TECIDOS MANUFATURADOS EM TEAR CASEIRO DE VIANA DO CASTELO (2)


AVENTAIS

 Imagem 18
Local de Execução: Viana do Castelo / Outeiro
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: lã, linho
Dimensões (cm): altura: 71; largura: 83;


Imag.18
Descrição: Avental de duas alturas de tecido manufaturado em tear caseiro. A primeira altura é em tecido de lã de cor preta e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. A sua orla superior é guarnecida por uma fita de lã da mesma cor, que se lhe sobrepõe e o ultrapassa, caindo livremente. Na segunda altura do avental, o tecido é de urdidura de linho e trama de lã. Está dividida em duas zonas - uma superior e outra inferior - por uma fita de lã de cor preta e, acima dela, por um galão de tom dourado. A zona superior apresenta bandas longitudinais de cor preta alternadas com listas longitudinais de cores: vermelho, preto e branco. Na zona inferior, o tecido também é listado de modo semelhante, sendo que as bandas de cor preta dão lugar a outras com a mesma área, de cor vermelha, fina e muito intensamente listadas a preto. Todas as orlas laterais e inferior do avental são guarnecidas por uma fita de lã de cor preta.

 
Imagem 19
Local de Execução: Viana do Castelo / Perre
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: algodão, lã
Dimensões (cm): altura: 73; largura: 93;

Imag.19
Descrição: Avental de duas alturas de tecido manufaturado em tear caseiro. A primeira altura é em flanela de lã de cor azul e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. Sobreposta à sua orla superior surge uma fita de lã de cor laranja, que se estende para além dos limites do avental, caindo livremente. Na segunda altura do avental, o tecido é manufaturado com urdidura rala de algodão e trama de lã. As suas orlas laterais e inferior são guarnecidas por uma fita de lã de cor verde. Justaposta às orlas laterais surge uma larga banda longitudinal, com fundo de cor vermelha, da qual brotam "levantados", formando uma espécie de motivos fitográficos, de cores: vermelho, preto, branco e rosa. Esta segunda altura está dividida em duas zonas distintas, uma superior e outra inferior. A zona superior apresenta um fundo de cor azul-escura cortado por listas longitudinais de cor vermelha ou largas bandas de "levantados", formando um "ziguezague", de cores: vermelho, rosa, amarelo e preto. Na zona inferior, surgem motivos em "levantados" que se dispõem segundo seis bandas transversais: a primeira é constituída por uma repetição de triângulos de cores: rosa, vermelho, amarelo, verde e branco; a segunda e a última banda apresentam uma alternância entre motivos em estrela e motivos fitográficos semelhantes a uma flor de cores: rosa, amarelo, branco, preto e vermelho; a terceira e a quinta banda apresentam uma repetição de motivos cordiformes de cor branca ou amarela; por último, a quarta banda apresenta a repetição de motivos semelhantes a uma lira de cores: vermelho, branco, verde, rosa e preto.

 
Imagem 20
Local de Execução: Viana do Castelo / Meadela
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: lã
Dimensões (cm): altura: 67; largura: 86;

Imag.20
Descrição: Avental de duas alturas, em tecido de lã manufaturado em tear caseiro. A primeira altura é em flanela de lã de cor vermelha, e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. Sobreposta à sua extremidade superior surge uma fita de lã de cor rosa, que se estende para além dos limites laterais, caindo livremente. Na segunda altura, as orlas laterais e inferior são debruadas por uma fita de lã de cor verde. Justaposta a ambas as orlas laterais, surge uma banda longitudinal de "levantados" de cores: vermelho e preto, formando retângulos e motivos em "X". A segunda altura do avental está dividida, transversalmente, em duas zonas - uma superior e uma inferior - por uma fita de lã de cor rosa e, acima desta, por um galão em "ziguezague" de cor branca. Na zona superior, o fundo, de cor preta, é cortado por listas de cores: preto e vermelho, ou por bandas de cor vermelha preenchidas por "levantados" de cores: preto e vermelho, formando motivos geométricos. Na zona inferior, os "levantados" dispõem-se segundo seis bandas transversais: a primeira consiste num "ziguezague" de cores: preto e vermelho; a segunda apresenta a alternância de motivos fitomórficos de cores: preto, vermelho e branco, com motivos em "X" de cor preta; a terceira banda apresenta estilizações de cálices de cores: preto e vermelho, para os quais estão viradas duas aves de cor branca; a quarta banda apresenta a repetição de um vaso, de cor preta ou vermelha, semelhante a uma lira, do qual brotam flores da mesma cor ou de cor branca; a quinta banda é semelhante à terceira e, por último, a sexta banda é semelhante à segunda.

 
Imagem 21
Local de Execução: Viana do Castelo / Outeiro
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: algodão, lã
Dimensões (cm): altura: 71; largura: 89;

Imag.21
Descrição: Avental de duas alturas de tecido manufaturado em tear caseiro. A primeira altura é em flanela de lã de cor vermelha e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. À sua orla superior está sobreposta uma fita de lã de cor azul, que se prolonga para além dos limites do avental, caindo livremente. A sua extremidade inferior é adornada por uma lista transversal de bordados a fio de lã, formando motivos geométricos de cor amarela ou branca, e, em ambas as extremidades, por uma espécie de cálice de cores: amarelo e verde. A segunda altura é manufaturada com urdidura de algodão oculta e trama de lã. As suas orlas laterais e inferior são debruadas por uma fita de lã de cor verde. Esta altura está dividida em duas zonas, uma superior e outra inferior, por uma basta, adornada, transversalmente, por um "ziguezague" bordado a fio de lã de cor amarela e, acima deste, por uma espécie de motivos em espiga de cor branca. Na zona superior, o fundo de cor vermelha é cortado, longitudinalmente, por listas de "levantados", que formam motivos geométricos de cores: lilás, vermelho, branco, amarelo, azul, rosa e verde. A zona inferior é completamente preenchida por "levantados" dispostos segundo oito bandas transversais. A primeira banda é constituída por um "ziguezague" de cores: amarelo e vermelho, intercalado por motivos de cor rosa. A segunda, quarta, sexta e oitava bandas, semelhantes, são constituídas por pequenos espaços quadrangulares de cores: amarelo, vermelho, branco, verde, laranja, lilás ou azul, no seio dos quais surge uma espécie de "8" nas mesmas cores mencionadas, mas sempre diferente da do fundo. A terceira, quinta e sétima bandas são constituídas por uma espécie de lista de losangos justapostos, em todas as cores referidas atrás.

 
Imagem 22
Local de Execução: Viana do Castelo / Outeiro
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: algodão, lã
Dimensões (cm): altura: 70; largura: 79;


Imag.22
Descrição: Avental de duas alturas de tecido manufaturado em tear caseiro. A primeira altura é em escocês de lã, com fundo de cor azul cortado por um axadrezado de cor vermelha, e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. Sobreposta à sua orla superior está uma fita do mesmo material, que se prolonga para além dos limites do avental, caindo livremente. A segunda altura é manufaturada com urdidura rala de algodão e trama de lã. As suas orlas laterais e inferior são debruadas por uma fita de lã de cor verde. Justaposta a esta fita, em ambas arestas laterais, surge uma larga banda de cor vermelha de onde brotam motivos em "levantados" de cores: rosa e amarelo, semelhantes a losangos. Esta segunda altura do avental está dividida em duas zonas, uma superior e outra inferior, por uma basta, que é debruada por uma fita de lã de cor rosa e adornada por uma outra de cor branca, cosida de modo a formar folhos. Na zona superior, o tecido é de fundo de cor preta cortado por finas listas longitudinais de cor vermelha ou branca, ou por largas listas de cores: vermelho, preto e branco. A zona inferior apresenta motivos em "levantados", que se dispõem segundo sete bandas transversais: a primeira é constituída por um "ziguezague" de cores: verde e branco, com pequenos apontamentos de cores: rosa e amarelo; a segunda e a sexta banda são semelhantes: apresentam uma repetição de espaços retangulares de cor vermelha ou preta, cortados por um reticulado diagonal da mesma cor; a terceira e a quinta banda são semelhantes: apresentam uma repetição de motivos em losango, de cor verde ou amarela, para os quais estão viradas duas aves de cor amarela, rosa ou verde; a quarta banda apresenta motivos em estrela de cor rosa alternados com motivos em losango de cores: branco e verde ou branco e rosa; por último, a sétima banda é constituída por uma sucessão de triângulos de cor rosa, verde, branca ou amarela.

 
Imagem 23
Local de Execução: Viana do Castelo / Outeiro
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: algodão, lã
Dimensões (cm): altura: 73; largura: 87;

Imag.23
Descrição: Avental de duas alturas de tecido manufaturado em tear caseiro. A primeira altura é em tecido de lã, com um fundo de cor castanha cortado por um axadrezado de cores: azul-escuro e vermelho, e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. Sobreposta à sua orla superior surge uma fita de lã de cor castanha, que se estende para além dos limites do avental, caindo livremente. Na segunda altura do avental, o tecido é manufaturado com urdidura oculta de algodão e trama de lã. As suas orlas laterais e inferior são debruadas por uma fita de lã de cor verde. Esta altura é dividida em duas zonas, uma superior e outra inferior, por uma basta, também debruada a fita de lã de cor verde. Na zona superior, surgem listas longitudinais de cores: preto e castanho, preto e vermelho ou preto e branco. Na zona inferior, o fundo do tecido é semelhante ao anterior. Apresenta, no entanto, motivos formados por "levantados" dispostos segundo oito bandas transversais: a primeira é composta por um "ziguezague" de cores: amarelo, rosa, verde e branco; as restantes sete são compostas por quadrados, formados por "levantados" de cor vermelha ou preta, intercalados com pequenos motivos em losango de cores: branco, amarelo ou rosa.

Imagem 24
Local de Execução: Viana do Castelo / Meadela
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: algodão, lã
Dimensões (cm): altura: 66; largura: 87;

Imag.24
Descrição: Avental de duas alturas de tecido manufaturado em tear caseiro. A primeira altura é em flanela de lã de cor vermelha e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. Sobreposta à sua orla superior surge uma fita de lã de cor rosa, que se prolonga para além dos limites do avental, caindo livremente. A segunda altura é manufaturada com urdidura rala de algodão (?) e trama de lã. A percorrer, longitudinalmente, ambas as orlas laterais do avental surge uma larga banda, semeada, regularmente, por motivos semelhantes a um cálice de cores: preto, rosa e amarelo. Esta segunda altura está dividida em duas zonas, uma superior e outra inferior. Na zona superior, o fundo de cor vermelha é cortado por listas longitudinais de cor preta e por bandas de "levantados", formando motivos geométricos de cores: verde e vermelho. Na zona inferior, surgem motivos constituídos por "levantados", agrupados em seis bandas transversais: a primeira é constituída por uma sucessão de triângulos de cores: rosa, branco, verde, amarelo e vermelho; a segunda e a sexta banda são constituídas por motivos poliédricos de cor preta ou vermelha, alternados com motivos em cruz de cores: rosa e amarelo ou amarelo e verde; a terceira e a quinta banda são constituídas, ora por um motivo semelhante a um vaso de cor branca, ora por um conjunto formado por duas aves de cor rosa, voltadas para dois corações de cor verde, fechados por uma chave de cor amarela; por último, a quarta banda é constituída por um reticulado diagonal de cor vermelha alternado com uma espécie de estilização de "alminhas" de cor amarela.