quinta-feira, fevereiro 26, 2015

CAPUCHA DO CARAMULO

A Capucha é uma peça extremamente interessante na indumentária beirã e transmontana que se encontra quase extinta no seu habitat natural, ou seja, entre as fragas das serras a aconchegar das borrascas e do frio os corpos de mulheres que apascentam o gado.

Por esta altura, chegou-me às mãos um exemplar de uma Capucha média da aldeia, proveniente do Caramulo, em burel preto com uma espessura de 0,5 cm, cujas dimensões aqui divulgo para memória futura.


Capelo do Direito


 Capelo do Avesso



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A Capucha

domingo, fevereiro 08, 2015

O OURO POPULAR PORTUGUÊS V


CORRENTES DE RELÓGIO

Pode parecer um pouco a despropósito incluir estas peças nesta série sobre o Ouro Popular Português. Não o é de facto, pois era quase generalizado nos homens o desejo de adquirir um relógio de ouro ou prata, à medida da sua condição económica e social.
Tal como agora o homem estica o braço, colocando na direção dos olhares o seu relógio de pulso, assim antigamente se procedia ao passear com uma ou ambas as mãos nos bolsos para mostrar a corrente de relógio. Ao tirar o relógio, tudo era acompanhado por gestos muitas vezes estudados ao espelho. Serviam muitas das vezes para mostrar à sua pretendente o seu “status”.
Os relógios de bolso foram os primeiros relógios utilizados. O primeiro, denominado pela forma, tamanho e procedência, de Ovo de Nuremberga foi fabricado por Peter Henlein, por volta de 1504.
Eram muito raros e tidos como verdadeiras joias, pois poucos tinham um. Os relógios de bolso eram símbolo da alta aristocracia.
No entanto, nos finais do sec. XIX e início do sec.XX estes já se encontravam amplamente difundidos, embora não fosse acessível a todas as classes sociais.
No dia-a-dia do homem do povo o sol servia-lhe de orientação, ajustado muitas vezes pelo repicar do campanário, no entanto, possuir um relógio de bolso era uma ambição e símbolo de prestígio social.
Normalmente, além do relógio e se havia dinheiro para tal, comprava-se uma corrente de prata, raramente de ouro, mas quando tal não era possível, o engenho fazia o resto. Existiam correntes de crina de cavalo, madeira, ou utilizavam uma pequena bolsa colorida (com ou sem berloques) feita em crochet de linha fina pelas mãos prendadas das mulheres da casa.
De seguida ficam alguns exemplos de correntes de relógio, destacando as duas primeiras, provenientes das Casa Real Portuguesa e pertencentes à coleção do Palácio Nacional da Ajuda, pela sua simplicidade, pois uma é de couro e a outra de metal pintado.


Correia para suspensão de relógio em couro preto entrançado. Na extremidade superior apresenta um travessão no mesmo material rematado por dois pequenos bolbos nas pontas (um omisso) e uma chave de relógio suspensa. Na extremidade inferior é rematada por um mosquetão.
Datação: Século XIX (2.ª met.); Coleção do Palácio Nacional da Ajuda - transferência da Casa Real.

Corrente de elos ovais para suspensão de relógio em metal pintado. Na extremidade superior apresenta um travessão e na inferior um mosquetão.
Datação: Século XIX (2.ª met.); Coleção do Palácio Nacional da Ajuda - transferência da Casa Real

Corrente de relógio em prata, composta de dois elementos, suspensos de um travessão cilíndrico liso. Na corrente de menor dimensão, apresenta enfiada, uma moeda cunhada em prata, apresentando as seguintes inscrições: No verso "50 REIS", ao centro da coroa de louros; no reverso, no campo, coroa real sobre a data "1889" envolta por três estrelas e a inscrição: "LUDUVICUS.I.PORT. ET ALG : REX.:" Na extremidade da corrente de maior dimensão, simplesmente um fecho de mola, móvel, (que serviria para pendurar o relógio).
Autor: Vicente Gonçalves Pereira (Gondomar); Datação: 1935-1940
Pertence à coleção do Museu de Arte Popular e supõe-se ter feito parte da Exposição do Mundo Português.

Outros exemplos de correntes de relógio.










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O OURO POPULAR PORTUGUÊS I
O OURO POPULAR PORTUGUÊSII
O OURO POPULAR PORTUGUÊSIII
O OURO POPULAR PORTUGUÊS IV

quarta-feira, fevereiro 04, 2015

Aventais da Nazaré

Quando pensamos na Nazaré de imediato a associamos ao seu traje característico, em particular o da mulher.
"Alzira" de Alberto Sousa
Ainda hoje, quem visita esta vila sobranceira ao mar podemos ver mulheres orgulhosamente exibindo os seus aventais. Não se trata apenas de um cartaz turístico, existe um efetivo orgulho no uso destes aventais, quer no quotidiano quer em cerimónias, como num casamento a que assisti no Sitio, onde várias mulheres usavam os seus ricos aventais.
Mas, tal como o trajo, o avental também sofreu uma evolução, sobretudo na altura, nos materiais e nos adornos.
Os exemplares que se seguem provieram dos acervos do Museu Dr. Joaquim Manso (Nazaré) e Museu Nacional de Etnologia (Lisboa) e retratam essa evolução.
Se inicialmente os aventais possuíam duas ou três alturas e eram adornados com rendas e tules, atualmente, apenas têm uma altura e são proliferamente bordados. Também o cetim substituiu o merino e a seda.
Assim, ordenamos os exemplares por altura, o que reflete a época da sua confeção.

Datação: Primeira metade do séc. XX d.C.
Matéria: Merino
Dimensões (cm): altura: 100;
Descrição: Usado no traje de festa. Avental de cós direito. As fitas são aplicadas no remate lateral do cós. É confecionado em dois folhos de alturas iguais. Entremeios de tule bordado alternando com grupos de préguas. O último remata com renda semelhante.
Incorporação: Adquirido a Maria José Frade


Datação: XX d.C.
Matéria: Merino
Dimensões (cm): altura: 90;
Descrição: Usado no traje de festa. Avental de merino cor-de-rosa. O cós é direito e as fitas são aplicadas no remate lateral deste. Confecionado em dois folhos, o primeiro desce do cós e termina onde o segundo começa. O de cima é bordado à mão e o de baixo tem duas fiadas de bainhas abertas trabalhadas à mão.
Incorporação: Adquirido a Maria José Frade.

Datação: Princípios do século XX d.C.
Matéria: Cambraia de algodão
Dimensões (cm): altura: 86;
Descrição: Usado no traje de festa. Avental de cambraia cor-de-rosa claro. O cós faz ligeira inclinação ao centro e as fitas são aplicadas no remate lateral do cos. Confecionado em um só folho é enfeitado com entremeios de renda ao alto e de lado. É rematado com renda semelhante.
Incorporação: Oferta de Auta Freire




Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: Cetim (seda)
Dimensões (cm): altura: 84; largura: 130;
Descrição: Usado no traje de festa. Avental de cetim de cor preta, de formato trapezoidal, feito de duas alturas de tecido. A meio da primeira altura, do lado esquerdo, surge um bolso afunilado de cetim de cor preta. A extremidade inferior da primeira altura apresenta um ornamento semelhante ao do bolso (motivo fitográfico: um pé com dois ramos, executado a linha de cor vermelha, do qual brotam algumas folhas executadas a linha de cor branca e uma flor, executada a linha de cor rosa clara), mas que se dispõe em ramos contínuos, transversais. A primeira altura termina formando espécie de basta, a qual cobre um pouco da segunda altura. A segunda altura, mais curta, apresenta, interiormente, adorno fitográfico semelhante aos anteriores, próximo das extremidades do avental, dispondo-se em "U". As orlas inferiores e laterais são de corte semicircular formando lobulados. Porém, estes assemelham-se a trevos que, nas zonas de contiguidade, não formam vértice, mas sim um outro trevo mais pequeno, invertido.

Datação: XX d.C.
Matéria: Merino
Técnica: Bordado à mão
Dimensões (cm): altura: 82;
Descrição: Usado no traje de festa. Avental de merino preto, com lustro, bordado à mão. É composto por dois folhos. No primeiro, registam-se motivos florais bordados a ponto cheio e a ponto pé-de-flor. Na extremidade esquerda, uma borboleta bordada a ponto cheio e a richelieu. O segundo folho termina em recortes, formando parras.
Incorporação: Doado por Auta Freire

Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: Popelina (algodão); Tule
Dimensões (cm): altura: 80; largura: 120;
Descrição: Usado no traje de festa. Avental de popelina de algodão de formato trapezoidal, constituído por três alturas de pano, separadas entre si por dois largos entremeios de tule. Nas suas extremidades laterais, tem duas fitas rematadas, que caem livremente. A primeira altura de pano apresenta, do lado esquerdo, um bolso que termina em bico. Os entremeios de tule apresentam bordados a matiz executados com linha de cor branca. Representam motivos fitográficos, espaçados entre si: flores e ramos com algumas folhas.

Datação: XX d.C.
Matéria: Merino
Dimensões (cm): altura: 80; largura: 130;
Descrição: Usado no traje de festa. Avental de merino preto. O cós é franzido e as fitas são aplicadas no remate lateral do mesmo. De dois folhos iguais, o primeiro desce do cós e termina onde o segundo começa e são bordados na extremidade com motivos florais e geométricos em tons d e amarelo e verde.
Incorporação: Adquirido a Deolinda Santos Caria

Datação: XX d.C. - Anos 1950
Matéria: Algodão (popelina)
Dimensões (cm): altura: 78;
Descrição: Usado no traje de festa. Avental de popelina às riscas bordado a ponto de cruz nos intervalos de desenho em losangos feito por ponto à-jour à máquina. O cós é arredondado acompanhando a linha da cintura e bordado a ponto favo-de-mel.
Incorporação: Adquirido a Ana Carlos Chita

Datação: XX d.C.
Matéria: Seda vermelha
Dimensões (cm): altura: 74;
Descrição: Usado no traje de festa. Avental de seda vermelha bordado à máquina, pela ponta e a toda a volta, motivos florais e geométricos em cor branca. No cós, que é arredondado acompanhando a linha da cintura, a roda do avental é apanhada por pontos favos-de-mel.
Incorporação: Adquirido a Maria Amaro Serra Vigía

Datação: 1940 d.C.
Matéria: Cetim
Dimensões (cm): altura: 74;
Descrição: Usado no traje de festa. Avental de cetim verde. Confecionado em duas alturas de pano, sendo um deles dividido em dois, costurados de um e de outro lado do pano inteiro. Cós de corte arredondado acompanhando a linha da cintura. As fitas prendem no remate lateral do cós. Bordado à mão, com pequenos raminhos a ponto cheio, matiz e pé-de-flor. Bainha larga. Nas bainhas e no cós, ponto "À-jour".
Incorporação: Adquirido a Laura Saldanha

Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: Popelina (?) (algodão)
Dimensões (cm): altura: 73; largura: 101;
Descrição: Avental de popelina (?) de algodão de cor lilás, de formato trapezoidal. É feito de três alturas do mesmo tecido. Um pouco abaixo do cós, do lado esquerdo surge um pequeno bolso de fundo arredondado e lobulado. A união da primeira altura de tecido com a segunda é feita um pouco acima da extremidade inferior da primeira, por duas costuras espaçadas entre si, executadas a linha de cor branca. Desse ponto, a extremidade inferior da primeira altura cai livremente sobre a segunda formando espécie de basta. A orla desta basta apresenta corte lobular idêntico ao do bolso. A segunda altura de tecido é a mais curta. O remate com a primeira altura cria-lhe pequeníssimas pregas, que se estendem a todo o comprimento, abrindo pelo avental. A terceira altura é bainhada na orla, sendo que apresenta um pouco acima da bainha, um friso de motivos vegetalistas estilizados, executados a linha grossa de cor branca. Este friso consiste na repetição do seguinte motivo, da esquerda para direita: espécie de flor de cujo centro brota um ramo horizontal em "S", que se une a outro, o qual termina numa outra flor.

Datação: 1936 d.C.
Matéria: Cetim fulgurante
Dimensões (cm): altura: 73; largura: 115;
Descrição: Avental de festa em cetim fulgurante cor-de-rosa. Cós franzido. Fitas aplicadas no remate lateral do mesmo. De dois folhos - o primeiro desce do cós e termina onde o segundo começa. É rematado a toda a volta por motivos florais bordados a "Richelieu".
Incorporação: Oferta de Celeste Lúcio dos Santos

Datação: 1926 d.C.
Matéria: Cetim preto
Técnica: Bordado a "ponto de cruz"
Dimensões (cm): altura: 72,5;
Descrição: Usado no traje de festa. Avental de cós de corte arredondado acompanhando a linha da cintura. As fitas são aplicadas no remate lateral do cós. O franzido é obtido pelo "ponto favo" que decora a parte superior do avental. Bordado em vários tons, com motivos florais, a "ponto de cruz". A bainha é presa a ponto "à-jour".
Incorporação: Adquirido a Laura Saldanha

Datação: XX d.C.
Matéria: Seda preta
Dimensões (cm): altura: 71; largura: 109;
Descrição: Avental de festa em seda preta, bordado à mão, a ponto cruz e com pontos "à-jour", motivos florais de várias cores. O cós é arredondado, acompanhando a linha da cintura, e as fitas são aplicadas no remate lateral do mesmo.
Incorporação: Adquirido a Guiomar Chicharro

Datação: XX d.C.
Matéria: Algodão
Dimensões (cm): altura: 68,5;
Descrição: Avental de uso quotidiano de "riscado" de várias cores. Cós de corte arredondado acompanhando a linha da cintura. Fitas aplicadas no remate lateral do cós. Bainha larga encimada por duas nervuras. Dois bolsos chapados.
Incorporação: Adquirido a Mário Paulo Sousinha

Datação: XX d.C.
Matéria: Seda preta
Dimensões (cm): altura: 65;
Descrição: Avental de festa de seda preta. O cós é de corte arredondado, acompanhando a linha da cintura, e as fitas são aplicadas no remate lateral do cós. É bordado à mão em vários tons, com motivos florais, a "ponto de cruz". O cós é rematado com pontos "à-jour" amarelos, tal como a bainha.
Incorporação: Oferta de Gilberto Silvério Palmeira e Cipriano B. Louraço

Datação: XX d.C.
Matéria: Seda preta
Dimensões (cm): altura: 65;
Descrição: Avental de seda preta usado no traje de festa, bordado à máquina, pela ponta e a toda a volta, motivos florais e geométricos. No cós, que é arredondado e acompanha a linha da cintura, a roda do avental é apanhada por pontos favo-de-mel.
Incorporação: Doado por Deolinda Conde


Datação: 1970 d.C. - 1980 d.C.
Matéria: Cetim salmão
Dimensões (cm): altura: 55;
Descrição: Avental de cetim salmão bordado à máquina a pontos cheio, matiz e cordoné, usado no traje de festa. A prender as bainhas, ponto "à-jour". O cós é de corte arredondado acompanhando a linha da cintura e as fitas prendem no remate lateral do cós.
Incorporação: Oferta de Zulmira Estrelinha e Maria Orlanda Estrelinha

Datação: 1970 d.C. - 1980 d.C.
Matéria: Cetim (sintético) amarelo.
Dimensões (cm): altura: 55;
Descrição: Avental de cetim amarelo bordado à máquina a pontos cheio, matiz e cordoné, formando umas flores, usado no traje de festa. A prender as bainhas ponto "à-jour". O cós é de corte arredondado acompanhando a linha da cintura e as fitas pendem no remate lateral do cós.
Incorporação: Oferta de Zulmira Estrelinha e Maria Orlanda Estrelinha

Datação: 1970 d.C. - 1980 d.C.
Matéria: Cetim castanho
Dimensões (cm): altura: 54;
Descrição: Avental de festa em cetim castanho bordado à máquina a pontos cheio, matiz e cordoné. A prender as bainhas ponto "à-jour". O cós é de corte arredondado acompanhando a linha da cintura e as fitas prendem no remate lateral do cós.

Datação: XX d.C. - 1970-1980
Matéria: Cetim verde
Dimensões (cm): altura: 53;
Descrição: Avental de festa em cetim verde-escuro bordado à máquina a pontos cheio, matiz e cordoné. A prender as bainhas ponto "à-jour". O cós é de corte arredondado acompanhando a linha da cintura e as fitas prendem no remate lateral do cós.
Incorporação: Oferta de Zulmira Estrelinha e Maria Orlanda Estrelinha

Datação: XX d.C. - Anos 1980
Matéria: Tecido de algodão (popelina)
Dimensões (cm): altura: 51,5;
Descrição: Avental de tecido de algodão, popelina, branco com riscas azuis e brancas, para usar no traje "da semana". O cós acompanha a linha da cintura e as fitas prendem no remate lateral deste. A prender as bainhas do avental, um entremeio de renda feita à mão. Tem bolsos chapados.
Incorporação: Oferta de Maria Manuela da Justina Vagos Conde

Datação: XX d.C. - Anos 1980
Matéria: Tecido de algodão
Dimensões (cm): altura: 48,5;
Descrição: Avental de tecido de algodão cinzento com ramagens nos tons de verde, branco, amarelo e cinzento, para usar no traje "da semana". O cós acompanha a linha da cintura e as fitas prendem no remate lateral deste. A prender as bainhas do avental, dos bolsos e das fitas uma fitinha de seda verde e duas filas de "pontos" da mesma cor.
Incorporação: Oferta de Maria Manuela da Justina Vagos Conde

segunda-feira, fevereiro 02, 2015

Trajes de festa de Quadrazais (Sabugal)


Quadrazais é uma freguesia do concelho do Sabugal (Beira Interior Norte), ficando na margem direita do rio Côa.
A sua proximidade de Espanha levou a que durante muitos anos parte da população vivia do contrabando. Outra curiosidade é existir uma gíria muito própria, que os estranhos não compreendem.
No passado existiram fábricas de sabão, por iniciativa do pai do escritor Nuno de Montemor, autor dum romance que descreve a povoação e a sua população. Na gíria, sabão diz-se escorreguejo ou savante.
As imagens mostram-nos um casal de quadrazenhos em traje de festa montando um macho, muito provavelmente durante as festas de Santa Eufémia (16 de Setembro), e um grupo de mulheres numa dança de roda.
 Fonte: Museu da Guarda

sexta-feira, janeiro 30, 2015

Gorro, Carapuça ou Barrete


Quando está frio no tempo do frio, para mim é como se estivesse agradável,
Porque para o meu ser adequado à existência das cousas
O natural é o agradável só por ser natural.
(…)
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pessoa

Pois ao frio sempre se sobrepôs o quentinho de um agasalho de lã que nos proteja da aragem cortante.
A par do chapéu, o gorro, carapuça ou barrete foram desde sempre os escolhidos para manter a cabeça quente, eis alguns, poucos, exemplares.
Barrete de Orelhas (Madeira)
Barrete de São Miguel (Açores)
Carapuça de Moimenta da Beira (Viseu)
Carapuça de Vila Nova de Paiva (Viseu)
Carapuça de Trancoso (Guarda)
Gorro de Freixiosa (Terras de Miranda)
Barrete (ou Catalão) da Póvoa do Varzim
Barrete Ribatejano
Barrete de lã preto amplamente utilizado em todas as regiões do país