terça-feira, junho 23, 2015

ROUPA DE BAIXO V – Ceroulas(2)

Na sequência do artigo ROUPA DEBAIXO IV – Ceroulas, fui contactado por diversas pessoas e ranchos sobre esta e outras peças de indumentária masculina.

O Rancho Folclórico da Casa doPovo do Pego possui no seu acervo alguns exemplares de ceroulas e cuecas muito interessantes, cujas imagens divulgo.

A todos agradeço, pelo que atempadamente irei publicar os diversos contributos.














quinta-feira, junho 18, 2015

TECIDOS MANUFATURADOS EM TEAR CASEIRO DE VIANA DO CASTELO (2)


AVENTAIS

 Imagem 18
Local de Execução: Viana do Castelo / Outeiro
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: lã, linho
Dimensões (cm): altura: 71; largura: 83;


Imag.18
Descrição: Avental de duas alturas de tecido manufaturado em tear caseiro. A primeira altura é em tecido de lã de cor preta e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. A sua orla superior é guarnecida por uma fita de lã da mesma cor, que se lhe sobrepõe e o ultrapassa, caindo livremente. Na segunda altura do avental, o tecido é de urdidura de linho e trama de lã. Está dividida em duas zonas - uma superior e outra inferior - por uma fita de lã de cor preta e, acima dela, por um galão de tom dourado. A zona superior apresenta bandas longitudinais de cor preta alternadas com listas longitudinais de cores: vermelho, preto e branco. Na zona inferior, o tecido também é listado de modo semelhante, sendo que as bandas de cor preta dão lugar a outras com a mesma área, de cor vermelha, fina e muito intensamente listadas a preto. Todas as orlas laterais e inferior do avental são guarnecidas por uma fita de lã de cor preta.

 
Imagem 19
Local de Execução: Viana do Castelo / Perre
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: algodão, lã
Dimensões (cm): altura: 73; largura: 93;

Imag.19
Descrição: Avental de duas alturas de tecido manufaturado em tear caseiro. A primeira altura é em flanela de lã de cor azul e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. Sobreposta à sua orla superior surge uma fita de lã de cor laranja, que se estende para além dos limites do avental, caindo livremente. Na segunda altura do avental, o tecido é manufaturado com urdidura rala de algodão e trama de lã. As suas orlas laterais e inferior são guarnecidas por uma fita de lã de cor verde. Justaposta às orlas laterais surge uma larga banda longitudinal, com fundo de cor vermelha, da qual brotam "levantados", formando uma espécie de motivos fitográficos, de cores: vermelho, preto, branco e rosa. Esta segunda altura está dividida em duas zonas distintas, uma superior e outra inferior. A zona superior apresenta um fundo de cor azul-escura cortado por listas longitudinais de cor vermelha ou largas bandas de "levantados", formando um "ziguezague", de cores: vermelho, rosa, amarelo e preto. Na zona inferior, surgem motivos em "levantados" que se dispõem segundo seis bandas transversais: a primeira é constituída por uma repetição de triângulos de cores: rosa, vermelho, amarelo, verde e branco; a segunda e a última banda apresentam uma alternância entre motivos em estrela e motivos fitográficos semelhantes a uma flor de cores: rosa, amarelo, branco, preto e vermelho; a terceira e a quinta banda apresentam uma repetição de motivos cordiformes de cor branca ou amarela; por último, a quarta banda apresenta a repetição de motivos semelhantes a uma lira de cores: vermelho, branco, verde, rosa e preto.

 
Imagem 20
Local de Execução: Viana do Castelo / Meadela
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: lã
Dimensões (cm): altura: 67; largura: 86;

Imag.20
Descrição: Avental de duas alturas, em tecido de lã manufaturado em tear caseiro. A primeira altura é em flanela de lã de cor vermelha, e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. Sobreposta à sua extremidade superior surge uma fita de lã de cor rosa, que se estende para além dos limites laterais, caindo livremente. Na segunda altura, as orlas laterais e inferior são debruadas por uma fita de lã de cor verde. Justaposta a ambas as orlas laterais, surge uma banda longitudinal de "levantados" de cores: vermelho e preto, formando retângulos e motivos em "X". A segunda altura do avental está dividida, transversalmente, em duas zonas - uma superior e uma inferior - por uma fita de lã de cor rosa e, acima desta, por um galão em "ziguezague" de cor branca. Na zona superior, o fundo, de cor preta, é cortado por listas de cores: preto e vermelho, ou por bandas de cor vermelha preenchidas por "levantados" de cores: preto e vermelho, formando motivos geométricos. Na zona inferior, os "levantados" dispõem-se segundo seis bandas transversais: a primeira consiste num "ziguezague" de cores: preto e vermelho; a segunda apresenta a alternância de motivos fitomórficos de cores: preto, vermelho e branco, com motivos em "X" de cor preta; a terceira banda apresenta estilizações de cálices de cores: preto e vermelho, para os quais estão viradas duas aves de cor branca; a quarta banda apresenta a repetição de um vaso, de cor preta ou vermelha, semelhante a uma lira, do qual brotam flores da mesma cor ou de cor branca; a quinta banda é semelhante à terceira e, por último, a sexta banda é semelhante à segunda.

 
Imagem 21
Local de Execução: Viana do Castelo / Outeiro
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: algodão, lã
Dimensões (cm): altura: 71; largura: 89;

Imag.21
Descrição: Avental de duas alturas de tecido manufaturado em tear caseiro. A primeira altura é em flanela de lã de cor vermelha e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. À sua orla superior está sobreposta uma fita de lã de cor azul, que se prolonga para além dos limites do avental, caindo livremente. A sua extremidade inferior é adornada por uma lista transversal de bordados a fio de lã, formando motivos geométricos de cor amarela ou branca, e, em ambas as extremidades, por uma espécie de cálice de cores: amarelo e verde. A segunda altura é manufaturada com urdidura de algodão oculta e trama de lã. As suas orlas laterais e inferior são debruadas por uma fita de lã de cor verde. Esta altura está dividida em duas zonas, uma superior e outra inferior, por uma basta, adornada, transversalmente, por um "ziguezague" bordado a fio de lã de cor amarela e, acima deste, por uma espécie de motivos em espiga de cor branca. Na zona superior, o fundo de cor vermelha é cortado, longitudinalmente, por listas de "levantados", que formam motivos geométricos de cores: lilás, vermelho, branco, amarelo, azul, rosa e verde. A zona inferior é completamente preenchida por "levantados" dispostos segundo oito bandas transversais. A primeira banda é constituída por um "ziguezague" de cores: amarelo e vermelho, intercalado por motivos de cor rosa. A segunda, quarta, sexta e oitava bandas, semelhantes, são constituídas por pequenos espaços quadrangulares de cores: amarelo, vermelho, branco, verde, laranja, lilás ou azul, no seio dos quais surge uma espécie de "8" nas mesmas cores mencionadas, mas sempre diferente da do fundo. A terceira, quinta e sétima bandas são constituídas por uma espécie de lista de losangos justapostos, em todas as cores referidas atrás.

 
Imagem 22
Local de Execução: Viana do Castelo / Outeiro
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: algodão, lã
Dimensões (cm): altura: 70; largura: 79;


Imag.22
Descrição: Avental de duas alturas de tecido manufaturado em tear caseiro. A primeira altura é em escocês de lã, com fundo de cor azul cortado por um axadrezado de cor vermelha, e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. Sobreposta à sua orla superior está uma fita do mesmo material, que se prolonga para além dos limites do avental, caindo livremente. A segunda altura é manufaturada com urdidura rala de algodão e trama de lã. As suas orlas laterais e inferior são debruadas por uma fita de lã de cor verde. Justaposta a esta fita, em ambas arestas laterais, surge uma larga banda de cor vermelha de onde brotam motivos em "levantados" de cores: rosa e amarelo, semelhantes a losangos. Esta segunda altura do avental está dividida em duas zonas, uma superior e outra inferior, por uma basta, que é debruada por uma fita de lã de cor rosa e adornada por uma outra de cor branca, cosida de modo a formar folhos. Na zona superior, o tecido é de fundo de cor preta cortado por finas listas longitudinais de cor vermelha ou branca, ou por largas listas de cores: vermelho, preto e branco. A zona inferior apresenta motivos em "levantados", que se dispõem segundo sete bandas transversais: a primeira é constituída por um "ziguezague" de cores: verde e branco, com pequenos apontamentos de cores: rosa e amarelo; a segunda e a sexta banda são semelhantes: apresentam uma repetição de espaços retangulares de cor vermelha ou preta, cortados por um reticulado diagonal da mesma cor; a terceira e a quinta banda são semelhantes: apresentam uma repetição de motivos em losango, de cor verde ou amarela, para os quais estão viradas duas aves de cor amarela, rosa ou verde; a quarta banda apresenta motivos em estrela de cor rosa alternados com motivos em losango de cores: branco e verde ou branco e rosa; por último, a sétima banda é constituída por uma sucessão de triângulos de cor rosa, verde, branca ou amarela.

 
Imagem 23
Local de Execução: Viana do Castelo / Outeiro
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: algodão, lã
Dimensões (cm): altura: 73; largura: 87;

Imag.23
Descrição: Avental de duas alturas de tecido manufaturado em tear caseiro. A primeira altura é em tecido de lã, com um fundo de cor castanha cortado por um axadrezado de cores: azul-escuro e vermelho, e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. Sobreposta à sua orla superior surge uma fita de lã de cor castanha, que se estende para além dos limites do avental, caindo livremente. Na segunda altura do avental, o tecido é manufaturado com urdidura oculta de algodão e trama de lã. As suas orlas laterais e inferior são debruadas por uma fita de lã de cor verde. Esta altura é dividida em duas zonas, uma superior e outra inferior, por uma basta, também debruada a fita de lã de cor verde. Na zona superior, surgem listas longitudinais de cores: preto e castanho, preto e vermelho ou preto e branco. Na zona inferior, o fundo do tecido é semelhante ao anterior. Apresenta, no entanto, motivos formados por "levantados" dispostos segundo oito bandas transversais: a primeira é composta por um "ziguezague" de cores: amarelo, rosa, verde e branco; as restantes sete são compostas por quadrados, formados por "levantados" de cor vermelha ou preta, intercalados com pequenos motivos em losango de cores: branco, amarelo ou rosa.

Imagem 24
Local de Execução: Viana do Castelo / Meadela
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: algodão, lã
Dimensões (cm): altura: 66; largura: 87;

Imag.24
Descrição: Avental de duas alturas de tecido manufaturado em tear caseiro. A primeira altura é em flanela de lã de cor vermelha e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. Sobreposta à sua orla superior surge uma fita de lã de cor rosa, que se prolonga para além dos limites do avental, caindo livremente. A segunda altura é manufaturada com urdidura rala de algodão (?) e trama de lã. A percorrer, longitudinalmente, ambas as orlas laterais do avental surge uma larga banda, semeada, regularmente, por motivos semelhantes a um cálice de cores: preto, rosa e amarelo. Esta segunda altura está dividida em duas zonas, uma superior e outra inferior. Na zona superior, o fundo de cor vermelha é cortado por listas longitudinais de cor preta e por bandas de "levantados", formando motivos geométricos de cores: verde e vermelho. Na zona inferior, surgem motivos constituídos por "levantados", agrupados em seis bandas transversais: a primeira é constituída por uma sucessão de triângulos de cores: rosa, branco, verde, amarelo e vermelho; a segunda e a sexta banda são constituídas por motivos poliédricos de cor preta ou vermelha, alternados com motivos em cruz de cores: rosa e amarelo ou amarelo e verde; a terceira e a quinta banda são constituídas, ora por um motivo semelhante a um vaso de cor branca, ora por um conjunto formado por duas aves de cor rosa, voltadas para dois corações de cor verde, fechados por uma chave de cor amarela; por último, a quarta banda é constituída por um reticulado diagonal de cor vermelha alternado com uma espécie de estilização de "alminhas" de cor amarela.

segunda-feira, junho 15, 2015

TECIDOS MANUFATURADOS EM TEAR CASEIRO DE VIANA DO CASTELO (1)


A tecelagem de tecidos provenientes de fibras vegetais ou animais é tão antiga como a história do próprio homem.
Até à industrialização os únicos têxteis que o povo dispunha eram aqueles que ele próprio fabricava nos teares manuais e com as matérias-primas que produzia.
Em determinadas regiões, a produção têxtil manufatureira mantem-se ainda hoje, embora com uma menor importância que no passado, mas como forma de manutenção das tradições.
Os exemplos de tecidos manufaturados que de seguida se descrevem pertencem ao acervo do Museu Nacional de Etnologia e foram recolhidos no concelho de Viana do Castelo, com os quais foram confecionados aventais e saias.
Pretende-se sobretudo valorar os padrões, mais que o feitio ou utilização da peça de vestuário, daí a escolha das imagens ilustrativas.
Para que o artigo não seja demasiado extenso, vai ser publicado em duas partes, uma sobre as saias e outro relativo a aventais.

 
SAIAS

Imagem 1
Local de Execução: Viana do Castelo / Outeiro
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: lã e linho
Dimensões (cm): altura: 86; diâmetro: 150;

Imag.1
Descrição: Saia de duas alturas de tecido manufaturado em tear caseiro. Na primeira altura, o tecido é longitudinalmente listado a cores: branco, preto e vermelho, e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. O franzido faz com que a cor visível do cós seja, na sua maioria, o preto e o vermelho. A sua orla superior é debruada por duas fitas em tecido de lã de cor branca, que se lhe sobrepõem: a de cima é de cor cinzenta, a de baixo é de cor verde. A segunda altura de tecido é de urdidura de linho e trama de lã de cores: preto, vermelho e castanho, formando listas longitudinais. A 2/3 da altura, a saia apresenta uma abertura longitudinal por não se coser o tecido até ao cós. Fecha por meio do livre prolongamento da fita de cor cinzenta a ele sobreposta e de outra de cor branca, que está cosida na extremidade oposta. Na extremidade inferior, a saia apresenta um forro em tecido de cor preta. Interiormente, na mesma zona, apresenta um forro constituído por três retalhos em tecido de algodão (?): o de maior extensão é de fundo de cor branca cortado por um reticulado de cor preta; um segundo apresenta um fundo de cor preta listado a branco, e um terceiro apresenta uma alternância entre bandas longitudinais de cor verde com outras de cor branca, listadas com as cores: azul ou rosa.


Imagem 2
Local de Execução: Viana do Castelo
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: Algodão, lã
Dimensões (cm): altura: 78; diâmetro: 143;


Imag.2
Descrição: Saia de duas alturas, em tecido lã e algodão, manufaturado em tear caseiro. Na primeira altura, o tecido é listado a cores: preto e branco, e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. O franzido faz com que a cor visível seja, na sua maioria, o preto. A sua orla superior é guarnecida por uma fita de lã de cor preta, que se lhe sobrepõe. Na segunda altura, o tecido é de fundo de cor azul-escura cortado por listas finas longitudinais de cor branca ou por outras, mais largas, de cor branca e castanha. A certo ponto, o padrão do tecido altera-se, apresentando um fundo de cor azul, mais clara, cortado por listas de cor branca ou por largas listas de cor branca e castanha. A cerca de 3/5 da altura, a saia apresenta uma abertura longitudinal por não se coser o tecido até ao cós. Fecha por meio de um colchete metálico preso em cada uma das extremidades do cós e por meio do livre prolongamento da fita a ele sobreposta. A 2/5 da altura, a saia apresenta uma basta resultante do reviramento do tecido sobre si mesmo. Na extremidade inferior, a saia apresenta um forro em flanela de lã de cor preta. Na mesma zona, mas no interior, surge um pequeno forro em tecido de algodão, com fundo de cor preta cortado por um reticulado de cor branca e castanha. Na zona em que o tecido da saia é diferente, o forro interior também varia, sendo constituído por três retalhos de tecido de algodão (?).

Imagem 3
Local de Execução: Viana do Castelo / Perre
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: algodão, lã
Dimensões (cm): altura: 77; diâmetro: 171;

Imag.3
Descrição: Saia de duas alturas de tecido manufaturado em tear caseiro. Na primeira altura, o tecido é longitudinalmente listado a cores: branco e preto e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. O franzido faz com que a cor visível do cós seja, na sua maior extensão, o preto. A sua orla superior é guarnecida por uma fita de lã de cor preta, que se lhe sobrepõe. A segunda altura de tecido é de urdidura de algodão (?) e trama de lã de cores: azul-escuro e castanho, formando listas longitudinais. A 2/3 da altura, a saia apresenta uma abertura longitudinal por não se coser o tecido até ao cós. Fecha por meio do livre prolongamento da fita a ele sobreposta e de um colchete metálico cosido nas suas extremidades superiores. A cerca de 1/4 da altura, a saia apresenta uma basta, resultante do reviramento do tecido sobre si mesmo. Imediatamente abaixo da basta surge o forro da saia, em flanela de lã de cor preta. Interiormente, na mesma zona, apresenta um forro de igual altura, em tecido de algodão (?) de fundo de cor branca cortado por um reticulado de cor preta.

Imagem 4
Local de Execução: Viana do Castelo / Outeiro
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: algodão, lã
Dimensões (cm): altura: 75; diâmetro: 130;


Imag.4
Descrição: Saia de duas alturas de tecido manufaturado em tear caseiro. Na primeira altura, o tecido é longitudinalmente listado a cores: branco, preto e vermelho, e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. O franzido faz com que a cor visível seja, na sua maioria, o preto e o vermelho. A sua orla superior é guarnecida por uma fita em tecido de estopa de cor branca, que se lhe sobrepõe. A segunda altura de tecido é de urdidura de algodão e trama de lã de cores: preto, vermelho e castanho, formando listas longitudinais. A 2/3 da altura, a saia apresenta uma abertura longitudinal por não se coser o tecido até ao cós. Fecha por meio do livre prolongamento da fita a ele sobreposta e de um colchete metálico cosido nas suas extremidades. A 1/3 da altura, a saia apresenta uma basta, resultante do reviramento do tecido sobre si mesmo. A extremidade inferior da saia apresenta um forro em flanela de lã de cor preta. Interiormente, na mesma zona, apresenta um forro de igual altura, em tecido de algodão (?), com fundo de cor branca cortado por um reticulado de cores: vermelho e cinzento.

Imagem 5
Local de Execução: Viana do Castelo / Perre
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: lã, algodão
Dimensões (cm): altura: 81; diâmetro: 143;

Imag.5
Descrição: Saia de duas alturas, em tecido manufaturado em tear caseiro. A primeira altura é em tecido de lã de cores: azul-escuro e azul-claro, e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. Sobreposta à sua orla superior surge uma fina fita de tecido de algodão (?) com fundo de cor branca e reticulado de cor preta. A segunda altura é em tecido com urdidura de algodão de cor branca e trama de lã de cor azul-escura e preta, formando uma alternância entre listas longitudinais de cor branca com outras de cor azul-escura. De espaço a espaço surgem também largas listas longitudinais de "levantados" de cor preta, formando motivos geométricos. A 2/3 da altura, a saia apresenta uma abertura longitudinal por não se coser o tecido até ao cós. Fecha por meio do livre prolongamento da fita a ele sobreposta e de um colchete metálico colocado na extremidade superior da abertura. Na extremidade inferior, a saia apresenta um forro em tecido de lã de cor preta. A sua orla superior é recortada em "dentes de serra". No interior, a saia apresenta também um pequeno forro em tecido de algodão (?) semelhante ao do cós.

Imagem 6
Local de Execução: Viana do Castelo / Meadela
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: lã, estopa
Dimensões (cm): altura: 84; diâmetro: 144;

Imag.6
Descrição: Saia de duas alturas, em tecido de lã manufaturado em tear caseiro. A primeira altura constitui o cós. Aí, o tecido é listado, longitudinalmente, a branco e a azul-escuro. Porém, uma vez que é intensamente franzido, a cor visível no exterior é apenas a azul-escura. Sobreposta à sua extremidade superior, surge uma fita em tecido de estopa de cor branca. Na segunda altura, o tecido é longitudinalmente listado, formando bandas de cor azul cortadas por listas de cor branca, intercaladas com bandas de cor branca e castanha, cortadas por listas de cor azul. A cerca de 2/3 da altura, a saia apresenta uma abertura longitudinal por não se coser o tecido até ao cós. Fecha por meio do livre prolongamento da fita a ele sobreposta e de um colchete metálico cosido em ambas as extremidades superiores. Imediatamente antes do forro, a saia apresenta uma pequena basta, resultante do reviramento do tecido sobre si mesmo. O forro é em flanela de lã de cor preta. Na mesma zona, mas no interior da saia, surge um forro em tecido, com bandas longitudinais de cor verde intercaladas por outras de cor branca, listadas, longitudinalmente, a cor azul ou rosa.
 
Imagem 7
Local de Execução: Viana do Castelo / Outeiro



Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: estopa, lã
Dimensões (cm): altura: 76; diâmetro: 165;
Imag.7
Descrição: Saia de duas alturas de tecido manufaturado em tear caseiro. A primeira altura é em estopa de cor branca e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. Sobreposta à sua orla superior encontra-se uma fita do mesmo tecido. A segunda altura é em tecido de estopa de cor branca com lã de cor azul-escura. A lã é colocada de modo a formar finas listas longitudinais, espaçadas entre si. A cerca de 2/3 da sua altura, a saia apresenta uma abertura longitudinal por não se coser o tecido até ao cós. Fecha por meio do livre prolongamento da fita a ela sobreposta e de um colchete metálico colocado em ambas as extremidades da abertura. A cerca de 1/3 da altura a saia apresenta uma pequena basta resultante do reviramento do tecido sobre si mesmo. Na parte inferior, a saia apresenta um pequeno forro em tecido de lã de cor preta.

Imagem 8
Local de Execução: Viana do Castelo / Outeiro
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: lã, linho
Dimensões (cm): altura: 86; diâmetro: 185;
Imag.8
Descrição: Saia de duas alturas em tecido de linho e lã, manufaturada em tear caseiro. Na primeira altura, o tecido é listado a cores: preto, rosa, vermelho e branco, e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. A sua orla superior é guarnecida por uma fita de lã de cor vermelha, que se lhe sobrepõe. A segunda altura do tecido é constituída por largas bandas longitudinais compostas por listas de cores: azul-escuro, branco e castanho, intervaladas por bandas de cores: vermelho e azul-escuro, ou vermelho, azul-escuro e branco. A cerca de metade da altura, a saia apresenta uma abertura longitudinal por não se coser o tecido até ao cós. Fecha por meio de duas fitas de lã de cor rosa cosidas no cós, em cada uma das extremidades superiores da abertura. Na extremidade inferior, apresenta um forro em flanela de lã de cor preta. Interiormente, a orla inferior da saia apresenta também um pequeno forro em tecido de fundo de cor branca, cortado, de espaço a espaço, por conjuntos de barras de cores: azul e vermelho.

Imagem 9
Local de Execução: Viana do Castelo / Santa Marta de Portuzelo
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: algodão, lã
Dimensões (cm): altura: 86; diâmetro: 177;


Imag.9
Descrição: Saia de duas alturas de tecido, manufaturado em tear caseiro com urdidura de algodão e trama de lã. A primeira altura é o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. O tecido é listado, longitudinalmente, com as cores: preto, branco e vermelho. Contudo, o franzido faz com que as cores visíveis para o exterior sejam, na sua maior extensão, apenas o vermelho e o preto. Sobreposta à orla superior do cós surge uma fita de lã de cor vermelha. A segunda altura da saia é listada, longitudinalmente, formando largas barras de cores: preto e vermelho ou barras mais finas de cores: preto e branco. A cerca de 2/3 da altura, a saia apresenta uma abertura longitudinal por não se coser o tecido até ao cós. Fecha por meio do livre prolongamento da fita a ele sobreposta. Imediatamente antes do forro, a saia apresenta uma pequena basta, resultante do reviramento do tecido sobre si mesmo. O forro é em flanela de lã de cor preta. Apresenta, junto à sua extremidade superior, uma fina silva, bordada transversalmente, a fio de algodão de cor branca, da qual brotam folhas e pequenos ramos espiralados. Na mesma zona, mas no interior da saia, surge um forro em tecido listado com bandas longitudinais de cor verde, intercaladas por outras de cor branca, listadas a azul ou rosa.

Imagem 10
Local de Execução: Viana do Castelo / Meadela
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: algodão, lã
Dimensões (cm): altura: 79; diâmetro: 161;

Imag.10

Descrição: Saia de duas alturas de tecido manufaturado em tear caseiro. A primeira altura é em tecido de lã listado, longitudinalmente, a preto, vermelho e branco, e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. O franzido faz com que as cores visíveis no exterior sejam, na sua maioria, o vermelho seguido do preto. Sobreposta à orla superior do cós surge uma fita de lã de cor vermelha. Na segunda altura, o tecido é manufaturado com urdidura rala de algodão (?) e trama de lã, formando, assim, bandas longitudinais de cores: azul e branco, vermelho, preto e branco ou azul, branco e castanho. A cerca de 2/3 da altura, a saia apresenta uma abertura longitudinal por não ser coser o tecido até ao cós. Fecha por meio de duas fitas em chita de algodão de cor branca, estampada com motivos florais de cores: azul, verde e vermelho, colocadas em cada uma das extremidades superiores da abertura. Na extremidade inferior, a saia apresenta um forro em flanela de lã de cor preta. A orla inferior da saia é debruada por uma fita de lã da mesma cor. Interiormente, a saia apresenta um pequeno forro em tecido de cor creme estampado com largas bandas longitudinais de cor branca, listadas a azul ou rosa.

Imagem 11
Local de Execução: Viana do Castelo / Outeiro
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: estopa, lã
Dimensões (cm): altura: 79; diâmetro: 152;

Imag.11

Descrição: Saia de duas alturas de tecido manufaturado em tear caseiro. A primeira altura é em tecido de estopa de cor branca e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. Sobreposta à sua orla superior surge uma fita de lã de cor vermelha. A segunda altura é em estopa de cor branca com lã de cores: vermelho e azul. A lã é colocada de modo a formar finas listas longitudinais, nas quais surgem, de espaço a espaço, "levantados". A cerca de 3/4 da sua altura, a saia apresenta uma abertura longitudinal por não se coser o tecido até ao cós. Fecha por meio do livre prolongamento da fita a ele sobreposta e de um colchete metálico colocado em ambas as extremidades da abertura. A 1/3 da altura, a saia apresenta uma pequena basta resultante do reviramento para o exterior do tecido. Na extremidade inferior surge um pequeno forro em flanela de lã de cor vermelha.

Imagem 12
Local de Execução: Viana do Castelo / Perre
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: algodão, lã
Dimensões (cm): altura: 68; diâmetro: 160;
Descrição: Saia de duas alturas de tecido manufaturado em tear caseiro.



Imag.12
A primeira altura é em tecido de lã de cor vermelha, listado, longitudinalmente, a cores: branco, azul, verde e rosa, e constitui o cós. Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. Sobreposta à sua orla superior surge uma fita de tecido, com fundo de cor branca cortado por um fino reticulado de cor vermelha. A segunda altura é em tecido de algodão de cor branca listado a lã de cores: azul-escuro, azul-escuro e vermelho, azul-escuro e verde ou vermelho. A saia apresenta uma abertura longitudinal por não se coser o tecido até ao cós. Fecha por meio do livre prolongamento da fita a ele sobreposta. Na extremidade inferior, a saia apresenta um forro em flanela de lã de cor preta. A sua orla superior é recortada em "dentes de serra". No interior, a saia apresenta um pequeno forro em tecido com fundo de cor cinzenta cortado por um axadrezado de cor preta.


Imagem 13
Local de Execução: Viana do Castelo / Outeiro
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: lã, linho, estopa
Dimensões (cm): altura: 81; diâmetro: 160;
Imag.13
Descrição: Saia de duas alturas, em tecido manufaturado em tear caseiro.
A primeira altura é em tecido de estopa de cor branca muito franzido, e constitui o cós. A sua orla superior é guarnecida por uma fita do mesmo tecido e cor, que se lhe sobrepõe. Na segunda altura, o tecido é construído com urdidura de linho de cor branca e trama de lã tinginda de vermelho, castanho e preto, formando listas longitudinais. A 2/3 da altura, a saia apresenta uma abertura longitudinal por não se coser o tecido até ao cós. Fecha por meio do livre prolongamento da fita a ele sobreposta. Na extremidade inferior, a saia apresenta um forro em flanela de lã de cor vermelha.

Imagem 14
Local de Execução: Viana do Castelo / Outeiro
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: linho, lã, algodão
Dimensões (cm): altura: 83; diâmetro: 170;

Imag.14
Descrição: Saia de duas alturas de tecido manufaturado em tear caseiro, com urdidura de linho e trama de lã e algodão. A primeira altura constitui o cós.
Este é formado por se franzir muito intensamente o tecido. Apresenta listas longitudinais de cores: branco, branco e castanho, vermelho ou preto. O franzido faz com que as cores visíveis no exterior sejam, na sua maioria, o vermelho, seguido do preto e do branco. Sobreposta à sua orla superior surge uma fita de lã de cor vermelha. A segunda altura apresenta listas longitudinais de cores: preto e branco ou preto, branco e vermelho. As listas que contêm fio de lã de cor vermelha apresentam "levantados" da mesma cor. A saia apresenta uma abertura longitudinal por não se coser o tecido até ao cós. Fecha por meio do livre prolongamento da fita a ele sobreposta e de um colchete metálico colocado em ambas as extremidades da abertura. A cerca de metade da altura da saia surge uma basta, resultando do reviramento do tecido para o exterior. Na parte inferior, a saia apresenta um forro em flanela de lã de cor vermelha.

Imagem 15
Local de Execução: Viana do Castelo / Perre
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: lã
Dimensões (cm): altura: 77; diâmetro: 127;

Imag.15
Descrição: Saia de duas alturas, em tecido de lã com fundo de cor preta, manufaturado em tear caseiro. A primeira altura da saia é o cós.
Este é muito franzido, formando pregas que se prolongam pela segunda altura. Sobre o fundo de cor preta surgem pequenas bandas longitudinais de cores: preto e verde ou azul e branco. A sua orla superior é guarnecida por uma fita em tecido de lã de cor preta que se lhe sobrepõe. Na segunda altura, o fundo é cortado, de espaço a espaço, por bandas de cor verde e preta ou por largas bandas de cores: azul, branco, preto e verde. A cerca de 2/3 da altura, a saia apresenta uma abertura longitudinal por não se coser o tecido até ao cós. Fecha por meio do livre prolongamento da fita a ele sobreposta. A cerca de 3/7 da altura, a saia apresenta um forro em flanela de lã de cor preta, cuja orla superior é recortada em "dentes de serra". Um pouco abaixo, surge uma silva, disposta transversalmente, que percorre o perímetro da saia. A silva é bordada a fio de algodão. Forma uma espécie de ramo ondulado, de cor verde, do qual brotam pequenas folhas da mesma cor; motivos florais em sinete de cores: azul-caro, amarelo e violeta; e motivos florais de cinco pétalas, de cores: laranja, violeta e branco. A orla inferior da saia é debruada por uma fita de lã cor preta. Interiormente, a saia apresenta um forro em tecido de cor beje, cortado por bandas de cor branca. Estas são listadas, longitudinalmente, ora a azul, ora a vermelho ou rosa.
Imagem 16
Local de Execução: Viana do Castelo / Carreço / Montedor
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: algodão, lã, linho
Dimensões (cm): altura: 64; diâmetro: 102;
Imag.16
Descrição: Saia, manufaturada em tear caseiro com urdidura de algodão de cor branca e trama de lã de cor preta, com fio de estopa de cor branca. 
Forma assim um listado vertical muito fino que alterna entre branco e preto. A parte superior da saia é o cós. Este é muito franzido, formando pregas que se prolongam por toda a altura. A orla superior do cós é guarnecida por uma fita em tecido de cores: azul, amarelo e branco. A 2/3 da altura, a saia apresenta uma abertura longitudinal por não se coser o tecido até ao cós. Fecha por meio do livre prolongamento da fita a ele sobreposta. A cerca de 1/4 da altura, a saia apresenta um forro em riscado de algodão (?) de cor preta, cortado por listas muito finas, espaçadas entre si, de cor branca. A orla inferior da saia é guarnecida por uma fita em tecido de lã de cor preta.

Imagem 17
Denominação: Saia
Local de Execução: Viana do Castelo / Areosa
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: lã
Dimensões (cm): altura: 73; diâmetro: 132;
Descrição: Saia de duas alturas, em tecido de lã com fundo de cor vermelha, manufaturado em tear caseiro.


O fundo é cortado por um padrão complexo de bandas dispostas longitudinalmente: bandas de cor vermelha, cortadas por uma lista de cor branca, uma de cor preta e por três listas de "levantados" de cor vermelha; bandas de cor branca ou vermelha com "levantados" de cor vermelha, formando motivos geométricos; bandas constituídas por finas listas de cores: rosa, branco, preto, amarelo e verde. A primeira altura da saia é o cós. Este é muito franzido, formando pregas que se prolongam pela segunda altura. A orla superior é guarnecida por uma fita em tecido de lã de cor vermelha, que se lhe sobrepõe. A cerca de 2/3 da altura, a saia apresenta uma abertura longitudinal por não se coser o tecido até ao cós. Fecha por meio de um colchete metálico e do livre prolongamento da fita sobreposta ao cós. A cerca de 1/3 da altura, a saia apresenta um forro em flanela de lã de cor vermelha, cuja orla superior é recortada em "dentes de serra". Este é adornado, junto às orlas superior e inferior, por uma silva transversal. Ambas as silvas são onduladas; são delineadas por uma faixa de pontos em cruz, dados a fio de lã de cor amarela, e por um pequeno encordoado de cor branca e preta. De espaço a espaço, brotam motivos fitográficos, bordados a cheio, com lã de cores: rosa, azul, verde, branco e amarelo. O espaço em redor das silvas é semeado com pequenas missangas transparentes inseridas num pequeno disco metálico. O interior da saia apresenta um pequeno forro em tecido de cor branca cortado por um reticulado de cor alaranjada.


            

sexta-feira, junho 12, 2015

ROUPA DE BAIXO IV - Ceroulas


Publiquei em 2014 um conjunto de artigos do Prof. José Joaquim Ferreira Marques sobre Roupa de Baixo, essencialmente peças femininas.
Neste espaço de tempo, tenho procurado informações sobre roupa interior masculina mas sem grande sucesso.
Por sorte, recentemente juntei à minha coleção uma peça de roupa interior masculina usada por todo o país e classes sociais, umas ceroulas, cujas características aqui descrevo.
Tendo em consideração o tecido utilizado, feitio e o uso de botões, esta peça parece ser de produção “industrial”,o que poderá significar alguma capacidade financeira do seu utilizador.

Datação: Início do séc. XX
Matéria: Algodão branco, botões de massa (4)
Proveniência: Alter do Chão (Alto Alentejo)
 


Frente
Traseira
 
Perna


Artigos relacionados:

ROUPA DEBAIXO II – das “cuecas aos culotes”
ROUPA DEBAIXO III – Meias



 

segunda-feira, junho 08, 2015

BLUSAS DOMINGUEIRAS DA NAZARÉ


As duas blusas que apresento são provenientes da Nazaré e foram executadas no final da década de 40 do sec.XX, para serem utilizadas por uma criança, fazendo parte da minha coleção.

Datação: Séc. XX
Matéria: Algodão (chita), plástico (botões), viscose/poliéster (renda)
Técnica: Estampagem
Proveniência: Oferta da utilizadora

 



Outros artigos relacionados:
Traje da Mulher da Nazaré ; Aventais da Nazaré; Traje daNazaré – Chapéu; Traje da Nazaré – Capa; As sete saias da Nazaré; Traje doPescador da Nazaré; Mulher dos Cabazes – Nazaré – Estremadura; AS ALGIBEIRAS NOTRAJE POPULAR III – ESTREMADURA, BAIXO VOUGA, ALENTEJO E ALGARVE

quinta-feira, abril 02, 2015

1º Congresso de Folclore e Etnografia do Alentejo

Irá realizar-se no próximo dia 11 de Abril na Biblioteca Municipal Almeida Faria, o "1º Congresso de Folclore e Etnografia do Alentejo", organizado pela Federação do Folclore Português.
Deixo o programa e a ficha de inscrição.

A não perder.



quarta-feira, março 25, 2015

“TRAJE ENCENADO” NO MUSEU MUNICIPAL DE OURÉM


“TRAJE ENCENADO” é a próxima proposta para a exposição temporária do Museu Municipal de Ourém – Casa do Administrador, e será inaugurada pelas 16h00 do dia 29 de março.

Até ao dia 28 de junho, o visitante terá acesso a representações nacionais de trajes - encenados e fotografados em estúdio por Carlos Relvas entre finais do século XIX e inícios do século XX – que comunicam com indumentárias de trajes de Ourém, recriados por oito grupos de ranchos folclóricos do concelho, exibidos nas suas atuações.

A exposição poderá ser visitada de terça a domingo, das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

O Museu Municipal de Ourém (MMO) é uma estrutura de gestão museológica e patrimonial, apta a coordenar o funcionamento das várias unidades com tutela municipal.

A Casa do Administrador é uma infraestrutura permanente, vocacionada para o estudo e a difusão da representação da identidade cultural e dos patrimónios de Ourém.

O edifício associa-se à história das Aparições de Fátima por ter acolhido os três videntes, Jacinta, Francisco e Lúcia entre 13 e 15 de agosto de 1917. Essa ocorrência teve como mediador Artur Oliveira Santos, figura da história local que ocupava o cargo de Administrador do Concelho, e por isso interferiu no fenómeno religioso interrogando as crianças e alojando-as em sua casa.