sexta-feira, Setembro 19, 2014

AS ALGIBEIRAS NO TRAJE POPULAR I - MINHO

A algibeira fazia parte da indumentária feminina de norte a sul do país, sendo substituída aos poucos pelos vulgares porta-moedas. Para além de constituir um elemento decorativo, como acontecia no norte do país, era sobretudo utilitário. Para uma maior segurança era resguardada sob o avental ou da "saia de cima", junto à abertura da mesma, sempre do lado direito e fixada à "saia de baixo" por um alfinete de dama. Neste objeto, a mulher transportava o dinheiro que necessitava no seu quotidiano ou até as suas economias, e muitas vezes, um amuleto como forma de proteção e ou superstição religiosa.
Inicio hoje a publicação de um conjunto de imagens de algibeiras existentes em museus nacionais.
É na região do Minho que a algibeira atingiu o seu expoente erudito e decorativo, pelo que será a região que maior representatividade neste conjunto de artigos.
Os exemplares aqui descritos são provenientes das coleções do Museu Nacional de Etnologia (Lisboa), Museu de Arte Popular (Lisboa) e Museu de Alberto Sampaio (Guimarães).

MUSEU NACIONAL DE ETNOLOGIA (Lisboa)

 
Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: Flanela (lã); Tecido (lã); Tecido (linho); Chita (algodão); Veludo (seda); Lã; Plástico; Metal

Dimensões (cm): altura: 31; largura: 18;
Descrição: Algibeira cordiforme, com corpo em tecido de linho de cor branca, forrado, à frente, a flanela de lã de tom rosa e, atrás, a chita de algodão de cor rosa, semeada com motivos fitográficos de cor preta. Todas as orlas da algibeira são debruadas por uma fita de lã de tom arroseado. Na extremidade superior, tal fita estende-se para além dos limites da algibeira, caindo livremente. Na parte da frente, nas orlas laterais, a mesma fita é adornada por outras semelhantes, ora de cor amarela, ora de cor rosa, cosidas de modo a formar folhos. A flanela é adornada por motivos fitomórficos, que acompanham os contornos da algibeira, semelhantes a ramificações. Cada ramificação é delineada por um fino encordoado e por pequenas aplicações redondas em metal, entre as quais brotam motivos bordados a missanga de cor branca e a lã de cores: verde, rosa e amarelo. No ápice da algibeira, surge um motivo cordiforme bordado a cheio com fio de lã de cor verde. No centro da algibeira, surge uma abertura triangular, de base transversal e vértice orientado para cima. A orla de tal abertura é debruada a fita de lã de cor rosa com aplicações de missangas de cores: azul e branco. A esta base transversal está cosida uma pala de contornos lobulares, em tecido de linho de cor branca, forrado, à frente, a veludo de cor preta. A orla da pala é debruada por uma fita de lã de cor amarela. É adornada por aplicações de missangas de cores: branco e azul, por ponteados de lã de cores: vermelho, verde, branco e rosa, e pela inscrição: "AMOR", bordada a missanga de cor branca. O interior da abertura é forrado com um retalho em flanela de lã de cor preta. Este é adornado por aplicações de missangas de cores: branco e azul, formando uma estrela central, e por pequenas aplicações redondas em metal.
Proveniência: Viana o Castelo / Meadela

Datação: XIX d.C. - XX d.C.

Matéria: Flanela (lã); Tecido (lã); Tecido (algodão ?); Algodão; Plástico (?); Metal
Dimensões (cm): altura: 28; largura: 18;

Descrição: Algibeira cordiforme, com corpo em tecido de algodão (?) de cor branca, forrado, à frente, a flanela de lã de cor verde. Na parte de trás, o tecido de algodão (?) é estampado com motivos fitográficos ovóides de cor rosa. Todas as orlas da algibeira são debruadas por uma fita de lã de cor azul. Nas orlas laterais, sobre esta fita, dispõem-se outras, ora de cor verde, ora de cor rosa, cosidas de modo a formar um "ziguezague". No centro da algibeira surge uma abertura triangular. Cosida à aresta transversal da abertura surge uma pala de contornos lobulares em flanela de lã de cor preta. Tanto as orlas da abertura como as da pala são debruadas por uma fita de lã de cor rosa. A parte superior da algibeira apresenta a inscrição "VIANA", bordada a missangas de cor transparente. O restante corpo da algibeira, a pala e o interior da abertura apresentam motivos florais delineados a canutilho, bordados a cheio com fio de algodão de cores: azul, branco, lilás, rosa e amarelo. Tais motivos são ainda adornados por missangas, ou em plástico (?) transparente ou de cores amarela e azul, e lantejoulas metálicas. No corpo da algibeira, os motivos florais têm origem num pequeno coração bordado no seu ápice inferior.
Proveniência: Braga / Caminha / Dem

Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: Tecido (lã); Tecido (estopa); Veludo (seda); Tecido (?)
Dimensões (cm): altura: 30,5; largura: 19;

Descrição: Algibeira cordiforme, com corpo em tecido de estopa de cor branca, forrado, à frente, com retalhos de tecido de lã e de veludo. Todas as orlas da algibeira são debruadas a fita de lã de cor laranja. Na extremidade superior, tal fita prolonga-se para além dos limites da algibeira, caindo livremente. À frente apresenta um forro de nove retalhos de tecido. Ao centro, formando uma cruz, o tecido é de lã de cor vermelha; em ambos os cantos superiores, o tecido é de veludo de cor preta; nos cantos inferiores, o tecido é de lã de cor preta. No centro da "cruz", surge uma abertura triangular, de base transversal e vértice orientado para cima, cuja orla é debruada por uma fita de lã de cor laranja. No seu interior, a abertura apresenta uma divisória arqueada, parcialmente visível, em tecido semelhante ao do corpo da algibeira, formando um duplo bolso. Tal divisória é forrada, em cima, por tecido de lã de cor vermelha e é guarnecida, na orla, por uma fita de lã de cor laranja. O fundo da abertura é forrado a tecido com fundo de cor branca, estampado com motivos florais de cores: lilás, amarelo, vermelho e verde.
Proveniência: Viana do Castelo / Outeiro

Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: Tecido (lã); Veludo (seda); Tecido (?); Plástico

Dimensões (cm): altura: 24; largura: 22;

Descrição: Algibeira cordiforme em tecido de lã de cor preta. Os seus contornos são debruados por uma fita de lã da mesma cor: na extremidade superior, a fita estende-se para além dos limites da algibeira, caindo livremente; no restante perímetro, a fita é adornada com um bordado a missangas de cor preta, formando círculos e tornando a orla da algibeira lobulada. A algibeira apresenta uma silva, também bordada a missanga de cor preta, cujos ramos se assemelham a pequenas espirais. Ao centro surge uma abertura triangular, de base transversal e vértice orientado para cima. À base está cosido um pequeno retalho em veludo de cor preta, de formato simétrico à abertura. Tanto a orla da abertura como a do retalho são guarnecidas por uma fita de lã de cor preta e são adornadas com missangas da mesma cor. O centro do retalho apresenta, bordadas a missanga de cor preta, a inscrição "AMOR", seguida de um motivo em estrela. O fundo da abertura é forrado a veludo de cor preta. Apresenta um pequeno coração e quatro pequenas estrelas também bordadas a missangas de cor preta. A restante área interior da abertura é forrada por um tecido, com fundo de cor branca cortado por um axadrezado de cor azul. A parte de trás da algibeira é forrada com tecido de cor preta, semeado com motivos florais de cor branca.
Proveniência: Viana do Castelo / Montaria

Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: Tecido (lã); Veludo (seda); Chita (algodão); Tecido (?); Plástico
Dimensões (cm): altura: 27,5; largura: 18;

Descrição: Algibeira cordiforme, constituída, à frente, por retalhos de veludo de cor preta e tecido de lã de cor azul, dispostos, simetricamente e de uma forma radial. As orlas exteriores da algibeira são debruadas por uma fita de lã de cor preta. Na extremidade superior, tal fita estende-se para além dos limites da algibeira, caindo livremente. Os retalhos de veludo e de tecido de lã são guarnecidos, nas zonas de junção e ao centro, por pontos em cruz, dados a fio de lã de cores: verde, amarelo, vermelho e azul. Ao centro, a algibeira apresenta uma abertura triangular, de base transversal e vértice orientado para cima. Cosida a esta base está uma pala, de formato simétrico à abertura, em veludo de cor preta. A pala é também adornada por pontos em cruz, dados a fio de lã, e por um botão redondo, em plástico de cor branca, cosido no vértice mais inferior. Tanto a orla como a pala da abertura são guarnecidas por uma fita de lã de cor preta. O interior da abertura é forrado por diversos retalhos de chita de algodão, estampada com motivos florais. Um dos retalhos forma também uma espécie de pala interior, que fecha por meio de um botão redondo, em plástico de cor madrepérola. Atrás, a algibeira é forrada a tecido, com fundo de cor branca cortado por motivos fitográficos de cor azulada.
Proveniência: Viana do Castelo / Meadela

Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: Tecido (linho); Tecido (lã); Flanela (lã); Veludo (seda); Chita (algodão) (?); Plástico; Metal
Dimensões (cm): altura: 31; largura: 19,5;

Descrição: Algibeira cordiforme, com corpo em tecido de linho de cor branca, forrado: à frente, com flanela de lã de cor vermelha e, atrás, com chita de algodão (?) de cor rosa semeada com motivos florais de cores: verde, rosa e branco. A extremidade superior da algibeira é guarnecida por uma fita de lã de cor vermelha, que se estende para além dos limites laterais, caindo livremente. O restante perímetro é guarnecido por uma fita de lã de tom arroseado. Sobre esta fita, à frente, a orla é adornada por uma fita de lã de cor rosa e outra de cor amarela, cosidas, ora uma ora outra, de modo a formar folhos. A frente da algibeira é totalmente preenchida por bordados de missangas de cores: azul, branco e amarelo. Os bordados formam uma espécie de motivos fitográficos em ramos, que acompanham os contornos da algibeira. Em cima, surge também a inscrição "1905"; em baixo, no ápice, surge o escudo real. Ao centro, a algibeira apresenta uma abertura triangular, de base transversal e vértice orientado para cima, A esta base está cosida uma pala, de contornos lobulares, simétrica à abertura, em chita de algodão, semelhante àquela descrita anteriormente, forrada, à frente, a veludo de seda de cor preta. Tanto as orlas da abertura como as da pala são debruadas por uma fita de lã de cor verde. A pala apresenta motivos bordados a missanga de cores: azul e amarelo, e a inscrição "AMOR", bordada a missanga de cor branca. O fundo da abertura é forrado a veludo de seda de cor preta. É totalmente preenchido por motivos cordiformes e fitomórficos bordados a missanga de cores: azul, amarelo e branco.
Proveniência: Viana do Castelo / Santa Marta de Portuzelo

Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: Tecido (lã); Veludo (seda); Chita (algodão); Tecido (?); Plástico

Dimensões (cm): altura: 25; largura: 18;

Descrição: Algibeira cordiforme, constituída, à frente, por retalhos de veludo de cor preta e tecido de lã de cor azul, dispostos, simetricamente e de uma forma radial. As orlas exteriores da algibeira são debruadas por uma fita de lã de cor azul. Na extremidade superior, tal fita estende-se para além dos limites da algibeira, caindo livremente. Os retalhos de veludo e de tecido de lã são guarnecidos, nas zonas de junção e ao centro, por pontos em cruz, dados a fio de lã de cores: verde, amarelo e vermelho. Ao centro, a algibeira apresenta uma abertura triangular, de base transversal e vértice orientado para cima. Cosida a esta base está uma pala, de formato simétrico à abertura, em veludo de cor preta. A pala é também adornada por pontos em cruz, dados a fio de lã de cores: vermelho, amarelo e verde, e por um botão redondo, em plástico de cor branca, cosido no vértice mais inferior. Tanto a orla da abertura como a da pala são guarnecidas por uma fita de lã de cor azul. O interior da abertura é forrado por diversos retalhos em chita de algodão, estampados com motivos florais. Um dos retalhos forma também uma espécie de pala interior triangular, debruada por uma fita de lã de cor azul, que fecha por meio de um botão redondo, em plástico de cor madrepérola. Atrás, a algibeira é forrada por tecido, com fundo de cor branca cortado por motivos fitográficos de cor azulada.
Proveniência: Viana do Castelo / Meadela

Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: Tecido (algodão ?); Tecido (lã); Flanela (lã); Tecido (?); Algodão; Plástico (?); Metal
Dimensões (cm): altura: 25; largura: 17;

Descrição: Algibeira cordiforme, com corpo em tecido de algodão (?) de cor branca, forrado, à frente, a flanela de lã de cor azul. Na parte de trás, o tecido de algodão (?) é estampado com motivos fitográficos ovóides de cor rosa. Todas as orlas da algibeira são debruadas por uma fita de lã de cor azul. Nas orlas laterais, sobre esta fita, dispõem-se outras, ora de cor verde, ora de cor rosa, cosidas de modo a formar um "ziguezague". No centro da algibeira surge uma abertura triangular. Cosida à aresta transversal da abertura surge uma pala de contornos lobulares em flanela de lã de cor preta. A orla da abertura é debruada por uma fita de lã de cor azul; a da pala é debruada por uma de cor rosa. O corpo da algibeira, a pala e o interior da abertura apresentam motivos florais delineados a canutilho, bordados a cheio com fio de algodão de cores: verde, rosa, amarelo, vermelho, laranja, branco, azul e roxo. Tais motivos são ainda adornados por missangas em plástico (?) transparente e de cor amarela. No corpo da algibeira, os motivos florais têm origem num pequeno coração bordado no seu ápice inferior.
Proveniência: Braga / Caminha / Dem


Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: Tecido (lã); Veludo (seda); Tecido (?); Algodão
Dimensões (cm): altura: 22; largura: 17;

Descrição: Algibeira de formato cordiforme, em tecido de lã de cor cinzenta, cortado em viés. É debruada, nas orlas, por uma fita de lã de cor verde: na extremidade superior, tal fita estende-se para além dos seus limites, caindo livremente; no restante perímetro, a fita é guarnecida com pontos dados a fio de lã de cor branca, formando um "zigue-zague". No centro, apresenta uma abertura triangular de base transversal e vértice orientado para cima. Cosida a essa base transversal, surge uma pala de contornos lobulares. Tanto o interior da abertura como a pala são forrados a veludo de seda de cor preta e são debruados, nas suas orlas, com uma fita de lã de cor verde, a qual apresenta um trabalhado em "zigue-zague", a fio de lã de cor branca. Ambas as zonas têm também motivos florais, bordados a cheio com fio de lã: no interior da abertura, uma flor de cores, verde e branco; na pala, duas flores de cores, lilás e branco. A parte de trás da pala é em tecido de cor azul-escura cortado por um reticulado de cor branca. A restante área frontal da algibeira é totalmente preenchida por uma espécie de ramo que segue os seus contornos. Dele brotam, de espaço a espaço, folhas bordadas a cheio com fio de lã de cores: lilás, azul, verde, branco e amarelo. Na extremidade inferior da algibeira, esse ramo forma uma espécie de motivo cordiforme, também bordado a cheio com fio de lã de cores: amarelo e lilás. Na parte de trás, a algibeira é forrada com um tecido de fundo de cor rosa-clara, que é cortado por um reticulado de cor lilás, e, no centro desse reticulado, por listas longitudinais muito finas, de cor branca.
Proveniência: Viana do Castelo / Perre

Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: Tecido (lã); Tecido (estopa); Veludo (seda); Plástico
Dimensões (cm): altura: 25; largura: 18;

Descrição: Algibeira cordiforme, com corpo em tecido de estopa de cor branca, forrado, à frente, por quatro retalhos de tecido de lã. A orla superior é guarnecida com duas fitas de lã: uma de cor rosa e outra de cor verde. A cada extremidade da orla, está cosida uma fita de lã de cor rosa, cujas extremidades caem livremente. O restante perímetro da algibeira está debruado, na orla, com uma fita do mesmo estilo e cor. À frente, os retalhos de tecido de lã dispõem-se em bandas transversais: a primeira é de fundo de cor azul-escura, cortado por pequenas listas de cores: vermelho e laranja; a banda seguinte é de fundo de cor vermelha, cortado por finas listas de cor preta; a terceira banda é de cor preta e, por último, a quarta banda é semelhante à segunda. Na zona de junção entre a segunda e a terceira bandas, surge a base transversal de uma abertura triangular, cujo vértice superior se encontra na primeira banda. Cosido a esta base, e ao corpo da algibeira, está um forro triangular, simétrico à abertura, de fundo de cor vermelha cortado por finas listas de cor preta. Tanto a abertura como este forro estão guarnecidos, nas orlas, por uma fita de lã: na abertura, a fita é de cor rosa e apresenta, de espaço a espaço, pequenos botões redondos, em plástico de cor branca; no forro triangular, a fita é de cor amarela. No seu interior, a abertura apresenta uma divisória parcialmente visível, do mesmo tecido da algibeira, formando um duplo bolso. Tal divisória é forrada, em cima, por veludo de cor preta e é guarnecida, na orla, por uma fita de lã de cor rosa e, ao centro, por um botão redondo, em plástico de cor branca. O fundo da abertura é forrado a tecido de lã de cor vermelha.
Proveniência: Viana do Castelo / Outeiro


Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: Tecido (lã); Veludo (seda); Tecido (estopa)
Dimensões (cm): largura: 19; comprimento: 30;

Descrição: Algibeira cordiforme com corpo em tecido de estopa de cor branca, forrado, à frente, com tecido de lã. Todas as orlas da algibeira são guarnecidas com uma fita de lã de cor preta. Em cima, tal fita estende-se para além dos limites da algibeira, caindo livremente. À frente, a maior extensão é forrada a tecido de lã de cor preta, sendo que na extremidade inferior, o tecido de lã é de cor azul. A cerca de metade da altura, surge uma abertura de formato triangular, de base transversal e vértice orientado para cima. A orla desta abertura é guarnecida com uma fita de lã de cor verde. À base transversal está cosida uma pala, de contornos lobulares, em tecido de estopa, forrado, à frente, com tecido de lã de cor azul e guarnecido, na orla, com fita de lã de cor preta. No seu interior, a abertura apresenta uma divisória, parcialmente visível, do mesmo tecido da algibeira, formando um duplo bolso. Tal divisória é forrada, em cima, a veludo de cor preta. O fundo da abertura é forrado: em cima, a tecido de lã de cor azul e, abaixo deste, a veludo de cor preta.
Proveniência: Viana do Castelo / Outeiro


Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: Tecido (lã); Veludo (seda); Flanela (lã); Chita (algodão); Tecido (?); Plástico
Dimensões (cm): altura: 28; largura: 21;

Descrição: Algibeira cordiforme, constituída, à frente, por retalhos de veludo de cor preta e flanela de lã de cor rosa, dispostos, simetricamente e de uma forma radial. A extremidade superior é debruada por uma fita de lã de cor preta, que se estende para além dos limites da algibeira, caindo livremente. No restante perímetro, a orla é debruada por uma fita de lã de cor rosa. Os retalhos de veludo e de flanela são guarnecidos, nas zonas de junção e ao centro, por pontos em cruz, dados a fio de lã de cores: verde, amarelo, vermelho e azul. Ao centro, a algibeira apresenta uma abertura triangular, de base transversal e vértice orientado para cima. Cosida a esta base está uma pala triangular, simétrica à abertura, em veludo de cor preta. A pala é também adornada por pontos em cruz, dados a fio de lã de cores: verde, vermelho e amarelo, e por um botão redondo, em plástico de cor branca, cosido no vértice mais inferior. Tanto a orla da abertura como a da pala são guarnecidas por uma fita de lã de cor rosa e por três botões, semelhantes àquele descrito atrás, colocados, um em cada vértice. O interior da abertura é forrado por diversos retalhos de chita de algodão, estampados com motivos florais. Um dos retalhos forma também uma espécie de pala interior de formato triangular, que fecha por meio de um botão redondo, em plástico de tom dourado, lavrado com um motivo floral. Atrás, a algibeira é forrada por tecido, com fundo de cor branca cortado por motivos fitográficos de tons: rosa e azul.
Proveniência: Viana do Castelo / Meadela

Datação: XIX d.C. - XX d.C.

Matéria: Tecido (lã); Chita (algodão); Tecido (linho ?)
Dimensões (cm): altura: 27; largura: 16;

Descrição: Algibeira cordiforme, com corpo em tecido de linho (?) de cor branca, forrada à frente e de forma simétrica, segundo um eixo longitudinal, com retalhos em tecido de lã de cor vermelha ou preta. Atrás, a algibeira é forrada a chita de algodão de cor rosa, listada transversalmente com pequenas flores de cores: rosa e branco. Todas as orlas da algibeira são debruadas por uma fita de lã de cor vermelha. A cada um dos dois vértices superiores está cosida uma fita em tecido de cor branca com linhas de lã de cores: violeta, verde e vermelho. À frente, os retalhos são adornados por motivos bordados a fio de lã: em cima, os motivos são cordiformes e fitográficos de cores: violeta, amarelo, azul e laranja. Em baixo, surge um "zigue-zague" de cor verde, do qual brotam pequenos motivos fitográficos ora de cor violeta ora de cor amarela. No centro da algibeira surge uma abertura triangular, de base transversal e vértice orientado para cima. A orla desta abertura é debruada por uma fita de lã de cor azul. À base está cosido um retalho triangular, simétrico à abertura, em tecido de lã de cor castanha, lavrado com motivos de cor verde e vermelha. As orlas deste retalho são adornadas por um "zigue-zague" de cor amarela e, mais exteriormente, por outro de cor violeta. Dentro da abertura surge uma divisória parcialmente visível, formando um duplo bolso. A parte superior dessa divisória é forrada a tecido de lã de cor vermelha estampado com pequenos motivos fitográficos de cor preta. A orla da divisória é debruada por uma fita de lã de cor verde. O fundo da abertura é forrado a chita de algodão de cor vermelha, estampada com motivos florais de cor amarela e motivos espiralados de cor rosa.
Proveniência: Viana do Castelo / Outeiro

Datação: XIX d.C. - XX d.C.

Matéria: Tecido (lã); Tecido (estopa); Pelúcia (seda); Veludo (seda); Cetim (seda)
Dimensões (cm): altura: 33; largura: 19,5;

Descrição: Algibeira cordiforme, com corpo em tecido de estopa de cor branca, forrada à frente com retalhos em tecido de lã, pelúcia e veludo de seda de cor preta. Todas as orlas da algibeira são debruadas por uma fita de lã de cor preta. Na extremidade superior, tal fita estende-se para além dos limites da algibeira, caindo livremente. Em cima, apresenta uma pequena abertura transversal, de recorte ondulado, debruado por uma fita de lã de cor preta. Ao centro da algibeira, surge uma outra abertura, triangular, de base transversal e vértice orientado para cima. A orla da abertura é debruada por uma fita de lã de cor preta. À base está cosida uma pala de contornos lobulares, em tecido de lã de cor castanha, forrada, à frente, a pelúcia de seda de cor preta e debruada, nas orlas, por uma fita em tecido da mesma cor. Dentro da abertura surge uma divisória formando um duplo bolso. Tal divisória é forrada, em cima, a cetim de seda de cor preta. O fundo da abertura é forrado a veludo de seda de cor preta, lavrado de modo a formar um reticulado quadrangular. Em baixo do conjunto da abertura e da pala surgem, delineadas com um cordão de cor preta, as iniciais "M" e "I" (?). Estas apresentam-se orientadas na diagonal, preenchendo a parte inferior da algibeira.
Proveniência: Viana do Castelo / Outeiro

MUSEU DE ARTE POPULAR (Lisboa)

 
Datação: Séc XIX (?)

Matéria: Tecidos de lã
Dimensões (cm): altura: 25; largura: 15;

Descrição: Algibeira em forma de coração estilizado, apresenta dois bolsos (segredos) um na parte central com a pala decorada com "M"; outro na parte superior. Ambos estão debruados. Todas a peças está contornada com fita e prende na cintura.
Incorporação: Adquirida a D. Ofélia Rodrigues

Proveniência: Meadela (?)

 
Datação: Séc. XIX (?)
Matéria: Lã policroma, algodão, metal

Técnica: Tafetá, veludo, bordado
Dimensões (cm): altura: 25; largura: 17;

Descrição: Algibeira vermelha em forma de coração estilizado, com abertura no centro contornada por galão cor-de-rosa. Toda a peça está decorada com motivos florais bordado em tons policromos e contornada com fita azul com argolinhas. Prende na cintura com fita (restauro recente). O forro é de riscado em tons de azul e branco e de tecido de algodão branco.
Proveniência: Viana do Castelo

 
Datação: Séc. XIX - XX (?)
Matéria: Lã, algodão, fio metálico
Técnica: Tafetá, sarja, bordado
Dimensões (cm): altura: 22; largura: 14,3;
Descrição: Algibeira em forma de coração estilizado, com abertura no centro contornada com fita; toda a peça está decorada com bordados policromos, sublinhados pelo cordão com fio laminado enrolado; suspende com fitas na cintura. Forro de tecido de algodão cor-de-rosa.
Proveniência: Zona de Viana do Castelo

 MUSEU DE ALBERTO SAMPAIO (Guimarães)

Datação: XX d.C.
Matéria: Fio de lã azul marinho; fio de seda preta. Forro: fio de algodão azul acinzentado; fio de algodão preto. Material de enchimento: lantejoulas e vidrilhos.
Técnica: Feltro (azul marinho); veludo. Forro: tafetá. Bordado efetuado pela aplicação de lantejoulas e vidrilhos.
Dimensões (cm): altura: 28; largura: 20;
Descrição: Algibeira de noiva rica de Meadela/Viana do Castelo. Sobre o tecido base (feltro) da peça foi aplicado veludo, de forma a constituir o bolso propriamente dito, para conter um lenço. A decoração feita pela aplicação de vidrilho e lantejoulas, é composta por elementos curvilíneos e pela palavra AMOR. É acompanhada por um cartão de José de Passos Cavalheiro, que nele faz oferta da peça à Diretora do Museu, Dr.ª Maria João Vasconcelos.
Proveniência: Viana do Castelo/Meadela

 
Datação: 1876 d.C. - 1900 d.C.
Matéria: Lã; algodão
Técnica: Tafetá
Dimensões (cm): altura: 23; largura: 17;
Descrição: Algibeira de forma arredondada na parte inferior e quadrada no topo, ornada com vários tipos de tecido entre eles lã vermelha e algodão estampado. Possui bordado a fio de lã vermelho, rosa e azul e aplicações a fio de algodão verde e vermelho formando motivos geométricos. Está debruada com fitas de algodão branco e rosa, sendo afitada na orla exterior. Possui ainda mais dois bolsos. Aperta de lado com um cordão de material sintético em tom de branco, preto e rosa.
Proveniência: Grupo Folclórico da Corredoura, S. Torcato, Guimarães.

 
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quarta-feira, Agosto 13, 2014

TRAJE FEMININO DOMINGUEIRO OU DE FESTA DO BAIXO MINHO

Os dias de festa e de ver a Deus eram especiais e extremamente importantes para a sociedade, pois era aproveitado para um melhor atavio das mulheres, quer através dos trajes quer dos adornos utilizados.
As peças que se descrevem de seguida eram sobretudo utilizadas nessas alturas e pertencem ao Grupo Folclórico da Corredoura, fundado em 1956 na freguesia de S. Torcato, concelho de Guimarães, cujas descrições foram recolhidas no Museu de Alberto Sampaio.

JAQUETAS FEMININAS

Fig.1
Denominação: Jaqueta Feminina (Fig.1)
Datação: 1876 d.C. - 1900 d.C.
Matéria: Lã; seda; algodão; metal.
Técnica: Cetim Lavrado
Dimensões (cm): altura: 39; largura: 31; comprimento: 55,5 (manga);

Descrição: Jaqueta em lã de tom avermelhada lavrada com listras verticais alternando com motivos fitomórficos, de mangas compridas e gola redonda. Aplicação de galão em seda de tom rosa ao longo da parte inferior das mangas e do corpo da jaqueta. As mangas rematam com renda de fabrico industrial. O peitoral é ornado com seda de tonalidade rosa. A mesma seda é usada no forro da gola. Aperta à frente com quatro botões, dois pares de molas metálicas e seis pares de colchetes metálicos. A jaqueta é forrada.
 
Fig.2


Fig.3
Denominação: Jaqueta Feminina (Fig.2 e 3) Datação: 1876 d.C. - 1900 d.C.
Dimensões (cm): altura: 43; largura: 36; comprimento: 43 (manga);

Descrição: Jaqueta de lã preta lavrada, possui mangas compridas e decote redondo. Aplicação de um galão de pêlo natural preto no remate dos punhos, no contorno do peitilho e na orla inferior da jaqueta. Ornada com passamanarias com vidrilhos pretos na gola, peitilho, mangas e orla inferior da jaqueta. Possui onze botões de metal e com motivos fitomórficos a ornamentar as mangas e o peitilho. Forro em algodão creme lavrado com listras verticais e horizontais em tons de cinza e vermelho. Aperta à frente com seis pares de colchetes.

 

Fig.4


Fig.5
Fig.6











Denominação: Jaqueta Feminina (Fig.4, 5 e 6)
Datação: 1876 d.C. - 1900 d.C.
Dimensões (cm): altura: 42; largura: 44; comprimento: 51 (manga);

Descrição: Jaqueta em lã preta lavrada com formas geométricas, de mangas compridas e decote redondo. Aplicação de um galão em pêlo natural no remate das mangas, na orla inferior da jaqueta e a contornar o peitilho. Possui passamanarias de fio de algodão castanho e lantejoulas em forma de rosetas nas mangas e no corpo da jaqueta. O peitilho está ornamentado com um galão em fio de algodão castanho e lantejoulas e quatro botões ornamentais de metal com motivos fitomórficos. A gola está forrada em algodão preto. Forro em tecido de algodão lavrado com listras verticais em tons de vermelho, rosa e creme. Aperta à frente com quatro pares de colchetes metálicos.

SAIA


Fig.7
Fig.8
Denominação: Saia (Fig.7 e 8)
Datação: 1901 d.C. - 1925 d.C.
Matéria: Lã; algodão; metal
Técnica: Sarja Tafetá
Dimensões (cm): altura: 94; largura: 40 (cinta);

Descrição: Saia de lã preta com cintura pregueada também de lã preta e unida ao resto da saia por uma costura horizontal. Aperta de lado com dois pares de colchetes metálicos na cintura a partir de uma pequena abertura. Possui uma prega horizontal a meio da saia. Esta ainda é bordada na parte inferior com lantejoulas e vidrilhos coloridos em motivos de silva. Possui um galão em fita de lã preta franzida, seguindo-se uma barra em veludo de algodão preto. Debruada na roda com uma fita de algodão preto. O forro da barra é em tafetá também de algodão preto.

AVENTAL


Fig.9
Denominação: Avental (Fig.9,10,11 e 12)
Datação: 1876 d.C. - 1900 d.C.
Matéria: Algodão; vidrilhos
Técnica: Veludo
Dimensões (cm): largura: 63; comprimento: 72;

Descrição: Avental em veludo de algodão preto, franzido na cintura, apertando atrás com duas fitas no mesmo material. Bordado com vidrilhos pretos formando motivos florais. Possui um galão em material sintético preto e está rematado na parte inferior com uma aplicação de um galão em pelo natural de tonalidade acastanhada.


Fig.10
Fig.12



Fig.11
 

Fontes:
Museu de Alberto Sampaio - Guimarães
http://www.matriznet.dgpc.pt/
Grupo Folclórico da Corredoura

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segunda-feira, Agosto 11, 2014

SOCOS DOS AÇORES


Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: Tecido; Flanela (lã); Madeira (loureiro); Couro; Metal; Plástico (?)
Dimensões (cm): altura: 7; largura: 8; comprimento: 26;

Descrição: Socos (par) com rasto em madeira de loureiro. Este é constituído por salto, enfranque e pata. O salto é alto e afunilado; o enfranque esguio e em descontinuidade com a pata. O enfranque de um dos socos refere, escrito a esferográfica de cor azul: "Ilha Terceira / Angra do Heroísmo"; o outro soco, na mesma zona, refere: "madeira de loiro". A pata do primeiro soco refere ainda: "galochas para luto (?)". Apresenta umas gáspeas, que reduzem progressivamente a sua altura até à zona da calcanheira, em flanela de lã de cor preta. Estas são pregadas ao rasto por intermédio de uma fina fita de couro de cor branca. A orla superior das gáspeas é debruada por uma fita de lã de cor preta. Abaixo desta fita, à frente, surge a aplicação transversal de uma outra fita em plástico da mesma cor, cravada, ao centro, com três ilhós metálicas. A biqueira apresenta uma aplicação triangular da mesma fita.

Proveniência: Portugal / Angra do Heroísmo

 

Datação: XIX d.C. - XX d.C.
Matéria: Madeira (cedro); Couro; Metal
Dimensões (cm): altura: 8; largura: 10; comprimento: 29;

Descrição: Socos (par) com rasto em madeira de loureiro. Este é constituído por salto, enfranque e pata. O salto é alto e levemente afunilado; o enfranque esguio e em descontinuidade com a pata. O enfranque de um dos socos refere, escrito a esferográfica de cor azul: "Galochas de homem / madeira de cedro". Apresenta umas gáspeas, que reduzem progressivamente a sua altura até à zona da calcanheira, em couro de tom amarelado. Estas são pregadas ao rasto por intermédio de uma fina fita de couro de cor branca. A orla superior das gáspeas é debruada por uma fita semelhante. Abaixo desta fita, à frente, surge a aplicação transversal de uma outra fita do mesmo material e cor das gáspeas, cravada, ao centro, com três ilhós metálicas. A biqueira apresenta uma aplicação triangular da mesma fita, ponteado à máquina.

Proveniência: Portugal / Angra do Heroísmo


Fontes:
www.matriznet.imc-ip.pt
Museu Nacional de Etnologia
Trajar do Povo em Portugal

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terça-feira, Agosto 05, 2014

Traje masculino domingueiro ou de festa do Baixo Minho


Em dias especiais, de Festa e Romaria, os homens aprumavam-se vestindo calça, colete de pelúcia e casaca ou jaqueta (com alamares dourados ou prateados), predominantemente em preto, acompanhados pelo uso de sapatos de pele atanada pespontados a branco com rebordo a vermelho, ou bota igualmente de pele atanada, cardada ou não, contrastando com a camisa de linho bordada a vermelho e/ou branco, a faixa preta ou vermelha e o uso de chapéu predominantemente preto.

As peças que se descrevem de seguida pertencem ao Grupo Folclórico da Corredoura fundado em 1956 na freguesia de S. Torcato, concelho de Guimarães, cujas descrições foram recolhidas no Museu de Alberto Sampaio.
 
CAMISAS DE HOMEM


Fig. 1

Fig. 2


Camisa de homem (Fig.1 e 2)
Local de Execução: Guimarães
Datação: 1901 d.C. - 1925 d.C.
Matéria: Linho; algodão; metal; plástico
Técnica: Tafetá Bordado
Dimensões (cm): altura: 89,5; largura: 57;

Descrição: Camisa em linho branco de mangas compridas, gola em bico e fralda, bordada no peitilho, gola e ombreiras com motivos florais, sendo a ratoeira bordada a vermelho com o nome «JOSE OLI» em letras maiúsculas. A parte superior das mangas está ornada com favos. Abotoa à frente com um botão de plástico e três pares de molas metálicas, e os punhos abotoam cada qual com o seu botão.


Fig. 3
Fig. 4
Camisa Homem (Fig. 3 e 4) Local de Execução: Guimarães
Datação: 1901 d.C. - 1925 d.C.
Matéria: Linho; plástico
Técnica: Tafetá Bordado com os pontos: pé-de-flor; cheio; canutilho; gradinha; ilhó de rolinho; favos; nozinho
Dimensões (cm): altura: 94; largura: 78,8; comprimento: 71 (manga);

Descrição: Camisa com peitilho bordado com barras verticais, formadas por motivos geométricos, dentro dos quais estão bordados motivos florais. Aperta com quatro botões. A ratoeira é bordada a vermelho com a legenda "MANOEL", as letras são intercaladas com pequenos motivos florais. As mangas são compridas, possuem favos na parte superior, punho e apertam com um botão.
Fig. 5
Fig. 6
Camisa Homem (Fig. 5 e 6)
Local de Execução: Guimarães
Datação: 1901 d.C. - 1925 d.C.
Matéria: Linho; plástico
Técnica: Tafetá Bordado com os pontos: pé-de-flor; cheio; recorte; cruz; gradinha; cadeia; ilhó de rolinho; ilhó de recorte
Dimensões (cm): altura: 100; largura: 58; comprimento: 79,5 (manga);

Descrição: Camisa com peitilho profusamente bordado com pássaros, flores, corações, trevos, jarras e cruzes, sendo a carcela bordada com uma barra de flores. A ratoeira é bordada a vermelho a ponto cruz e ponto cadeia, com a legenda "AMPA". Aperta com três botões e possui mangas compridas que rematam com punho e apertam com um botão.


Fig. 7
Fig. 8
Camisa de homem (Fig. 7 e 8)
Local de Execução: Guimarães
Datação: 1901 d.C. - 1925 d.C.
Matéria: Linho; algodão; plástico
Técnica: Tafetá Bordado com os pontos: pé-de-flor; cheio; recorte; gradinha; formiga; ilhó de rolinho; rolinho; lançado; favos; nozinho
Dimensões (cm): altura: 94,8; largura: 59;

Descrição: Camisa com ombreiras e peitilho bordados com barras verticais, formadas por motivos geométricos, dentro dos quais estão bordadas flores. Aperta com três botões de plástico, mas atualmente falta um botão. A ratoeira está bordada a vermelho com a legenda "ANTONIO*M" rodeada com um friso de silvas. As mangas são compridas, possuindo na parte superior favos de pequena dimensão ladeados por duas hastes com pétalas, rematam com punho e apertam com um botão.

 JAQUETA HOMEM


Fig. 9
Fig. 10
Fig. 11

Jaqueta Homem (Fig.9, 10 e 11)
Local de Execução: Guimarães
Datação:1876 d.C. - 1900 d.C.
Matéria: Lã; prata; algodão; plástico Forro: algodão vermelho
Técnica: Tafetá
Dimensões (cm): altura: 56; largura: 34;

Descrição: Jaqueta em carapinha de lã em tom castanho, de mangas compridas e decote em bico com gola e bandas. Possui dois bolsos de recorte redondo no exterior e um bolso no interior. É debruada com fita preta nas bandas, nos bolsos, nas mangas e no recorte inferior da jaqueta. As mangas também são ornadas com um total de dezasseis botões de plástico castanho, um dos quais está partido. Possui ainda quatro alamares de prata em forma de cavalos empinados, cada qual com uma corrente rematada com uma pequena esfera.


Fig. 12
Fig. 13

Jaqueta Homem (Fig. 12 e 13)
Datação: 1876 d.C. - 1900 d.C.
Matéria: Lã; algodão; prata; metal
Técnica: Tafetá
Dimensões (cm): altura: 60; largura: 40;

Descrição: Jaqueta em tecido de lã preta lavrada com listras verticais em pelúcia, de mangas compridas e decote em bico com gola e bandas. Possui dois bolsos de recorte redondo no exterior e um bolso no interior. A jaqueta é debruada com fita preta de material sintético nas bandas, nos bolsos, nas mangas e no recorte inferior da jaqueta. A gola e a parte inferior das mangas estão forradas a algodão preto. As mangas estão decoradas com um total de quatro botões pretos de plástico. Possui dois alamares em moedas de prata: uma datada de 1896 com o perfil de D. Carlos I e a outra datada de 1886 com o perfil de D. Manuel I, ambos antigos Reis de Portugal. Cada moeda contém uma corrente de prata, embora uma esteja incompleta. Forro em tafetá de lã vermelha.

 
CALÇAS DE HOMEM

Fig. 14
Calças Homem (Fig. 14)
Datação: 1876 d.C. - 1900 d.C.
Matéria: Lã; algodão; plástico; metal
Técnica: Tafetá
Dimensões (cm): altura: 93,5; largura: 36;

Descrição: Calças em tecido de lã de tonalidade preta, lavrada com listras verticais alternando com ziguezagues verticais. Aperta à frente na braguilha com três botões em plástico e um colchete metálico de grandes dimensões e aperta atrás com presilha e fivela metálica. Possui dois bolsos à frente. O forro dos bolsos é em tafetá de algodão branco e o da cintura em algodão vermelho.

 COLETE DE HOMEM


Fig. 15


Fig. 16
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Colete Homem (Fig. 15 e 16)
Datação: 1876 d.C. - 1901 d.C.
Matéria: Lã; algodão; metal
Técnica: Tafetá
Dimensões (cm): altura: 54; largura: 48;

Descrição: Colete em pelúcia de material sintético de tonalidade acinzentada, decote redondo com bandas reviradas e cada uma presa com o seu botão de plástico de tom creme. A frente trespassa e está ajustada com um total de doze botões de plástico em tom creme. Possui três bolsos externos: um bolso na parte superior direita e dois bolsos na parte inferior. Costas em lã verde lavrada com listras verticais pretas, possuindo presilha e fivela metálica em baixo. Forro em tafetá de algodão lavrado com listras verticais de tonalidade acastanhada.


Fig. 17
Fig. 18














Colete Homem (Fig. 17 e 18)
Datação: 1876 d.C. - 1900 d.C.
Matéria: Lã; algodão; metal
Técnica: Tafetá
Dimensões (cm): altura: 51; largura: 52;

Descrição: Colete em pelúcia de material sintético de tom acastanhado, decote redondo com bandas reviradas e presa cada uma delas com o seu botão de plástico de tonalidade acastanhada. Possui uma casa de botão na parte inferior da banda direita onde seria preso um cordão. A frente trespassa e está ajustada com um total de sete botões de plástico de tom creme (falta um). Possui três bolsos externos: um bolso na parte superior direita e dois bolsos na parte inferior: e um bolso interno na parte direita. Está debruado na gola, nas bandas, nos bolsos e na parte inferior por uma fita de lã de tonalidade creme. Costas em lã vermelha lavrada com listras verticais pretas, possuindo presilha e fivela metálica em baixo. Forro em tafetá de algodão lavrado com listras verticais pretas e azuis.

 

Fontes:
Museu de Alberto Sampaio - Guimarães
http://www.matriznet.dgpc.pt/
Grupo Folclórico daCorredoura
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