quinta-feira, agosto 17, 2006

Trajes do Minho

Fala-se muito, por aí, em «traje à moda do Minho», «traje minhota», ou «traje à moda de Viana», «traje à Vianense», «traje à Vianesa» - usadas todas estas expressões como sinónimas particularmente relacionadas com Viana-do-Castelo. Ora, na província do Minho não há, para mulheres, como para ninguém, um só vestuário regional típico e nem sequer o há em Viana-do-Castelo. Dizendo-se "Viana-do-Castelo" há de perceber-se o concelho, e não a cidade, pois, quanto à indumentária, pode-se dizer que nada hoje subsiste nela de local, mas sim pelas Freguesias que lhe ficam ao redor.
«Traje à moda do Minho» ou «à Vianesa» (são estas as formas de dizer mais usadas no país, mas, por terras minhotas, usa-se especialmente a denominação de "Traje à Lavradeira") é um vestuário feminino, de festa, de «grande gala», apenas usado em dias assinalados e por moças de algumas aldeias do concelho de Viana-do-Castelo.
Em Viana-do-Castelo, quando se fala em de "Traje à Lavradeira", sem especificação alguma, entende-se em geral o «vermelho» das lavradeiras de Santa Marta de Portuzelo (na qual há também um belo «traje azul»), não só por ser aquele o vestuário o que mais agrada ao comum dos habitantes, pelo seu colorido quente e variado, mas ainda por ser o que a
indústria caseira e o comércio local mais espalham na região
O traje vermelho ou azul são indistintamente usados pelas raparigas, mas quando casam quase sempre dizem adeus ao vermelho e passam a usar só o azul, quando se querem vestir de lavradeira.
Antigamente quando era divulgado o noivado, e nunca antes para se livrar de humilhação ou falatório se o casamento se desfizesse, a noiva dirigia-se à cidade “botar o ouro”, acompanhada pelos seus futuros sogros. Eram eles que ofereciam aquela que iria ser nora uma designada quantidade de ouro, correspondente às suas possibilidades económicas.
No primeiro domingo após este ritual, a noiva ia à Missa, exibindo o ouro oferecido, e vestindo o traje de lavradeira. Facilmente se detectava uma noiva pelos seus adornos e trajar.
No que respeita aos lenços, deve notar-se que não há em cada aldeia, uniformidade absoluta nas suas cores. O lenço da cabeça poucas excepções costuma apresentar é vermelho, mas, o lenço do peito em Santa Marta costuma ser diferente, é amarelo.

Traje de lavradeira
Sobre a alva camisa bordada de azul, nos punhos, nas frentes e nos ombros, a mulher minhota enverga um colete que exerce a função de espartilho. Os cortes vincam as formas do corpo, a altura do colete e a amplitude das cavas atribuem-lhe grande comodidade, pois permite um melhor movimento dos braços. Por outro lado, a orla do colete segue a linha do diafragma, favorecendo a respiração. O colete é profusamente decorado por bordados policromáticos de gosto barroco. A saia, rodada e de grande amplitude, é marcada por uma larga barra bordada com os mesmos motivos silvestres e românticos do colete. O avental franzido é decorado com “puxados” que recriam um magnífico jardim em relevo. A algibeira reforça a beleza da mulher com a sua forma de coração, tendo como utilização prática o transporte de dinheiro e do lenço.
A mulher minhota calça meias de renda brancas e chinelas de pele bordadas com motivos florais vegetais e geométricos. Na cabeça usa um lenço de fundo vermelho com barra estampada com motivos florais, vegetais e cornucópias

Traje domingueiro masculino (finais do século XIX)
Composto por calça, camisa e jaqueta. A camisa branca é decorada com bordados tradicionais minhotos, com motivos amorosos. A cor vermelha da faixa e dos bordados confere ao conjunto um certa alegria, uma vez que todo o traje é negro. O preto é sinónimo de austeridade, pelo que os trajes de “ver a Deus”, utilizados para ir à missa, são dessa cor. O preto confere ainda severidade e sofrimento, já que simboliza o luto profundo e prolongado.

APONTAMENTOS SOBRE DO TRAJE DE LAVRADEIRA

O Avental – O pintor José de Brito Sobrinho recolhendo-se, doente e desiludido à sua casa natal de Santa Marta de Portuzelo, ali casou com uma habilíssima tecedeira e para aumentar os rendimentos ao casal resolveu criar novos aventais. Pôs de parte os motivos geométricos (antigamente os aventais não apresentavam quaisquer bordados eram muito simples, com o tempo estes apresentam mais riqueza, surge as figuras geométricas como os losangos, triângulos e quadrados) e desenhou flores e folhas a preto, vermelho, verde e amarelo. Não admira que a novidade agradasse, pois os primeiros aventais eram lindíssimos. Após a sua morte, ocorrida em Fevereiro de 1919, outras tecedeiras continuaram o seu trabalho, deram-lhe novas cores, mas conservaram mais ou menos os desenhos por ele idealizados.
Os Lenços – Em 1880 os lenços nacionais foram abandonados por unanimidade, visto serem incomparavelmente menos vistosos que os lenços austríacos, com 4 variantes: vermelho, roxo, verde e amarelo, todos estes com o mesmo tipo de desenho.
O Colete – Naturalmente, o bordado manual dos coletes mais antigos eram simples, cortados em baeta azul, com cinta de veludo preto, apenas debruado a fitilho por meio de cordões, gradualmente vão sendo cada vez mais bordados, a missangas brancas e fios de seda (folhas e flores em especial cravos).
A Algibeira – Num trabalho minucioso, de autêntica paciência as algibeiras passaram abruptamente da forma rectangular para a cordiforme, acompanhando o labor dos coletes.
A Saia – Por volta de 1900, a barra das saias apareceu com a parte superior levemente bordada a branco - uma silva, como lhe chamavam, minuciosa e perfeita, - que, pouco a pouco, se foi alargando e hoje nos aparece como representando grandes malmequeres.
As Chinelas – Chinelas eram de veludo preto, liso ou com um laço. Posteriormente passaram a ser pretas e bordadas a branco ou de verniz.

25 comentários:

nina disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Anónimo disse...

eu acho que deviam dar mais informação sobre as danças típicas, os instromentos típicos, a história da música do minho, identificar melhor os traje... Assim tinham um seite melhor. Ana

Carlos Cardoso disse...

Olá Ana
Obrigado pela tua sugestão.
De facto era muito interessante inserir neste blog outros aspectos da etnografia portuguesa. No entanto, tal significaria muitas horas de estudo e pesquisa, o que nem sempre é possível. Manter um blog com estas características "actualizado" é complicado sobretudo para quem este é apenas um passatempo.
Quanto aos trajos do minho, se fizeres uma busca no blog verás que existem vários artigos sobre esta região, que, naturalmente, não esgotam o tema porque existem muitos outros trajes dessa e de outras regiões para divulgar, ainda assim, já descrevi mais de uma centena.
Fica a promessa de mais trajes.

Atenciosamente
Carlos

Anónimo disse...

sabrina do rancho de Kremlin-Bicetre " Terras do minho "
a tomar nota da msg da aninhas porque é verdade que nos agora temos poco informaçàos sobre as tradiçàos antigas dos nossos avos.Desde de pequeninha ( 26 anos ) tenho muito amor e paxao por o meu rancho mas faltam nos muito informaçào desta cultura que ns faz prazer de représentar.

obrigado sr. Carlos Cardoso por os vossos articlos

abjoao disse...

gostava de saber onde encontrou as informações sobre o pintor josé de brito e os aventais, bem como sobre o abandono dos lenços nacionais (e que elenços eram esses? de lã? bordados? com que motivos?)

obrigado

Carlos Cardoso disse...

Este artigo teve como base a seguinte biografia, pelo que se aconselha a sua consulta:
Romaria Nossa Senhora D’ Agonia, Agosto 2000, Viana do Castelo.
Paço, Afonso – “ Etnografia Vianesa “ , em 1994
Basto, Cláudio - “TRAJE À VIANESA”, 1930
Câmara Municipal de Viana do Castelo - “Exposição de Trajes Populares de Entre–Douro–Minho”,1971
Araújo, José Rosa – “Algumas Notas sobre o Traje Popular , Arquivo do Alto Minho”.

Ruy disse...

Acho que deveriam colocar trajes tipicos masculinos, com mais variedade.

Rita Guerreiro disse...

Bom dia,

Alguém pode informar-me onde poderei comprar em Lisboa um traje tradicional do Minho para uma criança de 5 anos? precisava de um traje destes para a festa da escola.
Se alguém souber agradecia que me informassem para o ritasguerreiro@gmail.com.

Muito obrigada,
Rita Guerreiro

snow-white disse...

Muito prazer.

I live in Japan.
I'm sorry that I can't speak Portuguese.

I have some questions about Traje a Vianesa.
Could you teach me?



I hear that.....

1)The reason of the bride put on the black clothes, "The black is not dyed other colors"

2)When the bride died, the black bride clothes are dressed.

1) and 2) are correct?

3)Does Black Bride exist in the only Viana do Castelo?




1)How many years has this box been made?
(or what century?)

2)Is this box related to the marriage or religion?
What was put in this box in the old times?

Muito obrigada.
Arigato gozaimasu.

snow-white

Carlos Cardoso disse...

Hello snow-white
I’m going to try to answer to your questions:

1)The reason of the bride put on the black clothes, "The black is not dyed other colors"
In part is true, but also because black is a noble colour, and, in some parts of Portugal, whose reserved for a weeding dress, and after that only special occasions. A married women never hears a bright colour, only single one’s did.

2)When the bride died, the black bride clothes are dressed.
Yes, because it was her best dress, the best preserved, not for the colour. Off course, black in the occidental world means mourning, but on that region it was the purple. Someone (women) in sorrow for a dead parent our a husband that was far way (in Brazil) the purple was the colour of her dress. The black came by influence of others regions our cultures.

3)Does Black Bride exist in the only Viana do Castelo?
No, not only. But was more used in the north of Portugal (Minho, Douro, Alto Douro, Beira-Litoral), more rich regions, because black cloth was very expensive. In the other regions a women could married with any dress of any colour, has long has it would bee her best dress, and especial made for de occasion.

1)How many years has this box been made?(or what century?)
By box, I think you mean de heart shape purse.
This purse is used for many century’s, but this shape was develop in the 19th century.

2)Is this box related to the marriage or religion?
What was put in this box in the old times?
It was only to put personal things, some coin’s our a handkerchief.

Thanks for your interest
Carlos

Mesa de Baco disse...

Cumprimentos, Carlos, pelo "Post". Estava fazendo uma matéria para o Mesa de Baco sobre os vinhos verdes e o mesmo complementou e me tirou dúvidas sobre o tema, a Região do Minho, etc.

Muito grato.

Neri Cavalheiro

snow-white disse...

Boa tarde.
Muito Obrigada.
Your answer is very helpful for my research of portuguese artesanato.

I and my husband held photo and artesanato small exhibition about portugal in Japan in November.

http://www.h3.dion.ne.jp/~porto4/tenrankai2.htm

And I'm introducing the Portuguese artesanato in our homepage.

http://www.h3.dion.ne.jp/~porto4/portugalart.htm

I will introduce about Trajes do Minho in my homepage.

Domo Arigato Gozaimashita!!

P.S.
I'm sorry that I contributed same comments several times.
Because I didn't know how to use this comentario.

Anónimo disse...

Caro Carlos,
preparo me agora para fazer um trabalho para um disciplina de faculdade, intitulada Arqueologia Moderna e Contemporanea, na qual abordamos muito o tema do artesanato e da etnografia. Vi neste trabalho uma oportunidade de explorar um pouco da minha ascendencia: sou neta e filha de minhotos, mas nascida e criada no porto.. Gostava de saber se podia contar com a sua ajuda.

Desde já agradecida,
Ana.

Carlos Cardoso disse...

Olá Ana
Não me considero um perito, mas tenho muita informação que pode ser-lhe util.
Pode contactar-me através do e-mail
c.alvescardoso@gmail.com

Anónimo disse...

OLA ESTA MUITO FIXE E DEU-ME MUITA OTILIDADE PARA O MEU TRABALHO ACHO K DEVIAM DE POR MAIS IMAGENS!

Anónimo disse...

EU AMO VIANA DO CASTELO.
e já fui no coetejo , lálálá :D

Pedro Coimbra e Costa disse...

Permitam-me desde já dar os meus sinceros parabéns por este blog! tem imensa informação à cerca dos nossos trajes tradicionais! Para ser perfeitamente honesto nunca tive muuuuiiittooo interesse nesta área, mas acho que devo deixar aqui uma palavra de apreço ao conteúdo deste site!
Dito isto, gostaria de dizer que embora tenhamos os nossos trajes tradicionais e históricos muito bem documentados, eles não passam disso mesmo, trajes de uma outra época que se usam nos dias de hoje apenas em dias em que se pretende remontar a esses tempos. É minha opinião que esta deve ser uma prática a ser mantida.
O que eu proponho e pergunto é se não existe uma maneira de transpor algumas das nossas tradições de vestuário para os dias de hoje? é que por exemplo, não me parece que eu possa ir para uma reunião de trabalho vestido a rigor de traje tradicional português.... o que eu gostaria era de ver era uma situação de meio termo, em que eu teria roupa "moderna" baseada nas nossas tradições.
Desculpem me a comparação mas foi a única de que me lembrei: os Alemães também têm os seus trajes tradicionais (principalmente os tiroleses) muito bem definidos, o que não impediu a sua evolução para algo que muitos usam todos os dias, o caso dos chapéus e até dos fatos, que para muitos faz parte do seu vestuário de todos os dias.
Espero não ferir susceptibilidade com o meu comentário, não é esse o meu objectivo, pura e simplesmente acredito que para manter as tradições vivas á que as viver e para as viver nada melhor que as viver todos os dias!
Cumprimentos e mais uma vez parabéns pelo site!
Pedro Coimbra e Costa

Algumas verdades a ser esclarecidas ! disse...

A designação de Fato á Vianesa ou Traje á vianesa não é no meu entender a designação mais correcta.
Quando estou numa aldeia como Afife ou Cardielos não vou dizer aos residentes , para trajarem o fato á vianeza!
Digo sim para levarem o fato de lavradeira da freguesia.
Alguns autores proximos ao Dr. Claudio Basto faziam questão em salientar que o fato de lavradeira era usado em toda a Região do Minho, alguns sitios com mais relevancia outros menos.
Uma forte propaganda e adulteração da verdade histórica, bem elaborada pelas gentes de Viana nos anos de 1930 fez com que Viana arrecadasse todo prestigio e expansão das vestimentas do Minho.
Faz alusão a este problema alguns escritores oriundos da região de Barcelos. Alguns pormenores estão até descritos em livros.
Quanto ao fato azul que erradamente lhe chamam Fato de Dó , nunca o foi.
O Dr. Claudio Basto cometeu um erro crasso em dar essa explicação.
Como é possivel uma pessoa ir para uma romaria quando tinha algum parente ou familiar falecido muito recente.
Todos sabemos que o luto há 40 anos atrás era rigoroso, e as pessoas não corriam riscos pois não queriam andar na boca do lobo.
O Proprio Jose Rosa Araujo num dos livros do Alto Minho o confirma, no entanto muitos etnografos de Viana, redigiram e continuam a escrever falsidades que não correspondem á verdade.
Outro fato muito polémico e que nunca existiu, foi o chamado Fato de Meia Senhora .
Durante anos a fio foi um fato introduzido na Mordomia , não era adequado ao momento.
Parece que acabaram por reconhecer que efectivamente estavam errados.
Ainda bem porque era fato que se estava a enraizar duma tal forma que a longo prazo passava a ser o fato mais usado nos cortejos e desfiles.
Todos os fatos em questão são unicamente exclusivos da classe do povo , do meio rural em especial , e tudo quanto falam sobre o mesmo é tudo mentira.
Os ranchos folcloricos passaram a usa-lo e a fazer parte das suas vestimentos.
Para confirmar a verdade basta ler na Net o que dizem os de Perre os de Anha, os de Viana,sobre o mesmo .
Chega-se á conclusão que é uma coisa sem pés na cabeça !
Quanto ao pintor José Brito lembro que havia dois , um tio e um sobrinho com o nome identico.
O sobrinho é que efectivamente elaborou desenhos e levou a criação dos aventais com rosas, deixando para trás os chamados aventais " dos Quadros " como dizia a gente do campo.
Muitas vezes quando falam do assunto misturam tudo fazendo crer que foi um quando foi o outro.
Muitas das historias contadas sobre algumas vestimentas , colocação do ouro, e demais assuntos são meras invenções criadas para alimentar uma cultura que é o"Folclore".

curioso e entendido nesta área de vestimentas regionais. disse...

O Cartaz da Festas de Santa Marta de Portuzelo do ano 2011 tem como referênçia um moçoila vestida de Traje de Lavradeira Azul.
No programa das Festas página 21 faz uma descrição histórica do Fato que no meu entender deveria estar logo no inicio do folheto.
Duma forma cuidada e talvez com o receio de estar a levantar uma polémica sobre o assunto , este foi colocado quase nas ultimas folhas passando despercebido da maior parte dos leitores.
O texto diz o Seguinte " Ao falar dos trajes regionais de Santa Marta de Portuzelo todos sabemos da existencia de diversos tipos de trajes que se vestem á semana, aos Domingos e em dias de festa e depois outros que alguém intitulou de ocasionais, como é o caso do traje de Mordomia , de Noiva, e o imprópriamente chamado traje de Dó, ou até traje de luto, mas que de luto nunca o foi. Só quem não conhece a psicologia da mulher alto-minhota que , por morte de parente próximo se veste rigorosamente de luto pesado , é que pode asseverar tal coisa...... " .
O responsável do texto perde apenas por um motivo não menciona onde foi retirada esta noticia.
Estes dados estão referenciados no livro Arquivo do Alto Minho pelo Sr. José Rosa de Araujo escritor.
O autor do texto publicado nas festas não descobriu nada de novo apenas confirma factos redigidos por outra pessoa e que muita gente faz referência ao Fato Azul como fosse um Fato de luto ou de aliviar o luto.
Os " Pseudo-etnógrafos " de Viana continuam a redigir sobre o assunto duma forma errada e persistente, quando até os responsáveis da Romaria de Santa Marta reconhecem que a designação do Fato está errada.
A todo o momento a verdade pode ser
esclarecida, agora fazer crer é que não !

As verdades sobre o Traje e Folclore Vianez disse...

As verdades e mentiras sobre o traje e folclore vianez:-

E com satisfação que vejo algumas pessoas a por o dedo na ferida.
O Sr Carlos Antunes Santamartense fez parte do Grupo Folclorico de Santa Marta há muitos anos atrás.
Foi um dos impulsionadores e dinamizadores dorancho ,juntamente com o falecido Dr. Sousa Gomes.
Acompanhou e promoveu muitas das saidas e exibições do rancho.Conviveu com o mesmo e sempre soube lidar com estas matérias ..Conheceu os costumes da terra e recorda-se de muitas conversas dos mais velhos ,sobre o antigamente.Os trajes e costumes eram assuntos tratados a devido tempo.
No Jornal Aurora do lima de 6/7/2012 , expoe um artigo mostrando o seu desagrado da forma como são adulterados os costumes da sua terra.
Todos os escritos , fontes , fotografias serão historia no dia da amanhã.
Invocando " Mentiras " estamos a deturpar a verdade.
Muitos assuntos teem sido redigidos duma forma inadequada e quando se pretender adulterar também se " Encomenda "para fazer crer que era assim. Então passaria a ser uma tradição a partir daquele momento.
É o caso do ouro , a forma de o colocar , as babetes, e muitas outros assuntos que aqui se poderia abordar.
Até já foi " Inventado" por uma " mestrada " que informa que as babetes onde é colocado o ouro em quantidades extremas ,foram criadas nos anos 60 e 70 para transportar o ouro de familia.(mas que na verdade nunca o foi) só para as camaras da televisão !
Há muito "Expert " nestas matérias , mas quando abordam o assunto , só dizem coisas que não devem.

Conforme disse atrás vou trancrever o artigo do Sr Adriano Antunes:

O titulo do artigo é;-
Se não houvesse gostos que seria do amarelo.....
Era esta a expressão popular usada, quando a alguém não agradava a cor brilhante do amarelo, que nem sempre merecia esse trato.
O Cartaz da Romaria de Santa Marta não deixa de ser, até , um dos mais vistosos que ultimamente a comissão de festas tem apresentado, embora o seu presidente seja sempre a mesma pessoa, poderá mudar um ao outro elemento, mas o presidente é vitalicio.
É o amarelo que mais realça as cores do nosso cartaz. O colete que o jovem Nelson ostenta é, sem duvida , o que mais chama a curiosidade, colete nunca visto nos nossos antepassados,é exibido no nosso grupo folclórico e agora , no cartaz.
A jovem que enverga um traje de feira também nela apostaram, e bem , no " Amarelo " ( do Ouro).
Mas nunca alguém se apresentaria numa feira com tanto ouro ao pescoço.
Sujeitar-se a ser ridicularizada pelas outras mulheres que iam feirar, ou então sofrer o desgosto de vir para casa com o pescoço vazio.
A jovem que faz fundo na fotografia não alterou o traje á lavradeira , colocando o lenço amarelo, contudo , deixou que lhe pusesse uma gargantilha e umas tantas peças em ouro penduradas no lenço, e um alfinete com tres libras simbolizando , os tres vintens, usado apenas nas noivas " Oferta da Mãe " , garantia que a sua filha ia virgem para o casamento ".
Pena é alterarem o Traje á lavradeira unico no nosso País e o mais representativo traje portugues , tendo sido já Cartaz na nossa Expo /98.
Não se admirem quando os nossos politicos dizem " Isto è folclore " , confundindo com o Carnaval.
Por Favor , não alterem o nosso traje á Lavradeira, e muito menos em Santa Marta, que sempre teve o brio de representar o fato completo, fosse ele o vermelho ou o Azul. Mas o lenço amarelo nunca fez parte do trajar á lavradeirade Santa Marta.
O saber trajar,o saber ourar, faz parte da nossa cultura Santamartense.
Como se vê uma pessoa que lidou com o Rancho desde longa data não pode admitir nem aceitar a forma como estes assuntos são adulterados.
Mas este não é um caso só, temos visto um " Mestrado " cá na terra,invocar Ramalho Ortigão falando dos trajes e do ouro ..

Correção ao nome do Autor do Texto no jornal Aurora do lima disse...

"As verdades sobre o traje vianez". Por lapso mencionei o autor do texto no Jornal Aurora do lima o Sr .Carlos Antunes quando deveria ser o Sr. Adriano Antunes.
Peço desculpa .
Os meus respeitosos cumprimentos.

Paula disse...

Olá, parabéns pelo artigo, mto bom!

Resido em Lisboa há pouco tempo e gostaria de lhe perguntar onde se encontra uma boa loja onde se vendam trajes portugueses por aqui.

Poderia me ajudar?
Mto Obg, paula

Vimar Anis disse...

A todos os interessados em adquirir trajes folclóricos (com especial destaque para o traje minhoto), recomendo uma casa especializada desde 1968, em Guimarães, que é a CASA PASTOR (fica na Alameda de S.Dâmaso). Não só vendem as peças dos trajes, como aceitam encomendas para bordados das mesmas, através do contacto com artesãs portuguesas. Note-se que, como é evidente, o artesanato é trabalho manual especializado cada vez mais raro e que por isso mesmo é de elevada qualidade, mas caro.

Anónimo disse...

O traje de Santa Marta nunca teve lenço amarelo e Viana do Castelo escreve-se sem hífens!

António Alves Barros Lopes disse...

ver
http://lopesdareosa.blogspot.pt/2016/04/o-ouro-das-minhotas.html
lopesdareosa