
Ao pescoço usa um lenço de forma quadrangular de algodão branco e na cabeça um lenço preto, também conhecido como cachené, estampado de vermelho com motivos florais. À cintura o “ourelo”, um cordão feito de fios de lã de várias cores, completa o conjunto. O “ourelo” era trazido pelo homem das terras distantes da Galiza para onde os deslocava em busca de melhor faina e o oferecia à namorada como um símbolo de compromisso mais sério e das boas intenções do rapaz.
No traje do pescador a camisola tricotada, reduz o seu corte ao essencial, uma abertura na cabeça, cavas e costuras laterais, sendo a gola virada. Os atilhos permitem utiliza-la aberta ou fechada. Os motivos decorativos, a vermelho e preto, identificam de imediato a profissão do seu utilizador, reconhecendo-se motivos náuticos, a coroa, as armas reais e as célebres “siglas”.

As calças, são apertadas nas costas com presilha e fivela, sendo largas em baixo para poderem ser arregaçadas. À cintura, o homem poveiro enrola uma faixa de algodão de cor natural e na cabeça usa o “catalão”, um barrete de cor vermelha que ressalta na alvura do traje.
A cor branca destes trajes indicia a proximidade do mar e das areias, pois o trabalho na terra não permite o uso de tonalidades claras e o sal mancha as cores escuras.
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