quinta-feira, outubro 23, 2008

O traje de “Meia-Senhora”ou de “morgada” - Minho


O traje de “Meia-Senhora”ou traje de “morgada” significa que a lavradeira, mesmo com o casamento não atingiu ainda o titulo de “senhora” dentro do quadro das distâncias sociais.
É sinónimo de casa farta, boa lavoura, criadagem, tulha cheia, soalhos encerados e o cheiro a mosto nas adegas.
Compõe-se normalmente de saia de chita, com estampado de flores, guarnecida com bastas e folhos com aplicação de espeguilha ou saia de fazenda preta com uma basta a que se segue um galão salpicado a vidrilho da mesma cor.
Casaquinha preta com fitilhos e vidrilhos a guarnecê-la ou casaquinha com de “armur” com peito guarnecido a galão de cetim e vidrilhos, e rematada a renda branca nos punhos e gola. Lenço de seda natural estampado, chinela com meia bordada e o “guardasolinho” e a “casaca de confeitos” em crochet a pender-lhe das mãos e a substituir a algibeira.

6 comentários:

Carlos Miranda disse...

Olá Carlos, tudo bem?

Poderia informar o que calçavam as Meia-Senhoras ou Morgadas?

Temos essa dúvida em nosso Grupo.

Grande abraço,

Carlos Miranda
Alma Lusa
Brasil

Carlos Cardoso disse...

No trajo da meia-senhora ou morgada usava-se a chinela preta, podendo ser de verniz ou não. existiam ainda alguns modelos que possuiam um pequeno laço preto como decoração, o que hoje é dificil de encontrar nas lojas da especialidade.

Jacinta disse...

Ola, Carlos Tudo Bem?
Qual é a differença entre a morgada e a meia-senhora?

Anónimo disse...

Jacinta:
Quero lhe dizer que sou um grande coleccionador de postais antigos cuja temática é costumes do Norte.
Possuo uma grande variedade e orgulho-me de ter algumas raridades referente ao Concelho de Viana do Castelo.
Tenho 60 anos ,possuo uma vasta colecção de livros da area de etnografia .
Em tempo algum vi ao longo de estes anos referençia quer por escrito ou mesmo postais sobre o traje de Meia Senhora.
Para chegar a uma conclusão deve procurar na net ver sobre assunto: Meia Senhora de Anha, de Perre , de Viana sobre o mesmo assunto .
Em pouco tempo vai chegar a uma conclusão que tudo o que é dito sobre o assunto não tem pés nem cabeça.
Esses Fatos foram criados " e Inventados a bem poucos anos, anos 70 por três pessoas bem conhecidas da cidade. Juntaram na Senhora da Ajuda ( Meadela) e entre eles classificaram-no com a designação que hoje conhecemos encontrando-se escrito os factos.
Espero ter esclarecido alguns pormenores sobre o assunto.
Quanto ao resto é uma questão de confirmar e em pouco tempo chegará a uma conclusão.
Começaram então a aparecer duma forma desenfreada na mordomia.
A Propria D. Emila Vasconcelos que também colaborou e ajudou na divulgação do mesmo , a dado momento reconhece que era um exagero e para por termo ao assunto faz criticas em livro.
Apareceram ás centenas " Queriam todas ir de Fidalgas " diziam as figurantes do cortejo.
Ora na Mordomia os fatos de visita ás autoridades ( à cidade) eram os fatos negros conhecidos por Mordoma, os de fazenda Azul, e em especial os fatos de lavradeira apresentado nas diversas cores , azul,vermelho,verde, estes sim são os verdadeiros fatos da Festa.
Levou tempo mas acabaram por corrigir o que era feita de errado já á uma série de anos.
Quanto á designação Morgado ou Morgada entenda-se que no meio rural era dado á pessoa que efectivamente era filho unico .
Normalmente estava associado a um filho ou filha de um lavrador rico com muitas propriedades.
Era pois um bom investimento casar com uma pessoa nestas condições.
Tinha casa farta , espigueiro, lagar de Vinho, toneis, gado, evidenciando de certa forma a abundancia na casa.
Quanto ás casas de nobreza rural
nada tinham a haver com demais habitantes da aldeia era outra linhagem não se misturava com o povo , tinha lides e costumes, vestimentas bem diferente do resto das pessoas.
Apareceram as histórias mais incriveis sobre o assunto, caindo muitas vezes até no ridiculo.

Maria de Fátima Tucha disse...

Gostaria que me informasse se a saia do fato de Meia Senhora além de flores miudinhas tbém terá que ter riscas... Obrigado

Carlos Alexandre Cardoso disse...

Maria de Fátima Tucha

Este era o tipo de chita normalmente utilizado, que ainda hoje de produz e é facil encontrar no mercado.

Obrigado